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Suporte aéreo agiliza salvamentos no Litoral

Uma ação rápida e integrada do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar ajudou a resgatar um jovem de 17 anos que estava se afogando neste domingo (8) no balneário Praia de Leste, em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado. O irmão mais velho do rapaz e um outro civil que ajudou na busca também foram socorridos.

 A operação contou com auxílio do Falcão 8, helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) que ajuda as forças de segurança do Litoral. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ação das aeronaves tem sido fundamental para agilizar resgates e realizar o socorro e transporte de vítimas em situação de urgência e emergência.

O Falcão 8 estava em voo à procura de outra vítima de afogamento no Litoral quando foi acionado. Em poucos minutos os policiais militares conseguiram localizar as duas vítimas de afogamento, que haviam sido levadas pela corrente marítima, e a outra pessoa que entrou no mar para ajudar os irmãos. Eles estavam na altura da Associação Banestado.

O jovem de 17 anos já estava inconsciente, o que levou o guarda-vidas a saltar do helicóptero para prestar atendimento emergencial e evitar que submergisse. O civil que ajudou os irmãos também já estava exausto, segundo o guarda-vidas. Enquanto isso outra equipe com moto aquática encontrou o local do atendimento e fez o resgate dos três até a areia da praia (veja vídeo).

“Logo depois do acionamento foram de dois a três minutos de voo até chegar no local. Foi uma ação muito rápida. Chegamos no momento em que a vítima estava quase afundando, o que ajudou a efetuar o salvamento”, disse o tenente Maikon Venancio Correa, piloto e oficial de Comunicação Social do BPMOA. “A maior vitória foi a retirada dos três”.

Logo após o resgate, as vítimas receberam os primeiros socorros dos médicos e enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Um dos irmãos e o civil foram liberados em sequência, com quadros leves, mas o jovem de 17 anos precisou ser entubado e foi encaminhado no mesmo helicóptero até o Hospital Regional de Paranaguá.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, seu quadro é considerado grave. Ele está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

SALVAMENTOS – De acordo com o BPMOA, no primeiro semestre de 2020 foram 431 resgates e remoções aeromédicas e transporte de órgãos vitais, além de 572 missões policiais, 441 vítimas atendidas e 1.159 missões realizadas. Em dez anos, a unida especializada da Polícia Militar completou mais de 3,5 mil resgates emergenciais. 

OCORRÊNCIAS – Conforme o Corpo de Bombeiros, entre sábado e domingo foram registrados 13 afogamentos no Estado, com duas vítimas fatais. O corpo do adolescente que se afogou no Balneário Perequê, no sábado, e que levou o Falcão 8 a realizar as buscas no domingo enquanto efetivou esse outro salvamento, foi encontrado na madrugada desta segunda-feira (9).

Entre 1º de janeiro e 8 de novembro, o Corpo de Bombeiros do Paraná registrou 539 afogamentos envolvendo 659 pessoas, sendo 50 vítimas fatais. Houve redução de 15% nos casos, 16,9% na quantidade de envolvidos e 18% nos óbitos em relação ao mesmo período do ano passado.

COMO EVITAR – O Corpo de Bombeiros orienta que as principais dicas para evitar afogamentos são perguntar ao guarda-vidas o melhor local para banho, obedecer a sinalização, se certificar da profundidade antes de mergulhar, manter a atenção com crianças, evitar misturar bebidas alcoólicas com banho de mar, evitar os costões e não superestimar a sua capacidade de nadar.

A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), entidade que agrega dados e manuais sobre esse trabalho no País, alerta para cuidados com as chamadas correntes de retorno, que pode levar banhistas para longe da praia, em direção ao mar aberto. Esse fenômeno é responsável por 90% dos afogamentos registrados no Brasil.


Fonte: AEN

Corpo de Bombeiros salva mais de 900 pessoas e encontra 475 crianças perdidas durante ações do Verão Paraná no estado

O Corpo de Bombeiros, durante o “Verão Paraná 2015/2016”, atuou nas Costas Leste, Oeste e Norte do Paraná em diversas ações como salvamentos, busca e resgate e buscas por pessoas desaparecidas. Do dia 23 de dezembro de 2015 até o dia 10 de fevereiro, os bombeiros fizeram 905 salvamentos, 62.930 orientações, 35.149 advertências e 14.064 atendimentos a pessoas com queimaduras por água-viva. Também foram localizadas 475 crianças perdidas (todas encontradas), 08 óbitos, 26.575 pulseirinhas de identificação distribuídas em todo o estado. Os dados constam no relatório final do Verão Paraná, divulgados nesta terça-feira (16/02).
“A missão foi cumprida, o Corpo de Bombeiros cumpriu com o trabalho que se propôs a fazer, que foi justamente garantir a segurança da população tanto no litoral quanto nos balneários de água doce em Curitiba e em todo o estado. Salvamos muitas vidas, oferecemos muita proteção. Conseguimos atingir nosso objetivo”, avalia o Comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Juceli Simiano Junior.
“Mesmo com todas as dificuldades, conseguimos prestar o serviço com qualidade no mesmo padrão apresentado nas temporadas anteriores. Otimizamos o efetivo e, com o apoio do Governo do Estado, Casa Militar, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, recebemos quadricíclos que auxiliaram na abrangência da área litorânea por meio de um patrulhamento tático. Com esses veículos, tivemos mais agilidade e velocidade na chegada ao local de ocorrências”, disse o Comandante do 8º Grupamento de Bombeiros (8º GB), tenente-coronel Paulo Henrique de Souza.
Somente no litoral, os bombeiros militares fizeram 885 salvamentos, 56.157 orientações, 31.510 advertências, encontraram 468 crianças perdidas, distribuíram 26.575 pulseirinhas de identificação e atenderam 14.064 situações de queimaduras por água-viva. Também foram registrados oito óbitos por afogamento (três em Guaratuba, três em Morretes, um na Ilha do Mel e o último em Pontal do Paraná). No interior, o Corpo de Bombeiros fez 20 salvamentos, 6.773 orientações, 3.639 advertências e encontrou sete crianças perdidas.
No período de Carnaval, entre sexta-feira (05/02) e terça-feira (09/02), houve 58 salvamentos, dois óbitos, 79 crianças perdidas e 2 mil casos de queimaduras por água-viva, em todo o estado. As ocorrências de óbito, queimaduras e crianças perdidas ocorreram no litoral, onde também foram contabilizados 54 salvamentos. “Mesmo com maior número de banhistas, os casos de crianças perdidas diminuíram, evidenciando que os pais tiveram mais atenção com seus filhos” destacou o capitão Fernando Tratch, porta-voz do Corpo de Bombeiros no Verão Paraná 2015/2016.
Em relação a maior incidência de queimaduras por água-viva, o capitão detalhou dois fatores que contribuíram para o índice. “Deve-se à temperatura quente da água, pois esses animais procuram o litoral para reproduzir-se. A maioria dos incidentes atendidos pelos bombeiros foram queimaduras leves, ocasionadas por filhotes. Os deslocamentos de correntes marítimas também influenciaram no aumento dos casos”, explicou o capitão Tratch.

SURF-SALVA - Nesta temporada, o projeto Surf Salva capacitou dezenas de surfistas moradores das comunidades litorâneas sobre a prevenção ao afogamento. “Todo o ano temos realizado esse projeto, no início de março mais uma turma será formada, pois todo esse pessoal capacitado é da comunidade local e vai nos ajudar não somente na prevenção do afogamento durante a prática do surf, mas também são agentes multiplicadores de conhecimento. Esse incidente é 100% passível de ser evitado e o Surf-Salva tem ampliado a conscientização sobre o afogamento”, disse o tenente-coronel Paulo.

SATISFAÇÃO – Essas ações dos bombeiros geraram satisfação nos veranistas, como é o caso do Fábio Ribas, que estava com a família em Matinhos (PR) e durante os dias de descanso no litoral, sua sobrinha sofreu uma queimadura por água-viva na perna. “Os bombeiros foram muito atenciosos e rapidamente aplicaram os procedimentos de limpeza e tratamento da ferida. Eles são muito atentos e sempre observam as pessoas que estão na água. Acompanhamos ainda o trabalho deles no salvamento de uma menina e foram muito eficientes”, destacou.

Depois do susto, a família agora sempre fica próxima a um posto de Guarda-Vidas. “Nosso apartamento fica aqui na frente e a gente sempre fica perto dos bombeiros, pois é mais seguro”, apontou. O atendimento à sobrinha de Ribas soma-se aos 14 mil incidentes de queimaduras por água-viva que o Corpo de Bombeiros atendeu em todo o litoral paranaense desde o dia 19 de dezembro do ano passado até esta terça-feira (09/02).

Outra família que está sempre próximo aos profissionais de emergência na areia da praia é a da Camila Fernandes Oliveira, que veio de Londrina (PR) para passar o fim de semana no litoral. Uma distração com a filha de 4 anos a fez perceber a importância do uso da pulseirinha de identificação, que é distribuída gratuitamente na orla marítima.
“Fiquei um pouco distante da equipe dos Guarda-Vidas e numa distração perdi minha filha. Os bombeiros me ajudaram e logo a encontrei, recebi orientações e eles me instruíram como proceder quando caso aconteça novamente. Nessa situação minha filha estava sem a pulseirinha, mas agora sei da importância que é ter essa identificação”, falou.

Camila também elogiou a postura dos Guarda-Vidas que atuaram no litoral. “Todos são atenciosos com as pessoas e também muito atentos com os banhistas que estão no mar”, salientou. Durante o “Verão Paraná 2015/2016”, o Corpo de Bombeiros auxiliou em 474 ocorrências de crianças perdidas, quase todas ocorridas nas praias paranaenses.

Outra cidadã que enalteceu o trabalho do Corpo de Bombeiros foi Iones Rodrigues, de 50 anos, que quando precisou do atendimento de uma equipe, foi prontamente assistida. “Estou com minha família passando o fim de semana e um dos meus filhos tem miopia e quando ele entrou no mar, uma onda levou os óculos dele. Por iniciativa dele, viemos até o posto do Corpo de Bombeiros para ver se alguém tinha encontrado. Um bombeiro prontamente nos atendeu e rapidamente encontrou os óculos entre os achados e perdidos”, contou.

Por Marcia Santos
Jornalista PMPR














Corpo de Bombeiros faz buscas a pessoas nas águas do Salto Fortuna em Morretes, Litoral do Paraná

Após serem comunicados, via Central 193, sobre o possível afogamento de duas pessoas, integrantes do Corpo de Bombeiros do Paraná se dirigiram até um local chamado Salto Fortuna no município de Morretes, Litoral do estado, para fazer atendimento e buscas, no fim da tarde deste sábado (16/01). No local, as equipes descobriram que se tratava de um casal de irmãos (ela de 22 e ele de 25 anos). “Tão logo soubemos da situação enviamos a equipe de serviço, especializada para diversas situações, para que o trabalho fosse o mais eficiente e preciso possível”, destaca o Subcomandante do 8º Grupamento do Corpo de Bombeiros (Litoral), major Edson Oliveira Avila.

A ligação telefônica ocorreu por volta das 18h20, quando, imediatamente a equipe seguiu para o atendimento e reconhecimento da ocorrência. “No local a guarnição foi informada que um casal de irmãos havia se afogado próximo à base da cachoeira existente na região, e já no início dos trabalhos de busca o corpo da jovem, já sem vida, foi localizado e resgatado”, explica o major.

De acordo com informações do oficial bombeiro, apesar dos esforços iniciais e devido à falta de luminosidade pela chegada da noite, bem como das características de correnteza na área de mergulho, os trabalhos precisaram ser suspensos. “Entretanto, na manhã deste domingo [17/01] foram enviadas ao local duas equipes, com sete bombeiros, vindas das guarnições dos municípios de Morretes e de Guaratuba, que iniciaram os trabalhos de mergulho com equipamentos apropriados e, por volta das 10h15 encontraram o corpo do jovem de 25 anos”, relata o major.
A área é de difícil acesso, com cerca de 40 minutos por trilhas na mata, e, por isso, foi solicitado apoio ao Batalhão Policial Militar de Operações Aéreas (BPMOA), que fez a remoção do corpo do rapaz até um local acessível para veículos. As vítimas localizadas foram entregues ao Instituto Médico Legal (IML), que as encaminhou à Paranaguá, para as medidas pertinentes.

“Nesta época, além das praias, é comum que as pessoas procurem locais como rios, cachoeiras, lagos e represas para momentos de lazer e diversão, mas é importante que tenham sempre em mente a percepção do risco que estes locais oferecem naturalmente, e, justamente por conta disso, adotem medidas de prevenção”, orienta.

Entre as medidas preventivas, o oficial bombeiro destaca: reconhecer o local (profundidade, correnteza, pedras, etc); não superestimar a própria capacidade física; não saltar de pedras; não ingerir bebidas alcoólicas; manter atenção constante nas crianças, entre outras. “Estas são medidas de segurança que podem evitar que o momento de lazer vire um momento de tristeza”, frisa.


Por Marcia Santos
Jornalista PMPR