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Altura, precisão e família: a vida nas alturas do cais

Operador conta como é trabalhar com guindaste que carrega e descarrega contêineres dos navios

Há 14 anos, Rogério Cordeiro Marodin domina com maestria um gigante de aço usado para carregar e descarregar contêineres em navios de até 366 metros. Sua história faz parte da série especial sobre os 90 anos do Porto de Paranaguá, que revela detalhes das atividades do segundo maior porto do Brasil.

Sem medo de altura, sentado em uma cabine a 50 metros do chão, seus olhos estão sempre voltados para baixo. Com extrema habilidade e atenção, ele encaixa as peças nas embarcações de acordo com as indicações de uma planilha. No documento, constam informações sobre qual contêiner movimentar e onde colocá-lo. Essa é a rotina do operador de portêiner (guindaste), que integra a equipe do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

“Este mês completo 14 anos aqui. Comecei no RTG e, depois de um ano, fui selecionado para o STS. É gratificante e um privilégio operar esse gigante de aço e fazer parte da equipe da TCP”, relembra Rogério. Só não se assuste com as siglas: RTG é o Rubber Tyred Gantry Crane, um guindaste em formato de pórtico, equipado com pneus, que movimenta os contêineres entre o caminhão e o pátio de armazenamento. Já o STS, ou Ship-to-Shore Crane (portêiner), é o guindaste que se move sobre trilhos e transfere os contêineres entre os navios e os caminhões. “Trabalhei seis anos no RTG e nunca imaginei estar aqui. Para mim, foi muito gratificante ser selecionado e reconhecido como operador de portêiner”, diz o profissional. “O meu esforço é pela minha família. Ela é tudo para mim. Se algo acontece comigo, meu primeiro alicerce é a família. Trabalhamos por eles e para eles”, complementa. A cada turno, metas são estabelecidas e é preciso cumprir os objetivos definidos pela empresa. “Existe toda uma logística operacional. Uma equipe trabalha para abastecer o STS e, se conseguirmos entregar dentro do tempo programado, é gratificante. Toda a operação sai ganhando”, afirma Marodin. 

Antes de iniciar o trabalho com o enorme guindaste, é necessário realizar o checklist do equipamento e estudar cuidadosamente o plano de carga. Não basta subir no portêiner e começar a operar.  “Nós temos o espelho, o print de movimentação, que mostra se é carga ou descarga. O desenho exibe o porão e o convés. Tudo isso é alinhado com o conferente, que nos informa sobre possíveis mudanças junto ao navio. Se houver, nós nos ajustamos. Tudo é feito em conjunto”, revela o operador. Dominar esse colosso de aço é quase uma arte. Para quem observa a agilidade com que os contêineres são empilhados dentro de um navio ou colocados sobre os caminhões, pode parecer que a tarefa é simples ou que as cargas são leves. 

“O segredo é evitar o balanço dos cabos”, conta Marodin.O operador ressalta ainda que é fundamental posicionar corretamente as caixas metálicas nas embarcações. E dá um alerta importante: “Não pode ter medo de altura. Se tiver, melhor nem subir”. Outra dica é cuidar do próprio corpo. “Nos momentos de descanso, é bom se alongar um pouco, porque, depois de seis horas, o corpo sente. Fora isso, tudo certo”, brinca, bem-humorado.











Fonte: Portos do Paraná
Fotos: Cláudio Neves

Portos do Paraná chega ao oitavo mês consecutivo com recorde de movimentação

Os portos paranaenses alcançaram mais um recorde no mês de março, com 5.968.934 toneladas movimentadas, crescimento de 11% em comparação ao mesmo mês no ano passado (5.357.799 toneladas). O número representa o oitavo recorde mensal (comparação com o mesmo mês do ano anterior) consecutivo registrado pelos portos paranaenses, o que também culminou no melhor ano da história da empresa pública em 2023 (65 milhões de toneladas).

“Além dos oito meses de recordes seguidos, os números revelam um crescimento considerável em 2024. No primeiro trimestre tivemos um aumento de 16% em comparação ao ano passado. Foram mais de 16 milhões de toneladas movimentadas só este ano”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Até o momento, 16.384.054 toneladas foram movimentadas em 2024 (9.881.061 toneladas no sentido exportação e 6.502.993 toneladas no sentido importação), 2.274.055 toneladas a mais que em 2023.

As commodities de soja e açúcar foram as maiores movimentações de exportação em março. Ao todo, foram 1.525.907 toneladas de soja, contra 1.204.720 toneladas no mesmo mês do ano passado, representando um aumento de 27%. O açúcar em granel apresentou uma grande demanda de mercado: de 93 mil toneladas, em 2023, passou para 419.899 toneladas em 2024, um aumento de 352%. Já o açúcar em saca passou de 18.054 toneladas no ano passado para 70.220 toneladas este ano (crescimento de 289%).

 “As commodities de soja e açúcar impulsionaram a exportação não apenas no mês de março, que foi o melhor do ano até o momento, como no primeiro trimestre de 2024. Já na importação, o fertilizante foi a carga mais movimentada tanto no mês como no primeiro trimestre deste ano”, destacou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

O fertilizante passou de 755.763 toneladas em 2023 para 888.506 toneladas em 2024, o que representa um crescimento de 18%. O Porto de Paranaguá segue sendo a principal porta de entrada para a commodity no Brasil, representando 26% da movimentação nacional no período, de acordo com o sistema para consultas de dados do comércio exterior brasileiro (Comex Stat).

O balanço da Portos do Paraná também indica movimentação de 373.552 contêineres (TEUs) no primeiro trimestre de 2024, um crescimento de 38% em relação a 2023 (271.024).


Fonte: AEN-PR

Representantes das Associações Comerciais do Paraná reconhecem aumento da produtividade do Porto de Paranaguá



Coordenadores regionais e representantes das associações comerciais e empresariais de todo o estado do Paraná conheceram as instalações do Porto de Paranaguá nesta sexta-feira (28) e atestaram os recentes investimentos feitos em melhoria da infraestrutura e aumento da produtividade do escoamento da produção paranaense. 

Os produtos paranaenses são responsáveis por mais de 70% das exportações feitas pelo porto. “Estes são alguns dos nossos principais clientes e todos os recentes investimentos feitos em agilidade operacional são para atender melhor estes usuários”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. Nos últimos quatro anos, de acordo com ele, foram investidos R$ 511 milhões nos portos do Paraná para suportar este crescimento da demanda na movimentação de produtos pelo porto paranaense.
Segundo o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Guido Bresolin Júnior, é fundamental levar o empresariado paranaense até o porto para conhecer a atividade portuária de perto e os recentes investimentos. “É muito importante diminuir as barreiras e as distâncias trazendo estes líderes para Paranaguá. Vimos o que tem sido feito para tornar o produto paranaense ainda mais produtivo”, afirma.                                     
Durante a visita, os empresários conheceram de perto as operações do Terminal de Contêineres de Paranaguá e como funciona o Corredor de Exportação. Os dois complexos são sinônimos de alta produtividade, com registros recentes de recordes de movimentação. 

Nos contêineres, o Porto de Paranaguá registrou em julho deste ano sua maior movimentação histórica, com 76,4 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 14 pés) ao longo do mês. 

O Corredor de Exportação vive um momento parecido. Com a inauguração de dois novos shiploaders no primeiro semestre, o complexo de movimentação de grãos registrou seu recorde mensal em junho, com 1,92 milhão de toneladas exportadas.                                     
“É muito impressionante conhecer este ambiente de perto, com toda a grandeza e a agilidade que o porto tem”, afirma o presidente da Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná (Caciopar), Sergio Antonio Marucci. “O porto é uma peça fundamental das nossas atividades, uma vez que boa parte dos grãos, dos cortes congelados de aves e da proteína animal movimentada em Paranaguá partiu da nossa região”, completa. 

A previsão da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina é que, até 2018, os investimentos nos portos ultrapassem R$ 577 milhões em projetos de infraestrutura, obras de reforma em berços de atracação e ações contínuas de manutenção e dragagem.

Fonte: APPA