Nos nove
primeiros meses deste ano, 385,7 mil toneladas de malte e cevada desembarcaram
pelo Porto de Paranaguá. Nos nove primeiros meses de 2018 o volume somou 299,4
mil toneladas dos granéis.
Os 63 navios
que chegaram carregados com os produtos, de janeiro a setembro deste ano,
trouxeram esses cereais da Argentina, Uruguai, Espanha, Austrália e Ucrânia. O
destino é o próprio Paraná.
Um dos
principais importadores de malte e cevada que entram pelo Porto de Paranaguá é
a Cooperativa Agrária Agroindustrial. O coordenador comercial de Malte,
Alexandre Klarke, explica que as condições climáticas durante o último ciclo
fizeram com que a safra nacional de cevada fosse reduzida. Para suprir a
demanda interna foi necessário importar um volume maior.
“Com relação
ao malte, houve um aumento no consumo de cerveja no país entre setembro do ano
passado e março deste ano. A principal hipótese para explicar este movimento é
que os compradores do produto apostaram que o acréscimo no consumo de cerveja
se manteria”, afirma Klarke.
INDÚSTRIA -
Como produtora de malte, toda cevada importada pela Agrária, segundo o
coordenador comercial do setor, é utilizada dentro da própria indústria.
“O Brasil é um
país que não produz toda cevada que a indústria precisa para produção, por isso
a necessidade de importar o cereal. Hoje fornecemos nosso malte para mais de
1,2 mil cervejarias do Brasil, desde os grandes grupos cervejeiros até as nano
cervejarias”, diz Klarke.
O especialista
destaca que algo semelhante acontece com o trigo. “Precisamos buscar lá fora,
já que o país não produz o suficiente para atender o mercado interno”,
completa.
TRIGO – Este
ano, até setembro, a importação do cereal somou 287,5 mil toneladas. Nos mesmos
nove meses de 2018 o volume foi de 216,7 mil toneladas. Neste ano, 109 navios
atracaram para desembarcar o produto no Porto de Paranaguá. A origem é
principalmente Argentina.
Tanto o trigo
quanto o malte e a cevada foram descarregados a granel e, em menor volume, em
contêineres. De trigo, chegaram em contêineres 9,4 mil toneladas. De malte e
cevada, pouco mais de 15 mil.
OPERAÇÃO – De
acordo com o diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva
Júnior, no Porto de Paranaguá, no desembarque a granel, os cereais têm
prioridade no berço preferencial para a descarga dos produtos, que é o 206,
como determina a ordem de serviço de número 145/2018.
“Essas
operações têm que cumprir uma produtividade mínima de 6 mil toneladas por dia.
Quando esses navios chegam em Paranaguá com esses produtos ficam em uma fila
única para ocupar o berço preferencial. É a data de chegada que vale para a
ordem da fila”, explica.
No total de
granéis sólidos de importação, conforme o balanço dos nove meses deste ano,
foram cerca de 7,6 milhões toneladas descarregadas no porto paranaense. Neste
volume, praticamente o mesmo do registrado em 2018, além dos cereais, estão os
fertilizantes e o sal importados no período.
ANTONINA - Na
importação dos fertilizantes, o destaque o é aumento registrado pelo Porto de
Antonina. Por lá, de janeiro a setembro, foram descarregadas 380,1 mil
toneladas de adubos, 34% a mais que o registrado em 2018, com 283,6 mil
toneladas.
Em Antonina,
no período, a movimentação total de cargas atingiu 622,9 mil toneladas. Além
dos fertilizantes importados, as exportações de açúcar e farelo de soja também
cresceram.
De açúcar
foram 48.919 toneladas – 59% a mais que o volume registrado no ano passado:
30.733 toneladas. De farelo, 193.856 toneladas, 0,5% a mais que o volume de
2018: 192.963 toneladas.
A movimentação
total dos Portos do Paraná, de janeiro a setembro deste ano somou 39,7 milhões
de toneladas. Desse volume, 26,2 milhões só de granéis sólidos de exportação e
importação: grãos, farelo, cereais, sal e fertilizantes.
Fonte: Portos do Paraná