Praça Inclusiva de Paranaguá recebe alunos da Apae em manhã de atividades pedagógicas

Espaço recém-inaugurado no Aeroparque foi projetado para oferecer brinquedos adaptados e atividades que estimulam o desenvolvimento, a autonomia e a inclusão de crianças com deficiência.

A manhã desta terça-feira (11) foi marcada por inclusão, aprendizado e diversão no Aeroparque, em Paranaguá. Alunos da Escola de Educação Especial Maria Nelly Picanço, que funciona como a APAE de Paranaguá, visitaram a Praça Inclusiva, espaço recém-inaugurado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Inclusão.

Projetada especialmente para atender crianças com deficiência e diferentes tipos de limitações, a praça conta com brinquedos pedagógicos e equipamentos adaptados, proporcionando um ambiente seguro para atividades de lazer, socialização e desenvolvimento.

A vice-prefeita Fabiana Parro destacou a importância da criação de um espaço pensado exclusivamente para atender às necessidades dessas crianças.

“Foi um planejamento junto com a Secretaria de Inclusão para que realmente pudéssemos atender as nossas crianças, uma praça exclusivamente dedicada a essas crianças que precisam de um espaço pensado para elas. Então, quando você tem uma praça que está sendo aproveitada por todas as crianças, seus pais, pela família, a gente tem certeza que estamos sim atendendo a essa demanda”, afirmou.

Fabiana também ressaltou a satisfação em acompanhar a presença dos alunos da APAE no novo espaço, instituição onde, segundo ela, trabalhou durante muitos anos.

“Eu me sinto muito feliz de tê-las aqui, principalmente as crianças da Apae, onde trabalhei durante muitos anos e sei da experiência deles numa praça pensada exclusivamente para as crianças com suas deficiências”, completou.

A vice-prefeita também chamou atenção para o trabalho desenvolvido pelos profissionais que acompanham os alunos durante as atividades. Segundo ela, a presença de equipes preparadas contribui para a segurança e tranquilidade das crianças e de seus familiares.

“Muito bom ver a dedicação e a atenção desses profissionais que cuidam com todo o carinho dessas crianças. Cada uma delas com as suas limitações e os professores sempre atentos, tomando todo o cuidado, ensinando-as como utilizar os equipamentos. Isso ajuda na coordenação motora delas e, claro, tendo esses profissionais preparados dá mais tranquilidade aos pais, que podem contar com esse trabalho que é superimportante”, concluiu.

Um espaço de possibilidades

Para a psicóloga Eliane Assunção, a Praça Inclusiva representa uma nova possibilidade de lazer e aprendizado para crianças que, muitas vezes, não tinham à disposição um ambiente preparado especificamente para suas necessidades.

“É um universo de possibilidades que as crianças podem utilizar. São brinquedos e brincadeiras voltadas para criança com algum tipo de limitação. Isso é bem importante para essa comunidade que muitas vezes a família não tem onde levá-las, a um espaço especialmente voltado para essas crianças com algum tipo de deficiência”, explicou.

De acordo com a profissional, a utilização do espaço também permite que as crianças desenvolvam familiaridade com os equipamentos e conquistem maior autonomia.

“Quando elas vêm para cá, elas ficam à vontade, elas passam a conhecer o espaço e a utilizar esse tipo de equipamento que está à disposição delas”, afirmou.

Eliane destacou ainda que, além do aspecto recreativo, os brinquedos podem ser utilizados como ferramentas pedagógicas, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades trabalhadas no cotidiano escolar.

“Porque além das brincadeiras em si que se faz num parque, tem muitos brinquedos pedagógicos, como os números, as cores diferenciadas, onde a gente pode trabalhar questões básicas, noções de tempo, de espaço. Enfim, tem muitas questões pedagógicas que podem estar sendo trabalhadas também dentro de um parque como esse”, explicou.

Por ser a primeira visita dos alunos ao local, a equipe também aproveitou a oportunidade para conhecer os equipamentos e avaliar as possibilidades de utilização de cada um deles.

“É um lugar tão especial como esse, de modo que as crianças podem estar aproveitando tudo. Tudo é voltado para elas. Então isso é bem bacana. De modo que eu não ofereça nenhum perigo, apesar de ser a primeira vez que a gente está aqui, que a gente está conhecendo ainda, aproveitando tudo para saber o que é possível fazer”, relatou a psicóloga.

Entre os pontos observados pela profissional estão as características de segurança do espaço.

“Eu já tive observando que não tem pontas, a grade lateral é muito boa, porque às vezes as crianças fogem, elas correm muito rápido, sabem como é criança. Eles seguem a gente, então a gente precisa estar com um espaço bem seguro, mas está bem bacana realmente”, afirmou.

Segundo Eliane, a variedade de equipamentos amplia as possibilidades de atividades.

“Tem cordas, tem pula-pula, tem escorregador. Enfim, é um mundo de possibilidades que a gente pode estar explorando com as nossas crianças especiais”, acrescentou.

Direito à inclusão

Para a psicóloga, a criação de espaços como a Praça Inclusiva representa um avanço na construção de uma cidade que reconhece o direito de todas as pessoas à convivência e à participação social.

“Todo mundo tem o direito de ter uma sociedade inclusiva. As crianças têm o direito de participar de qualquer tipo de evento, de promoção social, voltadas especialmente para elas”, destacou.

Eliane lembrou que Paranaguá conta com diversas praças abertas à população, mas ressaltou a importância de também existirem locais estruturados especificamente para atender crianças com deficiência.

“A cidade como um todo tem várias praças em que todo mundo pode estar usando, mas, de modo geral, e aqui é específico para elas, então é realmente bastante importante, de modo que a gente possa ter uma cidade, uma comunidade mais inclusiva”, afirmou.

A profissional concluiu reforçando que a inclusão deve garantir a participação de todos na vida da comunidade.

“Afinal de contas, o direito é para todos, não é verdade? Ninguém pode ficar de fora.”

A visita dos alunos da Escola de Educação Especial Maria Nelly Picanço reforça a proposta da Praça Inclusiva como um espaço de convivência, lazer e aprendizagem, onde o brincar também pode contribuir para o desenvolvimento das crianças e para a construção de uma sociedade cada vez mais acessível e inclusiva.







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Texto: Jornalista Edye Venancio

Fotos: Moyses Zanardo

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