Além do combate ao tráfico e ao uso de entorpecentes, a data também marca o Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura, o Dia Nacional do Diabetes e o Dia do Metrologista
Comemorado anualmente em 26 de junho, o Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas — também conhecido como Dia Mundial da Droga — tem como objetivo promover a cooperação internacional para alcançar uma sociedade livre do consumo e tráfico de substâncias entorpecentes. A data foi instituída pela Assembleia Geral da ONU em 1987 e, no Brasil, é marcada pela Semana Nacional Antidrogas, criada por meio do Decreto nº 8.091 de 1999.
No mesmo dia, também são lembradas outras importantes causas. O Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura foi criado em 1997 pela ONU, em alusão à entrada em vigor, dez anos antes, da Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes. Outras datas relevantes celebradas em 26 de junho incluem o Dia do Metrologista — em homenagem aos profissionais da área de medições — e o Dia Nacional do Diabetes, voltado à conscientização sobre a prevenção e o tratamento da doença.
Estudos mostram que os principais motivos que levam ao consumo de drogas incluem a tentativa de aliviar crises existenciais, a busca por vínculos sociais e o desejo de diversão. Esses fatores, aliados às características da adolescência e às rupturas familiares e sociais, intensificam a vulnerabilidade dos jovens.
Em relação à maconha, pesquisas indicam que o consumo excessivo durante a juventude pode aumentar em até 40% o risco de morte precoce, especialmente entre os 45 e 60 anos de idade.
Entre as drogas mais difíceis de abandonar estão a heroína e outros opiáceos, como a morfina e alguns analgésicos prescritos, que geram fortes sintomas de abstinência. O álcool, apesar de legalizado, é considerado um dos vícios mais desafiadores de superar.
No Brasil, de acordo com o II Relatório Brasileiro sobre Drogas, a maconha é a substância ilícita mais consumida ao longo da vida (8,8%), seguida pela cocaína (2,9%), em um levantamento feito em 108 cidades com mais de 200 mil habitantes.
A síndrome de abstinência causada por derivados do ópio é uma das mais severas e prejudiciais, sendo um dos principais desafios no tratamento da dependência. No Rio de Janeiro, as drogas mais comuns são a cocaína, o crack e o álcool.
De acordo com a Agência da União Europeia para Drogas (Euda), os países com maior prevalência no uso de cocaína entre adultos são Holanda, Espanha, Irlanda, Noruega e Dinamarca. O padrão de uso tende a se intensificar com o tempo, aumentando os riscos para a saúde física e mental.
Embora seja possível abandonar os vícios sem apoio especializado, o processo é extremamente difícil. Alguns tentam reduzir gradualmente as doses, o que pode apenas prolongar o sofrimento. O mais recomendado, segundo especialistas, é buscar ajuda profissional para lidar com a abstinência e promover a reabilitação.
A data de 26 de junho, portanto, reforça a importância da informação, prevenção e tratamento no combate ao uso de drogas e no apoio aos indivíduos afetados por esse grave problema social.
Texto: Jornalista Edye Venancio


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