Prefeito Adriano Ramos e Cagepar fiscalizam sistema de abastecimento diante do aumento de reclamações da população
Fonte: PMP
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Fonte: PMP
Prefeito Adriano Ramos acompanha ação da Polícia Federal e IAT em vistoria na estação da Paranaguá Saneamento no Jardim Figueira
O prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, acompanhou na tarde desta quinta-feira (16) uma ação conjunta de fiscalização ambiental realizada na Estação de Tratamento da empresa Paranaguá Saneamento, localizada no bairro Jardim Figueira. A operação contou com a presença de peritos da Polícia Federal, do Instituto Água e Terra (IAT) e da Secretaria Municipal de Fiscalização das Concessões e Contratos (Semfisc).
Segundo o prefeito, o objetivo é apurar denúncias de contaminação da Baía de Paranaguá provocadas por materiais chamados de mídia biológicas lançados irregularmente pela concessionária.
“Mais uma fiscalização que realizamos junto com a nossa Secretaria de Fiscalização, criada em nosso governo para acompanhar o saneamento básico, o transporte coletivo e os contratos da prefeitura. Hoje estamos com os peritos da Polícia Federal e do IAT realizando perícia nessa estação. Eu disse que a farra ia acabar — e comigo acaba. O prefeito bonzinho não está mais, aqui é o prefeito que fiscaliza”, afirmou Adriano Ramos.
O prefeito destacou ainda a importância da participação popular nas denúncias, reforçando que a Semfisc está aberta para receber informações da comunidade sobre possíveis irregularidades.
“Recebemos essa denúncia das mídias e levamos ao conhecimento dos órgãos competentes. É um crime ambiental grave, e agora há uma investigação em curso. Esse material já foi encontrado também na Baía de Guaratuba e em Pontal do Paraná, causando um dano irreparável ao meio ambiente”, completou.
A secretária municipal de Fiscalização, Isabele Gonçalves Figueira, explicou que a ação é uma continuação da denúncia feita pela população e encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR), sob responsabilidade da procuradora Dra. Monique Cheker Mendes.
“Estamos acompanhando a Polícia Federal na perícia técnica que vai instruir o inquérito policial. Esse material encontrado nas baías, ilhas pesqueiras e comunidades indígenas já foi identificado como proveniente da estação de tratamento da Paranaguá Saneamento”, destacou Isabele.
De acordo com a Polícia Federal, as provas e informações coletadas serão incluídas no inquérito já instaurado, que apura a responsabilidade da empresa por crime ambiental.
Texto: Jornalista Edye Venancio
Fotos: Wilson Leandro
Moradores relatam odor insuportável, enjoo e transtornos causados pela Estação de Tratamento de Esgoto; Prefeitura promete intensificar fiscalizações e buscar soluções na Justiça.
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Na tarde desta quarta-feira (17), o prefeito Adriano Ramos esteve no bairro da Costeira acompanhado da secretária municipal de Fiscalização das Concessões e Contratos (Semfisc), Isabele Gonçalves Figueira, do secretário municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural e Pesca, Márcio Luis Pedrero Vega, além dos vereadores Edilson Caetano e Márcio Gigante. A visita atendeu a um chamado de moradores que denunciam o mau cheiro proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto da empresa Paranaguá Saneamento.
Durante a inspeção, o prefeito demonstrou indignação com a situação e afirmou que os moradores convivem com odor intenso, náuseas e mal-estar, principalmente idosos. “É impossível viver aqui com esse fedor. Vamos continuar trabalhando até arrancar a Paranaguá Saneamento de Paranaguá”, declarou.
Segundo Ramos, além do odor, a estação provoca alagamentos na região por causa de um equipamento instalado em área pública da Praça da Costeira. Ele também destacou as reclamações de moradores sobre barulho noturno no local.
A secretária Isabele Figueira reforçou que a fiscalização foi feita a pedido da comunidade. “Viemos em loco e continuaremos notificando a empresa sempre que forem detectadas falhas”, disse. Já o secretário Márcio Vega ressaltou a necessidade de apurar as causas do problema.
Moradores relataram frustração com a falta de respostas da empresa. “Há um ano ouvimos promessas de troca de equipamentos, mas nada mudou”, disse Marli Cristina Marinho Correia, moradora há 8 anos. José Manuel Lapontes Sales também cobrou providências: “Ou eles resolvem com equipamentos modernos, ou saem daqui.”
A Prefeitura informou que seguirá monitorando a situação e poderá acionar a Justiça para garantir os direitos da população.