Estudo, elaborado em parceria entre governo federal, UFPR e Prefeitura, mapeou 43 localidades e 99 setores de risco no município
No início da noite desta quarta-feira (13), o auditório do Instituto Superior do Litoral do Paraná (Isulpar) recebeu a apresentação oficial do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Paranaguá, elaborado pelo projeto Periferia Sem Risco. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria Nacional de Periferias (SNP) do Ministério das Cidades, universidades federais e prefeituras, com foco em diagnósticos técnicos e participativos para propor soluções aos territórios mais expostos a riscos ambientais e tecnológicos.
Em Paranaguá, a responsabilidade técnica ficou a cargo do Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (Lageamb) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo a secretária municipal de Planejamento e Gestão, Vania Pessoa Rodrigues Foes, o estudo é essencial para identificar pontos críticos e embasar políticas públicas.
“Nós carecíamos de um diagnóstico como esse. Agora temos um mapa preciso das áreas com risco de alagamento, deslizamento e enchentes, elaborado com rigor técnico”, destacou.
O geógrafo e professor da UFPR Eduardo Vedor de Paula ressaltou que a geografia de Paranaguá torna o município particularmente vulnerável.
“Temos a Serra do Mar, com risco de deslizamentos, e áreas próximas aos manguezais, suscetíveis a enchentes. Também há riscos tecnológicos pela presença do porto e do parque industrial”, explicou.
A coordenadora técnica do PMRR, Fernanda Cesarino, informou que o levantamento começou em abril do ano passado e seguiu protocolos nacionais para planos municipais de redução de risco. O trabalho resultou no mapeamento de 43 localidades e 99 setores de risco, além de oito bairros com vulnerabilidade tecnológica.
“O estudo propõe soluções e medidas para mitigar os riscos, e esta audiência serve para apresentar os resultados à população e ouvir contribuições”, afirmou.
Moradora do bairro Rocio, Maria Guilhermina da Luz participou do levantamento, ajudando na coleta de informações junto aos vizinhos. Para ela, a experiência foi positiva.
“Foi bom poder expor os problemas do bairro e saber que nossas demandas foram ouvidas”, disse.
Todos os materiais produzidos no estudo ficarão disponíveis para consulta pública.

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