A Praça Cyro Abalém, tradicional ponto de encontro dos moradores da Ilha dos Valadares, é cenário de conversas animadas e debates sobre os principais assuntos do dia. Entre risadas e piadas, a política local é tema recorrente.
Um morador, conhecido por apoiar os políticos em exercício, discorria entusiasmado sobre a prometida construção da ponte, assegurando que as obras começariam ainda este mês. “Minha família inteira votou no atual prefeito,” declarava ele, com convicção. Outro frequentador da praça, cético, retrucou: “Em dezembro tem Papai Noel. Vai dizer que você acredita nele? Moro há 50 anos nessa ilha e sempre que tem eleição, vem um Zé Mané com esse papo, ganha o voto e some. Ah vá puxar o saco pra lá!”
A discussão se voltou para as eleições legislativas, com um insulano afirmando já ter seu candidato a deputado e prevendo uma vitória fácil com mais de 80 mil votos. A declaração provocou risadas. “Só isso? O meu voto ele não ganha. Não ganhou nem para vereador, não fez nada pelos bairros, muito menos para a Ilha dos Valadares, só aumentou o seu salário e nós comendo ovo,” respondeu um outro morador. Em meio às gargalhadas, outro brincou: “De ovo você entende, lagarto!”
A conversa desviou para a infraestrutura da praça. “Essa Praça deveria ter bancos de madeira, né? Fica mais bonito,” sugeriu um frequentador assíduo. Outro comentou sobre a desconforto dos bancos de concreto: “Tem praça que tem um monte de bancos de concreto que dói as costas dos idosos. Ninguém senta por causa das dores na coluna. Tem pracinha aí que tem uns duzentos bancos, kkkkkkkk.”
Seu Otávio, evangélico, aproveitou o momento para divulgar a Marcha para Jesus, convidando os amigos presentes. No entanto, um morador descontente rapidamente comentou: “Se tiver Marcha para o Judas eu vou, mas tem que ser num dia de chuva. Quero andar pelas ruas que alagam, que têm lama, que necessitam de calçamento, viu a rua do Mangue Seco? Viu as ruas do Canarinho, bairro Sete de Setembro do vereador que esperam asfalto. Vão ter essa sorte, tem que mudar de vereador a ilha”
E mais uma vez, a praça se encheu de risadas. Quem mora na Ilha dos Valadares sabe que, na Praça Cyro Abalém, qualquer assunto é motivo para piada.
A frase do ator Clayton Silva, o Tô de Olho no Sinhô, de A Praça é Nossa do SBT, que fez a sua estreia em 1987 neste programa de grande audiência e faleceu em 2013, é usada por muitos até hoje para dizer: fique esperto que estou observado tudo. E tudo é observado quando se trata de política e ser um politico bem sucedido requer ter uma boa reputação, sendo um bom pai, reconhecer a existência dos filhos, sendo amigo, sendo um bom exemplo para uma sociedade que observa tudo, que sabe tudo, que fica sempre de olho. Não basta só querer ser candidato, tem que ter uma boa história na sua cidade para antes se aventurar.
- Os possíveis candidatos a alguma coisa estão descendo aos montes ao nosso litoral, conhecendo as cidades, descobrindo até que a população vota. Reuniãozinhas são realizadas sem chamar muita a atenção e já estão prometendo cargos. E tem gente que acredita e vota!
- Tenho observado muitos leva e trás infiltrados em reuniões de pré-candidatos, ouvindo tudo, gravando tudo e passando para quem ele diz amém, sonhando com um carguinho. Basta observar nos vídeos e fotos dos eventos para saber quem é quem.
- E tem aqueles que sem muita expressividade como vereador se lançam candidato a deputado federal achando que vão ganhar os votos dos eleitores da cidade. O povo não é bobo e sabe quem é quem nessa politica onde babar o ovo fica em primeiro lugar do que fazer algo de bom para a população que o elegeu. Meu voto não ganha!
E mais uma vez em época de eleição ou durante o ano todo nos deparamos com os fakes, perfis falso de alguém que é falso e covarde que se esconde atrás de um perfil feito de forma amadora, fazendo comentários em certas postagens querendo agradar ao mais covarde mostrando a sua lealdade e sem "nenhum interesse".
E quem manda e que chama o executor de meu cachorrinho, é tão covarde que usa as pessoas para fazer o serviço sujo, querendo mostrar a sociedade que ele é o
santo: "Se fosse homem era bom que dava para dar umas porradas e o bicho pegava e quem podia mais chorava menos. Agora mulher ela vai poder fazer cem coisas com você e uma que você faça com ela será sempre a vítima. O bom era passar gravando ela né cara pra tentar ficar esperto quando passar ali meio devagar aquela coisa começar a xingar você só grava. Deixa alguma coisa virado pro lado dela, deixar armado um negócio assim, tivesse na roupa uma câmera, uma coisa assim pra gravar ai gravava rapaz e você jogava lá e ela ia ter que comprovar, mas ela é malandra".
Pessoa que tem caráter não faz esse tipo de coisa e nem pede para outro alguém fazer. Nesse mundo existe a lei do retorno e isso é provado a cada dia, Deus sabe do coração de cada um, não precisa se esconder atrás de uma bíblia ou de um fake.
Em breve essa conversa na íntegra será postada em áudio e todos saberão quem são os autores que se passam por santo e que poderão pagar uma indenização enorme por calunia e difamação a vítima.
Localizado no
Litoral do Paraná, o Rio Guaraguaçú desagua na baia de Paranaguá, onde a água
doce encontra com a salgada. A parte litorânea do Estado é considerada um
berçário rico em espécies marinhas como botos, tartarugas e guarás. Além de
possuir uma área abrigada e mar aberto, aspectos ideais para treinamentos.
Diversas
formas de explorar as comunidades pesqueiras podem ser feitas à remo pelo
litoral, o que permite o conhecimento próximo da cultura local e descobrimento
– de uma forma mais natural – da região.
Com grande
potencial a ser explorado, o Rio Guaraguaçú tem grande importância pois abriga
muitas espécies e biodiversidade, a exemplo das áreas de manguezais,
fundamentais para a reprodução de várias espécies. Sendo assim, o rio foi palco
da largada da 2ª edição da Remada Ecológica Paraná Sup Adventure. Um percurso
de 30 km entre o município de Pontal do Paraná e Paranaguá.
A concentração
foi no Eco Recanto Guaraguaçu, local estruturado para eventos de esporte
náuticos e outras atividades relacionadas. Para isso, o espaço conta com um
trapiche para atracação em que o próprio rio se canaliza dentro das instalações
da pousada, facilitando a largada e posicionamento dos equipamentos.
Sobre o
trajeto
Pela
visibilidade restrita na hora da largada por conta da forte neblina, foi
necessário atrasar a saída, mas sem comprometer a chegada. Largaram grupos de
oc6, oc1, oc2, sup’s e outros. Ao longo do trajeto pessoas de fora e que
passavam pelo local com seus equipamentos também foram se aproximando.
Desta forma e
contrastando com a vegetação, o sol foi aos poucos aparecendo e colorindo a
paisagem. Adicionalmente ao belo dia, com suas águas escuras, tranquilas e uma
boa corrente de maré vazante foi possível chegar até os últimos quilômetros
apreciando a região.
Durante todo o
percurso, algumas paradas também foram necessárias, para descanso, alimentação,
hidratação e troca de conhecimento. Alguns já eram familiarizados com o
trajeto, outros realizavam a rota pela primeira vez.
Entre atletas
experientes em longas travessias, intermediários e iniciantes e de diferentes
localidades como Curitiba, Paranaguá, Pontal do Paraná, Guaratuba, Araucária e
Santa Catarina, destacamos o Grupo Mulheres que remam, do município de
Guaratuba. Formado por mulheres e com apenas pranchas de passeios, concluíram o
percurso de 30km. Uma das participantes, Liziani, diz ter ficado muito feliz
pelo convite e por conhecer pessoas do bem “foi uma experiência fantástica para
o nosso grupo. Parabéns aos idealizadores e a todos que corresponderam ao
chamado”, agradece.
Por ser uma
remada independente, sem apoio e patrocinadores, tinha o objetivo de reunir
apenas um pequeno grupo de amigos para a travessia, mas a interação acabou
juntando várias modalidades, proporcionando uma total união do remo. Entre os
praticantes de SupRace, estiveram presentes as canoas havaianas oc6, oc1, oc2,
surfski, Sup Fun Race, caiaque de pesca e caiaque oceânico, totalizando 65
participantes e 10 bases espalhadas ao longo do rio.
Ressaltamos
que o objetivo principal do evento nos alegra. No entanto, a falta de suporte
as vezes torna impossível agregar melhorias em tão pouco tempo de organização,
pois o que era pra ser uma remada com um total de 65 participantes torna-se
algo que pode sair do controle e, muitas vezes, esbarrando na falta de
segurança. Com isso, apesar de não termos conseguido apoio marítimo por órgãos
públicos, entrou a parceria de amigos para fortalecer o evento.
Nosso muito obrigado
ao Fabiel Ricardo e Leandro Teodoro pelo fundamental apoio marítimo nessa trip.
Joca DS, um
dos idealizados da remada diz que as áreas de rios, lagos e baias podem ser
exploradas e, para tanto, cabe a cada um conhecer e preservar tudo aquilo que está
a nossa volta, “ainda temos uma boa parte da área preservada. Apesar que no
trajeto não encontramos lixo, cabe a cada um de nós, fazer a nossa parte,
explorar e cuidar do que nos resta”, salienta.
Já Jesse
Barbosa Pedro, comenta que a remada tinha o intuito de ser entre amigos e
acabou tomando uma proporção enorme, “e graças a Deus, apesar de nenhum apoio
de órgão público, procuramos acompanhar do começo ao fim os participantes para
ajudar e dar apoio da melhor forma possível”.
Um outro
relato vem de Alex Salles, da Base Passauna que descreve a remada como “show”.
Para ele a organização estava boa e já espera uma próxima edição, “remada show,
top galera, trip suave, energia da galera top, vibe boa e muita risada”. Na
mesma linha, Jhonathan Vaz, da base da Paraná Hoe trouxe uma crítica
construtiva “só uma vez no ano é muito pouco, tem que ser pelo menos umas três
vezes”.
A Equipe
Paraná Sup Adventure agradece a todos os participantes e colaboradores. Foi
gratificante encontrar novas pessoas, velhos amigos, presenciar o encontro de
bases da capital, Litoral do Paraná e Santa Catarina.
Fui ao açougue pela manhã e como sou muito conhecido na Ilha dos Valadares, afinal, são mais de 40 anos vivendo nessa comunidade, conversando com todo mundo, olhando nos olhos das pessoas e jamais se escondendo, conversei com alguns amigos e a pergunta que me fizeram foi: "É verdade que vão colocar a estátua de um bagre no lugar que era do índio na praça? (Caímos na gargalhada).
"Mas veio um outro e falou: Vão colocar um gorila dormindo, isso sim", gente quem riu da primeira vez, riu mais ainda depois dessa piada.
Se for uma estátua que seja de um pescador, afinal somos descendentes de pescadores e uma homenagem seria mais justa. Menos de um gorila dormindo, claro, kkkkkkkkk.