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Chafariz da Praça de Eventos é restaurado pela Secretaria de Cultura e Patrimônio Histórico

 
A Secretaria de Cultura e Patrimônio Histórico restaurou o chafariz que está localizado na Praça de Eventos de Paranaguá. O secretário da pasta, Ivan Lapolli Filho contou com a parceria da empresa Cirlene Tintas para o restauro. A obra data o ano de 1914 e marca o progresso da cidade com o início da distribuição de água encanada, ela foi encomendada pela Prefeitura de Paranaguá em 1913, no governo do prefeito Dr. Caetano Munhoz da Rocha.

O chafariz é uma obra da Fundição Val D’Osne, uma importante fundição francesa, e sua figura central foi criada por Mathurin Moreau, famoso escultor francês nascido em 1822.

A parceria visa promover a integração entre o poder público e o setor privado e envolve obras pontuais na cidade. O objetivo é incentivar a participação da sociedade neste processo. "Nessa parceria todos ganham, a cidade porque fica com um visual melhor e a empresa porque ganha visibilidade e mostra seu compromisso com a cultura e com a história do município. Esta integração pode ocorrer em diversos setores e traz um sentimento de coletividade, assim podemos construir um futuro melhor e para todos”, disse Hamilton Ferreira Sampaio Junior, professor de História em Paranaguá.

Vale ressaltar que a revitalização do Chafariz de Ferro chamado "Outono", significa um marco neste novo tempo de resgate da identidade e do orgulho do parnanguara. O chafariz foi instalado em Paranaguá no ano de 1914, no mesmo período em que houve a ligação de água na cidade.“Podemos incentivar através destas ações pontuais a Parnanguaridade que é um sentimento de amor pela terra”, acrescentou Hamilton.

A Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico já conta com projetos para reformular outros espaços que se encontram degradados e que futuramente podem abrigar atividades culturais.

“Nós da Cirlene Tintas, temos nos empenhado em projetos de valorização do município e do seu patrimônio. Nossa empresa tem participado de diversas iniciativas, como a parceria com o grupo Paranaguá Mais Cores, que promove a cultura local através de obras como a revitalização do aquário da cidade. Agora nesta última oportunidade, a empresa se uniu à prefeitura novamente através da Secretaria de Cultura, em parceria com o Professor Hamilton Ferreira Sampaio Junior e do Secretário Ivan Lapolli, para preservar a história e as belezas de Paranaguá, como o chafariz que foi entregue nesta terça-feira, 11 de fevereiro”, explicou Laura Correa.

“Essa parceria público-privada ressalta a crença da Cirlene Tintas de que a união de esforços é fundamental para construir uma cidade mais bonita e valorizada”, concluiu Laura.

João Ricardo Castilho, destacou a importância do restauro do chafariz."O monumento foi um presente do prefeito da época à Paranaguá, e o secretário Ivan Lapolli me deu essa incumbência e agarrei com todas as forças, pois gosto do restauro e de reformas e a obra ficou linda”.

“Ficamos muito felizes com a reforma do chafariz, que foi construído em 1914, demos a ele uma cara nova, agradeço aos nossos funcionários e colaboradores”, disse Ivan Lapolli Filho. O secretário reforçou que o trabalho foi feito através de uma parceria entre as secretarias municipais e a empresa Cirlene Tintas.

O historiador Alexandre Santana participou da entrega das obras de revitalização do Chafariz de Ferro. “Minha história com o chafariz começou em 2013, quando cursava História da Arte e procurava pela cidade um objeto para o meu TCC, na ocasião, fiquei decepcionado comigo mesmo, pois o monumento passou por mim despercebido muitas vezes. Quando comecei a procurar sua história, descobri que ele é o maior do mundo, representa o outono e marca a ascensão da burguesia através da sua construção em ferro fundido, uma verdadeira obra de arte”, concluiu ele.











Fonte: PMP

Ilha dos Valadares: alguém lembra do índio?

Estátua do índio Carijó na Ilha dos Valadares vira memória e levanta questionamentos sobre representatividade cultural.

Instalada como homenagem aos povos originários, a escultura foi alvo de vandalismo e segue esquecida, enquanto moradores cobram símbolos que representem a identidade local.

No século XVI, os índios Carijós tiveram papel fundamental na história do Paraná. Durante as bandeiras paulistas, muitos foram capturados e levados como escravos para trabalhar nos engenhos de São Vicente e do Nordeste. Os que permaneceram foram explorados na busca por ouro ou fugiram rumo ao interior do país, como Goiás. Com o tempo, foram sendo exterminados ou assimilados, dando origem a comunidades caboclas e caiçaras.

A importância histórica desse povo originário levou à criação de uma estátua em sua homenagem, instalada na Praça Cyro Abalém, na Ilha dos Valadares, obra do artista local Deocir Gomes. A placa original trazia um texto explicativo, destacando que, embora o verdadeiro índio Carijó não exista mais em sua forma original, seus descendentes ainda vivem de forma aculturada e merecem reconhecimento.

No entanto, desde sua inauguração, a presença da estátua dividiu opiniões. Parte dos moradores não se identificava com a homenagem, sugerindo que a obra deveria retratar um pescador, figura mais próxima da história da Ilha. O ponto mais crítico dessa controvérsia ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2013, às 08h09, quando a estátua foi encontrada vandalizada. Os responsáveis nunca foram identificados.

Mais de um ano depois, em 18 de março de 2014, o que restava do monumento foi visto em uma fábrica de artefatos de cimento no bairro 7 de Setembro, longe do seu local original e da vista da comunidade.

Enquanto isso, a ausência de uma nova representação no espaço da praça alimenta boatos e piadas entre os moradores. Alguns comentam que no lugar do índio poderá surgir um gorila, um Pinóquio gigante ou até um boi de mármore — figuras sem qualquer ligação com a identidade insulana. Outros, mais conscientes, cobram que ali seja instalada uma homenagem legítima aos moradores ilustres da Ilha dos Valadares, gente simples, pescadores, professores, artistas, que de fato compõem a história viva da comunidade.

A estátua do índio Carijó permanece como símbolo de um debate maior: quem decide o que deve ser lembrado em nossos espaços públicos? E, mais importante ainda, será que um dia os próprios insulanos poderão escolher a imagem que melhor os representa?

Estátua do índio Carijó na Ilha dos Valadares vira memória e levanta questionamentos sobre representatividade cultural

Instalada como homenagem aos povos originários, a escultura foi alvo de vandalismo e segue esquecida, enquanto moradores cobram símbolos que representem a identidade local.










Consciência Negra: Não seja escravo do seu preconceito!

No dia de hoje, é impossível não lembrar e celebrar a importância histórica do povo negro brasileiro, cuja trajetória é marcada pela luta, resiliência e contribuição inestimável para a formação da nação. O legado da escravidão, que permeia nossa história, é um lembrete constante da necessidade de reconhecer e valorizar a herança cultural e social dessa comunidade.

A data, que remete à resistência e à busca por liberdade, nos convida a refletir sobre as injustiças enfrentadas pelo povo negro ao longo dos séculos e a reafirmar o compromisso com a promoção da igualdade racial e o combate ao racismo estrutural. 

A miscigenação étnica que caracteriza a identidade brasileira é resultado direto da contribuição dos africanos e seus descendentes, cujo sangue perpassa as gerações, enriquecendo nossa cultura e nossa sociedade.

É fundamental reconhecer que a cor da pele não determina o valor de um indivíduo, e sim a sua humanidade. Devemos educar nossos filhos para respeitar e conviver harmoniosamente com todas as pessoas, independentemente de sua origem étnica.

 Neste dia, é essencial reafirmar nosso compromisso em combater qualquer forma de discriminação e preconceito, e honrar a memória e a luta daqueles que nos precederam. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva para todos os brasileiros.

Texto: Edye Venancio

Foto: pbs.twimg.com/media/CiWUIlzWsAEWmIz.jpg



Dia Nacional da Consciência Negra - O dia 20 de novembro faz menção à consciência negra, a fim de ressaltar as dificuldades que os negros passam há séculos.

A escolha da data foi em homenagem a Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, em consequência de sua morte. Zumbi foi morto por ser traído por Antônio Soares, um de seus capitães.
A localização do quilombo ficava onde é hoje o estado de Alagoas, na Serra da Barriga.
O Quilombo dos Palmares foi levantado para abrigar escravos fugitivos, pois muitos não suportavam viver tendo que aguentar maus tratos e castigos de seus feitores, como permanecerem amarrados aos troncos, sob sol ou chuva, sem água e sofrendo com açoites e chicotadas. O local abrigou uma população de mais de vinte mil habitantes.
Ao longo da história, os negros não foram tratados com respeito, passando por grandes sofrimentos. Pelo contrário, foram escravizados para prestar serviços pesados aos homens brancos, tendo que viver em condições desumanas, amontoados dentro de senzalas.
Muitas vezes suas mulheres e filhas serviam de escravas sexuais para os patrões e seus filhos, feitores e capitães do mato, que depois as abandonavam.
As casas dos escravos eram de chão batido, não tinham móveis nem utensílios para cozinhar. As esposas dos barões é quem lhes concedia alguns objetos, para diminuir as dificuldades de suas vidas. Nem mesmo estando doentes eram tratados de forma diferente, com respeito e dignidade. Ficavam sem remédios e sem atendimento médico, motivo pelo qual inventaram medicamentos com ervas naturais, ações aprendidas com os índios durante o período de colonização.
Algumas leis foram criadas para defender os direitos dos negros, pois muitas pessoas não concordavam com a escravização. A Lei do Ventre Livre foi a primeira delas, criada em 1871, concedendo liberdade aos filhos dos escravos nascidos após a lei. No ano de 1885, criaram a Lei dos Sexagenários, dando liberdade aos escravos com mais de sessenta anos de idade.
Porém, com a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, foi que os escravos conquistaram definitivamente sua liberdade.
O grande problema dessa libertação foi que os escravos não sabiam realizar outro tipo de trabalho, continuando nas casas de seus patrões, mesmo estando libertos. Com isso, a tão esperada liberdade não chegou por completo.
As oportunidades de vida que tiveram eram limitadas apenas aos trabalhos pesados, como não haviam estudado e não aprenderam outros ofícios além dos braçais, porém, alguns conseguiram emprego no comércio.
O dia da consciência negra surgiu para lembrar o quanto os negros sofreram, desde a colonização do Brasil, suas lutas, suas conquistas. Mas também serve para homenagear àqueles que lutaram pelos direitos da raça e seus principais feitos.

Na data são realizados congressos e reuniões discutindo-se a história de preconceito racial que sofreram, a inferioridade da classe no meio social, as dificuldades encontradas no mercado de trabalho, a marginalização e discriminação, tratando-se também de temas como beleza negra, moda, conquistas, etc. (http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-nacional-consciencia-negra.htm)
Fonte: Mundo Educação

Violas singulares: preservando tradições musicais regionais

Em um país rico em diversidade cultural como o Brasil, a música se manifesta de formas únicas em diferentes regiões, muitas vezes associada a instrumentos peculiares e tradições locais. Entre essas expressões, destacam-se as Violas Singulares, instrumentos ligados a gêneros musicais regionalizados que resistem ao tempo e às influências externas.

O músico e professor Sidnei Duarte, natural de Uberaba (MG) e radicado em Cuiabá (MT), é um dos representantes dessa rica tradição. Especialista na viola-de-cocho, um instrumento típico do Mato Grosso, Duarte não apenas domina tecnicamente o instrumento, mas também é um destacado pesquisador, contribuindo com importantes estudos acadêmicos sobre a viola e sua história na região.

Outra figura importante nesse panorama é Rodolfo Vidal, cuja ligação com a tradição da viola fandangueira ou caiçara remonta à sua infância em Cananeia (SP). Além de preservar essa tradição em suas performances, Vidal também cria suas próprias composições para o instrumento, enriquecendo ainda mais o repertório da viola.

Um exemplo fascinante de preservação cultural é a história de Maurício Ribeiro, originário do povoado de Mumbuca, na cidade de Mateiros (TO). Ribeiro é um dos guardiões da viola-de-buriti, um instrumento pouco conhecido fora do estado do Tocantins, mas que possui uma sonoridade e características físicas únicas. A história dessa viola se entrelaça com a trajetória da família de Ribeiro, especialmente seu avô, Antônio Biato, responsável pela criação e desenvolvimento do instrumento.

Assim, através desses músicos e de suas respectivas violas, as tradições regionais do Brasil encontram uma voz, preservando não apenas a música, mas também a história e a identidade cultural de cada região.


Fonte: Sesc Paranaguá
Texto: Edye Venancio