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Programa de suspensão de contrato e redução de jornada será estendido

O programa que prevê a suspensão de contrato de trabalho ou a redução de jornada em troca da manutenção do emprego será prorrogado, de acordo com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. Segundo o governo, o Benefício Emergencial (BEm) preservou 11,7 milhões de postos de trabalho durante a pandemia do novo coronavírus.

 

De acordo com Bianco, a suspensão de contrato deverá ser prorrogada por mais dois meses. A redução de jornada deverá ser estendida em um mês. O presidente Jair Bolsonaro deve editar, nos próximos dias, um decreto com a renovação do BEm depois de sancionar a Medida Provisória 936, que criou o programa.

 

O texto da MP previa a possibilidade de edição do decreto. Bianco explicou que, para o trabalhador, a prorrogação não será automática. Será necessário que empregador e empregado fechem um novo acordo. Ele explicou ainda que a renovação exige a manutenção do emprego pelo mesmo tempo do acordo.

 

Atualmente, o BEm prevê a suspensão do contrato de trabalho por até dois meses e a redução de jornada por até três meses. Com a prorrogação, os dois benefícios vigorariam por quatro meses. Dessa forma, o empregador que usar o mecanismo pelo tempo total não poderá demitir nos quatro meses seguintes ao fim da vigência do acordo.

 

Segundo Bianco, as empresas com acordos de suspensão de contratos de dois meses prestes a encerrar podem fechar um novo acordo de mais um mês de redução de jornada, antes que a prorrogação perca a validade. “Aquelas [empresas] com os contratos de suspensão se encerrando ainda têm um mês remanescente de redução de jornada a ser utilizada. No entanto, ainda teremos nos próximos dias o decreto de prorrogação”, explicou.

 

Mais cedo, o Ministério da Economia divulgou que os acordos de redução de jornada e de suspensão de contratos haviam preservado 11.698.243 empregos até a última sexta-feira (26). O governo desembolsará R$ 17,4 bilhões para complementar a renda desses trabalhadores com uma parcela do seguro-desemprego a que teriam direito se fossem demitidos.

 

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, informou que o fechamento de acordos de suspensão de contrato caiu em relação ao início do programa, em abril. Para ele, isso indica reação no mercado de trabalho e que a fase mais aguda da crise econômica parece ter passado.

 

Caged

Em relação aos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (29) pelo Ministério da Economia, o secretário especial Bruno Bianco disse que os números de maio, que apontam o fechamento de 331,9 mil empregos com carteira assinada, representam melhora em relação a abril.

 

“É bom que se repita que qualquer emprego perdido não pode ser tido como algo positivo. Trabalhamos diariamente para que não se tenha nenhum emprego a menos. No entanto, temos que deixar claro esse fator que nos parece auspicioso, que nos dá esperança, que é a reação clara do mercado de trabalho nesse mês de maio em comparação com o mês de abril”, afirmou Bianco.


Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Imagem:  Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


Brasil perde mais de 860 mil empregos formais em abril

As demissões superaram as contratações com carteira assinada em 860.503 postos de trabalho, em abril. Foram 1.459.099 desligamentos e 598.596 contratações. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados hoje (27). O saldo de abril foi o pior da série histórica iniciada em 1992.

Segundo o Ministério da Economia, os dados mostram que a queda no número de contratações contribuiu de forma expressiva para o saldo negativo de empregos formais.

Enquanto as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação com abril de 2019. Em valores nominais, São Paulo teve o pior desempenho, com saldo negativo (mais demissões do que contratações) de 260.902. O estado é seguido por Minas Gerais com 88.298 demissões (descontadas as contratações); Rio de Janeiro, 83.626, e Rio Grande do Sul, 74.686.

O secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, disse que o resultado reflete os efeitos da pandemia da covid-19 na economia brasileira. “É um número duro, que reflete a realidade de pandemia que vivemos, mas que traz algo positivo. Demostra que o Brasil está conseguindo preservar emprego e renda. No entanto, pelos mesmos motivos de pandemia, não estamos conseguindo manter a contratação que mantínhamos outrora”, disse, acrecentando que na comparação com outros países, o Brasil está em situação melhor. “Os Estados Unidos estão com mais de 35 milhões de pedidos de seguro desemprego e o Brasil está chegando ao número de 860.500 desempregados. Isso demostra a efetividade das medidas conduzidas pelo governo”.

Em março, mês de início das medidas de isolamento social devido à pandemia da covid-19, o saldo de emprego formal ficou negativo de 207.401. Foram 1.316.655 admissões e 1.524.056 desligamentos.

De janeiro a abril de 2020 foram 4.999.981 admissões e 5.763.213 demissões no país, com resultado negativo de 763.232. As admissões caíram 9,6% e as demissões subiram 10,5% no período, comparado ao primeiro quadrimestre de 2019.

O salário médio real de admissão no Brasil passou de R$ 1.496,92 em abril de 2019 para R$ 1.814,62 no mês passado.

Manutenção de empregos

Desde 1º de abril, data da edição pelo governo federal da Medida Provisória 936/2020, que criou o Programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, foram preservados mais de 8,1 milhões de empregos no país, informou o Ministério da Economia. O programa prevê que os trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso e ainda auxílio emergencial para trabalhadores intermitentes com contrato de trabalho formalizado receberão o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm).

Mudanças

É a primeira divulgação do Caged após o preenchimento de informações da base de dados passar para o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Com a mudança, o cumprimento de 13 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas fica centralizado em um só sistema.

Uma inovação do Caged é o agrupamento de setores da economia. Até dezembro passado, eram oito: comércio, serviços industriais de utilidade Pública (SIUP), extrativa mineral, administração pública, agropecuária, construção civil, indústria de transformação e serviços.

Com a reformulação do Caged, os dados estarão na mesma divisão feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São eles: comércio, serviços, indústria geral, construção civil e agricultura. No intervalo de janeiro a abril de 2020, a agricultura teve saldo positivo de 10.032 empregos, resultado de 275.464 contratações e 265.432 demissões. O resultado da construção civil ficou negativo em 21.837. Comércio teve saldo negativo de 342.748, serviços resultado negativo de 280.716 e indústria também negativo, em 127.886.

Trabalho intermitente

A modalidade de trabalho intermitente teve, no período de janeiro a abril, 49.228 admissões e 35.105 demissões em 2020, o que resultou em saldo positivo 14.123. Já o regime de trabalho parcial registrou 71.044 contratações e 63.334 desligamentos, com resultado de positivo de 7.710 postos de trabalho com carteira assinada. 

Somente no mês de abril, o trabalho intermitente chegou ao saldo negativo de 2.375, com 7.291 admissões e 9.666 demissões. No mesmo período, houve 4.881 contratações e 14.029 desligamentos na modalidade de trabalho parcial, com saldo negativo de 9.148.

Calendário

Após a primeira divulgação do Novo Caged, o ministério definiu um calendário para os próximos dados do emprego formal no país: as informações de maio serão divulgadas no dia 29 de junho; em julho serão divulgados os dados de junho e assim por diante.

 

* Matéria alterada às 13h40 para acrescentar informações

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Foto: Marcello casal


11,1 milhões de pessoas desempregadas num Brasil quebrado

O país vive uma das suas piores crises e o número de desempregado chegou a 10,9% só no mês de março, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 29 de abril, ou seja, são mais de 11,1 milhões de pessoas sem uma ocupação, sem a sua carteira assinada. Dados como esse assusta principalmente quando vemos um país rico como o nosso, mal administrado, quebrado, cercado de corrupção, escândalos e perdendo investidores. Sem investimento não há mão de obra e sem isso não há produção, consumo e exportação. Quem acaba sendo atingido logo de cara é o trabalhador que perde o seu emprego e quem acaba sofrendo é a sua família que depende daquele dinheirinho no final do mês. Quem está empregado hoje tem mais é que agradecer à Deus e continuar rezando, acreditando que as coisas serão melhores em breve, que essa crise passará logo, que os empregadores reconheçam o trabalho prestado pelos seus funcionários e lhes ofereçam um salário digno para que eles possam tentar sobreviver num país onde quem tem muito quer mais e quem deseja uma vida melhor tenta sobreviver com migalhas.

Foto e texto: Edye Venancio 




Em Paranaguá precisamos de empregos e não de tapinha nas costas

O desemprego toma conta do país e de acordo com informações da http://br.advfn.com/indicadores/pnad, a taxa de desempregado chega a 10,9% e isso vem preocupando à todos. Em Paranaguá não é diferente e quando alguém consegue estar empregado todos comemoram, principalmente a família. Há inúmeros pais de famílias nas filas das empresas querendo apenas uma oportunidade para garantir no final do mês aquele dinheirinho para saldar as dívidas, pagar as contas que se acumulam. Enquanto isso não acontece, muitos continuam procurando o Sine, esperando na fila e na esperança de que apareça alguma coisa. Ah, estamos num ano de eleição, muitos virão prometendo empregos e dando tapinhas nas costas do eleitor, mas quando alguém fizer isso você faça a seguinte pergunta: "Por acaso você é mágico ou Papai Noel? Como fará isso?". Falar até papagaio fala quero ver mudar essa nossa realidade numa cidade que não oferece muitas possibilidades.



Texto: Edye Venancio
Foto: atenarh

Desemprego sobe a 8,3% no segundo trimestre, o maior desde 2012, diz IBGE

O desemprego no Brasil subiu a 8,3% no segundo trimestre de 2015, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) . Ele é maior tanto na comparação com o primeiro trimestre de 2015 (7,9%), quanto com o segundo trimestre de 2014 (6,8%), e é a maior taxa da série histórica, que começou em 2012. 
O número de desempregados foi estimado em 8,4 milhões de pessoas, subindo 5,3% em relação ao primeiro trimestre de 2015 e 23,5% na comparação com o segundo trimestre de 2014. A população com trabalho foi estimada em 92,2 milhões, ficando estável nas duas comparações, segundo o instituto.
Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua e foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (25). Ela leva em conta dados de 211.344 domicílios particulares permanentes distribuídos em cerca de 3.500 municípios.
O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

Em um ano, desemprego subiu em todas as regiões

No segundo trimestre de 2015, frente ao mesmo período de 2014, o desemprego cresceu em todas as regiões: Norte (de 7,2% para 8,5%), Nordeste (de 8,8% para 10,3%), Sudeste (de 6,9% para 8,3%), Sul (de 4,1% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 5,6% para 7,4%).
Entre os Estados, mais o Distrito Federal, Bahia teve a maior taxa (12,7%) e Santa Catarina, a menor (3,9%).

Número de carteiras e renda ficaram estáveis

Segundo o IBGE, 78,1% dos empregados no setor privado têm carteira de trabalho assinada. O rendimento médio real (ajustado pela inflação) do trabalhador foi estimado em R$ 1.882.
Esses dados permaneceram estáveis nas comparações anual e mensal, de acordo com o instituto.

Em outra pesquisa, desemprego subiu a 7,5% em julho

Além da Pnad Contínua, o IBGE divulga a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), com dados mensais do mercado de trabalho. Ela é baseada em seis regiões metropolitanas do Brasil: Recife, Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Na última, com o resultado de julho e divulgada na semana passada, o desemprego subiu a 7,5%, o maior para o mês em seis anos.

Julho teve corte de vagas

Na semana passada, o Ministério do Trabalho divulgou que o mês de julho tevecorte de 157.905 vagas com carteira de trabalho assinada, o pior julho desde 1992.
No ano, de janeiro a julho, o Brasil perdeu 494.386 empregos com carteira assinada, segundo o Ministério.
Fonte: uol
Foto: Apenas para ilustrar a matéria