Decisão Mangue Seco: Canarinho x Amigos do Parque
Mercado do Peixe e hotel para moradores de rua em Paranaguá
Em meio a desafios urbanos e um apelo por renovação, a cidade de Paranaguá encontra-se em um momento crucial para redefinir sua imagem turística. O município, conhecido como a "Mãe do Paraná", enfrenta críticas por suas áreas negligenciadas, cito o turismo, tornando-se alvo de piadas por parte de outras localidades que valorizam esse setor.
A situação dos trapiches abandonados na Rua da
Praia chama a atenção, destacando a necessidade urgente de intervenções, de
revitalização. Imagens capturadas por turistas revelam um cenário de descaso
que precisa ser superado, não apenas para o bem-estar dos moradores, mas também
para atrair visitantes que desempenham um papel crucial na promoção da imagem
de uma cidade.
A Praça de Eventos, dedicada a uma figura histórica local, clama por revitalização. Seu potencial como espaço de convívio e celebração encontra-se subutilizado, evidenciando a importância de investimentos que reflitam o orgulho da comunidade em sua história.
A necessidade de transformar Paranaguá em um
destino turístico relevante é clara. Apesar da presença de alguns visitantes,
ainda é muito pouco para classifica-la como turística. O icônico Mercado do
Peixe, além de carecer de uma reforma estrutural, enfrenta desafios em seu
entorno, com moradores de rua tornando-o um espaço inapropriado para os
turistas.
A população expressa seu cansaço diante de promessas não cumpridas e da aparente incapacidade de resolver questões cruciais. A cidade almeja manter o seu passado e se posicionar como um destino turístico em ascensão, desafiando outras municipalidades a reconhecerem sua evolução.
Para concretizar essa transformação, Paranaguá clama por lideranças com visão futurística, especialistas em turismo capazes de resgatar e promover a beleza única da cidade. Somente assim será possível reverter décadas de negligência e reposicionar Paranaguá como um destino turístico imperdível.
A esperança reside na possibilidade de uma nova
realidade em breve, um renascimento que exige ações ousadas, investimentos
estratégicos e, acima de tudo, a determinação de uma comunidade unida em busca
de um futuro turístico próspero.
Com fim dos pedágios, Bombeiros e Samu já atenderam 77 ocorrências nas rodovias
O Corpo
de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atenderam,
entre o sábado (27) e a manhã desta sexta-feira (3), 77 ocorrências nas
rodovias do Anel de Integração, que deixaram de ser concessionadas no último
fim de semana. Segundo a corporação, não houve aumento no total de ocorrências
com o fim dos contratos de pedágio, já que esse número está dentro da média
para o período.
Os acidentes nas estradas deixaram 82 pessoas
feridas e seis vítimas fatais, mostra o relatório do Corpo de Bombeiros. Com o
reforço na estrutura da Rede de Atenção à Urgência do Estado e
no efetivo de profissionais que atuam prioritariamente nas rodovias, o tempo
médio de atendimento nesta primeira semana foi de 11 minutos.
O Estado, porém, deve ampliar a atenção em pontos
críticos, como na Serra do Cadeado, na região do Vale do Ivaí. O tombamento de
uma carreta carregada com frango congelado, no quilômetro 303 da BR-376, bloqueou
o trânsito sentido Curitiba na quinta-feira (2).
As equipes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia
Militar e o Corpo de Bombeiros de Apucarana, que fica a 60 quilômetros do local
do acidente, foram mobilizadas. A cabine ficou presa no guard rail e os
bombeiros precisaram retirar o condutor, um homem de 58 anos, das ferragens. O
motorista teve ferimentos leves e foi encaminhado pelo Samu a um hospital em
Apucarana. A liberação da pista demorou porque o contêiner do veículo ficou
atravessado.
OCORRÊNCIAS – De acordo com o relatório dos bombeiros, um
terço dos acidentes e quase metade das vítimas se concentraram no fim de
semana. Foram 27 ocorrências entre a meia-noite de
sábado até as 8h de segunda-feira (29), com 36 feridos e três óbitos.
Entre segunda e terça-feira (30) foram registradas
10 ocorrências, com 19 pessoas feridas; de terça a quarta-feira (1) houve oito
atendimentos, com 11 pessoas feridas e duas mortes – uma mulher de 41 anos, que
foi atropelada na BR-376, em Marialva (Noroeste), e o motorista de um veículo
que colidiu com um caminhão na PR-445, em Cambé (Norte).
Entre e quarta e quinta-feira (2) foram atendidas
11 ocorrências, com 15 pessoas feridas; e de quinta a sexta-feira outras nove
ocorrências, com seis feridos e um óbito. A vítima fatal foi o condutor de uma
motocicleta, que estava sem capacete, na BR-376, em Maringá (Noroeste), e
colidiu com um caminhão.
ACORDOS – Nas rodovias que eram
administradas pela Econorte e Caminhos do Paraná os atendimentos estão sendo
feitos com apoio das equipes dessas empresas.
No Dezembro Laranja, Secretaria de Saúde reforça conscientização sobre o câncer de pele
Dezembro é sinônimo de início do verão, sol, dias mais quentes, e também de chamar a atenção da população para o câncer de pele, com a campanha Dezembro Laranja. O objetivo da ação é conscientizar sobre a doença, uma das mais incidentes no Brasil.
A Secretaria da Saúde acompanha os casos no Paraná
e faz o alerta para o aumento de procedimentos cirúrgicos em oncologia para
câncer de pele, que passaram de 3.146 em 2020, para 3.414 neste ano (até
novembro). Nos atendimentos ambulatoriais, o aumento foi maior, cerca de 27,4%,
de 635 para 809. Os dados são do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) e do
Sistema de Informação Hospitalar (SIH), do Sistema Único de Saúde.
“O alerta à população é fundamental. Ambos os tipos
de câncer têm altas taxas de cura se descobertos logo no início, por isso a
importância em manter hábitos que ajudarão na prevenção da doença. Em 2020, com
a pandemia, muitas pessoas deixaram de procurar os serviços de saúde. Este
ano começaram a retomar para exames e consultas que deixaram de fazer”,
alertou o secretário de Saúde, Beto Preto.
A doença é provocada pelo crescimento anormal e
descontrolado das células que compõem a pele. O câncer nesse órgão pode ser
dividido em dois tipos: melanoma e não melanoma. O primeiro é mais raro e pode
levar ao óbito, já o segundo, também um tumor maligno, é o mais frequente entre
homens e mulheres. Apesar da baixa taxa de mortalidade, pode deixar o paciente
com marcas ou deformações no corpo.
SINTOMAS – Os sintomas da doença são manchas na pele, pintas
ou sinais que coçam, ardem, descamam ou sangram e feridas que não cicatrizam em
até quatro semanas.
DIAGNÓSTICO – Ao observar algumas dessas alterações, é muito
importante procurar o serviço de saúde, onde será realizado exame clínico e
investigação diagnóstica. É preciso ficar atento ao próprio corpo e acompanhar
o aparecimento ou crescimento de pintas e sinais na pele podem ajudar no
diagnóstico precoce.
De acordo com a Chefe da Divisão de Atenção às
Neoplasias da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Rejane Cristina Teixeira
Tabuti, é muito importante que as pessoas se observem, acompanhem e notem se
houver mudanças na pele. "O último mês do ano marca a campanha do Dezembro
Laranja, que nos lembra de olhar com cuidado para o maior órgão do corpo: a
pele", afirmou.
CUIDADOS – Dois dos principais cuidados são evitar a
exposição excessiva à radiação solar, principalmente entre 10h e 16h, e
utilizar o filtro solar. Mas existem outras atitudes que podem ajudar
na diminuição dos números de casos, tais como:
– Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e
protetores solares.
– Cobrir as áreas expostas com roupas
apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas
largas.
– Evitar a exposição solar.
– Na praia ou na piscina, usar barracas feitas
de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de
nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o
material.
– Usar filtros solares diariamente, e não
somente em horários de lazer ou de diversão.
– Utilizar um produto que proteja contra radiação
UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o
produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao
utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e
reaplicar antes de sair para o almoço.
– Observar regularmente a própria pele, à
procura de pintas ou manchas suspeitas.
– Manter bebês e crianças protegidos do sol.
Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.
– Os trabalhadores que estão
expostos à luz solar direta deve redobrar os cuidados com a pele.
Fonte: AEN - PR
Descanse em paz José Francisco Soares Linhares
Com pesar, informamos o falecimento de José Francisco Soares Linhares, ocorrido no dia 1º de dezembro. A notícia foi compartilhada por seu filho, Ogarito Linhares, em sua página no Facebook: "Com tristeza informo a partida do meu querido Pai José Francisco Soares Linhares, neste 01/12/21. A cerimônia de cremação será no Cemitério Vertical de Curitiba das 14:30 às 17:00 desta quinta-feira, dia 02/12/21."
Dr. Linhares foi uma figura central na história da Rádio Ilha do Mel FM, onde esteve à frente da administração por muitos anos. Sua liderança foi crucial para o crescimento e a consolidação da emissora, que se manteve como referência de audiência e qualidade no litoral. Ele também era lembrado com carinho pelos ouvintes na abertura e no fechamento do programa Rede Notícias, atualmente apresentado pelo jornalista Claudino Nunes.
Sob sua gestão, a rádio alcançou um papel de destaque na comunicação de Paranaguá, oferecendo conteúdos informativos e de relevância para a população. Hoje, a emissora segue em uma nova fase, sob a direção de José Leonardo Linhares, filho de Ogarito Linhares, mantendo a tradição e os valores de excelência da gestão de Dr. Linhares.
Como ex-integrante da emissora, lamento profundamente a perda e expresso a minha gratidão: "Descanse em paz, Dr. Linhares, obrigado pela oportunidade de realizar o meu sonho e ter o seu respeito, carinho e amizade."
População pressiona e Paranaguá cancela o carnaval!
Afogamento em Praia de Leste: Balneário Beltrame
Pesquisa comprova maior eficácia de teste HPV para detecção de câncer
O estudo foi feito em parceria com a Prefeitura Municipal de Indaiatuba (SP) de outubro de 2017 a março de 2020, com cobertura de mais de 80% da população-alvo. A cidade tinha o maior índice de informatização de saúde e de cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) da região de Campinas. Os primeiros resultados foram publicados em novembro na revista científica The Lancet Regional Health - Americas.
Júlio Cesar Teixeira, pesquisador principal do estudo e diretor de Oncologia do Hospital da Mulher (Caism) da Unicamp, diz que o Papanicolau alcançava apenas 30% das mulheres-alvo. “Passamos da cobertura, que era 30%, para mais de 90% e utilizamos um teste mais sensível e eficiente. O que aconteceu? Em dois anos e meio, detectamos 21 casos de câncer na população, sendo que 14 eram microscópicos”, acrescentou. A idade média era de 39 anos.
No comparativo com o programa anterior, que utilizava o Papanicolau como exame preventivo, foram 12 cânceres detectados e apenas um era microscópico, os demais eram avançados. A idade média desses casos era 49 anos. “Com o novo teste, detectamos os cânceres que iriam surgir nos próximos dez anos na cidade. Nós já detectamos em fases iniciais, com chances de cura próximas de 100%”, explica Teixeira.
No âmbito do programa, 86,8% dos testes tiveram resultado negativo e 6,3% tiveram indicação de colposcopia. “Você faz uma triagem dessas pessoas. Quem tem o vírus, eu vou olhar para o segundo teste, que pode ser a citologia [Papanicolau] ou já olhar diretamente o colo, com uma colposcopia, que é um exame como uma lente de aumento para ver se ela já tem alguma lesão pré-câncer. Você acaba detectando antes de virar uma lesão em muitas mulheres”, diz o pesquisador.
Teixeira explica que a vacina do HPV, que começou a ser aplicada no Brasil em 2014 e tem como público-alvo crianças e adolescentes de 9 a 15 anos, deve diminuir a circulação do vírus, dificultando o rastreamento pela citologia. “Pela vacina, elas vão ter muito menos alterações, porque vão ter muito menos HPV. Então, o Papanicolau não vai conseguir detectar nada nessa população futura, vai ter que ser um teste de HPV”.
O estudo desenvolvido pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp conseguiu comprovar o custo efetivo da substituição do teste. Apesar do custo inicial maior, Teixeira explica que alguns fatores fazem com que o custo total seja menor. Os exames de citologia, por exemplo, precisam ser feitos de três em três anos, e o teste de HPV é feito de cinco em cinco anos. “Um teste de HPV negativo garante cinco anos de risco zero para ter alguma doença importante, então você espaça mais.”
Além disso, há os custos com tratamento, quando o diagnóstico é feito tardiamente. “Se você detectar uma lesão pré-câncer, a mulher vive a vida dela inteira. Se detectar um câncer, ela tem um risco de morrer e encurtar a vida, dependendo do estágio”, exemplifica. O médico acrescenta que o custo do tratamento de um câncer avançado e um microscópico é pelo menos 20% maior.
HPV
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer do colo do útero é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano - HPV. “Praticamente de cada dez pessoas durante a vida, oito têm contato nos genitais com o HPV. São vários tipos, e 14 são relacionados a câncer”, explica o pesquisador.
Tirando o câncer de pele não melanoma, o câncer do colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina. E é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Em 2020, foram 16,7 mil novos casos. Em 2019, foram 6,5 mil mortes, segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer.
Teixeira reforça que este é um câncer que pode ser erradicado, tendo em vista que se conhece o agente causador, o vírus HPV.
Por Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil - São Paulo
© Thomaz Marostegan/Unicamp
Ministério da Saúde recomenda dose de reforço da Janssen
O Ministério
da Saúde divulgou uma nota técnica na noite dessa quinta-feira (25) em que orienta que os 4 milhões de
brasileiros que se vacinaram com o imunizante da Janssen tomem uma dose de
reforço entre dois e seis meses após a primeira aplicação. A recomendação do
ministério é que seja utilizado a vacina do mesmo fabricante.
Segundo a nota, a orientação foi baseada em estudos
científicos que mostram aumento significativo na imunidade após a aplicação de
mais uma dose da vacina, principalmente com intervalo mais longo, de seis
meses.
Se a dose de reforço, segundo estudos, for aplicada
com um intervalo de seis meses, os níveis de anticorpos aumentam nove vezes
após uma semana com a imunização da Janssen. Esse índice segue aumentando em
até 12 vezes quatro semanas após a aplicação do reforço.
A nota técnica citou uma pesquisa norte-americana
que demonstrou que a dose de reforço, quando aplicada com um intervalo mínimo
de dois meses, fornece até 94% de proteção contra a covid-19. Com dose única do
imunizante, o índice é de 75%. O estudo também demonstrou que os níveis de
anticorpos aumentaram de quatro a seis vezes com a dose de reforço.
Os resultados
embasaram o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) a
também recomendar a dose de reforço da Janssen.
No caso de mulheres que se vacinaram com a Janssen
e que estejam grávidas, a recomendação é que a dose de reforço seja feita com a
vacina da Pfizer.
O Brasil recebeu, até agora, 6,6 milhões de doses
de vacinas da Janssen. No momento, cerca de 2 milhões de doses estão em análise
do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).
Segundo o Ministério da Saúde, a previsão do
laboratório é que mais 2,8 milhões de doses sejam entregues no começo de
dezembro e o restante até o fim do mês. "Esses quantitativos são
suficientes para a aplicação do reforço de quem se vacinou com a Janssen dentro
do intervalo recomendado de até seis meses", informou o ministério em
nota.
Por Agência Brasil – Brasília
© Breno Esaki/Agência Saúde DF
