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Projeto deve gerar até mil empregos durante a obra e cerca de 70 vagas diretas após a conclusão

O prefeito Adriano Ramos recebeu, na manhã desta terça-feira (7), em seu gabinete, representantes da Coamo Agroindustrial Cooperativa para tratar da instalação de uma unidade de produção de biodiesel em Paranaguá.

Com mais de 32.736 cooperados e presença em 80 municípios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a cooperativa confirmou o investimento no município, considerado estratégico para a expansão industrial da empresa.

O prefeito destacou a importância do anúncio para o desenvolvimento local e a geração de empregos.

“Quando assumimos em janeiro de 2025 recebemos representantes da empresa Coamo que manifestaram interesse em instalar uma unidade de produção de biodiesel onde vai gerar cerca de 70 empregos diretos, hoje a empresa retornou com a excelente notícia de confirmação do investimento, vamos continuar trabalhando para atrair nossas empresas que irão gerar mais empregos para a nossa população”.

Durante a reunião, o diretor industrial da Coamo em Campo Mourão, Divaldo Correa, apresentou o planejamento da nova planta e os impactos esperados.

“No ano passado, discutimos a intenção de investir em uma nova planta. Paranaguá foi selecionada para sediar essa planta de biodiesel. Já possuímos uma indústria de óleo que produz a matéria-prima, o óleo de soja, e estamos verticalizando essa unidade. Essa planta terá capacidade para produzir até mil toneladas de biodiesel por dia, gerando valor adicional para nossos produtores de soja”.

A unidade será construída em uma área de 45 mil metros quadrados, com aproximadamente 24 mil metros quadrados de área construída. A expectativa é de geração de até mil empregos durante a fase de construção, com a participação de cerca de 20 empresas, além de aproximadamente 70 empregos diretos após o início das operações.

O investimento total está estimado em R$ 480 milhões, com previsão de início da produção no final do próximo ano. A planta também deverá produzir cerca de 100 toneladas mensais de glicerina, subproduto do biodiesel.

O diretor destacou ainda a parceria com o município e o avanço das etapas do projeto.

“A prefeitura sempre nos recebeu muito bem, com o prefeito Adriano Ramos nos apoiando em nossos projetos e facilitando a tramitação da documentação para agilizar as liberações e garantir a rápida execução do projeto. Acredito que todas as demandas foram atendidas. Contratamos as tecnologias necessárias e estamos na fase de contratação da equipe de construção civil. Não vejo obstáculos significativos para o desenvolvimento do projeto, pretendemos iniciar a operação da planta no final do próximo ano”.


Texto: Jornalista Edye venancio
Fotos: Moyses zanardo









Prefeito Adriano Ramos discute qualificação profissional com representantes da Fiep

Uma reunião realizada na tarde desta quinta-feira (20) marcou a visita do gerente regional de relacionamento da Fiep, Paulo Moller, ao prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos. Durante o encontro, Moller apresentou um portfólio do Sistema Fiep, esclarecendo dúvidas, especialmente em relação ao Senai. O prefeito demonstrou interesse nas iniciativas voltadas à qualificação profissional e destacou a importância dos cursos oferecidos pelo Sistema Fiep, Sesi e Senai para empresas e cidadãos. "Eles possuem expertise na oferta de cursos profissionalizantes e técnicos. Hoje, trouxeram um projeto que me chamou a atenção, voltado ao contra turno escolar, já em funcionamento em alguns municípios", afirmou Adriano Ramos. 

Comprometido com a capacitação dos moradores de Paranaguá, o prefeito agendou uma nova reunião para aprofundar o tema. "A qualificação profissional muitas vezes está distante das pessoas. Precisamos aproximá-la e criar oportunidades. Esse é o nosso trabalho, e contar com parceiros como o Sistema Fiep é essencial", acrescentou.

Paulo Moller ressaltou que a capacitação facilita o ingresso no mercado de trabalho. "O Senai é um elo entre a indústria, a comunidade e os cidadãos. Por meio da qualificação, conseguimos atender às necessidades do setor industrial e às particularidades de uma cidade como Paranaguá", explicou.

Além dos cursos técnicos, Moller destacou a importância do ensino no contra turno escolar. "Acreditamos na educação como base para o desenvolvimento da sociedade. O projeto voltado ao ensino infantil mantém as crianças ativas na escola, permitindo que seus pais exerçam suas funções no trabalho", disse.

Criada em agosto de 1944, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) representa legalmente as empresas do setor industrial no Estado. O compromisso do Sistema Fiep é fortalecer a indústria paranaense e contribuir para o progresso socioeconômico do Paraná.


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Texto e fotos: Jornalista Edye Venancio

Paraná registra o maior crescimento do Brasil nas exportações no 1º trimestre

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações paranaenses totalizaram US$ 5,08 bilhões no 1º trimestre de 2023. O valor representa um crescimento de US$ 528,3 milhões em relação ao mesmo período de 2022, quando o Estado exportou US$ 4,56 bilhões, fazendo com que o Paraná registre o maior aumento em valores absolutos nas vendas ao exterior do Brasil nesse período.

Graças aos bons resultados, o Paraná subiu de sétimo para o quinto estado que mais exportou no primeiro trimestre do ano, ultrapassando o Rio Grande do Sul (US$ 5,03 bilhões) e o Pará (US$ 4,5 bilhões). Quem lidera o ranking é São Paulo, com US$ 15,3 bilhões de vendas aos países estrangeiros entre janeiro e março de 2023.

Em números proporcionais, a alta das exportações do Paraná foi de 11,6% no primeiro trimestre, marca que coloca o Estado à frente dos demais estados do Sul e do Sudeste do País (confira a tabela AQUI ). A porcentagem foi quase o dobro da registrada em Santa Catarina, que foi a segunda melhor do grupo analisado, com 6% de variação positiva.

Depois, estão São Paulo (3,2%) e Rio Grande do Sul (0,6%). Minas Gerais manteve os índices do 1º trimestre de 2022, enquanto Rio de Janeiro e Espírito Santo tiveram queda nas exportações de 1,5% e 5,9% respectivamente.

PRODUTOS – Um dos principais fatores que contribuíram com a melhora da balança comercial paranaense foi o aumento das exportações de cereais, tendo o milho como principal destaque, que saltaram de US$ 78 milhões para US$ 377 milhões, um acréscimo de 381,7% entre os dois trimestres analisados.

Outros produtos com impacto significativo na elevação das vendas ao exterior no período foram o óleo de soja bruto, o farelo de soja e a carne de frango in natura, com variações positivas de 120%, 30,8% e 23,9% respectivamente

Segundo o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Jorge Callado, as taxas de crescimento das exportações estaduais poderão ter crescimentos ainda mais relevantes nos próximos meses por causa da aceleração dos embarques dos grãos de soja.

“Devido a um regime de chuvas mais intenso no início deste ano, houve um atraso na colheita da soja, o que deverá deslocar uma parcela importante das exportações da oleaginosa para o 2º trimestre”, explica.

COMPRADORES – Entre os principais destinos da produção paranaense, quem lidera é a China, que importou US$ 779 milhões em bens produzidos no Estado apenas nos três primeiros meses do ano. Apesar de o valor representar 17,2% a menos em relação ao mesmo período de 2022, o país asiático ainda responde por 15% do mercado consumidor.

Por outro lado, as exportações estaduais para a França, Japão, Argentina e o México aumentaram 177,4%, 172,5%, 47,3% e 38,7%, respectivamente, mais do que o suficiente para compensar a diminuição das vendas ao mercado chinês.

ACUMULADO – Os portos do Paraná são a principal porta de saída das exportações. No primeiro trimestre deste ano (janeiro a março) foram movimentadas 14.109.999 toneladas nos dois sentidos: de exportação, foram 8.778.706 toneladas (62,2% do total) e de importação, 5.331.293 toneladas (37,8% do total). O volume total é 0,2% superior em relação primeiro trimestre de 2022, que registrou 14.079.296 toneladas.

 

Crescimento das exportações no trimestre (comparativo de 2022 e 2023):

 

Paraná: US$ 528.292.789,00

São Paulo: US$ 468.602.647,00

Mato Grosso: US$ 330.013.445,00

Santa Catarina: US$ 150.998.295,00

Alagoas: US$ 142.618.913,00

Mato Grosso do Sul: US$ 102.266.707,00

Amazonas: US$ 34.154.691,00

Rio Grande do Sul: US$ 32.381.227,00

Piauí: US$ 31.890.977,00

Paraíba: US$ 31.312.632,00

Distrito Federal: US$ 27.062.442,00

Rondônia: US$ 21.295.975,00

Maranhão: US$ 14.415.872,00

Sergipe: US$ 14.090.549,00

Minas Gerais: US$ 643.729,00

Acre: US$ 8.238.993,00

Amapá: US$ 12.398.569,00

Roraima: US$ 30.786.874,00

Ceará: US$ 50.259.014,00

Rio Grande do Norte: US$ 76.460.029,00

Tocantins: US$ 85.757.351,00

Espírito Santo: US$ 123.399.617,00

Bahia: US$ 135.047.655,00

Pernambuco: US$ 145.208.402,00

Rio de Janeiro: US$ 156.159.962,00

Pará: US$ 318.951.397,00

Goiás: US$ 404.456.095,00

 

Exportações em números absolutos no trimestre:

 

São Paulo: US$ 15.313.436.382

Rio de Janeiro: US$ 9.948.632.382

Minas Gerais: US$ 8.894.541.693

Mato Grosso: US$ 7.784.909.906

Paraná: US$ 5.083.511.043

Rio Grande do Sul: US$ 5.031.411.237

Pará: US$ 4.503.659.265

Goiás: US$ 2.766.695.757

Santa Catarina: US$ 2.672.118.259

Bahia: US$ 2.472.817.224

Mato Grosso do Sul: US$ 2.033.298.651

Espírito Santo: US$ 1.953.267.635

Maranhão: US$ 1.103.309.401

Rondônia: US$ 673.939.870

Pernambuco: US$ 585.415.116

Ceará: US$ 499.360.507

Tocantins: US$ 415.956.036

Alagoas: US$ 295.239.378

Piauí: US$ 223.334.141

Amazonas: US$ 217.902.826

Rio Grande do Norte: US$ 143.193.662

Distrito Federal: US$ 103.037.288

Roraima: US$ 72.918.657

Paraíba: US$ 66.647.687

Amapá: US$ 49.780.418

Sergipe: US$ 30.902.660

Acre: US$ 10.680.654

Fonte: AEN-PR