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Paranaguá atinge recorde histórico nas exportações, impulsionando a economia do Paraná

Paranaguá registra recorde nas exportações no primeiro semestre de 2023, movimentando US$ 12,1 bilhões, um aumento de 14,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado é impulsionado pela comercialização de soja em grão, carne de frango in natura e produtos manufaturados. As importações totalizaram US$ 9,03 bilhões, resultando em um superávit de mais de US$ 3 bilhões. A China é o principal mercado consumidor, seguida pela Argentina. O governador destaca a importância das exportações para o crescimento econômico do estado. Adubos e fertilizantes foram os principais produtos importados.


Texto: Edye Venancio

Imagens: AEN-PR







Movimento de dez meses indica novo recorde dos portos do Paraná neste ano

Os portos do Paraná movimentaram em dez meses de 2020 o equivalente a 92% do total de todo o ano passado. Com isso, o Estado se prepara para ultrapassar o recorde histórico de 53 milhões de toneladas no ano, alcançado em 2019. Se repetir o bom desempenho dos últimos meses, a marca deve ser batida com folga.

De janeiro a outubro deste ano, os portos de Paranaguá e Antonina já operaram 48.982.453 toneladas de carga. “Faltam 4,2 milhões de toneladas para chegar ao número do ano passado e estamos muito otimistas”, diz o diretor presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

“Em 2019, os dois últimos meses do ano responderam por, aproximadamente, 8,5 milhões de toneladas. Claro que existem questões climáticas, que podem impactar nas operações, mas a expectativa é ultrapassar este número em cerca de 8%”, avalia Garcia.

Até o momento, a alta registrada, na comparação entre janeiro e outubro de 2019 e os mesmos meses de 2020, já é de 10%. “Apesar da pandemia, o ano foi de muito trabalho. As exportações de grãos e alimentos cresceram, com o câmbio favorável, e o tempo seco favoreceu os embarques”, conta.

ALTA – Em 2020, os portos paranaenses bateram mais de dez recordes de movimentação e a quantidade ficou acima de 5 milhões de toneladas em seis dos dez meses (março, abril, maio, julho, agosto e setembro). Em 2019, no mesmo período, o número só chegou nesse patamar em junho, julho e agosto.

“O esforço dos trabalhadores portuários, de armazenagem, caminhoneiros, ferroviários e produtores rurais, foi essencial. O desempenho e a eficiência de toda a comunidade portuária, desde o apoio marítimo, passando pela praticagem, até os operadores e a nossa equipe, fizeram o Paraná driblar a crise e manter empregos e renda”, destaca o diretor-presidente. 2020 –

Cerca de 65% da movimentação dos portos paranaenses, entre janeiro e outubro deste ano foram de produtos de exportação: 38,1 milhões de toneladas de cargas. O volume, nesse sentido do comércio exterior, é 13% maior que o registrado no mesmo período, em 2019 (28,2 milhões de toneladas). As importações somaram 17,1 milhões de toneladas. Cerca de 4% mais que no ano passado, com 16,4 milhões de toneladas.

GRÃOS – Mais de 66% das exportações e importações foram de granéis sólidos. Foram quase 32,5 milhões de toneladas de grãos, movimentadas entre de janeiro e outubro de 2020. No ano anterior, foram 29,6 milhões de toneladas (alta de 10%).

Nesse segmento, destaque para o aumento de 78% registrado no volume de açúcar embarcado. Já são 3,67 milhões de toneladas exportadas, ante 2 milhões em 2019. Somente no último mês, foram 566.617 toneladas, mais que o dobro do que o registrado em outubro do ano passado.

SOJA – A oleaginosa segue como o produto mais movimentado nos portos paranaenses. No acumulado do ano, 14 milhões de toneladas de soja em granel foram exportadas. Quase 50% mais que as 9,6 milhões de toneladas registradas no ano passado. Além do produto em grão, o óleo de soja também foi destaque. Foram 767 mil toneladas exportadas, 20% a mais que as 638 mil de 2019.

LÍQUIDOS – Somando todos os granéis líquidos foram 6,3 milhões de toneladas exportadas e importadas. Além de óleo vegetal, crescimento na exportação de derivados de petróleo, com 579,7 mil toneladas (48% mais que no ano passado).

IMPORTAÇÃO – Entre as mercadorias compradas do exterior pelos brasileiros, destaque para o volume de fertilizantes desembarcados. De janeiro a outubro foram 8,15 milhões de toneladas foram importadas (alta de 7%).

OUTROS SEGMENTOS – De carga geral, foram cerca de 10,2 milhões de toneladas de cargas movimentadas até agora – 9% a mais que as 9,3 toneladas registradas no ano passado.




Fonte: Portos do Paraná




Paraná lidera aumento das exportações no Sul e no Sudeste

O Paraná aumentou em 6,7% as exportações no primeiro bimestre de 2016 na comparação com igual período de 2015, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Os embarques do Paraná somaram US$ 1,87 bilhão no primeiro bimestre, contra US$ 1,76 bilhão no mesmo período do ano passado. Foi o melhor desempenho entre os Estados do Sul e do Sudeste. O Estado ficou à frente de São Paulo, que teve variação de 3,3%, e dos demais estados das duas regiões, que registraram queda nas exportações. O levantamento, feito pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) com base nos dados da Secex, mostra que Minas Gerais teve um queda de 23%, Espírito Santo (-31,5%), Rio de Janeiro (-14,6%), Santa Catarina (-12,1) e Rio Grande do Sul (-9,3%). “O Paraná teve suas exportações puxadas pela soja, que teve uma boa safra, e pela recuperação do setor automotivo. O câmbio mais favorável melhorou a rentabilidade dos exportadores e aumentou a competitividade dos produtos brasileiros no Exterior”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Ipardes. 

As exportações paranaenses de soja cresceram 168,5% nos primeiros dois meses de 2016, para US$ 275,7 milhões. A antecipação das vendas da safra desse ano e os bons preços estimularam os embarques. 

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria estadual da Agricultura, cerca de 34% da soja que está sendo colhida no campo atualmente já foi comercializada. No mesmo período do ano passado, esse percentual estava em 12%, de acordo com Francisco Carlos Simioni, diretor do Deral. 

Com o câmbio mais favorável e a demanda internacional, os produtores anteciparam a venda da soja. Em fevereiro, eles receberam, em média, R$ 68,7 por saca, 12% mais do que no mesmo período do ano passado. A soja respondeu por 14% das exportações do Paraná no período. 

SETOR AUTOMOTIVO – Os dois primeiros meses de 2016 também foram de recuperação para a indústria automotiva, uma das mais afetadas pela crise econômica brasileira, que fez o consumo despencar no mercado interno.

As exportações de automóveis pelo Paraná mais que dobraram (149,9%) no período, ao totalizar US$ 68,36 milhões. As encomendas foram puxadas pela Argentina, México e Uruguai. A mudança de presidência na Argentina, com a eleição de Maurício Macri, vem melhorando as relações bilaterais com o Brasil, com a queda de barreiras comerciais, de acordo com Suzuki Júnior. Responsável por 86,7% das compras de automóveis do Paraná, a Argentina aumentou em 232,2% suas importações de automóveis de fábricas paranaenses, para US$ 59,28 milhões no bimestre. 

Outros destaques foram as vendas de tratores, com acréscimo de 130,8%, para US$ 23,11 milhões, exportados principalmente para Peru, Colômbia e Argentina, e de veículos de carga, com alta de 194,7%, para US$ 14,85 milhões. Peru, Argentina e Chile impulsionaram as encomendas de caminhões.

FIM DE EMBARGO À CARNE - Outro destaque no bimestre ficou com as exportações de carne bovina in natura, que cresceram 281,7% em relação aos dois primeiros meses de 2015. O fim do embargo do Irã à carne bovina do Estado, a abertura de novos mercados, dólar favorável e a demanda da China fizeram as vendas somarem US$ 15,9 milhões.


INDÚSTRIA – Na avaliação de Suzuki Júnior, os dados mostram que a desvalorização do real começa a surtir efeitos positivos sobre a exportação da indústria.

“Com o mercado interno em retração, a tendência é que as indústrias se voltem mais para o mercado externo, já que contam com os efeitos positivos do câmbio, que tornam mais competitivos os produtos brasileiros no exterior”, diz. 

A previsão, segundo Suzuki Júnior, é que, se o câmbio se mantiver favorável e relativamente estável, as exportações do Paraná invertam a tendência dos últimos dois anos e voltem a fechar o ano com crescimento. Em 2015 e 2014 as exportações registraram recuos de 10,46% e 8,71%. Em 2015, o Paraná exportou US$ 14,9 bilhões.

Fonte: AEN

O Paraná dobrou as exportações para a Índia em 2015

A Índia foi o grande destaque das exportações do Paraná em 2015. Os embarques para o país dobraram em relação a 2014, somando US$ 481,4 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). As exportações foram puxadas por produtos como óleo de soja, açúcar, madeira, ouro e papel. A performance surpreendente fez com que a Índia ganhasse posições no ranking dos principais mercados do Paraná e ficasse, pela primeira vez, entre os dez maiores destinos de exportação do Paraná. Passou de 19o para 8o lugar. O maior mercado do Paraná é a China, seguida pela Argentina e os Estados Unidos. 

AGRONEGÓCIO – Para a Índia, o resultado foi puxado pelas exportações de óleo de soja, cujo volume de exportações cresceu 105%, chegando a US$ 330,4 milhões. As exportações de açúcar bruto, por sua vez, avançaram 300%, para US$ 85,7 milhões. As vendas de madeira somaram US$ 10,39 milhões, 159% superiores aos números de 2014. A Índia também passou a importar novos produtos do Paraná em 2015. É o caso de produtos de ouro, que totalizaram, no ano passado, US$ 1,27 milhão. As exportações de papel também decolaram em 2015. A Índia comprou US$ 1,243 milhão, 279% mais do que em 2014. 

DIVERSIFICADA - “A Índia tem uma pauta diversificada de compras de produtos paranaenses. Ao contrário da China, que importa muito soja em grão para processar, a Índia já compra o óleo processado, de maior valor agregado. Trata-se de um mercado interessante que pode se desenvolver”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). 


O Paraná, de acordo com Suzuki Júnior, tem condições de desenvolver mais o mercado indiano, não apenas por causa do dólar favorável, que vai favorecer as vendas externas, mas também porque conta com infraestrutura logística competitiva, com custos menores que outros Estados. 

MOTOR MUNDIAL - O crescimento das importações se ampara no avanço da economia indiana. O ritmo de crescimento da Índia já supera o da China - que até agora era o país que mais crescia no clube das grandes economias. A previsão é que o país se torne o grande motor da economia mundial nos próximos anos. 

A Índia cresceu 7,3% nos últimos três meses de 2015, acima dos 6,8% verificados na China e a expectativa é que o avanço no ano fiscal completo chegue a 7,6%. 

O país tem hoje 1,2 bilhão de habitantes e, como não tem uma política para conter o crescimento de sua população, como a China (com sua política do filho único), espera-se que o país seja o mais populoso do mundo por volta de 2035. 

Fonte: AEN

Exportação de soja por Paranaguá cresce 43% em agosto

As exportações da soja em grão pelo Porto de Paranaguá cresceram 43% em agosto de 2015, em comparação com o mesmo mês de 2014. A marca mensal ficou em 708,9 mil toneladas exportadas, enquanto que no ano passado foram movimentadas 494,9 mil toneladas do grão ao longo do mês. A alta foi motivada, principalmente, pelo câmbio, que compensou a baixa na cotação da commodity e a crise econômica na China.
No ano passado, a saca de soja estava cotada em cerca de US$ 9,40, com a moeda valendo R$ 2,40. Hoje, apesar da saca ter se desvalorizado para um patamar de 8,70 dólares no mercado internacional, o câmbio está próximo de R$ 4,00. Para o produtor, a valorização em real chega a 30%.


O fenômeno fez com que o produtor adiasse a negociação de parte da sua produção. Apesar disso, o porto paranaense conseguiu dar vazão à demanda, mesmo com um volume de exportação de soja muito maior do que o esperado para o período. “Existe uma euforia do produtor rural em relação a desvalorização do real perante o dólar e acaba sendo uma tendência natural buscar o mercado exportação. Sendo assim, o porto está preparado para atender o mercado” afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.


O aumento na movimentação da soja puxou o resultado das exportações em agosto, que tiveram alta de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram 3,02 milhões de toneladas escoadas em agosto de 2015, frente a 2,73 milhões de toneladas registradas em 2014.
INVESTIMENTOS – Nos últimos anos, uma série de investimentos foram feitos para suportar este crescimento da demanda na movimentação de produtos pelo porto paranaense. Desde a implementação efetiva do sistema Carga Online, que ordenou a chegada dos caminhões à cidade eliminando as filas mesmo com aumento do fluxo de veículos, até os novos shiploaders, que aumentaram em 33% a capacidade de carregamento dos navios graneleiros do Corredor de Exportação.
Foram investidos R$ 511 milhões em obras para manutenção, ampliação e modernização nos portos paranaenses ao longo dos últimos quatro anos.
ESTRUTURA – No último dia 17 de setembro, também foi anunciada a aprovação da ampliação e modernização do berço 201 do porto, que vai aumentar a capacidade de exportação de grãos por Paranaguá. O investimento de R$ 183 milhões será feito para ampliar em 100 metros o cais no sentido oeste, além de modernizar dois berços de atracação.

É a primeira obra pública de ampliação do cais de atracação do Porto de Paranaguá dos últimos 30 anos e será realizada integralmente com recursos próprios da Appa. A modernização dos berços e ampliação do cais vai triplicar a capacidade de operação do berço 201, passando de dois milhões de toneladas por ano, para seis milhões de toneladas/ano.

Fonte: APPA

Representantes das Associações Comerciais do Paraná reconhecem aumento da produtividade do Porto de Paranaguá



Coordenadores regionais e representantes das associações comerciais e empresariais de todo o estado do Paraná conheceram as instalações do Porto de Paranaguá nesta sexta-feira (28) e atestaram os recentes investimentos feitos em melhoria da infraestrutura e aumento da produtividade do escoamento da produção paranaense. 

Os produtos paranaenses são responsáveis por mais de 70% das exportações feitas pelo porto. “Estes são alguns dos nossos principais clientes e todos os recentes investimentos feitos em agilidade operacional são para atender melhor estes usuários”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. Nos últimos quatro anos, de acordo com ele, foram investidos R$ 511 milhões nos portos do Paraná para suportar este crescimento da demanda na movimentação de produtos pelo porto paranaense.
Segundo o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Guido Bresolin Júnior, é fundamental levar o empresariado paranaense até o porto para conhecer a atividade portuária de perto e os recentes investimentos. “É muito importante diminuir as barreiras e as distâncias trazendo estes líderes para Paranaguá. Vimos o que tem sido feito para tornar o produto paranaense ainda mais produtivo”, afirma.                                     
Durante a visita, os empresários conheceram de perto as operações do Terminal de Contêineres de Paranaguá e como funciona o Corredor de Exportação. Os dois complexos são sinônimos de alta produtividade, com registros recentes de recordes de movimentação. 

Nos contêineres, o Porto de Paranaguá registrou em julho deste ano sua maior movimentação histórica, com 76,4 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 14 pés) ao longo do mês. 

O Corredor de Exportação vive um momento parecido. Com a inauguração de dois novos shiploaders no primeiro semestre, o complexo de movimentação de grãos registrou seu recorde mensal em junho, com 1,92 milhão de toneladas exportadas.                                     
“É muito impressionante conhecer este ambiente de perto, com toda a grandeza e a agilidade que o porto tem”, afirma o presidente da Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná (Caciopar), Sergio Antonio Marucci. “O porto é uma peça fundamental das nossas atividades, uma vez que boa parte dos grãos, dos cortes congelados de aves e da proteína animal movimentada em Paranaguá partiu da nossa região”, completa. 

A previsão da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina é que, até 2018, os investimentos nos portos ultrapassem R$ 577 milhões em projetos de infraestrutura, obras de reforma em berços de atracação e ações contínuas de manutenção e dragagem.

Fonte: APPA