Subscribe Us

Informe-se!

O mundo está cheio de pessoas sendo manipuladas e dizendo amém. Liberte-se!.

Informe-se!

Até quando você vai dizer amém a um sistema que controla?

Informe-se!

O conhecimento liberta. Liberte-se!

Informe-se!

Leia, pesquise, se aprofunde e não acredite em tudo que é dito

Informe-se!

O mundo está cheio de manipuladores de mente. Não se deixe levar!

Mostrando postagens com marcador História do Rádio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História do Rádio. Mostrar todas as postagens

Aos 93 anos, Mário Mikosz reflete sobre o rádio, a história de Paranaguá e os caminhos do futuro

Ícone da comunicação no litoral do Paraná, o radialista compartilha memórias da Rádio Difusora, fala da importância da preservação histórica e emociona com relatos de uma vida dedicada ao microfone



Por Edye Venancio

Tive o privilégio de trabalhar com uma das maiores referências da comunicação em Paranaguá: o radialista Mário Mikosz. Ao longo de décadas, sua voz se tornou parte do cotidiano da cidade e da história do rádio no litoral paranaense. Em uma conversa franca, aos 93 anos, Mário abriu o coração e relembrou momentos marcantes da sua trajetória na Rádio Difusora AM 1460 — hoje FM 104,7 — além de fazer reflexões sobre o passado, o presente e o futuro da cidade Mãe do Paraná.

Paranaguá e o dever da preservação histórica

Com um olhar atento e crítico sobre o desenvolvimento da cidade, Mário enfatiza a necessidade de investimentos em cultura e infraestrutura. Entre os pontos citados, destaca a revitalização do Palácio Visconde de Nácar, da Casa Cecy, do Instituto Histórico e Geográfico e da Praça dos Leões — locais que, segundo ele, deveriam ser prioridades do poder público.

“O Porto deve para Paranaguá. A cidade sofre com ruas precárias e a falta de investimentos. Esses prédios são símbolos do Brasil. É preciso restaurá-los.”

Mário também relembrou os tempos em que Paranaguá vivia intensamente, com trens que conectavam a cidade à capital, bares históricos como o Bar Pátria e o Bar dos Bandidos, e noites tranquilas na Praça Fernando Amaro.

“Você andava de madrugada sem medo. A cidade respirava vida. Hoje tudo mudou.”

Da radionovela ao microfone da Difusora

Sua história na Rádio Difusora começou em 1958, quando voltou a Paranaguá após uma passagem pela Rádio Santa Felicidade, em Curitiba. O convite veio de um primo, e após um estágio sob a supervisão do padre Armando Russo, foi contratado — e nunca mais saiu.

“Era para ficar 30 dias. Estou há 67 anos. Rádio é um vício, uma cachaça. Difícil viver sem microfone.”

A Difusora foi sua segunda casa. Nela, apresentou programas que marcaram época, como Alô Música, Escolha uma Dessa, Parada de Sucessos e A Hora da Bandinha, sempre com forte participação dos ouvintes.

“A parada era feita pelo público. Os pedidos definem as posições. Música italiana, francesa, Bee Gees, Roberto Carlos... era uma riqueza musical que hoje está mais escassa.”

A história da família Mikosz no rádio

Mário também recordou com emoção a trajetória do irmão, Ludovico Mikosz, que fundou a Rádio Litoral Sul. No entanto, por conflitos societários, Ludovico acabou perdendo o controle da emissora.

“Foi uma pena. Ele terminou como porteiro da própria rádio. O radialista precisa de microfone. Muitos morrem trabalhando porque rádio é paixão.”


Reconhecimento e gratidão

Ao ser perguntado sobre o reconhecimento por sua dedicação à rádio, Mário foi modesto.

 “Não mereço nada. Fiz só minha obrigação. Tive sorte de fazer programas que as pessoas gostavam. A dívida é minha com a Difusora e os ouvintes.”


Tive o prazer de dividir o microfone com Mário Mikosz no Jornal da Manhã, e posso dizer que aprendi muito com ele. Ao mencionar isso, recebi uma resposta que levo comigo:

“Na escola da vida, não há férias. Estamos sempre aprendendo. Trabalhar numa rádio católica é sinônimo de respeito. E respeito é o que a família parnanguara mais valoriza.”

A luta diária e o futuro incerto

Prestes a completar 94 anos, Mário enfrenta as consequências de uma herpes zoster que afetou o lado esquerdo do rosto e do corpo, surgida durante a festa do Rocio, em novembro.

“As dores ainda existem, mas são suportáveis. Só Deus sabe o futuro. Jesus misericordioso é quem guia.”


Despedida com gratidão

Ao encerrar nossa conversa, deixei meu depoimento:

 “Foi um prazer ter trabalhado com você, Mário na RádioDifusoraAM 1460 quando apresentávamos ao lado do Dr. Alessandro Pires Staniscia o Jornal da Manhã. Aprendi muito e levo comigo o respeito e a admiração de todos que te conhecem. Você é parte viva da história do rádio em Paranaguá e merece todos os aplausos.”


Com sua humildade de sempre, ele respondeu:

“Não mereço, mas agradeço.”


Mário Mikosz, Rádio Difusora, Paranaguá, rádio AM 1460, comunicação paranaense, história do rádio, patrimônio histórico de Paranaguá, Edye Venancio, entrevistas marcantes, radialismo no Paraná, cultura local, memória viva, jornalismo parnanguara


Texto: Jornalista Edye Venancio

Fotos: Moyses Zanardo




Dia Nacional do Rádio: celebrando uma paixão centenária

Hoje, 7 de setembro, o Brasil comemora o Dia Nacional do Rádio, uma data que remonta à primeira transmissão radiofônica no país, realizada em 1922 durante as celebrações do centenário da independência. O marco foi protagonizado por Roquete Pinto, conhecido como o "pai do rádio brasileiro".

Antes da chegada da televisão, o rádio era a principal fonte de entretenimento, música e informação para a população, incluindo os moradores de Paranaguá. Ao longo do tempo, esse meio de comunicação evoluiu com a era digital, tornando-se mais acessível e abrangente por meio de dispositivos móveis e redes sociais.

Neste dia especial, é essencial reconhecer e parabenizar os profissionais do rádio, que continuam a desempenhar um papel fundamental na disseminação de informação e cultura. São comunicadores talentosos, cujas vozes inspiram e conectam pessoas em todo o mundo.

O jornalista Edye Venancio, com mais de 20 anos de carreira, recorda sua trajetória no meio radiofônico, desde a Ilha do Mel FM até a Difusora AM 1460, revitalizada pelo Padre Sérgio Sviental Campos. Ele destaca o fascínio e a paixão que o rádio proporciona, reafirmando sua importância como um veículo essencial de comunicação.

Viva o rádio! Parabéns aos milhares de ouvintes que compartilham dessa paixão e mantêm viva a magia do rádio.

Dia Nacional do Rádio, rádio no Brasil, história do rádio, Roquete Pinto, comunicação, Paranaguá, rádio digital, rádio e tecnologia, profissionais do rádio, Edye Venancio, Difusora AM, Ilha do Mel FM, independência do Brasil

 


08 de novembro de 2008

23.08.2011

Texto: Edye Venancio