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Lucas Willian é atração confirmada no Festeja Valadares neste sábado

Evento promovido pelo DJ PH Soares acontece na sede da Agremiação Sete de Setembro e reúne talentos locais em noite especial na Ilha dos Valadares


O cantor Lucas Willian será uma das atrações do Festeja Valadares, evento que acontece neste sábado (10), a partir das 22h, na sede da Agremiação Sete de Setembro, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá. A iniciativa é promovida pelo DJ PH Soares, conhecido por incentivar eventos que valorizam os artistas locais.

Além de Lucas Willian, o público poderá curtir apresentações de Keyla Marcante, João Marcos e Thiago, Alex e Rodrigo, além do próprio DJ PH Soares, que promete animar a noite com uma seleção especial de ritmos.

“Participar de um evento como esse na minha Ilha dos Valadares e contar com muitos amigos nos prestigiando é bom demais. Sejam bem-vindos e divirtam-se”, declarou Lucas Willian.

O organizador do evento, Paulo Henrique Soares (DJ PH Soares), destacou a importância da festa e a expectativa do público. “Essa festa é aguardada por muitos. Há muito tempo não realizávamos um evento como esse. Conto com a presença de todos. Os interessados podem adquirir seus ingressos pelo telefone (41) 98724-8534. Será uma bela festa e a galera vai curtir muito”, afirmou.



Texto: Jornalista Edye Vernancio

Portos do Paraná realiza limpeza da Ponte dos Valadares para ação artística

Grupo Paranaguá Mais Cores realizará mutirão de pintura na estrutura, que liga moradores e visitantes da Ilha ao continente


Como forma de estimular a cultura e as relações de pertencimento em Paranaguá, a Portos do Paraná iniciou a limpeza da Ponte de Pedestres da Ilha dos Valadares nesta quinta-feira (10), estrutura que será repaginada em um mutirão artístico da Paranaguá Mais Cores. O evento acontecerá no dia 1º de Maio e conta com a participação de voluntários.

Esta é a primeira vez que a Autoridade Portuária participa da campanha. “Temos acompanhado o sucesso dos mutirões do Paranaguá Mais Cores e, por isso, nos prontificamos em apoiar o projeto”, afirmou o gerente de Meio Ambiente, Thales Schwanka. 

“Estas atividades estimulam a cultura local e fortalecem as relações de pertencimento dos moradores com a cidade, que são os ideais sociais da Portos do Paraná”, destacou o diretor de Meio Ambiente da empresa pública, João Paulo Santana.

Para realizar a limpeza, a Autoridade Portuária entrou em contato com a Secretaria Municipal da Cultura de Paranaguá, que prestou apoio por meio da Secretaria de Segurança Pública. Guardas municipais isolaram a área para a realização da lavagem, que segue até esta sexta-feira (11).

"A limpeza é a primeira fase do projeto ANDADA, nome criado em homenagem à fauna e flora da região, já que a arte deve carregar em seu conceito e estética, o caranguejo e os manguezais", afirmou o artista Gio Negromonte, líder da campanha. Após a retirada da sujeira, acontece a fase de reparos dos cantos e imperfeições para depois receber a cobertura de tinta. 

“É muito importante que as empresas incentivem os projetos culturais, pois assim conseguimos dinamizar o acesso à cultura para a população e compartilhar todos os impactos positivos que a cultura gera”, destacou o artista.

Gio mudou de Recife para o Paraná ainda criança e foi no litoral do estado, que realizou estudos em torno do território Caiçara e da cultura litorânea brasileira. O artista também realiza trabalhos em lambe-lambe com fotografias do dia a dia das comunidades e registros do fandango caiçara.

Este será o terceiro mutirão do grupo, que já pintou a Escadaria da Copel e o Caranguejo da Rodoviária. Para participar, basta comparecer ao local indicado a partir das 9h. Crianças e adultos podem participar. As tintas são a base de água, mas a orientação é para que as pessoas participem com roupas confortáveis que possam manchar. O projeto é aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) da Secretaria de Estado da Cultura. 


Serviço 

Andada – mutirãPortos do Paraná realiza limpeza da Ponte dos Valadares para ação artísticao artístico do Paranaguá Mais Cores

Local: Ponte de pedestres da Ilha dos Valadares

Quando: 1º de Maio

Horário: das 9h às 19h

Valor: gratuito









Fotos: Cláudio Neves


Lucas Willian se apresenta na Festa de Nossa Senhora dos Navegantes na Ilha dos Valadares

 

A programação da tradicional Festa de Nossa Senhora dos Navegantes continua até o dia 2 de fevereiro, com apresentações de artistas locais todas as noites na Praça Cyro Abalém, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá.

Nesta terça-feira (28), o destaque será Lucas Willian, cantor reconhecido no litoral paranaense por suas performances marcantes de voz e violão. Frequentemente convidado para eventos na região, Lucas promete animar o público com seu repertório diversificado, consolidando-se como um dos talentos mais requisitados em festas e eventos do litoral.

O palco montado na Praça Cyro Abalém será o ponto de encontro para os moradores e visitantes que desejam prestigiar o trabalho de artistas locais e vivenciar momentos de lazer durante as festividades. 

Vídeo: Luana Moura


Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, Ilha dos Valadares, Lucas Willian, Praça Cyro Abalém, eventos no litoral, artistas locais, música ao vivo, Paranaguá, cultura local

Texto: Jornalista Edye Venancio

Atravessando o Rio Itiberê em Paranaguá - Pr

 A travessia do Rio Itiberê a bordo de uma bateira é uma atividade que traz grande satisfação aos moradores e visitantes de Paranaguá. Utilizar esse meio de transporte não apenas encurta a distância, mas também oferece a oportunidade de observar o movimento constante das embarcações. Canoas, bateiras e barcos grandes vão e vêm pelo rio, proporcionando um espetáculo diário que merece ser apreciado. Esse cenário é uma das preciosidades de Paranaguá, destacando a importância cultural e a beleza natural da região.

Produzido por Edye Venancio

Estado integra ação para valorizar o turismo nas vilas caiçaras do Litoral


O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Turismo (Setu) e do Viaje Paraná, participa de uma iniciativa que busca valorizar e promover o turismo das vilas caiçaras do Litoral do Estado. O projeto é do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e do Sebrae-PR e foca em seis vilas em ilhas pertencentes a Paranaguá: Ponta de Ubá, Ilha do Amparo, Piaçaguera, Eufrazina, Ilha dos Valadares e São Miguel. A atuação do Estado é voltada, principalmente, à promoção do turismo ao público que gosta de vivenciar a cultura local de um ambiente familiar e infraestrutura em meio à natureza. Também participam do projeto representantes da Adetur Litoral, Portos do Paraná, Secretaria de Cultura e Turismo de Paranaguá e entidades da área ambiental.

A coordenadora de Gestão e Sustentabilidade da Secretaria do Turismo, Anna Vargas, explica que o trabalho atual tem como foco entender o papel de cada envolvido na formação de uma rede de articulação para o desenvolvimento comunitário dessas regiões.

“Neste momento estamos na fase de entender como podemos atuar fortalecendo a formatação e o fomento de produtos turísticos, visando o desenvolvimento das comunidades. Elas têm um potencial extremamente latente e histórico. Vimos, por exemplo, um potencial no aproveitamento de trilhas que já são utilizadas pelas comunidades e que podem ser também atrativos de produtos turísticos”, disse.

Expo Londrina terá estande de promoção do turismo do Norte e Norte Pioneiro

O intuito do trabalho é criar mecanismos para que as comunidades consigam executar, operar e ofertar suas próprias atividades turísticas, sem afetar as tradições locais. Todas as comunidades são localizadas na Baía de Paranaguá e têm acesso exclusivo por via marítima, com trajetos que variam de 20 a 60 minutos de barco a partir do Centro Histórico da cidade. As famílias que moram nessas comunidades são denominadas caiçaras, ou seja, nasceram no Litoral e seguem com as atividades de subsistência baseadas na pesca artesanal e no turismo de natureza.

Weliton Perdomo, gerente da Regional Leste do Sebrae/PR, destaca a importância de construir uma rede que envolva diferentes entidades públicas e privadas, além dos próprios moradores. “Esse não é um turismo de massa, mas tem valor agregado. O Estado, ao juntar forças com outras instituições, tem a capacidade de levar a mensagem para o turista qualificado e reverberar esse segmento nacional e internacionalmente”, disse.

O gerente institucional, jurídico e regulatório da TCP, Rafael Stein, explica que a empresa financia o projeto Turismo de Base Comunitária porque acredita que apoiar o empreendedorismo sustentável nas comunidades que vivem no entorno da Baía de Paranaguá é importante para garantir a preservação do meio ambiente, bem como valorizar a cultura local. “A geração de renda para a população fortalece a autonomia e autoestima da comunidade enquanto gestora do próprio negócio”, afirmou.

TURISMO COMUNITÁRIO – Para fomentar o desenvolvimento do turismo nas vilas caiçaras é preciso, antes, entender as definições do segmento de turismo comunitário. “O fortalecimento de turismo de base comunitária necessita de atenção e a atuação do Governo do Estado na promoção da atividade local pode contribuir para a geração de emprego e renda para as famílias caiçaras”, afirmou o chefe do Núcleo Regional da Secretaria do Turismo no Litoral, Rodrigo Piolli.

Um dos pontos turísticos que podem ser explorados na região é o Café Caiçara, feito pela moradora da comunidade Ponta de Ubá, Glory do Nascimento. “Eu gosto de ver o pessoal alegre. Quero acolher os turistas com essa refeição para que se sintam em casa”, destacou.

Para Edson Fernandes, proprietário da pousada Mamangaba de Ubá, também na comunidade Ponta de Ubá, ao fomentar o turismo, o Estado e as instituições envolvidas garantem a sobrevivência de quem vive na região. “Essas empresas e o Governo do Estado podem nos ajudar a trazer mais pessoas para conhecer esse paraíso porque a comunidade tem uma beleza natural que se vende por conta própria, mas precisamos que as pessoas cheguem aqui”, afirmou.

O restaurante Cantinho das Oliveiras, na Ilha do Amparo, oferta uma culinária típica baseada em frutos do mar, pescados pelas proprietárias. “Recebemos mais clientes de fora do que da própria vizinhança. Já recebemos pessoas de Curitiba, Ponta Grossa e até do Ceará”, comentou a coproprietária, Izabelle de Oliveira. O nome do restaurante é uma homenagem para as três responsáveis.

Já na comunidade caiçara de Piaçaguera, os diferenciais são a trilha em meio à Mata Atlântica, os artesanatos locais e a Igreja Católica de Piaçaguera, com mais de 300 anos de existência.

 




Fonte: AEN-PR








Ilha dos Valadares: alguém lembra do índio?

Estátua do índio Carijó na Ilha dos Valadares vira memória e levanta questionamentos sobre representatividade cultural.

Instalada como homenagem aos povos originários, a escultura foi alvo de vandalismo e segue esquecida, enquanto moradores cobram símbolos que representem a identidade local.

No século XVI, os índios Carijós tiveram papel fundamental na história do Paraná. Durante as bandeiras paulistas, muitos foram capturados e levados como escravos para trabalhar nos engenhos de São Vicente e do Nordeste. Os que permaneceram foram explorados na busca por ouro ou fugiram rumo ao interior do país, como Goiás. Com o tempo, foram sendo exterminados ou assimilados, dando origem a comunidades caboclas e caiçaras.

A importância histórica desse povo originário levou à criação de uma estátua em sua homenagem, instalada na Praça Cyro Abalém, na Ilha dos Valadares, obra do artista local Deocir Gomes. A placa original trazia um texto explicativo, destacando que, embora o verdadeiro índio Carijó não exista mais em sua forma original, seus descendentes ainda vivem de forma aculturada e merecem reconhecimento.

No entanto, desde sua inauguração, a presença da estátua dividiu opiniões. Parte dos moradores não se identificava com a homenagem, sugerindo que a obra deveria retratar um pescador, figura mais próxima da história da Ilha. O ponto mais crítico dessa controvérsia ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2013, às 08h09, quando a estátua foi encontrada vandalizada. Os responsáveis nunca foram identificados.

Mais de um ano depois, em 18 de março de 2014, o que restava do monumento foi visto em uma fábrica de artefatos de cimento no bairro 7 de Setembro, longe do seu local original e da vista da comunidade.

Enquanto isso, a ausência de uma nova representação no espaço da praça alimenta boatos e piadas entre os moradores. Alguns comentam que no lugar do índio poderá surgir um gorila, um Pinóquio gigante ou até um boi de mármore — figuras sem qualquer ligação com a identidade insulana. Outros, mais conscientes, cobram que ali seja instalada uma homenagem legítima aos moradores ilustres da Ilha dos Valadares, gente simples, pescadores, professores, artistas, que de fato compõem a história viva da comunidade.

A estátua do índio Carijó permanece como símbolo de um debate maior: quem decide o que deve ser lembrado em nossos espaços públicos? E, mais importante ainda, será que um dia os próprios insulanos poderão escolher a imagem que melhor os representa?

Estátua do índio Carijó na Ilha dos Valadares vira memória e levanta questionamentos sobre representatividade cultural

Instalada como homenagem aos povos originários, a escultura foi alvo de vandalismo e segue esquecida, enquanto moradores cobram símbolos que representem a identidade local.










Parabéns Guaraqueçaba são 476 anos de muitas histórias

Nascido na Vila do Almeida, uma das comunidades pesqueiras de Guaraqueçaba, que hoje completa 476 anos, reflito sobre minha identidade como guaraqueçabano. Crescer nestas terras é entender a árdua realidade dos pescadores, uma classe essencial que sustenta não apenas suas famílias, mas também abastece nossa mesa com os frutos do mar.

Sai desta vila com seis anos e fui morar na Iha dos Valadares, em Paranaguá-Pr.

Guaraqueçaba evoca não apenas uma geografia, mas uma comunidade resiliente que constrói seu legado dia após dia. Sorrisos são frequentemente compartilhados, apesar dos desafios, tornando-se o cartão de visitas para aqueles que descobrem este lugar único e se encantam.

Enquanto celebramos este marco histórico, é crucial não apenas reconhecer, mas também honrar aqueles que habitam as ilhas e territórios deste município. Que possam desfrutar de um futuro mais promissor, continuando a escrever novos capítulos de uma história que cativa turistas de todos os cantos do Brasil e do mundo.



Parabéns Guaraqueçaba!




História

Até a primeira metade do século XVI, os únicos habitantes da região eram os grupos indígenas, que se distribuíam pelos estuários e baías do litoral paranaense, principalmente às margens da baía de Paranaguá. Inicialmente, a região era habitada por tupiniquins, tendo, mais ao sul do litoral paranaense e norte catarinense, a frequente presença de índios carijós, hábeis em descer do planalto à planície litorânea pelo caminho de Peabiru e seus ramais. Esse antigo caminho indígena ligava o Império Inca localizado nas cordilheiras dos Andes ao litoral paulista, com ramificações para o litoral paranaense e catarinense. Por meio dessas ramificações, as nações indígenas nômades iam do litoral para o planalto e vice-versa.


No começo do século XVI, os carijós pertencentes ao tronco Tupi-Guarani, ocupavam toda a costa sul do Brasil, desde a barra de Cananéia até o Rio Grande do Sul. Registros históricos estimam que havia de 6 a 8 mil Carijós no litoral paranaense desenvolvendo atividades de lavoura e pesca. No litoral, as atividades cotidianas incluíam a caça, a pesca, coleta de ostras, mexilhões, bacucus, caranguejos, etc. Prova da presença desses povos antigos, são os vestígios deixados, chamados de sambaquis (Depósito natural de cascas de ostras e outras conchas) encontrados ora na costa, ora em lagoas ou rios. Em Guaraqueçaba, ainda se encontram vários sambaquis em bom estado de conservação.


Com o achamento do Brasil, pelos portugueses, em 22 de Abril de 1500, e a fundação da colônia de São Vicente, em 1532, no litoral paulista, partiram as primeiras expedições de exploração ao complexo estuarino de Cananéia, Iguape e Paranaguá. A história refere-se à presença, em 1545, de colonos lusos estabelecidos em Superagui e, entre 1550 a 1560, na Ilha da Cotinga.
No dia 18 de Novembro de 1547, ao tentar esconder-se de uma tempestade, o navegador alemão, Hans Staden, se abriga no canal do Superagui, onde encontrou ali índios tupiniquins e dois portugueses náufragos. Esse navegador descreveu o que viu: índios usando peles de animais ferozes para se proteger do frio. Seu relato de viagem, do ano de 1556, apresenta a primeira carta da baía de Paranaguá. Posteriormente, na intenção de capturar índios para escravizá-los, portugueses, vindos do litoral paulista, chegaram à BAÍA DE GUARAQUEÇABA e ali descobriram ouro nos rios Ribeira, Açungui e Serra Negra; fixaram-se na região, iniciando assim, as atividades de mineração no Brasil.


Em 1614, Diogo de Unhatte, tabelião da ouvidoria de São Vicente, obteve, de Pero Cubas, a sesmaria, denominada Paranaguá, localizada entre os rios Ararapira e Superagui – atual município de Guaraqueçaba. Povoamento mais efetivo, pelos europeus, se deu no século XVII, através da atuação do capitão-mor, Gabriel de Lara. Outro grupo de portugueses, os chamados bandeirantes, vindo de São Paulo, instalou-se às margens dos rios da baía de Guaraqueçaba. Com a descoberta de ouro em Minas Gerais, nesse mesmo século, encerra-se o ciclo de mineração nessa região e as comunidades se mantiveram por meio da agricultura de subsistência. A população foi crescendo e o cultivo e comércio de arroz, cana-de-açúcar, aipim, banana, café, milho e feijão se intensificaram.


No século XVIII, fazendas de comercialização de produtos agrícolas e madeira cresceram com o trabalho escravo, inclusive, os produtos eram exportados para a Argentina e o Paraguai, sendo transportados, pelo rio, em canoas e pequenas embarcações, até o porto de Guaraqueçaba ou Paranaguá, onde eram comercializados. Nesse período, a região sofreu a influência cultural de europeus e africanos.
Em 1838, Cypriano Custódio de Araujo e Jorge Fernandes Corrêa, antigos proprietários de terras, construíram a Capela do Bom Jesus dos Perdões, na encosta do Morro Quitumbê. Em torno da capela surgiram habitações e, em pouco tempo, a povoação nascente ganha direito e privilégios. Elevado à freguesia em 1854, mas somente gozando do predicamento de Vila, no ano de 1880.  Em 1938, a Vila foi extinta e anexada como Distrito ao Município de Paranaguá. Voltou a figurar como município autônomo, em 1947.


Em meados do século XIX, quando o Paraná elevou-se a categoria de Estado, muitos imigrantes europeus, principalmente suíços, italianos e franceses, instalaram-se em Superagui, onde desenvolveram agricultura com uso de canais de irrigação. Produziram arroz, uva para fabricação de vinho, café e mandioca. A vila de Guaraqueçaba progredia, no continente. As duas primeiras décadas do século XX foi o período da maior prosperidade em Guaraqueçaba, quando navios carregados de banana e madeira faziam linhas até Argentina e Paraguai. Nessa época, agricultores paulistas, em busca de terras férteis e baratas, criam as comunidades de Pedra Chata e Batuva.


Mas, a crise da economia capitalista, de amplitude mundial, ocorrida em 1929, causa reflexos também na região, causando dificuldades na economia agrícola, uma vez que era quase que totalmente voltada à exportação. Na década de 40, alemães fugindo dos reflexos da 2ª guerra mundial, chegam a Serra Negra e Rio Bananal, instalando-se nessa região. As comunidades de Rio Verde e Rio Guaraqueçaba funcionavam como intermediárias à comercialização da banana, originária da comunidade do Batuva, rio acima.


Nos anos 50, instalaram-se as primeiras fábricas de palmito e muitos agricultores migraram para o corte de palmito, diminuindo assim, o uso de parcelas de terra para agricultura. Com a abertura da rodovia ligando Guaraqueçaba a Antonina, a PR-405 (denominada Rodovia Deputado Miguel Bufara, de acordo com a Lei Estadual 7.198 de 13/09/1979) única via de acesso terrestre à região, um novo processo de ocupação foi iniciada. O governo federal liberou créditos subsidiados e reduziu impostos para quem quisesse cultivar café, palmito e criar búfalos. Assim, muitos abriram suas áreas, venderam as madeiras, introduziram o búfalo (que degradou as florestas de planície) e não produziram, nem manejaram o café e o palmito. Somente nos anos 80 reconheceu-se que o estímulo dado às atividades agrícolas convencionais sem fiscalização, acarretou a degradação e a acelerada descaracterização ambiental da região, assim como o empobrecimento gradual da população que ali morava, secularmente.


A partir de então, valorizou-se a região de Guaraqueçaba, procurando resguardá-la do uso indiscriminado e intensivo, criando-se algumas Unidades de Conservação, na intenção de disciplinar e orientar as atividades e valorizar o patrimônio natural existente.


Com quase 500 anos de colonização, Guaraqueçaba mostra uma mistura de hábitos e tradições de índios, portugueses, negros e europeus de diversas áreas. Como resultado, uma cultura rica e diferenciada em relação às de outros lugares do Brasil. Através da história oral, lendas, músicas, danças, artesanato e hábitos alimentares, gerando grande variedade cultural que deve ser resgatada e transmitida às futuras gerações.

FONTE: Atlas Ambiental da APA de Guaraqueçaba

Procissão Marítima na Festa de Nossa Senhora dos Navegantes

A comunidade de Nossa Senhora dos Navegantes em Paranaguá se prepara para a realização da tradicional procissão marítima, que acontecerá neste domingo, às 10h. O evento, que já se tornou um marco na cidade, reúne fiéis e pescadores em uma homenagem à padroeira do homem do mar.

A procissão inicia com o andor da imagem de Nossa Senhora saindo da igreja e sendo levado até uma balsa. Posteriormente, a imagem é colocada em um barco, que navega até a baía de Paranaguá. Lá, é realizada a benção dos barcos e de seus condutores, um momento de grande importância e emoção para a comunidade marítima.

Este ano, o evento ganha ainda mais relevância devido à crescente expectativa pela construção de novos trapiches na Ilha dos Valadares. Os atuais, em estado precário, são uma preocupação tanto para os organizadores do evento quanto para os navegadores que utilizam a região. A falta de uma estrutura adequada para atracar os barcos tem sido um desafio contínuo.

O vereador eleito pelos insulanos e que é da base de apoio ao prefeito tem prometido aos insulanos que vai construir esses trapiches, mas a construção é de responsabilidade da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina que já determinou o início deles. Um será neste local onde era o antigo ponto da lancha e o outro no bairro Itiberê.

Apesar das limitações de infraestrutura, a procissão marítima continua a atrair um número crescente de devotos, não só de Paranaguá, mas de várias outras cidades que visitam a Ilha dos Valadares para prestigiar a festa.

A expectativa é que o evento deste ano reúna um grande número de participantes, mantendo viva a tradição e a fé na padroeira dos navegantes.

Fotos e texto: Edye Venancio













IMAGEM DO DIA: Deocir Gomes artista de Paranaguá

Artista Deocir Gomes encanta com pinturas no calçadão da Hugo Simas e leva o nome de Paranaguá para além do litoral


Morador da Ilha dos Valadares, artista é conhecido por retratar as paisagens parnanguaras e emocionar com obras que resgatam a identidade local.

Ao caminhar pelo Calçadão da Hugo Simas, no coração de Paranaguá, é impossível não notar o talento de Deocir Gomes, artista que há anos vem se destacando no cenário cultural do litoral paranaense. Morador da Ilha dos Valadares, Deocir possui o dom de transformar em arte as paisagens e elementos que fazem parte do cotidiano da cidade.

Suas obras, ricas em detalhes e expressividade, retratam com fidelidade a beleza histórica, cultural e natural de Paranaguá. Além de pintor, Deocir também é escultor e já tem várias de suas esculturas espalhadas por locais públicos, sendo admiradas por moradores e turistas.

Entre suas criações mais pessoais, destaca-se um quadro encomendado por mim em homenagem ao meu pai e confesso que fiquei muito feliz com o resultado. A sensibilidade do Deocir ao retratar um sentimento tão importante prova que, além de talento, ele coloca alma em cada obra.

O convite é para que a população não apenas aprecie o trabalho desse artista, mas também reconheça e valorize todos aqueles que, como ele, carregam o nome de Paranaguá por onde passam, através da arte e da dedicação à cultura local.


Foto e texto: Edye Venancio


Edison e Lucas se apresentarão na Festa de Nossa Senhora dos Navegantes na Ilha dos Valadares

A Ilha dos Valadares se prepara para acolher, entre os dias 27 de janeiro e 5 de fevereiro, a tradicional Festa de Nossa Senhora dos Navegantes. Prometendo uma programação diversificada, a festa terá sua abertura realizada pela popular dupla Edson e Lucas, conhecidos por suas animadas apresentações em festas, lanchonetes e bailes ao longo do litoral.

Lucas Willian, expressando seu entusiasmo, compartilhou: "É uma alegria imensa cantar em nossa terra, para amigos e familiares. Estamos gratos pela calorosa recepção em todas as nossas apresentações." Seu parceiro, Edison Venâncio, complementou: "É uma honra participar de um evento tão significativo. Fazer a abertura é um grande privilégio e estamos ansiosos para apresentar nosso trabalho para todos."

Além da dupla Edison e Lucas, a festa contará com diversas outras atrações, enriquecendo as noites na Praça Cyro Abalém. Esta festividade é uma das mais esperadas e tradicionais do litoral, prometendo não apenas entretenimento musical, mas também uma experiência cultural autêntica.

Os organizadores convidam a todos para participar deste evento que celebra a fé e a cultura local, reiterando o compromisso com a segurança e a satisfação do público.



Texto: Edye Venancio

5ª Festa Nacional movimentará a Praça 29 de Eventos em Paranaguá

A tradicional Festa da Tainha retorna a Paranaguá com a 5ª Festa Nacional, 38ª Festa do Pescador e 7ª Feira Regional da Tainha, que acontece entre os dias 25 de junho e 12 de julho, na Praça de Eventos 29 de Julho. Durante o evento, 16 comunidades pesqueiras representarão a cultura local e oferecerão o prato principal da festa: a saborosa tainha. 

A programação inclui diversas atrações diárias, como shows de artistas locais e apresentações culturais. A abertura oficial ocorre nesta quinta-feira (25), às 20h, com a apresentação do Grupo Pés de Ouro, liderado pelo Mestre Nemésio Costa, seguida de um show da cantora Tuta Guedes.

O preço da tainha será R$ 48,00. Segundo o presidente da Fundação Municipal de Turismo, Rafael Guttierres Junior, o valor foi definido em conjunto com os organizadores da festa. “Quem faz esse preço são eles. Por se tratar de uma festa, é um preço bastante razoável. Em outros eventos, o valor é muito superior. Temos que valorizar o que é nosso. É um prato artesanal e envolve todas as famílias de pescadores”, afirmou.

Entre as comunidades participantes estão Pieçaguera, Amparo, Ponta de Ubá, Ilha do Mel, Ilha dos Valadares, Vila Guarani e Ilha dos Teixeira, além de localidades de Guaraqueçaba, Pontal do Paraná, Barra do Sul e Ilha das Peças.

Texto: Edye Venancio