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Histórias que o povo conta: do Conquistador ao Impala

Quem caminhava diariamente pela Rua Conselheiro Sinibú e Mestre Leopoldino em Paranaguá nas décadas de 80 já deve ter visto aquela placa e ouvido grandes histórias de grandes frequentadores e pensando nisso que abri esse espaço para registrar algumas delas que recebi dos amigos leitores desse blog.


Do Conquistador ao Impala

Aninha Fricote vivia da noite, a prostituição era o seu ganha pão, tinha seus clientes, a maioria deles eram gringos que chegavam ao Porto de Paranaguá para carregar ou descarregar produtos diversos e nas suas  folgas visitavam a cidade, iam aos supermercados e a noite aos bares. Naquele tempo, Fricote, por se parecer com Luís Caldas conheceu muitos frequentadores de bares que ofereciam além de bebidas, outros "petiscos". Era 1989, a cidade era bem movimentada, bares e lanchonetes sempre lotados e o foco principal eram os dólares que muitos recebiam pela companhia que ofereciam aos gringos.

Numa certa noite, sem clientes especiais, a garota de programa encontrou Antônio Saqueiro, que tinha acabado de sair do serviço, conversaram muito, beberam, dançaram e resolveram se conhecer melhor. Pegaram um taxi de onde estavam, lugar chamado por ela de Conquistador e seguiram sentido centro da cidade procurando apenas um local para ficarem mais a vontade. Encontraram o antigo Impala, subiram as escadas de cimento queimado avermelhado e foram aproveitar seus momentos naquele lugar discreto e que era bem movimentado.

Tudo estava bem até que de repente uma gemedeira no quarto ao lado ao ponto Antônio ter a cara de pau de bater na porta pedindo que diminuíssem o volume, quando para surpresa dele veio uma mulher de calcinha e sutiã. Ele começou a gaguejar e disse com toda a dificuldade: 
_ O que você está fazendo aqui?
_ Com quem você está aqui nessa porra, quem é a vaca? Não era para você estar trabalhando?
_ A vaca não lhe interessa, mas o boi sou eu. Pode pegar as suas coisas e sair de casa!

Depois de todo aquele escândalo, Saqueiro pagou a mulher que estava lhe fazendo companhia, pagou um taxi para ela e saiu no prejuízo com seus galhos na cabeça. (Enviado por J. C.)


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Texto: Edye Venancio
Imagem: Google Maps