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Profissão engraxate nas praças de Paranaguá

 


Tradição praticamente extinta, o ofício do engraxate marcou gerações e deixou lembranças em locais históricos da cidade, como a Praça dos Leões e Fernando Amaro.


Durante décadas, era comum cruzar com engraxates nas principais praças de Paranaguá, como Fernando Amaro e Praça dos Leões, além de outras repartições públicas da cidade. Com suas caixas de madeira nas costas, jovens e adultos ofereciam o serviço de engraxar sapatos enquanto puxavam conversa com os clientes.

O radialista e apresentador Elias Guimarães lembra com nostalgia desse tempo:

“Era costume engraxar sapatos naquela praça enquanto batíamos um papo, falávamos de tudo e víamos os jovens, crianças, com as suas caixas nas costas pedindo para engraxar os nossos sapatos”, recorda.

O trabalho do engraxate envolvia muito mais que limpar e lustrar sapatos. Era um ritual: remover a sujeira, aplicar graxa ou creme hidratante, polir com escovas e finalizar com um pano, muitas vezes com um pequeno “sambinha” nos pés do cliente — gesto simpático que rendia uma gorjeta extra.

Apesar de hoje ser um ofício raro, a profissão tem raízes históricas e culturais, especialmente em contextos urbanos e militares, onde o cuidado com os calçados era sinal de respeito e postura. O engraxate podia ser encontrado em praças, lojas, terminais de transporte e até em eventos sociais.

Com o tempo, a prática perdeu espaço, mas continua viva na memória de muitos — inclusive de um antigo engraxate que passou a trabalhar no Palácio do Café e hoje é advogado na cidade Mãe do Paraná.

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Texto: Jornalista Edye Venancio



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