O ministro da
Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, atualizou para 97 o número de
presos da megaoperação Luz na Infância, que já cumpriu 106 dos 178 mandados de
busca e apreensão emitidos pelos tribunais de justiça estaduais.
As informações
sobre os suspeitos foram fornecidas pela Secretaria Nacional de Segurança
Pública às polícias civis dos estados, que têm jurisdição sobre o crime e deram
continuidade às investigações. No Amapá e no Piauí, o trabalho não foi
concluído a tempo da deflagração da operação, que envolveu os outros 24 estados
e o Distrito Federal. O ministro afirmou que o trabalho continua e mais
mandados podem ser emitidos nos próximos dias.
Torquato
Jardim destacou a importância da cooperação internacional em tecnologia para a
segurança pública no Brasil, explicando que os principais crimes que precisam
ser combatidos no país são praticados por quadrilhas que têm ligações
transnacionais, como os crimes cibernéticos e os tráficos de drogas, armas e
pessoas.
"Nada se
passa no espaço exclusivo do território nacional. A integração federativa é
fundamental, e a integração internacional não é menos fundamental em
tecnologia. Essa é uma tecla que o Ministério da Justiça bate muito",
afirmou o ministro.
O número final
de presos e mandados cumpridos será divulgado pelo Ministério da Justiça até o
fim do dia. As investigações agora vão apontar se os presos fazem parte de
quadrilhas nacionais e internacionais ou se agiam sozinhos. Também não foram
divulgadas informações consolidadas sobre o perfil das pessoas que foram
presas.
A Diretoria de
Inteligência da Senasp contou com o apoio de parceiros nos Estados Unidos e na
União Europeia, que colaboraram com a troca de informações e softwares
necessários para monitorar os criminosos. Mais de 150 mil arquivos com conteúdo
pornográfico de menores de idade foram encontrados pelas investigações.
"Está bem
documentado, e com a maldade extra, porque os hackers conseguem esconder o seu
arquivo criminoso dentro do seu laptop", disse o ministro, explicando que
uma das estratégias dos criminosos para se esconderem é armazenar o conteúdo
pedófilo em computadores de outras pessoas.
Os presos são
acusados de armazenar e disseminar o material na internet de produzir o
conteúdo pedófilo.
Fonte: Agência Brasil
Foto: i.ytimg.com/vi/vN3HOp0jeHg/


.png)




