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Profissão engraxate nas praças de Paranaguá

 


Tradição praticamente extinta, o ofício do engraxate marcou gerações e deixou lembranças em locais históricos da cidade, como a Praça dos Leões e Fernando Amaro.


Durante décadas, era comum cruzar com engraxates nas principais praças de Paranaguá, como Fernando Amaro e Praça dos Leões, além de outras repartições públicas da cidade. Com suas caixas de madeira nas costas, jovens e adultos ofereciam o serviço de engraxar sapatos enquanto puxavam conversa com os clientes.

O radialista e apresentador Elias Guimarães lembra com nostalgia desse tempo:

“Era costume engraxar sapatos naquela praça enquanto batíamos um papo, falávamos de tudo e víamos os jovens, crianças, com as suas caixas nas costas pedindo para engraxar os nossos sapatos”, recorda.

O trabalho do engraxate envolvia muito mais que limpar e lustrar sapatos. Era um ritual: remover a sujeira, aplicar graxa ou creme hidratante, polir com escovas e finalizar com um pano, muitas vezes com um pequeno “sambinha” nos pés do cliente — gesto simpático que rendia uma gorjeta extra.

Apesar de hoje ser um ofício raro, a profissão tem raízes históricas e culturais, especialmente em contextos urbanos e militares, onde o cuidado com os calçados era sinal de respeito e postura. O engraxate podia ser encontrado em praças, lojas, terminais de transporte e até em eventos sociais.

Com o tempo, a prática perdeu espaço, mas continua viva na memória de muitos — inclusive de um antigo engraxate que passou a trabalhar no Palácio do Café e hoje é advogado na cidade Mãe do Paraná.

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Texto: Jornalista Edye Venancio



Praça do Guincho revitalizada: 270 mil reais nisso aí?

Na última semana, foi inaugurada a Praça Rosa Andrade, também conhecida como Praça do Guincho, após uma reforma que custou quase 270 mil reais. O projeto foi financiado por meio de uma emenda parlamentar do deputado federal Reinhold Stephanes, que destinou R$ 253.910,00 para a cidade. A Prefeitura também contribuiu com uma contrapartida de R$ 10.160,00.

No entanto, a reação dos moradores ao novo espaço público tem sido de surpresa e questionamento. Muitos expressaram a opinião de que o investimento não trouxe os resultados esperados. A percepção geral é de que o montante destinado à revitalização da praça poderia ter sido melhor empregado em outras áreas da cidade.

Ao caminhar pela Praça Rosa Andrade, é comum ouvir comentários como "só isso?" por parte dos moradores. A comparação com outras praças da região, como a Praça Portugal, Praça Cyro Abalém, Praça dos Leões e Fernando Amaro, evidencia a discrepância na qualidade das intervenções.

Com todo o investimento disponível, os cidadãos questionam por que não foram escolhidas opções de revitalização que se equiparassem às melhorias vistas em outras áreas da cidade. A Praça Rosa Andrade, apesar de inaugurada, deixa a sensação de que o potencial do investimento não foi totalmente explorado.

Fotos da inauguração foram registradas, e poses foram feitas, mas a insatisfação quanto ao resultado da revitalização permanece entre os residentes. Com uma quantia significativa de recursos, muitos se perguntam se não seria possível realizar intervenções mais abrangentes, considerando outras praças que necessitam de atenção, como a Praça dos Leões e a Praça Fernando Amaro, cujo piso apresenta imperfeições e a quantidade de árvores é reduzida.

O debate sobre a utilização eficiente dos recursos públicos destinados a projetos urbanos ganha destaque diante da aparente discrepância entre o investimento e os resultados visíveis na Praça Rosa Andrade. A expectativa é de que as autoridades municipais considerem as críticas construtivas da comunidade para futuras intervenções urbanas.


Texto: Edye Venancio
Foto: PMP

Cadê as árvores da Praça Fernando Amaro em Paranaguá?

A falta de conservação é uma preocupação crescente entre os frequentadores. Árvores majestosas que antes ofereciam sombra refrescante foram substituídas por restos de madeira, que agora sustentam apenas plantas rasteiras. O charme nostálgico da praça, outrora um local de encontro para casais durante o dia, está gradualmente desaparecendo.

Além da degradação física, o aumento dos incidentes de segurança tem agravado a sensação de declínio. Relatos de assaltos à noite se tornaram comuns, com ladrões mirando celulares das vítimas devido à falta de segurança e iluminação adequada no local.

Enquanto os jovens talvez não compreendam completamente a beleza e a atmosfera acolhedora que a praça já ofereceu, os residentes mais antigos esperam que as autoridades municipais reconheçam a importância de preservar este local histórico. Há uma esperança de que medidas sejam tomadas para restaurar a praça e honrar o legado do grande poeta paranaense.



Foto e texto: Edye Venancio