Força-tarefa
da Secretaria Municipal de Obras Públicas realiza limpeza e desassoreamento de
galerias e canais em pontos considerados críticos; no Jardim Iguaçu,
intervenção busca ampliar a capacidade de vazão da rede de drenagem
A
Prefeitura de Paranaguá, por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas,
vem intensificando ações de prevenção e resposta a possíveis ocorrências
provocadas por eventos climáticos extremos. As medidas incluem limpeza e
desassoreamento de canais, galerias e redes de drenagem, além da identificação
de pontos considerados críticos em diferentes regiões do município.
As ações
seguem orientações da Defesa Civil do Estado do Paraná e da Defesa Civil de
Paranaguá e têm como objetivo reduzir os impactos provocados por chuvas
intensas e possíveis alagamentos.
Entre os
fenômenos climáticos que podem influenciar as condições de chuva no Brasil está
o El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do
Oceano Pacífico Equatorial. O fenômeno ocorre em razão do enfraquecimento dos
ventos que sopram de leste para oeste, alterando a circulação atmosférica e a
distribuição de calor e umidade.
No
Brasil, o El Niño costuma estar associado a períodos de seca nas regiões Norte
e Nordeste, aumento das temperaturas no Centro-Oeste e Sudeste e maior
ocorrência de chuvas intensas na Região Sul.
Intervenções
realizadas
De acordo
com a Prefeitura, as ações preventivas vêm sendo realizadas desde o início do
ano em diferentes pontos de Paranaguá.
No dia 13
de março de 2026, equipes realizaram intervenções no cruzamento das ruas Renato
Leone e Regina de Félix, no Parque São João. A obra teve como objetivo
solucionar um antigo problema de alagamentos e beneficiar aproximadamente 200
famílias que vivem na região.
Na Ilha
dos Valadares, em 29 de maio, foram executados serviços de limpeza e
desassoreamento do Canal do Alaor, no bairro 7 de Setembro, e do Canal do
Acará, no bairro Itiberê.
Outra
intervenção ocorreu em 18 de setembro de 2025, com a execução de uma obra de
drenagem nos fundos da Rua Jequitinhonha, nas proximidades do SEST SENAT,
também no Parque São João.
Força-tarefa
no Jardim Iguaçu
Na manhã
desta quarta-feira (16), servidores da Secretaria Municipal de Obras Públicas
foram acompanhados durante os trabalhos realizados na Rua dos Jatobás, no
Jardim Iguaçu.
A
intervenção atende a uma solicitação do prefeito Adriano Ramos, que determinou
atenção a pontos considerados vulneráveis a alagamentos, como forma de reduzir
possíveis transtornos durante períodos de chuvas intensas.
Segundo o
prefeito, a estratégia envolve a limpeza de canais e galerias, a melhoria da
vazão da água e a realização de manilhamentos em diferentes regiões.
“Temos
buscado realizar limpeza em canais e pontos que classificamos como
preocupantes, melhorando a vazão da água, realizando manilhamentos em muitos
locais. Cito aqui o bairro Parque São João, na Ilha dos Valadares, no Canal do
Alaor, Canal do Acará e agora no bairro Jardim Iguaçu, na Rua dos Jatobás, que
convive com alagamento”, afirmou.
Adriano
Ramos também destacou que solicitou à Secretaria de Obras o desassoreamento das
manilhas existentes no local.
“Solicitei
à Secretaria de Obras o desassoreamento dessas manilhas que estavam obstruídas,
facilitando com isso a vazão da água e aliviando a vida dos moradores até que
uma obra maior seja realizada, conforme prometemos na entrega dos títulos de
propriedade”, completou.
Rede de
drenagem passa por limpeza
O
superintendente da Secretaria Municipal de Obras Públicas e engenheiro civil,
Jean Carlos da Silva, explicou que o trabalho no Jardim Iguaçu faz parte de uma
força-tarefa voltada à limpeza das galerias e da rede de drenagem pluvial.
“Nós
estamos fazendo um trabalho, uma força-tarefa de limpeza das galerias, da rede
de drenagem pluvial aqui do Jardim Iguaçu. Então nós pegamos todos os pontos
críticos de alagamentos que envolvem a Rua dos Jatobás, Rua Pau-Brasil, entre
outras, e nós vamos fazer o desassoreamento total dessas galerias”, explicou.
Segundo
Jean Carlos, a primeira etapa consistiu na identificação das redes existentes,
dos materiais utilizados, dos diâmetros das manilhas e da localização das
caixas de passagem.
A segunda
etapa envolve a utilização de caminhão hidrojato para a limpeza interna das
tubulações.
“A
segunda etapa é utilizar o caminhão hidrojato e fazer o desassoreamento, entrar
com a tubulação, com o jato de limpeza dentro da tubulação e tirar todo o
material que envolve areia, resto de obras, tijolo, garrafas PET, resto de
madeira, plástico diverso. É limpar a rede como um todo”, detalhou.
O
superintendente informou ainda que parte da rede apresenta acúmulo de
materiais, comprometendo a capacidade de vazão.
“Hoje nós
estamos com uma capacidade de vazão de menos de 30%. Então imagine: voltará a
ser 100%. Toda a questão de alagamento tende a se eliminar porque vai ter mais
vazão na rede”, afirmou Jean Carlos.
Morador
relata impactos das chuvas
Morador
do Jardim Iguaçu há 23 anos, Sebastião França Pontes relata que os alagamentos
provocam prejuízos e, em algumas situações, obrigam famílias a deixar suas
casas.
“Quando
chove forte, as pessoas perdem todos os seus bens de casa. Algumas pessoas são
obrigadas a sair porque já sabem que vai alagar, sendo que às vezes o problema
está fácil de ser resolvido”, contou.
O morador
também apresentou sugestões para melhorar o sistema de drenagem da região,
principalmente para receber a água proveniente de outras ruas.
“A nossa
ideia seria fazer uma galeria de três e meio na entrada da rua. Se fizer uma
galeria, no mínimo de um por um, com uma bolsa, essa água da rua 2, da rua 3,
da rua 4 e da rua 5 cai direto na galeria e já não vai afetar tanto o pessoal
que mora aqui nessa região, principalmente na parte de baixo, mais para o
fundo”, explicou.
Segundo
Sebastião, em períodos de enchentes mais severas, a água pode atingir níveis
elevados.
“Tem
gente no dia de enchente que a água chega para cima da cintura. O que nós
fazemos, eu e o Giovanni da Motos, é chamar a Defesa Civil e trancar a rua”,
relatou.
O morador
acredita que a limpeza das galerias poderá contribuir para melhorar o
escoamento da água durante os períodos de chuva.
“Esse
tipo de limpeza que está sendo feito hoje vai ajudar muito, melhorará a vazão
em caso de chuva e, como está sendo feito em vários lugares da cidade, esse
tipo de limpeza de galeria vai ajudar um monte. A gente vai estar livre dessa
água que para aqui”, concluiu.
As ações
de manutenção e prevenção integram uma estratégia da Prefeitura para reduzir os
riscos de alagamentos e melhorar a capacidade do sistema de drenagem urbana em
diferentes pontos de Paranaguá.
Visita ao Corpo de Bombeiros debate brigada comunitária, plano de contingência e guarda-vidas para a Ilha dos Valadares
Reunião no 1º Subgrupamento do Corpo de Bombeiros, na Costeira, discutiu organização da comunidade, treinamento de brigadistas e possibilidade de posto de guarda-vidas; definição depende de liderança local, estrutura e análise técnica.
Na manhã de sexta-feira (27), o superintendente Maurílio Cruz, acompanhado pelos servidores Tony Ramos, Edye Venancio, Tiago Martins e Joilson Cardoso (Mano Joilson), visitou o 1º Subgrupamento do Corpo de Bombeiros, no bairro Costeira, em Paranaguá. A comitiva foi recepcionada pelo Comandante do 1º Grupamento do Corpo de Bombeiros que atende Paranaguá, Morretes, Guaraqueçaba e Antonina, Major Everton Soares de Oliveira e pelo 3º Sargento Padovani.
O encontro teve como pauta principal as demandas da Ilha dos Valadares, especialmente a criação de uma brigada comunitária, a organização do plano de contingência e a possibilidade de implantação de posto de guarda-vidas.
Brigada comunitária depende de liderança e voluntários
Durante a reunião, foi destacada a importância de engajamento da própria comunidade para que o projeto avance.
“Para formar uma brigada, precisamos de pelo menos 10 voluntários da própria comunidade, maiores de idade, que realmente queiram assumir essa responsabilidade”, explicou o Major Everton.
Segundo ele, o Corpo de Bombeiros entra com o treinamento básico para atuação em princípios de incêndio e noções de atendimento pré-hospitalar, mas a gestão de equipamentos e da estrutura deve ser da comunidade, preferencialmente por meio da associação de moradores.
“O projeto não pode depender de gestão política. Ele precisa ser da comunidade, para não se perder com a troca de governo”, destacou.
Como exemplo, foi citada a experiência da Ilha do Mel, onde uma brigada voluntária foi formada com apoio da comunidade e parceria com empresas, que doaram equipamentos de proteção individual, extintores e materiais operacionais. Recentemente, o grupo recebeu repasse de R$ 110 mil da Defesa Civil Estadual para reforço estrutural.
Estrutura é condição essencial
O comandante ressaltou que antes da formação é necessário garantir estrutura mínima.
“Não adianta formar e não ter equipamento. O Corpo de Bombeiros é como o Batman: sem equipamento, não consegue agir”, comparou.
Entre os itens necessários estão: extintores, capacetes, luvas de proteção, coletes refletivos e local adequado para armazenamento dos materiais, preferencialmente sob responsabilidade da associação de moradores.
A brigada não substitui o Corpo de Bombeiros e não atua em incêndios de grandes proporções. A função é agir no princípio do incêndio, isolar áreas, orientar moradores, desligar energia e gás quando possível e acionar corretamente os recursos necessários.
Plano de contingência já existe, mas precisa ser atualizado
Outro ponto debatido foi o plano municipal de contingência, criado em 2012 e atualizado anualmente, sob responsabilidade da Defesa Civil Municipal.
De acordo com o oficial, o plano já prevê abrigos, responsáveis pelas chaves, contatos de secretários e recursos disponíveis, como máquinas e caminhões.
“O que vocês estão relatando já deve estar previsto no plano de contingência. A gestão é da Defesa Civil Municipal, que coordena as ações junto ao prefeito”, explicou.
Foi sugerida uma nova reunião com a Defesa Civil para verificar a atualização dos dados referentes à Ilha dos Valadares, especialmente em relação a abrigos, responsáveis e protocolos de evacuação.
O comandante também reforçou a importância de treinamentos comunitários, principalmente para situações de alagamento, deslizamentos e emergências climáticas.
“Em uma emergência, quem não sabe o que fazer gera ainda mais problema. A comunidade precisa ser treinada”, afirmou.
Guarda-vidas depende de curso e análise da balneabilidade
A possibilidade de implantação de posto de guarda-vidas na Ilha também foi discutida. O oficial esclareceu que o curso de guarda-vidas civil é realizado anualmente, geralmente em outubro, com duração de três semanas.
O curso exige que o candidato já saiba nadar e tenha condicionamento físico adequado. As inscrições são divulgadas nos canais oficiais do Corpo de Bombeiros do Paraná.
No entanto, a instalação de posto fixo depende de análise técnica, incluindo a balneabilidade da água.
“Não podemos colocar guarda-vidas em local impróprio para banho. Se a água estiver contaminada, isso pode gerar responsabilização”, alertou.
A pauta sobre guarda-vidas deverá ser retomada após mudança no comando da unidade, prevista para os próximos meses.
Próximos passos
Ficou encaminhado que será agendada reunião com a Defesa Civil Municipal para tratar do plano de contingência da Ilha dos Valadares; a comunidade deverá mobilizar pelo menos 10 voluntários interessados na formação da brigada; será necessário organizar liderança local, preferencialmente por meio da associação de moradores; a discussão sobre guarda-vidas será retomada futuramente, após análise técnica e definição de comando.
"Foi uma reunião bem proveitosa, ouvimos atentamente o Major Everton e o tenente Padovani, que nos recepcionou muito bem e expôs o trabalho que é feito em relação a essas questões que fomos buscar uma resposta", concluiu o superintendente Maurilio Cruz.
Para Tony Ramos, há alguns entraves que estão sendo sanados e a cooperação da comunidade é importante.
"Temos o interesse de colocar em prática essas questões, mas para isso é necessário o envolvimento da comunidade para que possamos trabalhar em prol dela", finaliza Tony Ramos.
A reunião reforçou que a organização comunitária é fundamental para avançar nas demandas da Ilha dos Valadares, especialmente diante do crescimento populacional e dos desafios climáticos.
Segundo o Simepar, até o sábado, dia 21, houve um acumulado de 148,2 mm de chuva em Paranaguá. Município foi o mais atingido no litoral paranaense
A Prefeitura de Paranaguá atende ocorrências registradas pelo elevado volume de chuva, que atinge o município, desde o sábado, dia 21 a domingo, dia 22.
De acordo com informações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), foram registrados volumes elevados de chuva frequente nas últimas horas, em todo o litoral do Paraná.
Segundo o Simepar, até o sábado, dia 21, choveu 148,2 mm em Paranaguá e 83,2 mm em Guaraqueçaba. Os dois municípios do litoral foram os que mais registraram acumulado de chuva, o que aumenta o risco de alagamentos pontuais nas regiões.
Relatório dos atendimentos emergenciais em Paranaguá
Diante do acumulado de chuvas nos últimos dois dias, as equipes da Secretaria Municipal de Segurança (Semseg) e do Departamento de Defesa Civil realizaram atendimentos emergenciais em diferentes bairros de Paranaguá, para minimizar os transtornos
ocasionados pelas chuvas.
Até o momento, de acordo com a Secretaria Municipal de Segurança e a Defesa Civil, houve duas famílias desalojadas no bairro Vila São Jorge. Ambos os imóveis dessas famílias foram afetados por movimentação de solo, o que danificou as moradias de forma severa, sendo as famílias acomodadas em casa de familiares, somando-se ao todo 3 pessoas destas duas famílias.
Uma família composta por 3 pessoas também foi desalojada no bairro Vila Portuária, devido ao imóvel ter sofrido afundamento de piso. Todas as pessoas desalojadas foram encaminhadas para casas de familiares.
Houve também 1 registro de queda de árvore, onde uma moradia foi afetada no bairro Serraria do Rocha, pois a árvore atingiu o muro da residência. Foi constatado 1 registro de destelhamento na Ilha dos Valadares, 1 registro de dano a instalações públicas (transbordamento de calha no Hospital Regional do Litoral).
Sobre os alagamentos, a Secretaria de Segurança explica que tem ciência que houve alagamento em vários bairros, afetando diversas moradias em razão da entrada de água, causando dano a móveis, rede elétrica e hidráulica de diversas famílias, deixando lama e muitos resíduos após as águas baixarem. As equipes trabalham nos locais.
O secretário municipal de Segurança, Francisco Nóbrega, ressaltou que o Município segue em monitoramento frequente desde o início das chuvas. “Estamos acompanhando as condições climáticas e mantemos as nossas equipes de prontidão para atender novas ocorrências e manter a segurança da população”, afirma o secretário.
Defesa Civil
A Prefeitura de Paranaguá orienta que, em situações de emergência, a população entre em contato com a Defesa Civil pelo telefone 3721-1846 - Opção 1.
Alerta para a previsão do tempo
De acordo com o meteorologista do Simepar, Samuel Braun, ainda neste domingo, dia 22, a chuva pode ocorrer de forma ocasional, especialmente no período de maior aquecimento.
“No Litoral e na Região Metropolitana de Curitiba, o vento continua transportando bastante umidade do oceano, por isso o céu vai se manter com muitas nuvens, pouca variação das temperaturas e com chuvas ocorrendo de forma ocasional ao longo do dia”, afirma o meteorologista. É importante que a população fique atenta e em caso de riscos, solicite ajuda do Corpo de Bombeiros, através do telefone 193 e da Defesa Civil Municipal.
Defesa Civil monitora riscos de alagamentos, enxurradas e tempestades em diversas regiões do Estado
O Paraná enfrenta uma mudança significativa no tempo a partir da noite desta quarta-feira (23), com previsão de chuvas intensas até a manhã de sexta-feira (25).Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os acumulados de precipitação podem variar entre 40 e 80 milímetros, com possibilidade de volumes superiores em áreas isoladas.
A instabilidade é causada por uma área de baixa pressão atmosférica que se forma entre o norte da Argentina e o Paraguai, avançando sobre o Estado.As regiões Oeste e Sudoeste serão as primeiras a sentir os efeitos, com chuvas de fraca a moderada intensidade e trovoadas já na noite de quarta-feira.Durante a madrugada de quinta-feira (24), os temporais se intensificam, tornando-se mais severos e persistentes ao longo do dia, com alta incidência de raios.
Na manhã de quinta-feira, as tempestades alcançam as regiões Centro-Sul, Noroeste e Norte do Estado, com chuvas de moderada a forte intensidade e trovoadas até a manhã de sexta-feira.Na região Centro-Sul, os volumes de chuva devem ficar entre 60 e 80 milímetros, podendo ser ultrapassados em alguns pontos, enquanto no Norte e Noroeste a precipitação será entre 40 e 60 milímetros.
A Defesa Civil Estadual está em alerta, monitorando a situação por meio do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd).O órgão alerta para o risco de desastres como alagamentos, enchentes e enxurradas, especialmente nas regiões Centro-Sul, Oeste e Sudoeste, onde há previsão de volumes mais elevados de chuva em um curto período de tempo.Nas demais regiões, o risco é menor, mas não pode ser descartado de forma localizada.
Os moradores podem se cadastrar para receber alertas da Defesa Civil via SMS, enviando uma mensagem com o CEP da residência para o número 40199.O serviço é gratuito e visa aumentar a segurança da população em casos de emergências.
Lideranças comunitárias serão capacitadas para atuar em ações preventivas e de resposta, fortalecendo a conexão entre a comunidade e a Defesa Civil
A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Paranaguá deu início na tarde desta segunda-feira (17/03), a mais uma etapa de seus protocolos preventivos, realizada na base operacional do Aeroparque. A ação contou com a participação de representantes e líderes de diversos bairros da cidade, que integrarão os Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) em nível local.
Essas lideranças passarão a compor o sistema municipal de defesa civil, recebendo orientações e treinamentos para atuar em ações de auxílio primário e servir como interlocutores entre a comunidade e a Defesa Civil. O objetivo é fortalecer a capacidade de resposta local diante de emergências e ampliar a rede de prevenção, criando um canal direto de comunicação entre os moradores e os agentes municipais.
As ações de resposta e prevenção serão conduzidas em conjunto entre a equipe técnica da Defesa Civil e os líderes comunitários, garantindo mais agilidade e eficiência no atendimento das demandas locais. Com a criação dos Nudecs, espera-se que o tempo de resposta em situações de risco seja otimizado, trazendo mais segurança e proteção à população parnanguara.
Uma força-tarefa do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná e da Defesa Civil foi montada para atender a população afetada pelas fortes chuvas que atingiram o Litoral entre a noite de sexta-feira (07) e a madrugada de sábado (08). Mais de 50 bombeiros militares, divididos em sete equipes, atuam na região com o apoio de 13 profissionais do Samu, servidores municipais e 50 policiais militares. Aeronaves do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), forças de segurança estaduais e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também participam das operações.
Impacto das chuvas
Segundo a Defesa Civil, cerca de 4 mil pessoas foram afetadas direta e indiretamente. As cidades mais prejudicadas foram Guaratuba, Morretes, Paranaguá e Antonina. Em Guaratuba, um homem morreu na localidade de Ribeirão Grande, e uma pessoa segue desaparecida.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou que acompanha as ações de resgate e determinou o envio de dois helicópteros da Polícia Militar e um da Polícia Civil para reforçar as operações. O secretário de Segurança Pública, Hudson Teixeira, destacou que a área mais crítica é o bairro Cubatão, em Guaratuba, onde há pessoas ilhadas. A possibilidade de montar um posto de comando na região está sendo estudada.
Situação nos municípios
Em Antonina, as regiões mais afetadas foram Cedro e Ponta da Pita, com 75 casas atingidas e 300 pessoas afetadas, mas sem desalojados.
Em Morretes, os bairros Marta, Floresta, Rio Sagrado, Sambaqui, Passa Sete, Estrada da Pitinga, Mundo Novo e Nova Floresta tiveram 147 residências atingidas e 686 moradores impactados. Três regiões receberam alerta de Cell Broadcast pela primeira vez.
Em Paranaguá, os bairros mais atingidos foram Colônia Pereira, Alexandra, Vila Horizonte, São Pedro, Nilson Neves, Divinéia e Jardim Guaraituba. Não há registro de desalojados.
Em Guaratuba, a área rural de Cubatão foi a mais afetada, com alagamento de várias casas, incluindo a subprefeitura, e 3 mil pessoas impactadas.
Resgate de estudantes ilhados
No bairro Cubatão, em Guaratuba, 13 estudantes ficaram ilhados dentro de um micro-ônibus após a pista ser invadida pela água. Sem sinal de internet e telefonia, o resgate só foi acionado pela manhã. Parte dos alunos foi retirada por um veículo particular e os demais foram levados para casa em segurança.
Dados do Simepar e previsão do tempo
Entre sexta e sábado, o Simepar registrou acumulados de chuva expressivos: 282,4 mm na Serra do Mar (BR-277), 276,2 mm em Morretes, 171,8 mm em Antonina, 144,4 mm em Paranaguá, 173,8 mm em Guaraqueçaba e 170,6 mm em Matinhos. A previsão indica redução das chuvas na tarde de sábado e tempo firme no domingo.
Rodovias afetadas
Dois deslizamentos ocorreram na Serra do Mar, nos km 14 e 41 da BR-277, causando interdições temporárias. A PR-508 (Alexandra-Matinhos) e a PR-407 também registraram alagamentos, mas já foram liberadas.
Apoio da Sanepar
A Sanepar disponibilizou 20 mil copos de água para Morretes e enviará um caminhão-pipa para reforçar o abastecimento.
O litoral do Paraná foi impactado por fortes chuvas entre a noite de sexta-feira (7) e este sábado (8), resultando em alagamentos e aumentando o risco de deslizamentos de terra. Diante do cenário, a Polícia Militar do Paraná (PMPR) mobilizou seu efetivo e equipamentos para auxiliar as prefeituras e órgãos responsáveis no atendimento a possíveis vítimas e desabrigados.
Desde os primeiros alertas meteorológicos, a PMPR tem atuado em conjunto com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil para minimizar os
impactos das chuvas. Segundo o Comandante-Geral da corporação, coronel Jefferson Silva, as equipes entraram em ação ainda na madrugada para prestar suporte às operações de resgate. “Acompanhamos todas as ações desde o início dos alertas e, nesta madrugada, colocamos todo o efetivo à disposição do Corpo de Bombeiros. Além disso, estamos utilizando helicópteros e embarcações para apoiar as operações e auxiliar a população afetada”, afirmou.
A atuação ocorre de forma coordenada com o Governo do Estado, que já possui um levantamento das áreas de risco. O planejamento prévio permite uma resposta rápida e eficiente diante de emergências como esta. “Temos planos específicos para atuar nessas situações, garantindo que todos os órgãos de segurança e do governo estejam preparados para atender a população”, destacou o coronel Jefferson Silva.
Além do resgate de vítimas, a PMPR mantém o monitoramento das áreas críticas e oferece apoio logístico às comunidades atingidas. A corporação reforça o pedido para que os moradores sigam as orientações da Defesa Civil, evitem áreas de risco e acionem os canais oficiais em caso de emergência.
Mantida a previsão de chuva neste sábado (8), após mais de 260 mm registrados durante a madrugada, a Defesa Civil de Paranaguá segue em alerta e operando com a Prefeitura por meio das secretarias de Segurança/Guarda Civil Municipal; Agricultura, Meio Ambiente, Obras e Assistência Social, em tempo real com Bombeiros, Policias Militar e Ambiental em todas as regiões da cidade.
Onze atendimentos e dois abrigos fotam abertos imediatamente pela Prefeitura no Caic/Nilson Neves e Escola Municipal em Alexandra. Agentes públicos fizeram resgates de pessoas ilhadas e de animais durante a noite e nas primeiras horas do dia, principalmente nas Colônias, em Alexandra e toda região rural no limite com o município de Morretes.
A Prefeitura está em contato permanente também com a EPR Litoral Pioneiro e municípios vizinhos, e monitora interrupções nas rodovias PR 407 E 508 E BR 277. O telefone 192 do SAMU está inoperante. A base foi transferida temporariamente para o Corpo de Bombeiros no Nilson Neves. Aos cidadãos, estão disponíveis telefones 193 Bombeiros e (41) 3721-2846 Guarda Civil Municipal.
A Prefeitura também informa que realizou atendimentos na Vila Horizonte, Parque São João e Divineia e outros bairros. Não há óbitos ou vítimas graves. Há muitos danos materiais. Um ônibus escolar que encalhou na sexta (7) será resgatado quando a água baixar. As informações serão atualizadas.
A Defesa Civil do Paraná acionou, pela primeira vez, o sistema de alerta Cell Broadcast para notificar moradores de três bairros de Morretes – Floresta, Rio Sagrado e Sambaqui – sobre o risco causado pelas fortes chuvas. As mensagens foram enviadas por volta da meia-noite e apareceram automaticamente nas telas dos celulares de quem estava na área.
De acordo com o Simepar, os volumes de chuva foram
intensos nas últimas horas. Em Morretes, entre 17h e 18h, foram registrados
54,4 mm de precipitação. Em Antonina, o acumulado foi de 34,4 mm, enquanto
Matinhos teve 35,6 mm. Paranaguá e outras cidades do litoral também enfrentaram
grandes volumes de chuva, superando os 150 mm acumulados.
O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil montaram uma
força-tarefa para atender as ocorrências na região. São 55 militares atuando em
conjunto com servidores municipais e profissionais do Samu. Até o momento, mais
de 30 atendimentos foram registrados, com 59 pessoas desalojadas e 13
desabrigadas em Morretes, Paranaguá e Guaratuba. Os desabrigados de Morretes
foram acolhidos no Colégio Estadual do bairro Marta.
A situação das rodovias também preocupa. Na Serra
do Mar, deslizamentos atingiram dois trechos da BR-277, nos km 14 e 41. Apesar
das interdições iniciais, os locais já contam com desvios. Na PR-508
(Alexandra-Matinhos) e na PR-407, trechos permanecem bloqueados devido ao
alagamento, e só serão liberados quando houver segurança para o tráfego.
A Defesa Civil reforça a importância de acompanhar
os canais oficiais, como WhatsApp, SMS, Telegram e TV por assinatura, além do
site do órgão, que disponibiliza orientações sobre como agir antes, durante e
depois de eventos extremos.
O Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), criado pelo decreto estadual nº 9.089, de 20 de novembro de 2013, é responsável por atuar na aviação de segurança pública no Paraná. A unidade, anteriormente denominada GRAER (decreto nº 8.626/2010), realiza diversas missões, ampliando a eficiência e a cobertura das operações em todas as regiões do Estado.
Entre as atribuições do BPMOA estão o apoio ao policiamento, o radiopatrulhamento aéreo, as operações de suporte aéreo a unidades especializadas, além de resgates e transportes aeromédicos em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O batalhão também colabora em missões de fiscalização ambiental, em conjunto com o Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb) e o Instituto Água e Terra (IAT), e atua em busca e salvamento, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná e a Defesa Civil.
Com essas iniciativas, o BPMOA desempenha um papel essencial na integração e fortalecimento das forças de segurança e emergência no Paraná.
Após as fortes chuvas que atingiram Paranaguá na madrugada desta quinta-feira (9), o prefeito Adriano Ramos determinou a criação de um gabinete integrado de gestão de crise para atender a população e minimizar os impactos. Com um volume de mais de 100 milímetros de chuva, diversos bairros sofreram alagamentos, como Vila Guarani, Vila Portuária, Vila Ruth, Serraria do Rocha e Labra, afetando diretamente mais de 450 pessoas.
Ainda durante a madrugada, a Prefeitura disponibilizou o ginásio Arena Albertina Salmon para acolher desabrigados, mas apenas uma família buscou abrigo no local. Guardas Civis Municipais (GCM) prestaram assistência a mais de 100 residências nos bairros afetados, embora a maioria das famílias tenha preferido permanecer em casa aguardando a água baixar.
Durante a tarde, o grupo de crise, formado por representantes do Executivo, da Secretaria de Segurança Pública, Defesa Civil Municipal, Guarda Civil Municipal, e das secretarias de Obras, Educação, Esportes, Assistência Social, e Aquicultura e Pesca, apresentou um relatório da situação e discutiu medidas emergenciais no Palácio São José. O trabalho conta com o apoio do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Estadual.
“O objetivo principal é socorrer, abrigar e dar auxílio às vítimas que mais precisam. Já estamos desenvolvendo um plano de longo prazo, que inclui dragagem e outras ações para prevenir alagamentos como este, que se repetem nesta época do ano. Nossa maior preocupação é com as pessoas”, destacou o prefeito Adriano Ramos.
Defesa Civil atende famílias ilhadas
Nas colônias Visconde de Nacar, Vila Palmeiras e Santa Cruz, localizadas na PR-508 (Rodovia Alexandra-Matinhos), famílias ficaram ilhadas devido à cheia de rios. Após a reunião, equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Aquicultura e Pesca se deslocaram para atender os chamados.
O secretário de Segurança Pública e coordenador da Defesa Civil Municipal, GCM Nóbrega, ressaltou que a prioridade é garantir abrigo e assistência, inclusive para aqueles que não quiseram sair de suas casas.
Reunião reúne autoridades municipais e estaduais
Estiveram presentes na reunião o prefeito Adriano Ramos, a vice-prefeita Fabiana Parro, os secretários municipais GCM Nóbrega (Segurança Pública), Ozéias Rebello Costa (Obras), Márcio Vega (Aquicultura Pesca e Abastecimento), além do Capitão Everton (Corpo de Bombeiros), Capitão Tiago Alves Conte (Defesa Civil Estadual), Tenente Jean (Defesa Civil do Paraná) e os vereadores Adalberto Araújo e Giovanne Martins.