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Dia Mundial sem Tabaco analisa relação do tabagismo com a covid-19

A relação entre tabagismo e covid-19 é o tema sugerido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e adotado pelo Brasil para comemorar, neste domingo (31), o Dia Mundial Sem Tabaco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas, anualmente, em todo o mundo. Mais de 7 milhões dessas mortes são decorrentes do uso direto do tabaco e cerca de 1,2 milhão se devem ao fato de os não fumantes serem expostos ao fumo passivo.

A médica Tania Cavalcante, do Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Costa (Inca), é mestre em saúde pública e coordena a política nacional de controle do trabalho, por meio da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco e de seus Protocolos (Conicq), da qual é a secretária executiva. Cento e oitenta e um países integram a Convenção Quadro, além do Brasil.

Falando à Agência Brasil, a sanitarista explicou que o país decidiu abordar o tema por essa linha da relação com o novo coronavírus porque entende que é preciso avançar mais no controle do tabagismo. “Porque os fumantes têm um risco maior de evoluírem com complicações, demandarem mais UTIs, respiradores mecânicos. Você vai ter uma pressão maior por conta do tabagismo nos sistemas de saúde”.

A secretária executiva da Conicq afirmou que o fumante integra o grupo vulnerável às complicações da covid-19. Estudos mostram que o fumante que contraiu a doença tem um risco duas vezes maior de ser internado em unidades de terapia intensiva (UTIs), de precisar de ventilação mecânica e de ir a óbito do que uma pessoa não fumante infectada. 

Uma justificativa para isso é que doenças causadas pelo tabagismo, como câncer, doenças cardiovasculares (infarto, hipertensão), doenças pulmonares (enfizema, bronquite) e diabetes também relacionada ao hábito de fumar, todas aparecem como grupo de risco e de complicações pela covid-19, citou a especialista do Inca.

Coquetel tóxico

Tania Cavalcante ressaltou que a fumaça do tabaco é um”coquetel altamente tóxico”. São quase 7 mil substâncias tóxicas, cancerígenas, que o fumante exala todos os dias, praticamente o dia inteiro, destacou. Isso vai minando o sistema imunológico do fumante. Por isso é que o fumante já tem uma deficiência no sistema imunológico e maior risco de contrair infecções bacterianas, inclusive a tuberculose, e vírus. Esse é outro aspecto que torna o fumante vulnerável, de acordo com a especialista.

A secretária executiva da Conicq lembrou que a covid-19 evolui com uma série de alterações graves, entre as quais hipóxia (ausência de oxigênio no sangue), lesões nas partes internas dos vasos sanguíneos. “Isso gera uma resposta imunológica com uma reação inflamatória gigantesca, chamada tempestade de citocinas, e formação de trombos no organismo generalizada de forma aguda, rápida, que leva o paciente à falência múltipla de órgãos e a óbito”.

Analisando-se o que as substâncias tóxicas causam no corpo do fumante, verifica-se que é a mesma coisa que o vírus provoca, só que a evolução na pessoa que fuma é mais crônica, mais lenta. Então, quando o fumante contrai a infecção, ele já tem todos aqueles problemas que a covid gera. “Ele já entra em desvantagem nesse processo evolutivo grave da covid-19, porque já tem um terreno favorável para isso”, afirmou a sanitarista do Inca.

Citou também que o vírus, para se acoplar na célula, precisa de um receptor conhecido como enzima conversora de angiotensina 2, que aparece normalmente no corpo humano. “O vírus entra através dessa enzima. E quanto mais a gente tiver a expressão na célula dessa enzima, mais vulnerável a gente fica à invasão do vírus”. O que acontece com o fumante é que as substâncias tóxicas do cigarro aumentam a expressão dessa enzima na camada externa da membrana celular dos fumantes. “Aí, o fumante vai ter muito mais porta de entrada para o vírus do que uma pessoa que não fuma, de acordo com descobertas recentes. Isso explica porque o fumante é mais vulnerável à infecção e porque, quando infectado, ele é mais vulnerável às complicações”.

Recuperação

Ao parar de fumar, os receptores tendem a diminuir e a aparecer de forma normal. A hipóxia, que no fumante é causada pelo monóxido de carbono que ele inala na fumaça, em oito horas sem fumar já desaparece. As lesões que o fumante tem na parte interna dos vasos, bem como o processo inflamatório, desaparecem em 24 horas e a tendência de formação de broncos desaparece em duas semanas. Lá na frente, ele vai ter uma diminuição do risco de ter infarto, acidente vascular cerebral (AVC), trombose venosa profunda e tudo que está relacionado com o aumento de trombos na circulação,indicou a médica sanitarista.

“Deixar de fumar é vantajoso no curto prazo, até para as pessoas se protegerem da covid-19. É muito importante que as pessoas saibam disso, saibam desse risco e que, deixando de fumar, diminui muito o risco dessas complicações pela infecção da covid-19”. Pela recuperação dessas alterações, pode-se afirmar que o ex-fumante não está no mesmo risco que o fumante, a não ser que ele já tenha outras doenças, como enfizema. “Aí ele vai estar no risco de se infectar pela covid pelo enfizema. Não por conta do tabagismo. O mesmo ocorre se ele já tem problema de hipertensão ou diabetes, por exemplo”. Tania Cavalcante sustentou que quando a pessoa deixa de fumar, ela tira todo esse processo inflamatório. “E o processo inflamatório que a covid pode ocasionar já não vai ser tão intenso como o de um fumante”. 

Medidas

Além de incentivar o fumante a deixar de fumar e buscar tratamento para largar o vício, a Conicq está trabalhando neste momento pela adoção de medidas para reduzir a iniciação de crianças e adolescentes no tabagismo, classificado como doença pela OMS desde a década de 1990. É considerada ainda uma doença pediátrica porque a maior parte das pessoas começa a fumar antes dos 18 anos de idade, ou seja, na adolescência, porque as estratégias de mercado são dirigidas a esse público-alvo, denunciou a mestre em saúde pública.

A inclusão de sabores nos cigarros facilita a fase da experimentação, além de aditivos que aumentam a liberação de nicotina e o poder que causa dependência. De acordo com a secretária executiva da Conicq, quase 20% das crianças e adolescentes brasileiros experimentam cigarros, apesar de ser proibido. Por isso, a Comissão está fazendo um apelo ao Congresso Nacional, no Dia Mundial sem Tabaco, para que os projetos de lei que se encontram em tramitação e que visam acabar com essas práticas, reduzindo a experimentação de crianças e adolescentes, sejam colocados como parte da agenda de enfrentamento da covid-19. ”Porque você vai diminuir o número de fumantes no Brasil, ajudar as pessoas a deixarem de fumar e adotar medidas que impeçam a iniciação do tabagismo entre os jovens”.

Número de fumantes

Tania revelou que atualmente, no Brasil, apesar de ter ocorrido uma queda significativa da proporção de fumantes no país acima de 18 anos de idade, passando de 35% em 1989 para 9,8%, em 2019, o número de fumantes no país atinge cerca de 20 milhões de pessoas. “É um número absurdo de fumantes. É quase sete vezes a população do Uruguai”. Esses fumantes brasileiros estão sob risco de contrair câncer e doenças cardiovasculares, que mais matam no Brasil, e agora também sob risco de serem contaminados e terem complicações da covid-29, congestionando a rede de saúde, as UTIs, reforçou.

Tania Cavalcante insistiu que a ideia é aproveitar o Dia Mundial sem Tabaco para chamar a atenção para o tabagismo, considerado uma pandemia desde 1986, pela Assembleia Mundial de Saúde. “E é uma pandemia que agrava a pandemia da covid-19 porque as pessoas têm a saúde frágil e maior propensão às complicações da doença e por isso, se contraírem o vírus, isso vai aumentar a demanda por atendimento, inclusive UTI e respirador mecânico”, insistiu.

Disse, ainda,que o tabagismo é uma doença altamente evitável. “O que precisa é impedir essas práticas de mercado quer fazem com que crianças e adolescentes experimentem, se tornem dependentes e não consigam mais parar de fumar, como se vê hoje”. O tratamento das doenças causadas pelo tabagismo provoca gastos da ordem de R$ 57 bilhões, contra arrecadação de impostos da ordem de R$ 13 bilhões, informou.

Impacto positivo

Entre os impactos positivos que o ato de deixar de fumar traz ao organismo, Tania Cavalcante destacou o ganho em termos de fôlego que a criatura vai passar a ter. “A pessoa já ganha fôlego, já vai ter, no curto prazo, melhoria do paladar e do olfato”. Também o cheiro da fumaça que penetra no corpo do fumante vai sumir aos poucos. “A família toda vai ganhar por conta do tabagismo passivo e quem não fuma se expõe a essa fumaça que é altamente tóxica e corre o risco de desenvolver câncer de pulmão”. O risco de ter doenças cardiovasculares, infarto, trombose, vai se igualar ao de não fumantes no prazo de um a dois anos após parar de fumar.

O risco de câncer de pulmão também cai à metade em cinco anos. Mesmo quem tem enfizema pulmonar, parando de fumar vai paralisar a evolução da deterioração do pulmão. Não vai evoluir para um quadro extremamente grave, onde a pessoa precisa ficar em oxigêncio e até em UTI. “Todo mundo mundo tem a ganhar, mesmo que já tenha algum dano causado pelo tabaco”.

Sensibilização

O diretor executivo da Fundação do Câncer, oncologista Luiz Augusto Maltoni, salientou a importância da sensibilização dos jovens, “para que eles não se iniciem no tabagismo e estejam atentos à propaganda enganosa do cigarro, em especial a questão do cigarro eletrônico que no Brasil é proibido, embora a gente saiba que existe o comércio ilegal”.

A entidade, em conjunto com outras instituições, como a Associação Médica Brasileira (AMB), vem trabalhando no sentido de alertar a população sobre os malefícios do cigarro e sua relação com a pandemia do novo coronavírus. Nas mídias sociais das entidades, os jovens, principalmente, podem ter acesso a perguntas e respostas e a vídeos que alertam para as consequências negativas do tabagismo no organismo humano, informou Maltoni.

Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil – Brasília


Mães menores de idade podem pedir auxílio emergencial a partir de hoje

A partir de hoje (30), as mães com menos de 18 anos podem pedir o auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras). A novidade está disponível na 16ª versão do aplicativo Caixa Auxílio Emergencial, que está sendo liberada hoje pela Caixa Econômica Federal.

Incluída pelo Congresso durante a tramitação da medida provisória que instituiu o benefício, a extensão do auxílio emergencial para mães menores de idade havia sido sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no último dia 15. O cadastro no auxílio emergencial pode ser pedido até 3 de junho.

A vice-presidente de Tecnologia da Caixa, Tatiana Thomé, explicou como funcionará a novidade em entrevista coletiva hoje à tarde. A mãe menor de idade precisa cadastrar pelo menos dois membros da família (ela própria mais um filho, no mínimo). Caso a adolescente pertença a uma família maior, com algum membro que tenha se cadastrado no auxílio emergencial, precisará fazer o cadastro compatível com o do outro membro da família.

Mães grávidas não poderão fazer o cadastro porque o aplicativo pedirá o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do filho. O processo se dará de forma igual ao dos demais cadastramentos. Ao entrar no aplicativo, a mãe digitará nome completo, número do CPF, nome da mãe e data de nascimento, conforme constam nos cadastros da Receita Federal. O aplicativo oferece a opção “mãe desconhecida”, caso a requerente não conheça a mãe.

Finalizado o cadastro, os dados serão enviados à Dataprev, empresa estatal de tecnologia, que comparará as informações prestadas com as 17 bases de dados disponíveis para ver se o requerente cumpre as condições da lei para receber o auxílio emergencial. A usuária poderá acompanhar, no próprio aplicativo, se o benefício foi aprovado, negado ou se o cadastro foi considerado inconclusivo (quando as informações prestadas não conferem com os bancos de dados do governo).

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília 
Foto: Marcello Casal

TV Bacucu - Bom Papo - Entrevista Nelson Gomes


O entrevistado é responsável pela Rádio Web Arco Íris 
na Ilha dos Valadares, falando sobre essa ideia e seus planos futuros. 
 Produzido por Edye Venancio

CGE investiga se servidores retiraram auxílio emergencial indevidamente

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) estabeleceu parceria para verificar se servidores estaduais receberam o Auxílio Emergencial do governo federal. O procedimento já levantou indícios de irregularidades, que serão investigados para confirmar se houve delito. Se confirmado todos os indícios os repasses indevidos podem chegar a R$ 3 milhões.

O cruzamento de dados é feito pela CGE, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas do Estado. Nesta semana, a controladoria paranaense enviou as informações necessárias para o cruzamento dos dados de registros dos servidores que constam na folha de pagamento do Executivo com os dados dos beneficiários do programa federal. O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos da pandemia de covid-19.

O resultado preliminar dessa operação foi entregue nesta semana à CGE. “Ficamos surpresos com o número informado, mas o quantitativo ainda será validado pela CGU. As pessoas que receberam indevidamente os benefícios estão sujeitos a processo por parte do Governo Federal e processo administrativo, pelo governo do Paraná”, comentou Raul Siqueira, controlador-geral do Paraná.

O Observatório da Despesa Pública (ODP), vinculado à CGE, compartilhou as informações com o governo federal. De acordo com o levantamento, a média dos salários dos servidores com indícios de ter recebido indevidamente o benefício é de R$ 2 mil e, na hipótese de se confirmarem todos os casos, o total dos repasses indevidos chega a R$ 3 milhões.

PREJUDICAR - Siqueira teme que CPFs tenham sido usados por estelionatários e que isso venha a prejudicar o servidor honesto. “O Paraná conta com o programa de Compliance, que apregoa as ações em conformidade com as normas e leis vigentes, além de ser pautado pela ética e integridade”, afirmou Siqueira. “Quem aproveitou dessa situação extrema que estamos passando para conseguir recursos indevidos, será penalizado”.

De acordo com o site do governo federal sobre o Auxílio Emergencial, têm direito aos R$ 600,00 trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados. O mesmo site esclarece que não é permitido pagar a quem recebe benefício previdenciário ou assistencial; seguro-desemprego, seguro defeso; ou participa de programa de transferência que não seja o Bolsa Família e integre a população economicamente ativa.  

Fonte: AEN-PR

Saúde alerta para riscos da Covid-19 em fumantes

A Secretaria de Estado da Saúde alerta que os fumantes apresentam maior risco de contrair infecção pelo novo coronavírus. O tabagismo é fator que contribui para evolução de quadros mais graves e óbitos pela doença. O alerta é reforçado na semana do Dia Mundial sem Tabaco, instituído como 31 de maio.

A data foi criada há 33 anos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para intensificar as ações sobre doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.

O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina, substância presente nos produtos à base de tabaco. É importante fator de risco para o desenvolvimento de vários tipos de câncer, acidentes vasculares cerebrais e ataques cardíacos. Também está associado a outras doenças crônicas como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata.

NOTA ORIENTATIVA - Diante da pandemia da Covid-19, a secretaria estadual da Saúde divulgou Nota Orientativa ressaltando os riscos do tabagismo e do uso e compartilhamento do narguilé para a infecção pelo novo coronavírus. A nota informa que “entre os pacientes chineses diagnosticados com pneumonia associada ao coronavírus, as chances de progressão da doença foram 14 vezes maiores entre as pessoas com histórico de tabagismo”.

O Paraná foi o primeiro estado a inserir o tabagismo na notificação de casos suspeitos de Covid-19 como condição de risco para as complicações pela doença.

De acordo com o secretário Beto Preto, isso demonstra a atenção da secretaria estadual com o tabagismo e que o momento é de sensibilização junto à população sobre os malefícios do tabaco. “Quem fuma tem mais chances de adoecer e ainda dissemina o tabagismo passivo, que é a exposição à inalação da fumaça tóxica por pessoas próximas, além dos danos provocados ao meio ambiente”, afirma.

Segundo a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, fumar é um facilitador para o desenvolvimento de quadros de doenças pulmonares, com redução da capacidade cardiorrespiratória. “Além disso, é preciso salientar o fator de transmissão do coronavírus como, por exemplo, ao compartilhar o fumo do narguilé, que normalmente é uma ação feita em grupos e coloca os usuários em risco de contaminação, inclusive por outras doenças infectocontagiosas como tuberculose e hepatites virais.

Ela complementa que outros fatores também possibilitam a contaminação, como o preparo manual do narguilé e a umidade da fumaça, que promove a sobrevivência de micro-organismos. “Por isso o nosso alerta. Estabelecimentos públicos, como cafés, bares, restaurantes e outros, sem exceções, têm responsabilidade em coibir o uso do narguilé”, complementa.

EM NÚMEROS – O Instituto Nacional de Câncer (Inca) informa que no Brasil estima-se que 438 pessoas morrem por dia em decorrência do consumo do tabaco.

Estudo do Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizado em 2019 nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, com um universo de 52.443 entrevistas, apontou 9,8% de fumantes. O índice é 0,5% mais alto que o apurado em 2018.

Em Curitiba, a mesma pesquisa entrevistou 2.058 pessoas – 12% dos homens e 11% das mulheres declararam-se fumantes. É a terceira capital do País com a maior incidência de mulheres fumantes.

RECOMENDAÇÃO – Desde o início do período de pandemia, a secretaria estadual da Saúde recomenda a suspensão das ações de tratamento para novos grupos de cessação do tabagismo para evitar o encontro de pessoas e a exposição do paciente nas unidades de saúde, uma vez que há grande possibilidade desses ambientes receberem pessoas com quadros compatíveis com a infecção pelo coronavírus.

A secretaria também publicou e atualizou Nota Orientativa recomendando que as equipes do Programa de Cessação do Tabagismo priorizem os atendimentos a distância, sempre com a premissa de garantir a segurança dos profissionais e do público.

“Sugerimos que os profissionais que tratam tabagistas também organizem os contatos de pacientes que estão aguardando, garantindo o direito ao tratamento logo que for superado este período crítico da Covid-19”, disse a coordenadora de Promoção da Saúde, Elaine Oliveira.

Segundo a coordenadora, a disponibilização dos medicamentos para o tratamento da cessação do tabagismo deve ocorrer apenas para as pessoas que estejam em tratamento por meio de abordagem cognitivo-comportamental associada. “Para os pacientes que já estão em tratamento e têm prescrição, os medicamentos estão sendo entregues pelas secretarias municipais e as orientações terapêuticas podem ser feitas por contato telefônico ou por meio de aplicativo”, informou.

No Paraná, 277 municípios oferecem o Programa de Cessação do Tabagismo. No ano passado, 12.231 usuários foram atendidos pelo programa em todo o Estado.

Fonte: AEN-PR

TV Bacucu - Maré alta em Paranaguá


 
Imagens da Maré alta na Rua da Praia em Paranaguá 
Produzido por Edye Venancio

TV Bacucu - Predadores - Resenha


 
Depois do jogo e mais uma derrota, 
os Predadores se encontram para fazer aquela resenha
Produzido por Edye Venancio

TV Bacucu entrevista o poeta Nivaldo Rocha


 
Poeta de Paranaguá autor e participante de livros de poesias 
contando um pouco da dificuldade que é para lançar um livro.
 Produzido por Edye Venancio

TV Bacucu - Calipeiro - Ilha dos Valadares


Calipeiro, localizado no bairro Sete de Setembro, na Ilha dos Valadares 
Produzido por Edye Venancio

TV Bacucu - Bom Papo - J. C. entrevista Edye Venancio


 
J. C. entrevista Edye Venancio sobre o canal que criou e que tem o nome TV Bacucu
Produzido por Edye Venancio

Rádio Difusora AM 1460 de Paranaguá-PR: uma história de sucesso em comunicação e a minha gratidão

A Rádio Difusora AM 1460, em Paranaguá, atravessou uma fase histórica ao fazer a transição de sua frequência para o FM, um marco significativo que consolidou sua posição de excelência no rádio do litoral paranaense. Sob a liderança do diretor Padre Sérgio Sviental Campos, a emissora não apenas prosperou, mas se tornou um modelo de comunicação, alcançando um público fiel e ampliando sua influência na região.

Durante este período, eu, Edye Venancio tive a oportunidade de fazer parte da equipe da emissora, apresentando programas que cativaram os ouvintes e contribuíram para o sucesso da estação. A transição para o FM, além de representar uma evolução tecnológica, significou também uma nova plataforma para aprimorar o conteúdo e fortalecer ainda mais a relação da rádio com a comunidade.

Como radialista, expresso a minha gratidão ao Padre Sérgio Sviental Campos e ressalto a importância de sua liderança na transformação da rádio em uma das maiores vozes radiofônicas de Paranaguá. A rádio se comprometeu a fornecer conteúdo de qualidade e a se adaptar às mudanças do mercado, sempre com um olhar atento às necessidades dos ouvintes.

A mudança para o FM permitiu que a Rádio Difusora ampliasse sua audiência, melhorasse a qualidade do som e continuasse a ser uma referência no cenário radiofônico da cidade. A evolução não só representou um marco na história da rádio, mas também no fortalecimento da comunicação local, sempre com o objetivo de servir com relevância à comunidade paranaense.

A minha trajetória na emissora e o impacto da transição para o FM são um reflexo do compromisso da Rádio Difusora com a qualidade e inovação. Neste meu relato destaco a importância da comunicação para a formação de uma sociedade bem informada e a contribuição de rádios como a Difusora para o fortalecimento da cultura local. Espero que um dia possa ser lembrado por isso.

Produzido por Edye Venancio 

Estúdio da Rádio Difusora AM 1460 em Paranaguá-Pr

                                           


 
Imagem do estúdio da Rádio Difusora AM 1460 em Paranaguá-Pr em 2011, 
emissora em que trabalhei antes e depois da migração para o FM. 
Agradeço aos ouvintes que sempre me acompanharam 
e curtiam os programas que apresentei e ao diretor na época, 
Padre Sérgio Sviental Campos que me deu a oportunidade de trabalhar nesse veículo 
que sob o seu comando transformou-se numa excelente emissora 
com excelentes comunicadores alcançando a liderança em audiência. 

Produzido por Edye Venancio


Silvio Santos - Morar fora do país

Silvio Santos - Morar fora do país
 
Viver uma nova realidade, uma nova cultura, num outro país, é privilégio para poucos, mas é o sonho de muitas pessoas. Para quem mora no Brasil, viver esse sonho requer muita persistência e acima de tudo estar focado nessa possibilidade quando ela surge. Foi pensando dessa forma que Silvio Santos, morador da Serraria do Rocha, em Paranaguá, Paraná, fez, trabalhou, juntou uma certa quantia em dinheiro e foi tentar a vida nos Estados Unidos.

Coronavírus - Higienização em Paranaguá


 
Ação realizada na manhã desta sexta-feira (27), em Paranaguá, no centro da cidade - higienização de ruas, na região onde fica localizada a Praça Fernando Amaro e a Passarela Antonio José Santana Lobo Neto, evacuada por alguns minutos para que o trabalho fosse feito no combate ao Coronavírus.

Predadores no Complexo Esportivo Fernando Charbub Farah em Paranaguá


 
Amistoso realizado no Complexo Esportivo Fernando Charbub Farah 
em Paranaguá entre os Predadores e um combinado dos melhores jogadores

Rocio x Força Vascaína


Jogo válido pelo Campeonato dos 40 que está sendo realizado no Campo do Itiberê
na Ilha dos Valadares em Paranaguá

Sessões remotas possibilitam presença de todos os vereadores, mesmo em tempos de pandemia da covid 19

As duas primeiras sessões virtuais da Câmara Municipal de Paranaguá, ocorridas nessa semana, transcorreram sem que houvessem problemas técnicos que prejudicassem a normalidade das discussões e votações das matérias legislativas.

Diante da aprovação por parte dos edis, e do bom desenvolvimento dos equipamentos que fazem a transmissão acontecer, as sessões remotas tendem a seguir ocorrendo até que os casos de coronavírus na cidade estejam em níveis seguros quanto ao contágio.

A viabilidade ofertada pela sessão remota permitiu que vereadores de idade acima de 60 anos, como os parlamentares Benedito Nagel, Tucano, Jozias e Carlos Fangueiro pudessem participar das sessões ordinárias de forma segura, uma vez que todos eles estão no chamado grupo de risco para a Covid 19.

Além disso, sem as sessões presenciais, foi reduzido o número de pessoas no plenário em dias de sessão. Em média, durante uma sessão presencial (sem contar o público externo) o local chega a contar com 40 pessoas, entre vereadores, servidores e assessores parlamentares.

O presidente da Casa de Leis, Waldir Leite, lembrou que a realização das sessões remotas foram acordadas entre os parlamentares, e posteriormente justificadas em um ato da mesa executiva.

"Estamos vivendo tempos em que adaptações precisam ser feitas para que o funcionamento das instituições possam ocorrer sem prejuízos à população. O nosso principal objetivo foi fazer com que todos os vereadores tenham assegurado o direito de representar a população dentro dos debates e votações das matérias que ocorrem na Casa, bem como evitarmos possíveis ambientes de aglomeração neste momento", comentou.

PRÓXIMO PASSO

No tocante à transmissão ao vivo da sessão remota a expectativa é que a partir da próxima semana ela ocorra. No entanto, por enquanto, as sessões estão indo ao ar de forma gravada, no canal do youtube da Câmara Municipal de Paranaguá, no dia seguinte a realização da sessão.

Fonte: CMP

Tecpar certifica produtores orgânicos em parceria com prefeitura de São José dos Pinhais

Trabalho acontece por meio de parceria com a prefeitura. O Tecpar Certificação orienta os agricultores familiares interessados em produzir alimentos orgânicos e, após auditoria, certifica aqueles que já seguem as técnicas de manejo

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) já prestou assistência a 40 produtores orgânicos de São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, por meio de uma parceria com a prefeitura, através do programa municipal de apoio à agricultura orgânica. As ações são do Tecpar Certificação, que orienta os agricultores familiares interessados em produzir alimentos orgânicos e certifica aqueles que já seguem as técnicas de manejo.

Primeiro organismo de certificação de produtos orgânicos por auditoria do Brasil, o Tecpar Certificação se destaca como o terceiro maior certificador por auditoria do segmento do País, credenciado pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento e pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Atualmente, 299 produtores rurais de 94 cidades do Paraná têm a certificação de orgânicos concedida pela unidade.

O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, observa que o município de São José dos Pinhais foi um dos primeiros clientes do instituto na área de orgânicos, uma parceria que já dura 16 anos. “Estabelecemos uma parceria sólida, contribuindo para que a certificação de orgânicos seja um grande diferencial para os pequenos produtores da cidade e, assim, apoiamos o fortalecimento da economia local com bases de sustentabilidade”, destaca.

Hoje o Paraná é o estado com o maior número de propriedades certificadas do Brasil. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o estado responde por 17,5 % dos produtores de orgânicos certificados, totalizando 3.370 propriedades. Com exceção de Rio Grande do Sul (2.388), São Paulo (2.237), e Santa Catarina (1.618), todos os demais estados brasileiros possuem menos de mil propriedades certificadas.

PARCERIA – O secretário de Agricultura e Abastecimento de São José dos Pinhais, Osmar Foggiatto, ressalta que o Tecpar é o certificador oficial do município na área de produtos orgânicos. Ele explica que o instituto faz parte do programa municipal que promove a orientação e acompanhamento das propriedades cadastradas, até que obtenham a certificação.

“O intuito do nosso programa de incentivo à produção orgânica é proporcionar à população produtos livres de agrotóxicos e produzidos de forma ecologicamente correta. Além disso, a certificação permite que o nosso produtor comercialize sua produção com valor agregado até 30% superior ao produto convencional”, explica Foggiatto.

De acordo com informações da secretaria municipal, o agricultor familiar interessado em obter a certificação deve entrar em contato com a pasta e preencher um questionário de avaliação. Como requisitos obrigatórios é necessário que haja produção ativa na propriedade e que ela esteja localizada em São José dos Pinhais. Depois de incluído no programa, o agricultor recebe orientações para converter sua lavoura tradicional para o modelo orgânico.

ETAPAS – A gerente do Tecpar Certificação, Tânia Carvalho, explica que há muitos fatores envolvidos no processo de produção orgânica, que exige o cumprimento de legislação específica, como a não utilização de agrotóxicos, preparo e manejo corretos do solo, respeito ao meio ambiente e cuidado com a saúde do agricultor. Assim que forem realizadas todas as adequações, as propriedades são auditadas e certificadas pelo Tecpar Certificação, e recebem o selo Produto Orgânico Tecpar Cert, com despesas custeadas pela secretaria do município.

“O selo garante ao consumidor que, durante todas as etapas de produção e processamento do produto certificado, não foram utilizados agrotóxicos ou qualquer insumo químico sintético. Também mostra que não foram identificadas práticas que comprometam a saúde humana, animal, das plantas e do solo, garantindo a manutenção e aumento da fertilidade”, explica Tânia.

HORTALIÇAS – No bairro Colônia Muricy, em São José dos Pinhais, está uma das propriedades certificadas pelo Tecpar. Ali, no espaço de 2,5 alqueires, a produtora Maisa de Amorin Valoski cultiva cerca de 20 tipos de alimentos orgânicos – entre hortaliças e raízes.

 Maisa conta que começou a produzir orgânicos há cinco anos, a fim de oferecer aos clientes um produto diferente do convencional. “Não tinha porte para fazer produção de larga escala, então optei por ter uma produção pequena, que tivesse algum diferencial”.

Em 2018, ela procurou buscou apoio junto à secretaria municipal de Agricultura e Abastecimento para obter a certificação e garantir aos seus clientes produtos com qualidade e segurança reconhecidas. A partir daí, a propriedade passou pela auditoria do Tecpar Certificação, atendeu aos requisitos necessários e foi certificada.

Segundo Maisa, a certificação abriu novas portas e possibilitou o crescimento do negócio. No ano passado, a propriedade familiar produziu uma média mensal de 800 a mil quilos de alimentos orgânicos.

“Principalmente agora no período de isolamento social, há muita concorrência, mas o meu diferencial é a certificação. É diferente eu ligar para o meu cliente e oferecer o meu produto, dizendo que a minha propriedade é certificada pelo Tecpar. Causa outro impacto”, afirma Maisa.

Além de fornecer os alimentos para a prefeitura e para uma empresa de Santa Catarina, Maisa também faz vendas individuais para adeptos da alimentação orgânica e participa de feiras.

Fonte: TECPAR

Funcionários do Samu passam por procedimento padrão devido à Covid-19

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Litoral do Paraná emitiu uma nota técnica com referência ao colaborador que apresentou resultado positivo para Covid-19. Devido a esta situação, todos os funcionários que tiveram contato com o referido profissional deverão realizar os testes na Unidade Básica de Saúde da Serraria do Rocha.

O profissional trabalhou nos plantões de 20 e 23 de maio e veio apresentar sinais de perda de olfato, sem ter sintomas gripais, queixas respiratórias ou outros. Na terça-feira, 26, foi realizado o exame e na quarta-feira, 27, saiu o resultado como positivo. Para evitar a disseminação da doença o Samu realiza todas as medidas de precaução recomendadas, inclusive o monitoramento dos colaboradores.

O funcionário em questão atuou na cidade de Antonina, porém não é morador local. Estão sendo realizados todos os procedimentos necessários e recomendados pelas autoridades de saúde.

O Samu ressalta que todos os colaboradores que testarem positivo serão afastados de suas funções. Todos os cuidados são tomados por toda a equipe como a utilização de máscaras, álcool gel e a lavagem frequente das mãos.

Fonte: PMP


Maia pretende votar MP que reduz jornada e salários nesta semana

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (27) que pretende votar a Medida Provisório (MP) 936/20 até o final desta semana. A medida permite redução da jornada de trabalho e de salários e também a suspensão do contrato do empregado por até três meses.

Maia, que defende a prorrogação no prazo de validade da MP, disse que gostaria de votar o texto nesta quarta-feira, mas que o relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), ainda não entregou o parecer. "Estamos terminando o relatório, não sei se fica pronto hoje. A intenção é terminar [a votação] nesta semana, já que o prazo dela está acabando." Ele afirmou que há urgência na votação da MP 936, entre hoje e amanhã, para que o Senado possa debater, e o governo decidir se prorroga, ou não. "O que eu defendo é a possibilidade de prorrogação da medida por pelo menos mais dois meses.”

Editada no início de abril, a MP permite a redução proporcional da jornada e dos salários dos trabalhadores (em 25%, 50% e 70%), com o percentual de corte pago pelo governo através do seguro-desemprego. No caso da suspensão temporária do contrato de trabalho, o governo paga 70% do seguro-desemprego aos funcionários de grandes empresas, ou 100%, se forem empregados de pequenas e médias empresas.

Entre as alterações promovidas pelo relator Orlando Silva, está a prorrogação da desoneração da folha de salários para 17 setores da economia, como os de calçados e da construção civil, até dezembro de 2021. O texto atual prevê a desoneração até dezembro de 2020. Silva argumenta que a ampliação ajudará a manter empregos no momento pós-pandemia.

Questionado sobre as mudanças, Maia disse que ainda não as conhecia, mas que já esperava que o tema aparecesse no texto da MP ou no plenário. “Esses temas vão aparecer no plenário de qualquer forma, seja no texto do relator ou em emendas de plenário. Ninguém deve ficar estressado, preocupado: a votação dessa matéria sempre traz um enfrentamento de pontos de vistas, de posições de como o setor privado deve funcionar.”

Regularização fundiária

O presidente da Câmara falou também sobre o projeto de lei que trata da regularização fundiária. O texto, que já chegou a entrar na pauta de votação, não foi analisado por falta de acordo entre os deputados. Maia defendeu um acordo em torno do texto do relator, Marcelo Ramos (PL-AM), e disse esperar que a votação não fique para um momento pós-crise da pandemia do coronavírus.

O projeto, que substitui a Medida Provisória (MP) 910/19, determina que as regras para regularização serão aplicadas a áreas com até seis módulos fiscai,s ocupadas até julho de 2008. O módulo fiscal é uma unidade fixada para cada município pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e varia de 5 a 110 hectares.

Segundo Maia, o texto apresentado é “equilibrado”, e qualquer tentativa de modificá-lo para ampliar o tamanho das propriedades seria uma sinalização negativa para a imagem do país no exterior. "Se [o projeto] pudesse ser votado, garantiria esse marco legal que preserva o nosso meio ambiente e dá os intrumentos para o governo regularizar, para aqueles [que ocuparam] suas terras até 2008. Isso é bom para o governo e para os pequenos produtores”, afirmou. “Se não tem acordo, não vai a voto. A gente faz esse debate em outro momento”, acrescentou.

Questionado sobre a operação da Polícia Federal que cumpriu, nesta quarta-feira, 29 mandados de busca e apreensão no chamado inquérito das fake news, Maia defendeu o respeito às investiações e às ecisões do Poder Judiciário. O inquérito foi aberto no ano passado para apurar ofensas e ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os mandados cumpridos hoje foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF.

Rodrigo Maia afirmou ainda que é preciso responsabilizar as plataformas digitais em que as  notícias falsas são espalhadas. “A gente olha o que aconteceu na Itália, Grã-Bretanha, Estados Unidos e outros países, com o uso de muitas fake news, de dados pessoais sem autorização – tudo isso precisa ser organizado, e a gente precisa ter uma marco legal de melhor qualidade, onde se possa responsabilizar mais as plataformas. Acho que esse debate já esta acontecendo no Brasil.”

Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil – Brasília

Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados

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Brasil perde mais de 860 mil empregos formais em abril

As demissões superaram as contratações com carteira assinada em 860.503 postos de trabalho, em abril. Foram 1.459.099 desligamentos e 598.596 contratações. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados hoje (27). O saldo de abril foi o pior da série histórica iniciada em 1992.

Segundo o Ministério da Economia, os dados mostram que a queda no número de contratações contribuiu de forma expressiva para o saldo negativo de empregos formais.

Enquanto as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação com abril de 2019. Em valores nominais, São Paulo teve o pior desempenho, com saldo negativo (mais demissões do que contratações) de 260.902. O estado é seguido por Minas Gerais com 88.298 demissões (descontadas as contratações); Rio de Janeiro, 83.626, e Rio Grande do Sul, 74.686.

O secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, disse que o resultado reflete os efeitos da pandemia da covid-19 na economia brasileira. “É um número duro, que reflete a realidade de pandemia que vivemos, mas que traz algo positivo. Demostra que o Brasil está conseguindo preservar emprego e renda. No entanto, pelos mesmos motivos de pandemia, não estamos conseguindo manter a contratação que mantínhamos outrora”, disse, acrecentando que na comparação com outros países, o Brasil está em situação melhor. “Os Estados Unidos estão com mais de 35 milhões de pedidos de seguro desemprego e o Brasil está chegando ao número de 860.500 desempregados. Isso demostra a efetividade das medidas conduzidas pelo governo”.

Em março, mês de início das medidas de isolamento social devido à pandemia da covid-19, o saldo de emprego formal ficou negativo de 207.401. Foram 1.316.655 admissões e 1.524.056 desligamentos.

De janeiro a abril de 2020 foram 4.999.981 admissões e 5.763.213 demissões no país, com resultado negativo de 763.232. As admissões caíram 9,6% e as demissões subiram 10,5% no período, comparado ao primeiro quadrimestre de 2019.

O salário médio real de admissão no Brasil passou de R$ 1.496,92 em abril de 2019 para R$ 1.814,62 no mês passado.

Manutenção de empregos

Desde 1º de abril, data da edição pelo governo federal da Medida Provisória 936/2020, que criou o Programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, foram preservados mais de 8,1 milhões de empregos no país, informou o Ministério da Economia. O programa prevê que os trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso e ainda auxílio emergencial para trabalhadores intermitentes com contrato de trabalho formalizado receberão o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm).

Mudanças

É a primeira divulgação do Caged após o preenchimento de informações da base de dados passar para o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Com a mudança, o cumprimento de 13 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas fica centralizado em um só sistema.

Uma inovação do Caged é o agrupamento de setores da economia. Até dezembro passado, eram oito: comércio, serviços industriais de utilidade Pública (SIUP), extrativa mineral, administração pública, agropecuária, construção civil, indústria de transformação e serviços.

Com a reformulação do Caged, os dados estarão na mesma divisão feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São eles: comércio, serviços, indústria geral, construção civil e agricultura. No intervalo de janeiro a abril de 2020, a agricultura teve saldo positivo de 10.032 empregos, resultado de 275.464 contratações e 265.432 demissões. O resultado da construção civil ficou negativo em 21.837. Comércio teve saldo negativo de 342.748, serviços resultado negativo de 280.716 e indústria também negativo, em 127.886.

Trabalho intermitente

A modalidade de trabalho intermitente teve, no período de janeiro a abril, 49.228 admissões e 35.105 demissões em 2020, o que resultou em saldo positivo 14.123. Já o regime de trabalho parcial registrou 71.044 contratações e 63.334 desligamentos, com resultado de positivo de 7.710 postos de trabalho com carteira assinada. 

Somente no mês de abril, o trabalho intermitente chegou ao saldo negativo de 2.375, com 7.291 admissões e 9.666 demissões. No mesmo período, houve 4.881 contratações e 14.029 desligamentos na modalidade de trabalho parcial, com saldo negativo de 9.148.

Calendário

Após a primeira divulgação do Novo Caged, o ministério definiu um calendário para os próximos dados do emprego formal no país: as informações de maio serão divulgadas no dia 29 de junho; em julho serão divulgados os dados de junho e assim por diante.

 

* Matéria alterada às 13h40 para acrescentar informações

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Foto: Marcello casal


A pedido do MPPR, Justiça determina suspensão de construções e comercialização de lotes clandestinos em área de preservação de Antonina

A Vara da Fazenda Pública de Antonina, no Litoral do estado, determinou a imediata paralisação de obras de edificações em loteamento rural clandestino localizado em área de preservação permanente na comunidade de Faisqueirinha. A decisão, em caráter liminar, atende pedido feito pelo Ministério Público do Paraná, que ajuizou ação civil pública contra o empreendimento responsável pelas construções.

De acordo com apuração da 2ª Promotoria de Justiça de Antonina, a comercialização de lotes e a construção de imóveis no local vêm sendo feitas, há quase 10 anos, sem qualquer autorização legal, provocando diversos danos ambientais. Além da suspensão das edificações, a liminar também determinou que deixem de ser comercializados lotes ou frações de terrenos, bem como sejam removidas placas ou anúncios de vendas existentes no local.

A partir das investigações do MPPR, o Juízo afirmou que há “indícios de que os réus […] tenham procedido ao indevido desmate de vegetação em estágio médio de regeneração, constante do Bioma Mata Atlântica, e impedido a regeneração natural de floresta nativa em área de preservação permanente, além do parcelamento irregular de solo situado em localidade rural, ao suprimirem a vegetação situada no imóvel”. O não cumprimento da decisão judicial poderá acarretar multa diária de R$ 1 mil (até o limite de R$ 20 mil), a serem destinadas ao Fundo Municipal do Meio Ambiente.

Consumidores – O Ministério Público do Paraná alerta a população do litoral acerca da ilegalidade do empreendimento, orientando que não sejam adquiridos lotes ou imóveis do local.

Reparação – No mérito da ação, a Promotoria de Justiça requer a realocação, às custas dos réus, de todos os moradores do loteamento clandestino em moradia urbana regular e legal, com a posterior demolição de todas as residências e edificações construídas na propriedade, incluindo benfeitorias e demais obras, tais como piscinas e salões de festa, entre outras. Além disso, o MPPR pede a reparação dos danos ambientais causados.

Autos: 0000934-07.2020.8.16.0043

Fonte: MPPR