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Palestra sobre "Mosquito do bem" atraiu poucas pessoas ao auditório do Senac em Paranaguá

Na manhã desta sexta-feira (08), a empresa Oxitec realizou uma palestra sobre a forma como será utilizado o mosquito geneticamente modificado Aedes Aegypti, conhecido como "Aedes do bem", inseto esse adquirido pela Prefeitura de Paranaguá para dar uma resposta a esse grande numero de pessoas contaminadas pela dengue, doença essa que já vitimou mais de 23 pessoas. Esse evento foi realizado no Auditório do Senac e era esperado um grande número de participantes, mas o que se viu foram poucas pessoas. 

De acordo com o site da prefeitura, a palestra seria destinado à todas as secretarias de saúde dos municípios do litoral, bem como ao Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), Observatório Social, associações de moradores e entidades religiosas. O objetivo é demonstrar o funcionamento da técnica e tirar dúvidas de toda a sociedade parnanguara e litorânea.

Os machos soltos no ambiente natural, cruzarão com as fêmeas e essas larvas não chegarão a fase adulta, morrendo antes de se tornarem mosquito. A idéia é que isso seja uma realidade em 3 meses e o valor investido nisso será de R$ 100 mil mensais, para um contrato de 2 anos.








Texto: Edye Venancio
Foto: Mirian Alaferdoglou/Celso Luiz Johnsson

Mosquito transgênico reduziu população de Aedes em teste em SP

A empresa britânica Oxitec anunciou nesta terça-feira (19) que seu mosquito geneticamente modificado conseguiu reduzir em 82% a quantidade de larvas do mosquito Aedes aegypti espalhadas por um bairro de Piracicaba (SP). A cidade vive um de seus maiores surtos de dengue, mas no bairro de Cecap/Eldorado, em 2015, foram registrados apenas nove casos de dengue após o uso do mosquito modificado - contra 124 notificações antes da ação.
O mosquito produzido pela empresa, com o nome comercial de “Aedes do bem”, possui uma alteração genética que torna sua prole estéril. O macho de DNA alterado, quando liberado, busca uma fêmea para fecundá-la e produz um ovo infértil, barrando a oportunidade de machos selvagens se reproduzirem.

Durante o período de uso da tecnologia em Piracicaba, 25 milhões de mosquitos machos estéreis foram liberados no bairro alvo do programa.

Os mosquitos, segundo a empresa, não contribuem para a transmissão da dengue e outras doenças, porque só a fêmea do Aedes aegypti pica.

O anúncio do sucesso do projeto ocorre em um evento que começou às 10h na praça José Bonifácio. A prefeitura da cidade anuncia que decidiu prorrogar por mais um ano o projeto com o inseto transgênico no Cecap e pretende estender a ação para o centro do município.
Segundo o prefeito, a cidade ganhará uma nova unidade de produção dos insetos com capacidade de atender uma população de 300 mil pessoas. A Oxitec já tem uma unidade em Campinas
 
Fábrica em Campinas pode produzir 500 mil
mosquitos por semana (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
Tecnologia
A tecnologia do OX513A foi desenvolvida em 2002 por cientistas da Universidade Oxford (Reino Unido), que depois criaram a Oxitec. No laboratório, ovos dos Aedes aegypti receberam uma microinjeção de DNA com dois genes, um para produzir uma proteína que impede seus descendentes de chegarem à fase adulta na natureza, chamado de tTA, e outro para identificá-los sob uma luz específica.
 Fonte: G1