Veículos atravessando a passarela da Ilha dos Valadares
Sem atracadouros, sem uma ponte, moradores da Ilha dos Valadares com mais de 30 mil habitantes tem que esperar a sua vez para atravessar a passarela Antônio Sant''anna Lobo Neto por causa da maré baixa e a falta de dragagem no Rio Itiberê.
Após 52 dias em greve, médicos peritos do INSS voltam a trabalhar hoje
Após firmarem acordo
com o governo federal, os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) encerraram a greve, que durou quase dois meses, e retomam o
atendimento aos beneficiários nesta segunda-feira (23).
A categoria se
comprometeu a repor os 52 dias parados e a trabalhar para reduzir o estoque de
perícias não realizadas durante a paralisação.
O anúncio do fim da
greve foi feito após reunião entre o ministro do Trabalho e Previdência, José
Carlos Oliveira, e a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais, na
última sexta-feira (20).
A categoria comemorou
o acordo que resultou no atendimento de 18 itens da pauta de reivindicações.
Em transmissão pela
internet, o vice-presidente da associação, Francisco Eduardo Cardoso Alves,
explicou o que ficou acertado em relação ao reajuste salarial:
"A questão do
aumento tem uma condicionante: se o governo for dar aumento linear para todas
as carreiras do serviço público federal, sem nenhuma exceção, a gente,
obviamente, vai entrar nesse aumento linear. Porém, se o governo quiser
privilegiar uma ou outra carreira, que seja, automaticamente nós vamos entrar
nos 19,9% [de reajuste]".
Atendimento
Para reduzir a fila
de exames periciais agendados, foi definida a realização de até 12 atendimentos
diários por profissional. No entanto, de acordo com lei de 2019, os médicos que
ultrapassarem essa quantidade, vão receber R$ 61,72 por perícia extraordinária.
Os servidores terão 8
meses para compensar os dias não trabalhados de modo presencial ou remoto.
Por Daniella
Longuinho - Repórter da Radioagência Nacional – Brasília
© Marcello Casal
JrAgência Brasil
Proteções costeiras garantem estabilidade das obras de revitalização de Matinhos
O
Governo do Estado segue no ritmo de preparação para as obras de revitalização
da Orla de Matinhos, no Litoral do Paraná. Nesta terça-feira (10) começou a
construção de proteções costeiras na praia de Caiobá, entre o Morro do Boi e o
pico de Matinhos. As estruturas devem ser concluídas em até dois meses neste
trecho. As proteções costeiras estão previstas para serem realizadas ao longo
de seis meses em toda a extensão do projeto, até o Balneário Flórida, ao longo
de 6,3 km.
A proteção costeira é formada por formas têxteis do
tipo bolsa e do tipo colcha, preenchidas com argamassa, que irão funcionar como
um muro de proteção das estruturas de urbanismo e paisagismo. São importantes
elementos para dar segurança à orla da praia durante as ocorrências de
ressacas. As proteções vão aproveitar as estruturas de pedras já existentes em
alguns trechos.
O secretário do Desenvolvimento Sustentável e do
Turismo (Sedest), Everton Souza, disse que os benefícios dessas intervenções
atingem todos que frequentam ou moram nas sete cidades do Litoral. “É mais um
passo que damos no andamento do cronograma de execução da obra de revitalização
da Orla de Matinhos. Tudo o que for instalado no Litoral, seja ciclovia,
paisagismo, calçadas, entre outras estruturas, estará protegido de fortes
ressacas”, disse.
“Estamos começando uma base para fazer o escalonamento
de bolsas que vão proteger as estruturas da orla de ressacas, para que não haja
interferência na parte urbanística e paisagismo. As novas estruturas servem,
também, para proteger as residências locais”, afirmou o diretor de Saneamento
Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luiz Scroccaro. “As bolsas darão
garantia a toda a infraestrutura da obra, ou seja, do paisagismo às estruturas
urbanísticas”.
Obras da Estrada da Boiadeira ultrapassam 80% de execução
e avançam em várias frentes
OBRAS – As obras na Orla de Matinhos preveem, além da
engorda da faixa de areia por meio de aterro hidráulico, estruturas marítimas
semirrígidas, canais de macrodrenagem e redes de microdrenagem, e revitalização
urbanística da praia e da calçada com o plantio de árvores nativas. Também
serão realizadas melhorias na pavimentação asfáltica e a recuperação de vias.
O investimento da primeira etapa das obras é de R$
314,9 milhões. O objetivo é minimizar os impactos gerados pela combinação do
desequilíbrio de sedimentos, ocupações mal planejadas e ressacas no Litoral.
Essa combinação vem destruindo e comprometendo boa parte da infraestrutura
urbana, turística e de lazer no município.
Avança licitação do anteprojeto de duplicação da rodovia entre Guaratuba e Santa Catarina
O consórcio vencedor da licitação vai promover a
engorda da faixa de areia em até 100 metros de largura. A empresa realizou, até
o momento, a mobilização de equipamentos, iniciou a solda da tubulação para a
dragagem, a construção do viveiro para o cultivo da restinga, a instalação do
canteiro central e das placas de segurança e das cercas de isolamento.
Também iniciou o trabalho de coleta de material
genético da restinga na praia de Caiobá para serem cultivadas no viveiro em
terreno cedido pela prefeitura, e o afugentamento da fauna local para um
habitat seguro durante as intervenções.
MAIS EMPREGO – Everton Souza também comemorou o
potencial de geração de emprego da obra. “São várias frentes de ação, que já
oportunizaram cerca de 100 empregos diretos. São profissionais que realizam
obras estruturais como a proteção costeira, os responsáveis por preparar os
tubos para a dragagem, profissionais da área de biologia cuidando da fauna e da
flora, especialmente com a eliminação de espécies exóticas e o replantio de
restinga. É um cuidado amplo, previsto no licenciamento, para não afetar o
ambiente biológico”, destacou.
Foto: Alessandro Vieira/SEDEST




