No final da tarde desta segunda-feira (24), o
Prefeito de Paranaguá, Dr. Edson Kersten, convocou uma coletiva de imprensa no
Palácio São José para abordar a prisão recente de um cargo comissionado acusado
de extorsionar uma funcionária da Secretaria Municipal de Obras. O caso tem
gerado ampla discussão e cobertura midiática na região.
Durante a coletiva, o Prefeito Kersten enfatizou a
seriedade com que a Prefeitura está tratando o assunto, ressaltando a abertura
de um inquérito administrativo para uma investigação detalhada, sem fazer
pré-julgamentos ou expor indevidamente os envolvidos. Ele reiterou a
importância de manter a imparcialidade e a legalidade durante todo o processo
investigativo. “Nós estamos fazendo o que nos é permitido do ponto de vista legal e de uma maneira que seja justa. Nossa gestão municipal estará toda comprometida na investigação até sua ultima análise. Não iremos medir esforços para esclarecer todos esses questionamentos, mas, tudo dentro do rigor da lei, para preservar a pessoa”. Até o momento não há nada, segundo ele, que faça tomar qualquer atitude e que tudo será investigado e esclarecido à população:
“Não temos nada até o presente momento que nos leve a afirmar qualquer tipo de atitude errônea dos demais colaboradores da Prefeitura que estão sendo questionados pela nossa comunidade através da imprensa. As coisas vão sendo devidamente investigadas e esclarecidas mediante esse inquérito administrativo que está ocorrendo. Nós oficializamos um pedido na delegacia para nos encaminhar o boletim de ocorrência do fato, que foi encaminhado e verificou-se que nada consta”.
Juliano Elias, Secretário de Obras, e Wellington
Frandji, Superintendente de Recursos Humanos, também se manifestaram sobre o
caso. Elias destacou a responsabilidade da justiça em determinar as ações
cabíveis: “Já deixei claro que não somos juizes e cabe à Justiça definir as responsabilidades, punições ou o que vai acontecer. Encaminhei ofício solicitando abertura de um inquérito administrativo. Na época tínhamos o cargo Luiz Felipe e pedi para verificar se não existiam mais implicações nas suas atitudes e condutas. Administrativamente, esse é o procedimento que posso fazer”. Frandji enfatizou a espera por documentos da 1ª Subdivisão
Policial de Paranaguá para avançar nas investigações: “Para que assim possamos ter elementos concretos, lembrando que nenhuma atitude pode ser tomada como pré-julgamento ou com suposições. Estamos aguardando esses documentos para que possamos tomar as medidas necessárias, de acordo com o que tiver contido neste documento”.
O repórter Oswaldo Eustáquio, da TV Ci, fez
questionamentos relevantes na reunião, incluindo a responsabilidade pela
contratação do funcionário preso e a posição dos vereadores em relação à
fiscalização e esclarecimentos sobre obras na cidade. O programa, com alta
audiência, reflete a preocupação da população local com a transparência e a
justiça no caso.
A Prefeitura de Paranaguá espera resolver a
situação de forma justa e transparente, garantindo que as medidas adequadas
sejam tomadas com base em evidências concretas e dentro dos parâmetros legais.