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Praça Cyro Abalém na Ilha dos Valadares

 

Um dia desses na praça Cyro Abalém conversando com o senhor Antônio que por muitos anos confeccionava barcos, fazia reparos em canoas, hoje não exerce mais essa profissão. "Esse é um dom cê rapaz, tem que ter paciência. Eu parei faz tempo, a minha idade não deixa mais".

Produzido por Edye Venancio


Carnailha: Arrastão Carnavalesco na sua 16ª edição

O tradicional evento denominado CARNAILHA, realizado na Ilha dos Valadares terá a sua 16ª edição no dia 05 de março e a organização espera que tenha o mesmo sucesso dos anos anteriores. 

A concentração será na praça Cyro Abalém, às 17h em seguida seguirá ao Campo do Itiberê onde será montado uma estrutura para receber os foliões. Considerado pela organização, dentre eles o idealizador Carlinhos da Ilha "o carnaval da família da ilha", esse evento aguarda mais uma vez foliões de todo o litoral que sempre prestigiam o carnaval dos insulanos.

Imagens 2014


Texto e fotos: Edye Venancio

Florindo Wistuba Junior e suas histórias sobre a Ilha dos Valadares

Na tarde de quarta-feira (31), enquanto descansava na Praça Cyro Abalém, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá, antes de seguir seu trajeto diário pela Passarela Antônio José Sant'anna Lobo Neto, deparei-me com a figura ilustre do professor Florindo Wistuba Junior. Reconhecido por seu vasto conhecimento sobre a história local e suas figuras emblemáticas, Wistuba estava acompanhado de uma sacola de livros, destinada a futuros leitores da comunidade insuana. 

Com uma trajetória como professor, comunicador e repórter, Florindo Wistuba é uma presença familiar e respeitada na Ilha dos Valadares. Em uma conversa breve, ele relembrou momentos de sua infância e adolescência, uma época em que a ilha era acessível apenas por barco a motor ou bateira. "Convivi muito no tempo de menino, atravessando de bateira e indo tomar banho no mar de lá. Depois, como adolescente, ia namorar e participar de alguns bailinhos", comentou com nostalgia.

O professor relatou que, nos tempos passados, os moradores dependiam exclusivamente da passarela para se deslocarem, sem a possibilidade de usar automóveis. "Quase sempre voltava corrido, pois num determinado momento não tinha mais barco da prefeitura que fazia aquele serviço e vínhamos nadando, com a roupa dobrada na cabeça e amarrada com o nosso próprio cinto", acrescentou, com um sorriso, lembrando das aventuras.


31.01.2018

Para Wistuba, a passarela é um elemento essencial para a comunidade, mas ele alerta para a necessidade de uma infraestrutura mais robusta. "A passarela é fundamental, pois poucos possuem carros. O mais importante é a estrutura que se deve ter", enfatizou, destacando a importância de ruas pavimentadas, serviços de saúde, segurança, educação e áreas de lazer.

Quando questionado sobre a possibilidade de construção de uma ponte para a ilha, o professor expressou sua preocupação com as prioridades da administração pública. "Não que não seja necessário ter uma ponte, mas como os poderes públicos passam por problemas, considero mais importante cuidar da saúde, da segurança, da educação e do lazer", ponderou.

Wistuba também comentou as mudanças que a ilha enfrentou com o crescimento populacional, ressaltando os impactos na segurança. "Há muita diferença sim. Antigamente a Ilha era mais calma, mais tranquila, sem criminalidade. O crescimento populacional trouxe sérios problemas de segurança que precisa de ações sérias e rápidas dos poderes públicos", alertou.

Entre suas sugestões para o futuro da comunidade, o professor destacou a necessidade de expansão da infraestrutura educacional. "Mais uma escola da rede estadual seria muito interessante, quem sabe lá naquele complexo de natação, seria muito importante", sugeriu.

Através de suas palavras, Florindo Wistuba Junior oferece uma perspectiva valiosa sobre a história e os desafios da Ilha dos Valadares, sublinhando a importância de preservar sua identidade e investir no bem-estar de seus habitantes.

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Texto e foto: Edye Venancio









Praça Cyro Abalém na Ilha dos Valadares: símbolo da cultura caiçara recebendo limpeza

O trabalho não para na Ilha dos Valadares e a praça Cyro Abalém está recebendo uma atenção especial dos servidores da prefeitura lotados na Secretaria Regional da Ilha dos Valadares sob o comando do senhor Aldo José das Neves. 

Como todos sabem esse local que é ponto de encontro dos insulanos está recebendo uma nova iluminação, arvores foram podadas, bancos serão recolocados, a escultura que representa o nosso fandango, bem na entrada da passarela Antônio José Sant'ana Lobo Neto está recebendo uma limpeza. 

Como cidadão e morador da Ilha dos Valadares, vejo a necessidade de que essa praça seja totalmente revitalizada. A limpeza é importante sim, mas ela precisa de mais, como por exemplo: troca dos bancos velhos por outros de madeira, novas árvores, iluminação, etc.

É, enfim está sendo revitalizada




Texto: Edye Venancio






  





Nem ponte, nem atracadouros e se quer reforço nas estruturas da passarela da Ilha dos Valadares até agora...

A passarela Antônio José Sant'anna Lobo Neto que conecta a Ilha dos Valadares ao continente é um símbolo do vai e vem de moradores que, diariamente, enfrentam desafios para se deslocar. Com uma população de aproximadamente 30 mil habitantes, a ilha tem sido alvo de promessas de melhorias durante os períodos eleitorais. No entanto, os moradores têm demonstrado crescente desconfiança em relação a esses compromissos políticos.

Na última conversa ouvida por um trabalhador, dois moradores expressaram ceticismo sobre a possibilidade de uma ponte que facilitaria o tráfego na região. Um deles questionou: “É verdade que vão construir a ponte?” e o outro respondeu com ironia: “Que ponte? Esqueceu que estamos em época de eleição? Vai ter essa sorte!”. A frustração se estendeu também aos projetos de atracadouros e à melhoria da passarela, que, segundo os moradores, têm sido temas de promessas vazias.

A crítica à política local, marcada por promessas não cumpridas, é evidente. “Hoje, se um candidato à prefeitura vier com papinho de que irá construir uma ponte para a comunidade, já sabemos que é só discurso”, desabafa um morador. A decepção é compartilhada por muitos, que apontam que os políticos só se lembram da ilha nas eleições e, de resto, ignoram as necessidades básicas da população.

A situação reflete uma mentalidade política que, para os moradores, precisa mudar. “Quem quiser conquistar os votos deve trazer propostas concretas e realizáveis em curto prazo. O povo já aprendeu a lição e não se deixa enganar por promessas de grandes obras, como asfalto, regularização fundiária, ou até um aeroporto. Chegou a hora de renovarmos essa mentalidade arcaica e de desilusão com os políticos tradicionais”, conclui um morador da ilha.

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Fotos e texto: Edye Venancio