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Saúde de Paranaguá apresenta prestação de contas e anuncia posto 24h na Ilha dos Valadares

Relatório do 2º quadrimestre de 2025 mostra aumento expressivo nos atendimentos do SUS e confirma entrega da nova unidade Rodrigo Gomes em outubro.


A Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá realizou, nesta quinta-feira (26), no auditório da Câmara Municipal, a prestação de contas referente ao segundo quadrimestre de 2025, em cumprimento à Lei Complementar Federal 141/2012.

A secretária municipal, Patricia Muzetti Vianna Scacalossi, apresentou o relatório detalhado das ações entre maio e agosto, com apoio da equipe técnica da pasta. Foram divulgados números sobre consultas, exames, distribuição de medicamentos, atendimentos em unidades básicas de saúde e na UPA João Pereira, além do balanço da Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP).

Segundo Patricia, o aumento expressivo na procura pelo SUS mostra que muitos munícipes têm migrado do atendimento particular e de planos de saúde para a rede pública. “Precisamos oferecer um bom atendimento à população, e temos percebido esse crescimento no número de consultas e procedimentos realizados”, afirmou.

Nova unidade de saúde na Ilha dos Valadares

Com mais de 35 mil habitantes, a Ilha dos Valadares contará com uma nova estrutura: o posto de saúde Rodrigo Gomes, previsto para ser entregue na segunda quinzena de outubro. A unidade funcionará 24 horas e contará com:

equipe multidisciplinar;

sala de fisioterapia;

vacinação;

farmácia;

atendimento médico contínuo;

base do SAMU ao lado do posto.


“É um equipamento que vai ampliar o acesso da população da Ilha a serviços essenciais de saúde”, destacou a secretária.


Prestação de contas da FASP

O diretor-geral da FASP, Dr. Wilson Eugênio Gomes de Moraes, também apresentou os números da fundação. Ele ressaltou o aumento de 104% nos atendimentos da UPA João Pereira em comparação ao ano anterior.

“O principal ponto foi o aumento do atendimento, principalmente na nossa unidade que nos demanda mais, que é a Unidade de Pornto Atendimento João Pereira (UPA). Comparado ao ano passado, esse aumento foi relevante em 104%. Nós temos um comparativo que hoje a UPA atende um número de atendimentos compatível com 2021, na época da pandemia. Foram 408.277 atendimentos de maio a agosto e  75.824 consultas no mesmo período”.

Ele destaca porque é importante uma prestação de contas de uma fundação que presta serviço à população.

“A prestação de contas é muito importante porque ela dá transparência do serviço. Nós somos servidores públicos, nós prestamos um serviço público, então nada mais justo do que transmitir e dar essa transparência para a população”.


De maio a agosto de 2025 foram registrados:

408.277 atendimentos;

75.824 consultas.

“O volume é semelhante ao que tivemos em 2021, no auge da pandemia. Prestar contas é essencial para garantir transparência, pois somos servidores públicos e precisamos mostrar à população o resultado do trabalho realizado”, afirmou o diretor.

A secretária Patricia reforçou a importância da participação popular nas audiências públicas: “É o momento de acompanhar os investimentos, tirar dúvidas e conhecer de perto o que a Secretaria de Saúde vem realizando”.











































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Texto: Jornalista Edye Venancio

Fotos: Wilson Leandro

Saúde Itinerante levará atendimento e exames ao bairro de Alexandra


Moradores terão acesso a consultas, vacinação, odontologia e orientações em ação da Semsa, que fortalece o cuidado humanizado


A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) realiza no dia 10 de setembro, no bairro de Alexandra, das 9h às 16h, mais uma edição do Projeto Saúde Itinerante, que beneficiará a comunidade com uma série de serviços gratuitos.

A ação contará com consultas médicas e de enfermagem, vacinação, aferição de sinais vitais, coleta de preventivo, testes rápidos, atendimento odontológico, orientações de saúde e cadastros, além de atividades educativas de prevenção odontológica.

A secretária de Saúde, Patrícia Muzetti Vianna Scacalossi, convida a população da região a participar e ter acesso às ações ofertadas.

"Convido a população de Alexandra e da localidade, onde a equipe estará com o ônibus da saúde e o odontomóvel, a participar das atividades ofertadas, como consultas médicas e de enfermagem,  vacina, teste rápido, entre outras”, ressalta a secretária de Saúde.

“É uma ótima oportunidade para que as pessoas que residem em locais mais distantes ao posto de saúde do bairro possam ter o acesso aos serviços, promovendo a prevenção e o cuidado. É  a saúde na gestão do prefeito Adriano Ramos chegando mais perto de quem precisa", destacou a secretária.

A iniciativa busca fortalecer o cuidado humanizado e garantir Cidadania por meio de uma saúde pública acessível. O projeto é idealizado pela enfermeira Janaína Ramos, pelo supervisor de UBS Jean Michel Zela Objawa, pela supervisora de área, Daniele Thomaz e pela diretora da ESF, Josineia de Araújo.

Além de Alexandra, as ações também chegarão os moradores do Morro Inglês, Ribeirão, Rio das Pedras e Colônia Taunay.

Na atual gestão, três projetos da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) conquistaram visibilidade nacional: Remédio em Casa (beneficiando sete ilhas, com a visita do médico e entrega do medicamento a pessoa), Cegonha – do Ventre ao Colo e Saúde Itinerante – UBS Sobre Rodas.





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Texto: Jornalista Edye Venancio

Fonte: PMP

Usuária do Posto de Saúde da Ilha dos Valadares relata descaso no atendimento médico à sua mãe

Na terça-feira, 30 de abril, uma moradora da Ilha dos Valadares, no caso minha prima Shirley Nascimento Frozino, enfrentou uma experiência angustiante no posto de saúde da Ilha dos Valadares. O relato feito pela sua filha Jéssyca Nascimento chamou a atenção de muitas pessoas ao ser postado no facebook. Sua mãe, sofrendo de dores no corpo, fraqueza, náuseas e dor de cabeça, buscou atendimento médico, apenas para receber um diagnóstico de "infecção" sem a realização de exames e sem sequer ser examinada pelo médico durante a consulta. Após uma injeção e a prescrição de medicamentos, foi liberada.

No entanto, a falta de melhora levou-as a retornar ao posto no dia seguinte, 1º de maio. Mais uma vez, foram recebidas com descaso, sendo negada a febre que a paciente claramente apresentava. Apesar das queixas persistentes de febre e fraqueza, o médico não solicitou exames para investigar a causa dos sintomas e baseou seu diagnóstico apenas em suposições. O tratamento prescrito no posto foi considerado inadequado e potencialmente prejudicial pelos profissionais de saúde no Hospital Paranaguá, para onde mãe e filha acabaram se dirigindo em busca de ajuda.

No hospital, a febre foi medida em quase 40 graus, e a paciente foi imediatamente encaminhada para exames e tratamento adequado. O contraste entre os dois atendimentos, marcado pela negligência e falta de diagnóstico preciso no posto de saúde, e o cuidado digno e eficiente no hospital, expõe uma preocupante realidade sobre o sistema público de saúde na cidade e a prova está aí conforme o relato.

Este não é um incidente isolado. A moradora indignada relata que não é a primeira vez que experienciam atendimento insatisfatório no posto de saúde daquela comunidade isulana. A situação é descrita como vergonhosa, com pacientes já em uma condição delicada sendo tratados de maneira rude e grosseira. A falta de humanidade e a ausência de protocolos médicos adequados levantam questões sérias sobre a qualidade dos serviços de saúde pública na Ilha dos Valadares e, consequentemente, sobre o destino dos pacientes que dependem exclusivamente desse sistema.

Enquanto a moradora expressa sua gratidão por ter encontrado atendimento adequado em outro lugar, ela levanta uma questão crucial: o que acontece com aqueles que não têm recursos para buscar assistência médica fora do sistema público? A falta de ação imediata para abordar esses problemas representa uma ameaça à saúde e à dignidade dos cidadãos que confiam no sistema de saúde pública.

Cadê os vereadores para cobrar do administrador municipal por um serviço de qualidade? O que muitos fazem é entrar mudo e saírem calados ou simplesmente usar a tribuna da Câmara Municipal em seu pronunciamento fraco para lamentar e usar a palavra: “É compricado!,”. Infelizmente é essa a nossa realidade, muitos para aplaudir, babar os ovos e nada fazem pelo bem estar da população.

Veja outros comentários após essa postagem

























Texto: Edye Venancio

Image by batian lu from Pixabay



Somos nós os eleitores que pagamos o salário de muitos e só queremos que trabalhem por nós!

A frase já diz tudo e não há necessidade alguma de uma explicação. Quem ocupa um cargo público tem mais é que responder com trabalho e não ficar de bico, emburrado, de mal, quando uma pessoa faz alguma critica sobre a sua atuação. A vida é assim, procuramos o melhor, todos nós queremos o melhor e é por isso que pagamos impostos e o salário de muitos, muitas vezes exageradamente alto para não se fazerem nada.

Veja por nossa cidade, a situação da saúde, a dengue se espalha, perdeu-se o controle e hoje vão aos meios de comunicação se lamentar, pedir o apoio da população e ela tem colaborado, tem feito o seu papel, mas os responsáveis pela limpeza da cidade tem feito a sua parte?

A água parada é um grande local para a proliferação do mosquito, mas em muitos lugares isso acontece por conta do lixo acumulado. Mas cadê a limpeza? Cadê a fiscalização e multa?

Se o cidadão procura um médico nos postos de saúde não tem e se tem, terá que pegar uma enorme fila para ser atendido, haja senha e paciência para tantas pessoas.

Falam tanto numa cidade turística, parece até piada, mas se nem recuperar uma Estação Ferroviária recuperam, o prédio da antiga Câmara Municipal, a entrada da cidade, a Rua da Praia e outros locais. Assim o turista não vem mesmo, mais um ano se finda e cadê a política para alavancar esse setor? Você viu? Eu não e nem vou ver.

Quando falo e posto coisas sobre a Ilha dos Valadares, estou brigando por melhoria para o lugar que eu vivo, cresci, crio os meus filhos e tenho orgulho de dizer: "Sou da Ilha!", não tenho nada contra quem ocupa cargos, mas como eleitor e morador do local sou exigente, pois saem do nosso bolso o salário deles e todos sabem que não é pouco. Fico feliz quando alguém me parabeniza pelas minhas postagens em se tratando da cidade, da ilha, assim como todos os eleitores, eu também quero o melhor, vou criticar quando for para criticar e parabenizar quando for para parabenizar, jamais serei conivente com o que está errado, com as maquiagens e as promessas que são feitas para iludir a ingenuidade de muitos.

Aos que aceitam as críticas, agradeço de coração e fico feliz por entender as coisas e não misturar a vida pessoal com a pública. Caso você esteja num cargo é porque tem seus méritos, não posso dizer que tem qualidade e preparo para tal função, se foi eleito pelo povo tem mais é que trabalhar, mostrar que é competente e dar respostas as críticas através de ações, de muito trabalho e não ficar de mi mi mi nas redes sociais pedindo para os seus puxa-sacos responderem a certas postagens, falando bem de você.

Texto: Edye Venancio


Morador da Ilha dos Valadares procura médico em Posto de Saúde e a atendente diz: "Hoje não temos médico senhor!"

A situação dos serviços de saúde para os cerca de 30 mil habitantes da Ilha dos Valadares, em Paranaguá, tem gerado indignação. Sem um posto de saúde 24 horas para atender à comunidade, moradores se deparam com a falta de médicos nos postos locais. Foi o caso de um residente que, ao tentar atendimento para o pai em um posto da ilha, ouviu da atendente que não havia médico disponível e foi orientado a buscar o Posto de Saúde da Vila Divinéia. Lá, novamente foi informado da ausência de profissionais para o atendimento.

Sem alternativas, o morador levou o pai ao Hospital Regional do Litoral, onde finalmente conseguiu o atendimento necessário. O episódio reflete o sentimento de insatisfação crescente da população, que reivindica o direito à saúde e critica o agravamento das condições de atendimento na cidade.

Com relatos cada vez mais frequentes de moradores que enfrentam dificuldades semelhantes, a percepção geral é de que a saúde pública em Paranaguá precisa de melhorias urgentes. Para muitos, o serviço essencial está falhando em sua função de assegurar um atendimento básico para todos.


Texto: Edye Venancio 
Extraído de postagem em facebook

Ilha dos Valadares: "Cadê a bendita da ambulância?"

A precariedade no atendimento de saúde na Ilha dos Valadares, em Paranaguá, gerou revolta entre moradores e trabalhadores locais após uma emergência envolvendo uma aluna do Colégio Estadual Cidália Rebello Gomes. Durante a manhã, a estudante sofreu uma convulsão e apresentou escoriações no rosto e na boca, enquanto professores e funcionários desesperados buscavam ajuda imediata.

Sem uma ambulância disponível na Ilha, a equipe escolar acionou a Guarda Municipal, que apesar da boa vontade, não tinha como socorrer a vítima. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi chamado, mas a espera pela chegada de uma ambulância foi angustiante.

Juliana Quintino Rosin, que trabalha na Ilha, desabafou em suas redes sociais: “Hoje pela manhã, uma aluna convulsionou e sofreu algumas escoriações no rosto e boca. Chamamos a Guarda Municipal, que nada podia fazer, e ligamos para o SAMU, que demorou muito tempo para chegar. A mãe chorava, pedindo que não deixássemos a filha morrer no chão da escola. Infelizmente, a nossa Ilha está abandonada.” 

A postagem ainda destacou que a ambulância enviada pelo SAMU apresentava condições inadequadas para o atendimento. Segundo Juliana, “minutos podem salvar vidas, e a demora foi impressionante”.

A situação expõe a fragilidade do sistema de saúde na Ilha dos Valadares, onde vivem cerca de 30 mil pessoas, que frequentemente enfrentam dificuldades para acessar serviços de emergência. Moradores e trabalhadores cobram respostas das autoridades e investimentos que garantam suporte adequado à comunidade.




Texto: Edye Venancio