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O mundo está cheio de manipuladores de mente. Não se deixe levar!
Chafariz da Praça de Eventos é restaurado pela Secretaria de Cultura e Patrimônio Histórico
Ilha dos Valadares: alguém lembra do índio?
Estátua do índio Carijó na Ilha dos Valadares vira memória e levanta questionamentos sobre representatividade cultural.
Instalada como homenagem aos povos originários, a escultura foi alvo de vandalismo e segue esquecida, enquanto moradores cobram símbolos que representem a identidade local.
No século XVI, os índios Carijós tiveram papel fundamental na história do Paraná. Durante as bandeiras paulistas, muitos foram capturados e levados como escravos para trabalhar nos engenhos de São Vicente e do Nordeste. Os que permaneceram foram explorados na busca por ouro ou fugiram rumo ao interior do país, como Goiás. Com o tempo, foram sendo exterminados ou assimilados, dando origem a comunidades caboclas e caiçaras.
A importância histórica desse povo originário levou à criação de uma estátua em sua homenagem, instalada na Praça Cyro Abalém, na Ilha dos Valadares, obra do artista local Deocir Gomes. A placa original trazia um texto explicativo, destacando que, embora o verdadeiro índio Carijó não exista mais em sua forma original, seus descendentes ainda vivem de forma aculturada e merecem reconhecimento.
No entanto, desde sua inauguração, a presença da estátua dividiu opiniões. Parte dos moradores não se identificava com a homenagem, sugerindo que a obra deveria retratar um pescador, figura mais próxima da história da Ilha. O ponto mais crítico dessa controvérsia ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2013, às 08h09, quando a estátua foi encontrada vandalizada. Os responsáveis nunca foram identificados.
Mais de um ano depois, em 18 de março de 2014, o que restava do monumento foi visto em uma fábrica de artefatos de cimento no bairro 7 de Setembro, longe do seu local original e da vista da comunidade.
Enquanto isso, a ausência de uma nova representação no espaço da praça alimenta boatos e piadas entre os moradores. Alguns comentam que no lugar do índio poderá surgir um gorila, um Pinóquio gigante ou até um boi de mármore — figuras sem qualquer ligação com a identidade insulana. Outros, mais conscientes, cobram que ali seja instalada uma homenagem legítima aos moradores ilustres da Ilha dos Valadares, gente simples, pescadores, professores, artistas, que de fato compõem a história viva da comunidade.
A estátua do índio Carijó permanece como símbolo de um debate maior: quem decide o que deve ser lembrado em nossos espaços públicos? E, mais importante ainda, será que um dia os próprios insulanos poderão escolher a imagem que melhor os representa?
Estátua do índio Carijó na Ilha dos Valadares vira memória e levanta questionamentos sobre representatividade cultural
Instalada como homenagem aos povos originários, a escultura foi alvo de vandalismo e segue esquecida, enquanto moradores cobram símbolos que representem a identidade local.
Consciência Negra: Não seja escravo do seu preconceito!
No dia de hoje, é impossível não lembrar e celebrar a importância histórica
do povo negro brasileiro, cuja trajetória é marcada pela luta, resiliência e
contribuição inestimável para a formação da nação. O legado da escravidão, que
permeia nossa história, é um lembrete constante da necessidade de reconhecer e
valorizar a herança cultural e social dessa comunidade.
A data, que remete à resistência e à busca por liberdade, nos convida a refletir sobre as injustiças enfrentadas pelo povo negro ao longo dos séculos e a reafirmar o compromisso com a promoção da igualdade racial e o combate ao racismo estrutural.
A miscigenação étnica que caracteriza a identidade brasileira é resultado direto da contribuição dos africanos e seus descendentes, cujo sangue perpassa as gerações, enriquecendo nossa cultura e nossa sociedade.
É
fundamental reconhecer que a cor da pele não determina o valor de um indivíduo,
e sim a sua humanidade. Devemos educar nossos filhos para respeitar e conviver
harmoniosamente com todas as pessoas, independentemente de sua origem étnica.
Neste dia, é essencial reafirmar nosso compromisso em combater qualquer forma de discriminação e preconceito, e honrar a memória e a luta daqueles que nos precederam. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva para todos os brasileiros.
Texto: Edye Venancio
Violas singulares: preservando tradições musicais regionais
Em um país rico em diversidade cultural como o Brasil, a música se manifesta de formas únicas em diferentes regiões, muitas vezes associada a instrumentos peculiares e tradições locais. Entre essas expressões, destacam-se as Violas Singulares, instrumentos ligados a gêneros musicais regionalizados que resistem ao tempo e às influências externas.
O músico e professor Sidnei Duarte, natural de Uberaba (MG) e radicado em Cuiabá (MT), é um dos representantes dessa rica tradição. Especialista na viola-de-cocho, um instrumento típico do Mato Grosso, Duarte não apenas domina tecnicamente o instrumento, mas também é um destacado pesquisador, contribuindo com importantes estudos acadêmicos sobre a viola e sua história na região.
Outra figura importante nesse panorama é Rodolfo Vidal, cuja ligação com a tradição da viola fandangueira ou caiçara remonta à sua infância em Cananeia (SP). Além de preservar essa tradição em suas performances, Vidal também cria suas próprias composições para o instrumento, enriquecendo ainda mais o repertório da viola.
Um exemplo fascinante de preservação cultural é a história de Maurício Ribeiro, originário do povoado de Mumbuca, na cidade de Mateiros (TO). Ribeiro é um dos guardiões da viola-de-buriti, um instrumento pouco conhecido fora do estado do Tocantins, mas que possui uma sonoridade e características físicas únicas. A história dessa viola se entrelaça com a trajetória da família de Ribeiro, especialmente seu avô, Antônio Biato, responsável pela criação e desenvolvimento do instrumento.
Assim, através
desses músicos e de suas respectivas violas, as tradições regionais do Brasil
encontram uma voz, preservando não apenas a música, mas também a história e a
identidade cultural de cada região.

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