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Fui entrevistado por Sara Pontes sobre o processo metodológico socioambiental participativo

Na tarde desta segunda-feira, dia 14 de janeiro, a analista ambiental da empresa Acquaplan, Sara Pontes, conduziu uma entrevista comigo, já que sou um dos muitos moradores da Ilha dos Valadares, a fim de compor o Diagnóstico Socioambiental Participativo para o processo de licenciamento da expansão desejada pela TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá).

Como participei ativamente do processo, compartilhei informações sobre as principais necessidades da Ilha dos Valadares. Entre os desafios mencionados estão a falta de calçamento, a coleta seletiva que ocorre em local distante, questões de insegurança, escassez de locais de lazer, e praças que carecem de revitalização, como a Praça Cyro Abalém, a Praça da Lazinha (em frente à AMIV) e a abandonada Praia do Mar de Lá.

Além disso, o ressaltei a importância de melhorias na infraestrutura da Ilha dos Valadares, com atracadouros adequados para os usuários da balsa, uma ponte segura para os insulanos, e destaquei a necessidade de dragagem e sinalização do "Canal do Roque", uma ação que beneficiaria a comunidade pesqueira, semelhante ao que foi realizado em gestões passadas.

Quando fui questionado sobre a expansão proposta pela TCP, o morador expressei a minha visão como positiva, reconhecendo que, apesar das discordâncias, a criação de novos empregos seria benéfica para muitose deixei bem claro que a empresa deveria de alguma forma beneficiar a população não só da Ilha dos Valadares, mas de todas as outras que serão impactadas com as futuras obras.

A entrevista foi parte de um processo mais amplo, visando apresentar ao IBAMA um estudo ambiental abrangente para obter a autorização necessária para a expansão ou ampliação do cais.

As informações coletadas serão apresentadas em uma reunião na próxima sexta-feira, onde se espera colher mais contribuições da população local. Este resumo será apresentado à comunidade para, posteriormente, ser submetido ao IBAMA, na busca pelo aval que permitirá à TCP concretizar seus planos de expansão.

A colaboração ativa da comunidade na entrevista ressalta a importância do engajamento local nas decisões que impactam diretamente a região. O processo metodológico em andamento visa equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e o bem-estar da população.

 Texto e foto: Edye Venancio










Appa orienta moradores das Ilhas sobre destinação de resíduos e cuidados com a dengue

A equipe de educação ambiental da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) iniciou, nesta sexta-feira (10), um mutirão de informação destinado aos moradores de seis Ilhas localizadas na baía de Paranaguá. O trabalho, realizado casa a casa, inclui orientações sobre a correta destinação do lixo e os cuidados para evitar a dengue.

O diretor presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, explica que o mutirão de informação integra os Programas de Educação Ambiental e de Comunicação Social, previstos no Plano de Controle Ambiental do Porto de Paranaguá.

“O trabalho será realizado em cada uma das residências existentes nestas Ilhas. As nossas equipes já estiveram em cerca de 100 residências na Ilha do Teixeira e Europinha”, reforça Dividino.
Também receberão a visita dos técnicos da Appa os moradores das Ilhas, Eufrasina, Amparo, Piaçaguera e Vila São Miguel.O diretor de Meio Ambiente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Marco Aurélio Ziliotto, informa que a coleta de lixo nas Ilhas é realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Paranaguá, uma vez por semana.
“Ainda não existe um local adequado em cada uma das comunidades para o condicionamento dos resíduos. No entanto, a Appa está colaborando com a Secretaria Municipal do Meio de Paranaguá na elaboração de um Programa voltado à coleta, segregação e destinação correta dos resíduos gerados nas Ilhas”, relata Ziliotto. O projeto será baseado na metodologia do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos realizado pela Appa.



De acordo com os técnicos que estão trabalhando em campo, os ilhéus são orientados pela Prefeitura a levar o seu lixo até o trapiche para que a coleta seja feita semanalmente. 

“No entanto, culturalmente, muitos moradores têm o hábito de enterrar e queimar o lixo. A ação da Appa tem o intuito de alertar sobre as consequências desta atitude”, relata a bióloga e educadora ambiental à serviço da Appa, Alethéa Ferreira. 
Orientações – Durante a visita, os técnicos perguntam aos moradores qual a solução adotada para a disposição dos resíduos sólidos e como percebem o problema da dengue. 

Os profissionais também atuam na sensibilização das famílias para que seja feita a separação dos resíduos – plástico, vidro, lâmpadas, latas, papeis, resíduos orgânicos, entre outros. A equipe alerta sobre as consequências da queima do lixo e os danos ambientais que podem ser causados quando resíduos que podem ser reciclados são enterrados como, por exemplo, o plástico. A compostagem dos resíduos orgânicos é outra alternativa repassada aos moradores detalhadamente.
A pescadora, Eslaine Cristina de Lima Souza, moradora da Ilha do Teixeira há nove anos, disse ter ficado contente com a visita da equipe da Appa. 

“É bom saber que existem entidades preocupadas com a nossa qualidade de vida. Aqui, a maioria das pessoas queima o lixo porque não tem onde jogar. Ninguém quer guardar o lixo amontoado no quintal”, enfatiza. “No entanto, eles não sabem o risco para a saúde que a atitude de queimar o lixo pode trazer”, completa Eslaine.

Ela destacou o fato da abordagem sobre a Dengue estar relacionada com a geração de resíduos e com a realidade local. “Gostei de ouvir que para evitar a proliferação do mosquito da dengue devemos deixar as embarcações viradas para baixo, vistoriar com frequência lonas e redes de pesca para evitar o acúmulo de resíduos e limpar o quintal com frequência”, ressaltou.

Os técnicos chamam a atenção das famílias para situações que podem favorecer o desenvolvimento do mosquito, os sintomas da doença e os cuidados que devem ser tomados, incluindo procurar o médico.
Após esta etapa, a Appa faz um Diagnóstico Socioambiental Participativo que reflete e identifica os conflitos socioambientais apontados pelos ilhéus.

“As visitas possibilitam uma aproximação maior com a comunidade. A receptividade é grande, pois demonstra o nosso interesse em ouvi-los, sanar suas dúvidas e buscar a solução conjunta para os problemas”, enfatiza Ziliotto. O trabalho nas ilhas será realizado durante os meses de setembro e outubro.

Fonte: APPA