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Descanse em paz Amilton Aquim

Na madrugada desta sexta-feira, 17 de novembro de 2023, lamentavelmente, o renomado radialista, comunicador e cronista esportivo Amilton Aquim faleceu. A triste notícia foi confirmada por João Carlos Borges Mourad, também conhecido como "Mura-Mura", um dos muitos amigos de rádio do saudoso profissional.

Nesta foto de capa do dia 17 de maio de 2011, ainda pela Rádio Difusora AM 1460, tive a oportunidade de entrevistá-lo, recordando vários momentos vividos por ele e ficando atento aos conselhos que ele me dava reconhecendo e parabenizando-me pelo trabalho que vinha até então fazendo.

Amilton Aquim deixou sua marca indelével no cenário esportivo, percorrendo diversas emissoras ao longo de sua carreira. Seu legado teve início na Rádio Difusora AM 1460 em Paranaguá, onde atuou com paixão e dedicação por vários anos.

Destacando-se como o número 01 na Associação dos Cronistas Esportivos do Paraná, Amilton Aquim será eternamente lembrado por sua contribuição pioneira, sendo o primeiro inscrito na renomada instituição.

A comunidade esportiva perde um ícone, e seus colegas de profissão prestam homenagens a um talento inigualável. A partida de Amilton Aquim deixa uma lacuna significativa no mundo do jornalismo esportivo, sendo lembrado não apenas por suas habilidades profissionais, mas também por sua personalidade cativante.


Ficarão para sempre nos corações dos amantes do rádio, seus comentários sobre o esporte mais apaixonante de todos, o futebol.

Que a família, amigos e fãs encontrem conforto neste momento difícil. A voz de Amilton Aquim ecoará para sempre nas ondas do rádio e nos corações daqueles que tiveram o privilégio de conhecer o seu trabalho e sua paixão pelo esporte.



MAIS SOBRE AMILTON AQUIM


Imprensa parnanguara está de luto; morre Amilton Aquim

Na manhã de hoje, sexta-feira, 17 de novembro, Paranaguá se despediu do jornalista e radialista Amilton Aquim, ícone da imprensa parnanguara, onde desde muito jovem atuou com dinamismo e dedicação. Começou suas lides na pioneira ZYC-5, atual Difusora Mais FM; foi colaborador em jornais locais e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá (IHGP) e do Centro de Letras "Leôncio Correia", onde atuou por diversas gestões como Orador, além de ser um conhecedor profundo da nossa história, tanto no ramo da história propriamente dita, quanto da história do esporte paranaense. Guardava todo o seu conhecimento na memória, pois, quando solicitado para falar sobre um fato, fazia seus textos na velha
máquina de escrever ou às vezes, passava escrito manualmente. Escreveu um livro em parceria com um amigo sobre o Club Litterário; escreveu várias crônicas e fez inúmeros comentário; foi comentarista esportivo e apresentador de programa de entrevista na Difusora AM.

Foi por sua indicação que eu entrei para a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Paranaguá na gestão Mário Roque, onde ele era o assessor; também por sua indicação, fui admitido sócio do Centro de Letras de Paranaguá e na minha gestão como presidente daquela instituição cultural, foi o Orador.

Amilton Aquim, o "Branco" como era chamado por muitos, será eternamente lembrado por todos, não só pelo seu trabalho na imprensa, mas, pela sua humildade e carinho que dedicava ao seus amigos. Deus o tenha em sua Glória!





João Carlos Borges Mourad "Mura-Mura"
comunicando o falecimento de Aquim



Texto e fotos: Edye Venancio


A importância dos estudos

Neste dezembro, exatamente dia 21, vou completar sete anos da conclusão do Ensino Médio. Porque isso aconteceu tão tarde? Explico: foi pelo fato de eu ter, na minha adolescência abandonado a escola, embora tenha chegado bem perto da conclusão do curso.

Depois de muitos anos, bateu o arrependimento e a consciência me “cobrava” a conclusão da minha formação escolar mesmo na idade madura; não pensei duas vezes e fui à procura de uma instituição na qual eu pudesse concluir os meus estudos colegiais. Bati à porta do Centro Estadual de Educação para Jovens e Adultos – Ceebja. Fiz minha matrícula e voltei aos bancos escolares como um adolescente empolgado e cheio de sonhos.

Passei então a estudar após o meu horário de trabalho, isto é, no final do meu expediente na redação do jornal Diário do Comércio eu passava a ser aluno; resultado disso tudo foi concluir a minha formação básica e comemorar a vitória que me encheu de orgulho por ter o tão sonhado certificado do Ensino Médio. Mas ainda me faltava alguma coisa e isso era a entrada para o Ensino Superior, que veio acontece alguns anos depois.

Com o certificado na mão, fiz minha inscrição para o vestibular na Unespar. Porém não obtive sucesso, mas a vontade de fazer uma faculdade falava mais alto e resolvi então procurar uma instituição particular e me inscrevi na Uniter no curso de Teologia Católica, que também interrompi, mas retornei e em breve devo concluir, se Deus permitir.

Não vejo a hora de fechar esse ciclo que eu considero importante para a vida, pois, a formação intelectual é necessária para o crescimento profissional; sem isso passaremos por sérios problemas. Mas, ainda no meu caso, que já estou aposentado, a razão da minha formação agora é puramente no sentido pastoral dentro da Igreja Católica, que abre a possibilidade de uma atuação mais específica para o crescimento espiritual do povo de Deus; a minha formação possibilitará a função de orientador religioso ou palestrante ou ainda como diácono. Tenho esperança. Não quero um diploma para ostentar superioridade, mas, para contribuir com o crescimento e desenvolvimento das pessoas.
Tenho dito.
Paranaguá, 1/12/2022

Texto: Claricio Araujo Cardoso em Ilha Da Cotinga.
Foto: Giolete Babinski

Ilha dos Valadares: "Eu também faço parte"

Sentei-me em um dos bancos da praça, aquela praça que o Roque ousou fazer ali na entrada da Ilha dos Valadares, antes um lugar feio e deplorável que o deixava com aspecto triste e abandonado.

Ali fiquei por algum tempo, observando o movimento. Era hora da volta para casa. Passavam centenas de pessoas de todas as idades; bicicletas, motos, carros. Quem diria que o “Sítio das Almas”, como ficou conhecida a ilha, se transformasse no que é hoje. 

Eu, que cresci naquelas bandas, me sinto um insulano nato, pois, toda a minha trajetória de vida está enraizada nas areias da localidade. 
Os anos se passaram depressa, logo eu me vi adulto, e hoje, sessentão, só me resta lembrar os bons tempos que vivi ao lado de grandes amigos, das brincadeiras sadias nas tardes ensolaradas à beira da prainha do Vila Bela; das festinhas americanas aos domingos à noite, dos encontros na escadaria da Igreja ou do bate-papo no ‘Ponto da Lancha’.

Hoje, os mais novos não fazem ideia de como era a Ilha dos Valadares nos anos 60, 70 e meados dos anos 80. Não havia água tratada, só de poço ou de bomba; ruas calçadas não haviam, nem ruas eram, mas caminhos arenosos. Luz elétrica era sonho, pois tinha-se apenas luz dos lampiões a querosene ou gás (Liquinho). Telefone, só um no Bar do Darci, onde hoje está a Secretaria Regional.

Ah!, quem poderia imaginar ver tantas moradias ou pontos comerciais, tantos veículos circulando nas poucas e estreitas ruas centrais, calçadas pela iniciativa do prefeito Roque.

Ilha dos Valadares dos apelidos, como Nelson “Abacate”, Nivaldo “Urso”, Nelson “Gotera”, Henrique “Bem-te-vi”, Roberto “Leão”, Armando “Palongo”, Antoninho “Libório”, Nilson “Chumbada”, Zeca “Periquito”, Maneco “Timbuva”, Antonio “Pandeiro”, Antonio “Fumaça”, Dácio “Carudo”, Jairo “Sabiá”, Antonio “Garacava”, Dorival “Navio” e tantos outros.

Valadares do velho Grupo Escolar, onde eu aprendi as primeiras letras e naquele tempo, antes de adentrar as salas de aula, hasteava-se a bandeira nacional entoando o hino pátrio. E ai daquele que não cantasse... Vinha a reprimenda da professora encarregada. Certo dia, um aluno fez essa “façanha” e indagado porque não cantava, saiu-se com essa: “Porque eu não sou brasileiro. Sou paulista!”

Ainda no tempo da escola, durante a aula de português, outro amigo nosso, levantou-se e olhando para o quadro-negro, disse: “Olá, gerúndio, como vai?”. Ele ficou conhecido como J. Gerúndio.

São recordações de um tempo de ouro, tempo que não havia essa parafernália toda da tecnologia, mas a gente era feliz e não sabia... como diz a canção.
A única diversão que a gente tinha, era assistir televisão na casa do “Caravela”, o único aparelho que existia no lugar. Era uma verdadeira festa para a petizada. 
Hoje tem gente que reclama da ponte, mas naquela época nem ponte tinha. A travessia do rio Itiberê era feita por bateiras, canoas e lanchas. Era um “deus-nos-acuda”, mas ninguém morreu, que eu me lembre. Eu também faço parte dessa massa que integra a Ilha dos Valadares.


Texto: Clarício Araújo

Fotos: Edye Venancio

Deus ou a tecnologia?

Vemos de forma bastante lamentável o comportamento de jovens, crianças e até adultos diante dos avanços tecnológicos. Há muita procura de forma desenfreada por objetos que proporcionam uma certa comodidade e facilidade na vida; com tanta modernidade nas comunicações com o advento do celular e do computador, o contato físico e interpessoal ficou relegado a um segundo plano, senão ao esquecimento total. Quase não há mais diálogo entre as famílias e quando se reúnem, o que reina é o mundo tecnológico e se alguém puxa uma conversa, o aficcionado em jogos ou bate papo cibernético, vai logo dizendo: “Não me interrompa. Não está vendo que estou no wathsapp?” A antiga prática de conversar entre as pessoas está esquecida e não há mais lugar para se trocar ideias entre os membros da família, como nos velhos tempos em que pai e mãe sentavam na mesa e trocavam palavras de sabedoria e ensinamento profundo, e os filhos saiam cheios de conhecimento para o mundo.

Ficou distante o respeito por aqueles que geraram a vida, pois nem sequer os filhos lembram de abraçar os pais e dizer-lhes uma palavra de afeto e gratidão. Hoje o que impera é a ânsia pelos recados do wathsapp ou facebook; parece que nada mais tem valor do que esses recursos.
É bem verdade que precisamos nos adequar à modernidade, mas nunca nos envolver a ponto de esquecermos que somos humanos e não dependemos de máquinas para a nossa salvação, pois como filhos de Deus necessitamos d’Ele para desfrutar dos bens que a vida nos oferece. Devemos fazer das coisas boas uma ponte para a nossa santificação e nunca para a condenação eterna.

É preciso, antes de tudo, buscar a Deus.
No livro do profeta Isaías, capítulo 55, versículos 6 e 7, lemos: “Procurem a Javé enquanto Ele se deixa encontrar; chamem por Ele enquanto está perto. Que o ímpio deixe o seu caminho e o homem maldoso mude os seus projetos.
Cada um volte para Javé e Ele terá compaixão; volte para o nosso Deus, pois Ele perdoa com generosidade.
Que todas essas maravilhas proporcionadas pela bondade divina não nos impeçam de alcançar o Reino de Deus.
Dependemos d’Ele e não da tecnologia. Deixemos esses benefícios em segundo plano e façamos o que agrada o Senhor. Ou preferimos Deus ou tecnologia?

Texto: Clarício Araújo
Foto:oquevocetememmente