A iniciativa mobiliza diversos moradores da comunidade, predominantemente católica, que se reúnem todos os anos para criar as imagens que enfeitam o trajeto da procissão. Um dos principais responsáveis pela organização é o senhor Oromar Barbosa, que lidera o grupo encarregado de preparar o tapete que na sua confecção foram utilizados, serragem, pó de café, chá, areia, cascalho, musgo, conchas, casca de ovo, corante, entre outros materiais.
"Para mim reunir a comunidade num dia tão especial como é o de Corpus Christi, é continuar com a tradição da igreja, onde todos reúnem-se na confecção do tapete onde Jesus Eucarístico vai passar. Ele merece toda honra e Glória e louvor de cada um de nós. Em síntese é uma alegria fazer esse trabalho com os irmãos de fé, numa forma de gratidão a Jesus Eucarístico", afirma Oromar Barbosa.
A celebração de Corpus Christi, que ocorre sempre numa quinta-feira, 60 dias após a Páscoa, é uma das datas mais importantes do calendário da Igreja Católica. A expressão em latim significa “Corpo de Cristo” e a solenidade tem como principal objetivo celebrar a Eucaristia, relembrando a Última Ceia e a ressurreição de Jesus.
A festa foi instituída em 1264 pelo Papa Urbano IV, após o chamado “Milagre de Bolsena”, quando um padre teria testemunhado sangue escorrer de uma hóstia consagrada durante a missa — episódio que reforçou a crença católica na transubstanciação, ou seja, na transformação do pão e do vinho no corpo e sangue de Cristo após a consagração.
No Brasil, além das missas e procissões, o Corpus Christi é marcado pela confecção de tapetes feitos com serragem, areia, flores e outros materiais naturais. Os desenhos retratam símbolos religiosos, passagens bíblicas e temas da fé cristã, tornando-se um exemplo de arte popular e devoção.
Mesmo sendo considerado feriado facultativo, a data mobiliza milhares de fiéis em todo o país, transformando ruas em cenários de fé, espiritualidade e tradição.
Texto: Jornalista Edye Venancio
Fotos: Oromar Barbosa

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