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Maior fábrica de implantes de silicone da América do Sul está suspensa no Brasil

A Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro suspendeu a fabricação de todos os produtos da Silimed, a maior fabricante de implantes de silicone da América do Sul, após fiscalização encontrar não-conformidades com relação às Boas Práticas de Fabricação. 

A Anvisa também participou da ação e, como medida de precaução, também determinou suspensas a comercialização e o uso dos produtos da empresa. As suspensões, que valem para todo o território nacional, é temporária e durará até que sejam corrigidas as não conformidades identificadas.
Até o momento, não foram identificados riscos à saúde das pessoas que colocaram implantes da marca. Desta forma, a Anvisa informou que não há necessidade da adoção de quaisquer procedimentos para clientes que já convivem com o produto.
Todas as amostras coletadas na inspeção, realizada entre os dias 28 e 30 de setembro, serão enviadas para análise fiscal a fim de avaliar a conformidade dos produtos fabricados.
Procurada pelo iG, a empresa reforçou o caráter preventivo e não comprobatório da supensão e disse que "está tomando todas as medidas necessárias para agilizar o processo e apoiar os órgãos reguladores da Europa e do Brasil, no sentido de corrigir e reverter a situação".
Suspensão também no exterior
A Silimed já teve a suspensão temporária do Certificado de Conformidade Europeu (CE), recomendada pelo organismo certificador da Alemanha, o TÜV Sud. O documento era o que permitia a comercialização de dispositivos médicos da empresa em todo o continente.
A Anvisa disse que mantém contato constante com as autoridades reguladoras estrangeiras com relação ao tema mas que, até o presente momento, também não foi detectado nenhum caso de evento adverso no exterior decorrente do uso dos implantes. 
Fonte: Ig


Porto e Antaq vão elaborar regras para promover a limpeza de áreas portuárias de Paranaguá

A Unidade Regional de Paranaguá da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) se reuniram nesta terça-feira (29) com representantes do Ibama, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para discutir o tema da higiene e limpeza nas áreas do Porto de Paranaguá. O objeto é definir parâmetros e critérios a serem observados pelos usuários do porto, incluindo o gerenciamento dos resíduos sólidos, assim como estabelecer uma forma de atuação ordenada de fiscalização, uma vez que todos os órgãos citados possuem algum papel sob a higiene e limpeza. A revisão de normas operacionais do Porto quanto a higiene e limpeza também estão na pauta de discussão.


Segundo o chefe da unidade regional da Antaq em Paranaguá, Fábio Augusto Giannini, atualmente existe uma dificuldade de estabelecer critérios objetivos de fiscalização. “Existem muitas normas e muitas instituições competentes, contudo, mesmo assim, permanecem áreas críticas do ponto de vista da higiene e limpeza. Este grupo surge com o objetivo de definir critérios de fiscalização e orquestrar a atuação do Estado. Desta reunião está surgindo grupo de atuação conjunta, que somará todos os esforços por um Porto e uma cidade mais limpa. Sem dúvida, este é um dos temas mais demandados pela comunidade portuária local”, afirma.
O diretor presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino conta que, desde 2013, o Porto de Paranaguá possui um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e que inclui a limpeza diária das vias de acesso, ruas e avenidas no entorno da área portuária, no cais do Porto e nos terminais portuários. “Precisamos que todos os terminais e armazéns estejam integrados nesta ação, difundindo as práticas de limpeza e higiene para que a atividade portuária não seja prejudicial para a cidade de Paranaguá”, explica.

LIMPEZA DIÁRIA – A Appa desempenha uma série de ações neste sentido. Uma delas é a limpeza diária de algumas ruas. As varrições das vias para coleta de material que cai dos caminhões acontecem das 7h às 11h e das 13h às 17h. Em média, são varridos 361 toneladas de resíduos orgânicos por mês. Somente em 2014, foram coletados mais de 9 mil toneladas de resíduos.

“A varrição é automatizada e dividida por setores de limpeza. Todos os resíduos coletados na varrição são depositados em caçambas para lixo não-recicláveis, já que em sua maioria tratam-se de restos de grãos transportados pelos caminhões que transitam na área portuária”, explica Dividino.Além da varrição e destinação correta dos resíduos orgânicos, o Porto de Paranaguá possui 60 pontos de coleta seletiva para materiais recicláveis espalhados por toda a área portuária. Ao todo, foram instaladas mais de 100 caçambas. Estes pontos são monitorados por setor, desde o cais, avenida portuária, pátio de triagem até os prédios administrativos.
A destinação deste material acontece de acordo com a sua classificação (orgânico, reciclável, não-reciclável ou contaminado). O processo de fiscalização do descarte correto destes resíduos também foi explicado detalhadamente aos inscritos.

Fonte: APPA