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Solidariedade como caminho para a paz

                             Solidariedade                                                                    Esboça no peito simplicidade   Caminhos, Sentidos Reflexos, Luz                           
Ausência de muralhas           
E obscuras nuvens.                        Mãos entrelaçadas, olhos nos olhos   Agradecimento e perdão.               Doar       
Através das palavras
Ser o tudo, disfarçado do nada
Doar
Pela razão do viver
Nutrir, agasalhar.
Doar
Pela razão da fé
Orar, orar, orar
E a alma fortalecer.
E na pauta de cada amanhecer
Tristezas naufragar
Ser
Cúmplice desse dever
Solidariedade
Gera "Paz"


Malú Ferreira – Antologia Cappaz
Confraria Artistas e Poetas Pela Paz.
                

Poema destaca a força da empatia, da fé e do cuidado mútuo no cotidiano

A poesia “Solidariedade”, de Malú Ferreira, artista de Dalvador, Bahia, presente na Antologia Cappaz, retrata a essência do ato de ajudar o próximo como um gesto simples, humano e transformador. A autora descreve a solidariedade como um movimento que nasce do peito, atravessa palavras e atitudes, e se expressa em gestos como acolher, nutrir, perdoar e fortalecer.

O texto evidencia que doar não se limita ao material: inclui oferecer palavras de conforto, olhar nos olhos, entrelaçar mãos e fortalecer a alma por meio da fé. A repetição do verbo “doar” reforça a ideia de que a solidariedade é constante e necessária no convívio humano.

Segundo o poema, a prática do bem é capaz de dissipar tristezas, renovar esperanças e criar laços de cumplicidade entre as pessoas. No amanhecer de cada dia, esse sentimento se torna capaz de transformar vidas e promover paz interior e coletiva.

A mensagem central da autora resume-se à convicção de que ser solidário é um dever ético e emocional, e que desse gesto nasce aquilo que ela define como “Paz”.


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Texto: Jornalista Edye Venancio 

Supermercado abre as portas mais cedo para mãe com bebê e gesto viraliza

Uma atitude de gentileza chamou a atenção na manhã desta terça-feira (6) no Supermercado Asa Branca, localizado no bairro Santos Dumont. Uma mãe, que aguardava a abertura do estabelecimento com seu bebê de três meses, foi surpreendida pelo proprietário, que a convidou para entrar antes do horário oficial.

A cliente, identificada como Mah Santos, chegou ao mercado por volta das 7h, acreditando que abriria às 7h30. Ao saber que o funcionamento começava apenas às 8h, permaneceu do outro lado da rua para proteger o bebê do sol. Ao notar a situação, um homem que ela acredita ser o dono do supermercado a chamou e permitiu sua entrada antecipada.

Além da atitude acolhedora, o empresário se mostrou prestativo, oferecendo ajuda para encontrar produtos e ressaltando que alguns setores, como açougue e padaria, ainda não estavam funcionando. No caixa, a atendente abriu o ponto de pagamento com um sorriso e auxiliou na organização das compras. O próprio empresário ajudou a colocar os itens na sacola e no carrinho do bebê, interagindo com a criança de maneira carinhosa.

O relato da mãe sobre a experiência positiva viralizou nas redes sociais, destacando a importância do bom atendimento e da empatia no comércio. "Precisamos de mais amor ao próximo", escreveu Mah, agradecendo ao Supermercado Asa Branca pelo acolhimento.

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Postado na página Dani Santiago

Texto: Edye Venancio


Escola Ilha da Fantasia realiza o Natal Solidário

Na tarde desta quarta-feira (16), alunos, professores e a direção da Escola Ilha da Fantasia uniram esforços para realizar o "Natal Solidário" na movimentada Praça Cyro Abalém. A iniciativa chamou a atenção de transeuntes que se depararam com as crianças participantes, tornando-se um momento marcante para a comunidade local.

A ação solidária beneficiou um significativo número de pessoas na Ilha dos Valadares, visando conscientizar os alunos sobre a importância da solidariedade. A diretora da escola, Caroline Aurélio de Castro, expressou sua gratidão pela colaboração de todos os envolvidos: "Pena que foram poucas coisas, mas o nosso objetivo na realização disso era mostrar aos nossos alunos a importância de se colaborar com aqueles que não têm condições. Há muitas pessoas na Ilha dos Valadares que vivem com dificuldades. Aproveito para agradecer aos meus professores e aos pais dessas crianças que entenderam a nossa proposta."

O "Natal Solidário" destaca-se como uma iniciativa significativa, reforçando a importância da empatia e do auxílio aos menos favorecidos. A Escola Ilha da Fantasia, por meio dessa ação, busca não apenas oferecer apoio material, mas também promover valores fundamentais entre seus alunos, incentivando a construção de uma comunidade mais solidária e unida.


























                                                     Fotos e texto: Edye Venancio

Desculpe o transtorno, estamos em construção

Em uma de suas pregações memoráveis, Monsenhor Jonas Abib utilizou uma metáfora cotidiana para ilustrar a importância do perdão, comparando a vida humana a um canteiro de obras. Sua analogia ressaltava a mensagem contida nas placas de sinalização de obras: "Desculpe o transtorno, estamos em construção".

Segundo o Monsenhor, todos causamos transtornos na vida dos outros porque somos imperfeitos e pecadores. Ele detalhou como, nas relações cotidianas, proferimos palavras inadequadas, agimos impulsivamente e, muitas vezes, machucamos os que estão ao nosso redor, seja intencionalmente ou não.

Ele enfatizou que essas falhas mostram que estamos em constante construção, crescendo e evoluindo a cada dia. Assim como um edifício é erguido tijolo a tijolo, a nossa vida é moldada por ações e aprendizados diários. Alguns momentos são marcados pela dor e dificuldade, enquanto outros são aliviados pelo amor e compreensão.

Monsenhor Jonas Abib também destacou que todos ao nosso redor estão em construção e que, inevitavelmente, acabam nos causando transtornos. Ele comparou essas situações a um tijolo que cai e nos machuca ou ao cimento que suja nosso rosto. Apesar disso, ele ressaltou a importância de perdoar, entendendo que os erros dos outros são semelhantes aos nossos.

O perdão, conforme explicou, é um processo de cura e limpeza das feridas e sujeiras causadas pelos transtornos diários. Ele nos encoraja a seguir em frente, sem focar no passado ou nos erros cometidos, para que possamos contemplar o horizonte e viver de forma mais leve e livre.

Monsenhor Jonas Abib concluiu sua pregação com um apelo à prática do perdão, descrevendo-o como um "banho na alma" que nos impulsiona em direção à santidade. Ele agradeceu por nos ensinar a importância de pedir perdão e se desculpou por quaisquer transtornos causados, reconhecendo que ele, assim como todos nós, está em construção.

Tags: Monsenhor Jonas Abib, perdão, metáfora, obras, construção, erros, relações humanas, cura, santidade, pregação

Texto: Edye Venancio

 Image by Clker-Free-Vector-Images from Pixabay






A beleza do perdão

 Lembro-me de uma das pregações do Monsenhor Jonas Abib em que ele usava uma metáfora cotidiana para falar sobre o perdão. Dizia das obras e das placas de sinalização que comunicavam: “Desculpe o transtorno, estamos em construção”. Como artesão da palavra, inspirado por Deus, nosso fundador foi descendo às minúcias do que é o transtorno e do que é a construção.

Causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos pecadores, porque somos imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos. Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos. Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro. Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos.

Esses transtornos tantos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma. Em alguns momentos, não somos capazes de compreender o tamanho da dor. Em outros, a edificação parece mais leve, o amor alivia o árduo trabalho. E assim é a nossa vida.

O outro, o meu irmão, também está em construção e também causa transtornos. E, às vezes, um tijolo cai e me machuca. Outras vezes, é a cal ou o cimento que suja o meu rosto. E quando não é um, é outro. E o tempo todo tenho de me limpar e tenho de cuidar das feridas. Assim como os outros que convivem comigo também têm de fazer. Os erros dos outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros.

Essa é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão.

Perdoar é cuidar das feridas e das sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros, e que como caminhantes de uma jornada é preciso olhar adiante. Se nos preocuparmos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um desperdício.

O convite que eu faço é que você experimente a beleza do perdão. É um banho na alma. Deixa leve. Uma boa confissão ajuda a reconhecer as nossas falhas e, mais do que isso, nos impulsiona a buscar a santidade.

Obrigado, Monsenhor Jonas Abib, por nos ensinar a pedir perdão.

Meu irmão, se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal, desculpe-me todos esses transtornos… estou em construção! Gabriel Chalita

 , Revista Canção Nova de Abril 2010, pág. 14.