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Prefeito de Paranaguá discute projetos portuários em reunião com diretor da Portos do Paraná

 

O prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, recebeu nesta sexta-feira (10) o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, para uma visita de cortesia. Durante o encontro, Garcia apresentou um panorama da situação atual do porto, detalhou novos projetos e traçou perspectivas para os próximos anos.

Segundo o prefeito Adriano Ramos, a reunião reforçou a importância da parceria entre o município e o porto. “O Luiz Fernando é um especialista que desenvolve a atividade portuária para o mundo. Hoje ele nos trouxe uma visão clara sobre a missão do porto e suas possibilidades de atuação em conjunto com a cidade. O porto está batendo recordes e essa interação foi fundamental para fortalecermos essa parceria estratégica”, destacou.

A administração municipal reforçou o compromisso de ampliar as ações conjuntas com a Portos do Paraná, visando benefícios tanto para a economia quanto para a população local.

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Texto: Jornalista Edye Venancio

Fonte: PMP


Portos do Paraná participa da inauguração da nova subestação de energia da TCP

Obra vai suprir a demanda ampliada de energia do terminal, que contará até o final do ano com mais de 5 mil tomadas para contêineres reefers.

Nesta quarta-feira (20), o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, participou da inauguração da nova subestação de energia da TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá). O modelo GIS F35-4, fabricado pela General Electric (GE) tem como objetivo abastecer a energia do terminal.

Segundo Garcia, "atualmente o Porto de Paranaguá é o corredor mundial de exportação de carne de frango congelada e a subestação vai garantir a manutenção da temperatura destes contêineres refrigerados. O Paraná mostra, cada vez mais, o quanto está preparado para suprir a demanda crescente do mercado”.

A subestação vai suprir a demanda das 1.554 novas tomadas na área reefer (com controle de temperatura) e dos guindastes tipo RTGs, que foram eletrificados recentemente na operação ferroviária.

Também prestigiaram o evento representantes da CET Brasil, empresa responsável pela execução da obra, bem como os membros da diretoria e gerência da TCP.

 

Estrutura da subestação

Com área total de 446 metros quadrados, a subestação está instalada em um prédio de dois andares, localizado dentro do terminal. O sistema conta com um transformador de 25 kVA de potência com tensão de entrada de 138 kV e saída em 13,8 kV para distribuição as outras subestações já presentes no local.

De acordo com o coordenador de manutenção da TCP, Wilson do Pilar Cordeiro Junior, o antigo sistema limitava a carga distribuída no terminal a 10 MVA, enquanto o novo deve fornecer 25 MVA, podendo ser expandido a até 50 MVA com a futura instalação de um segundo transformador.

“Com esse aumento na nossa capacidade de carga, a subestação vai viabilizar, por exemplo, a expansão do número de tomadas da área reefer de 3.572 para 5.126 até o final do ano, além de garantir o fornecimento de energia para os equipamentos eletrificados, que fazem parte da estratégia do terminal em reduzir a emissão de gases de efeito estufa”, explicou Cordeiro.



Fonte: Portos do Paraná






Com movimentação recorde, setor portuário amplia contribuição de ISS em Paranaguá em 76%

O aumento na movimentação de cargas nos portos do Paraná em 2022 contribuiu diretamente na alta da arrecadação de tributos nos municípios do Litoral. No último ano, quando 58,4 milhões de toneladas foram movimentadas em Paranaguá e Antonina, maior número da história da empresa pública, a participação do setor portuário na arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) aumentou substancialmente.

A atividade portuária desenvolvida em Paranaguá e Antonina destinou aos cofres públicos, em recolhimento de ISS, R$ 174 milhões em 2022: R$ 169 milhões em Paranaguá e R$ 5,6 milhões em Antonina. O ISS é um tributo que incide na prestação de serviços realizada por empresas e profissionais autônomos e é recolhido diretamente pelos municípios.

Só em Paranaguá a alta foi de 76%, salto de R$ 96,5 milhões em 2021 para R$ 169 milhões em 2022. Segundo a Secretaria Municipal da Fazenda, a arrecadação total da prefeitura chegou a R$ 881 milhões em 2022 (soma de todos os tributos), ou seja, R$ 1 em cada R$ 5 arrecadados pelo município tiveram origem em empresas portuárias.

Outro dado relevante é que 57% do total do ISS arrecadado pelo município, que é proveniente de diversas fontes, tem relação direta com o porto. Em 2022, foram R$ 296 milhões, sendo R$ 169 milhões da atividade portuária.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca a importância do setor portuário para o orçamento dos municípios. “A cada ano a participação do setor na arrecadação de impostos aumenta consideravelmente e reforça o caixa dos municípios para investimentos voltados à população”, afirma.

O secretário da Fazenda de Paranaguá, Maurício Coutinho, também mensura o peso do ISS arrecadado no porto diante do orçamento geral. “Fica evidente a importância dessa atividade para o desenvolvimento de nossa cidade, uma vez que o produto de tal arrecadação reflete diretamente na qualidade de vida da população, proporcionando mais investimento em saúde, educação, infraestrutura entre outros benefícios”, afirma.

ANTONINA – A contribuição do setor portuário no ISS em Antonina registrou alta de 24% em 2022. A participação saltou de R$ 4,5 milhões em 2021 para R$ 5,6 milhões no ano passado. Além disso, a atividade portuária se destaca entre os setores que pagam o imposto, com 6% de participação sobre a arrecadação total do município.

Para o prefeito de Antonina, José Paulo Vieira Azim, a atividade portuária contribui diretamente no pagamento das despesas do município. Segundo ele, o setor impacta na economia local com a movimentação do comércio e na geração de renda dos trabalhadores portuários.

“A atividade portuária é responsável por pouco mais da metade do ISS arrecadado pelo município. Além disso, gera centenas de empregos diretos e indiretos que beneficiam muitas famílias que dela tiram seu sustento”, ressalta.

Fonte: Portos do Paraná















Novas tabelas tarifárias nos portos do Paraná entram em vigor sábado, 1º de abril


Novas tabelas de tarifas portuárias passam a valer no Paraná a partir deste sábado, 1º de abril. Nos portos de Paranaguá e Antonina, a proposta de reajuste aplicada foi amplamente discutida com a comunidade portuária, desde 2021, antes da efetivação e aprovação pela agência reguladora.

Como autoridade portuária, a Portos do Paraná é responsável pela manutenção, expansão e modernização da infraestrutura dos Portos de Paranaguá e Antonina. “Os recursos oriundos das tarifas são aplicados para manter a competitividade dos portos do Paraná frente à demanda por exportações e importações da economia estadual, regional e nacional”, afirma o diretor-presidente Luiz Fernando Garcia.

As tarifas representam aproximadamente 70% das receitas da Portos do Paraná e são compostas de acordo com custos e despesas projetados para cada tabela. Por exemplo, da Tabela I, as tarifas devem ser suficientes para arcar com os custos de dragagem de manutenção e com as boias de sinalização náutica, além de custear parte das despesas de gestão do meio ambiente, segurança portuária, tecnologia da informação e também os salários dos trabalhadores da Autoridade Portuária.

“Ao final de todos estes custos e despesas, ainda deve sobrar um superávit financeiro para investimentos em novas melhorias e expansão”, completa Luiz Fernando Garcia. Segundo o executivo, portos competitivos são fundamentais não apenas para manter a atividade do segmento, mas para garantir o desenvolvimento econômico e social de toda a região.

TABELAS – Cada porto paranaense é gerido conforme as respectivas características e informações financeiras. Por isso, o Porto de Antonina e o Porto de Paranaguá têm tabelas tarifárias distintas, refletindo a política de preços que mais faça sentido para a competitividade e sustentabilidade econômica de cada um.

Em geral, são oito taxas cobradas nas operações portuárias. A Tabela I trata das tarifas aplicadas pelo uso da Infraestrutura de Acesso Aquaviário (Inframar). Na sequência, existem as tabelas de tarifas aplicadas pelo uso das Instalações de Acostagem (cais), Infraestrutura Terrestre (pátios), Utilização de Armazéns e Utilização de equipamentos, além das tarifas por serviços diversos padronizados, uso temporário e as complementares.

São chamados de serviços diversos o uso das balanças de pesagem de caminhões e trens, scanners de cargas e os valores de água e esgoto e também de energia elétrica.

É classificada como uso temporário a utilização de áreas portuárias públicas para movimentação ou armazenagem de cargas que ainda não estejam prontas para o transporte.

Já as tabelas chamadas de complementares são as de tarifas de menor representatividade, que custeiam serviços administrativos, como a emissão de crachás, fornecimento de ramais telefônicos e as taxas para lanchas e rebocadores.

DETERMINAÇÃO – A atual revisão segue a padronização determinada pela Agência Nacional de Transporte Aquaviário (ANTAQ) em 2019. De acordo com a agência, todas as Autoridades Portuárias deveriam se adequar a um novo padrão.

“Até então, os portos ainda podiam fazer suas tabelas de formas diferentes. Com esta padronização, todas as tabelas seguem um mesmo modelo”, explica o gerente financeiro da Portos do Paraná, Lucas Sarmanho. O objetivo da padronização é facilitar o entendimento, para clientes e para a comunidade, sobre o que e quanto é cobrado em cada porto.

MUDANÇA – O gerente financeiro esclarece, ainda, que algumas métricas mudaram para se adequarem às novas regras da Antaq. “Dentre elas, a principal é na Tabela I, a qual passa a ser cobrada pelo porte do navio, medido pelo DWT (toneladas de peso morto, na sigla em inglês) em vez da carga movimentada”, afirma.

Os novos valores tarifários serão aplicados nas operações de navios que atracarem nos Portos de Antonina e Paranaguá a partir das 00h do dia 1º de abril de 2023, exceto aqueles navios que já tenham chegado ao Porto antes do dia 27 de março.

 

***As tabelas tarifárias estão disponíveis em https://www.portosdoparana.pr.gov.br/Operacional/Pagina/Tabela-de-Tarifas-Portuarias


Fonte: Portos do Paraná

Movimentação geral de cargas cresce 13% em julho nos Portos do Paraná

Os portos paranaenses tiveram mais um mês de destaque na movimentação geral de cargas. Em julho deste ano, os terminais de Paranaguá e Antonina carregaram e descarregaram 5.783.348 toneladas em produtos. O volume é 13% maior que o registrado nos mesmos 31 dias de 2020, com 5.118.798 toneladas.

A alta foi observada tanto na importação quanto na exportação mensal, explica o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. Em julho, as exportações somam 3.553.905 toneladas – 7% a mais que as 3.330.290 toneladas registradas no mesmo mês, em 2020.

“Nesse sentido do comércio, destaque para as altas registradas no embarque da soja, do açúcar, dos óleos vegetais, da carga geral, em especial dos contêineres, e da celulose”, destaca Garcia.

As importações do último mês totalizaram 2.229.443 toneladas, volume 24,7% maior que as 1.788.508 toneladas importadas em julho do ano passado. “Entre as importações, tivemos alta nos fertilizantes, carga geral, principalmente contêineres, trigo, malte e cevada. O volume de óleo vegetal importado também fez subir essa alta”, complementa.​

CONTÊINERES – Nos 31 dias de julho, foram movimentados 45.582 contêineres (unidades de 20 e 40 pés) pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A quantidade é quase 5,5% maior que as 43.224 unidades carregadas e descarregadas em 2020, no mesmo mês.

Sentido exportação, em julho deste ano foram 22.724 unidades de contêineres embarcados – quase 7,9% a mais que as 21.063 unidades no mesmo período do ano passado. Importados, foram 22.858 unidades de contêineres no mês passado, enquanto em julho de 2020 foram 22.161 unidades.

ANTONINA – No Porto de Antonina, o terminal privado (TPPF) movimentou 209.778 toneladas de cargas no último mês de julho. O volume registrado neste ano é 130% maior que as 91.147 toneladas de cargas movimentadas nos mesmos 31 dias do ano passado.

A exportação de farelo de soja não transgênico pelo terminal registrou alta de cerca de 7%, comparando as 22.242 toneladas embarcadas em julho deste ano com as 20.734 toneladas em julho do ano passado.

Não houve embarque de açúcar para exportação no mês de julho em Antonina. Porém, foi registrado o embarque de 17.741 toneladas de gêneros alimentícios diversos, como farinhas, arroz e feijão, com destino à Venezuela.

Na importação, o volume de fertilizantes desembarcado no mês na TPPF registrou alta de 264%. Foram 137.748 toneladas neste ano, contra 37.843 em julho de 2020.

Além dos adubos, foram importadas pelo Porto de Antonina, no último mês, 16.892 toneladas de sal e outras 15.154 toneladas de trigo, produtos que não passaram pelo terminal no mesmo período do ano passado.


Fonte: AEN - PR







Chegada e saída de cargas por ferrovia crescem no Porto de Paranaguá

A quantidade de vagões e o volume de cargas movimentadas por ferrovia com origem ou destino ao Porto de Paranaguá aumentaram no primeiro semestre de 2021. Neste ano, 98.989 vagões passaram pelo terminal paranaense e transportaram cerca de 5,5 milhões de toneladas. Em 2020, no mesmo período, foram 8.565 vagões a menos e 4,9 milhões de toneladas movimentadas.

De janeiro a junho de 2021, 18,9% das cargas chegaram ou saíram dos terminais em vagões. No ano passado, esse porcentual era de 14,7%.

“Temos projetos para aumentar este tipo de transporte, que é essencial para que a relação porto e cidade seja mais harmoniosa. Entre os projetos em desenvolvimento, temos as moegas exclusivas para o modal ferroviário – o projeto do moegão – e a remodelação do Corredor de Exportação Leste”, diz o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

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“Importante também é projeto da Nova Ferroeste, do Governo do Estado, que vai dar impulso ao transporte ferroviário de cargas desde o Interior até o Litoral”, destaca.

DESTAQUES – O produto que tem a maior participação do modal para descarregar no Porto de Paranaguá é o açúcar a granel: 74%. Só no primeiro semestre deste ano foram 1.628.055 toneladas em vagões. Em 2020, o volume somou 1.157.903 toneladas.

Em quantidade, destaque para a soja. Em grãos, foram 2.224.611 toneladas descarregadas de vagões, o equivalente a 29% do total movimentado pelo Porto de Paranaguá no primeiro semestre. Nos mesmos seis meses de 2020, foram 2.204.925 toneladas (25% do total).

De farelo de soja, em 2021, 564.169 toneladas chegaram pelos trilhos no primeiro semestre (21%). No ano passado, 553.241 toneladas (19% do total).

Na importação, a utilização da ferrovia para o transporte de fertilizantes rumo ao Interior também apresentou alta. Em 2020, no primeiro semestre, 52.658 toneladas (1%) foram carregadas em vagões. Neste ano, 127.513 (2% do total).

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OUTROS SEGMENTOS – O transporte de líquidos e carga geral pelos trilhos cresceu principalmente entre os derivados de petróleo, celulose e nos contêineres. Em 2020, de janeiro a junho, não houve nenhum volume de derivados de petróleo chegando ou saindo do Porto de Paranaguá em vagões. Este ano, porém, 4% da carga usou o modal ferroviário – 88.183 toneladas.

De biodiesel, também não teve movimento em vagões no primeiro semestre do ano passado. Neste ano foram 141 vagões, com 6.702 toneladas do produto transportado pelos trilhos.

Nos primeiros seis meses deste ano, 9% do total de cargas que chegaram ou saíram em contêineres utilizaram a ferrovia: 579.306 toneladas, em 18.192 vagões. Em 2020, no mesmo período, 546.770 toneladas de cargas do segmento foram movimentadas em 16.990 vagões.

O volume de celulose chegando por ferrovia, para ser exportado pelo Porto de Paranaguá, também foi maior. De janeiro a junho de 2020, 390.912 toneladas do produto chegaram em 6.108 vagões. Neste ano, no mesmo período, 433.440 toneladas, em 6.773 vagões.

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FERROESTE – A Ferroeste, que opera um trecho no Estado com destino a Paranaguá, também havia registrado aumento no transporte do modal em 2021. O balanço operacional dos primeiros seis meses aponta que circularam pelos trilhos da ferrovia entre Cascavel e Guarapuava 6.638 contêineres, volume 13% superior na comparação com 2020 (5.873). Foram 800 mil toneladas de produtos, crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado (775 mil).

RODOVIA – Apesar do maior volume ainda ser entre as cargas transportadas em caminhões, a participação do modal rodoviário teve queda na comparação entre o primeiro semestre de 2020 e 2021. No ano passado, 83,9% do total movimentado foi pelas rodovias (23.632.938 toneladas). Neste ano, 78,8% (22.974.394 toneladas).

DUTOS – O percentual restante – 2,3% – é de carga movimentada pelo oleoduto. Neste ano, 658.593 toneladas. Em 2020, no primeiro semestre, a participação desta alternativa de transporte para as cargas líquidas era de 1,4% (406.032 toneladas).


Fonte: AEN-PR




















Derrocagem em Paranaguá trará segurança para navegação e meio ambiente no Litoral

A Portos do Paraná se preparara para realizar ainda neste mês uma das obras mais aguardadas pela comunidade portuária: a derrocagem de uma pequena parte da Pedra da Palangana vai dar mais segurança para a navegação e para o meio ambiente. Com a remoção dos pontos mais rasos do complexo de rochas subterrâneas, o risco de encalhe de navios e desastres ambientais será minimizado. A profundidade atual, que no trecho mais crítico é inferior a 12 metros, será atualizada e a expectativa é que passe para 14,6 metros.

“A obra seguirá todos os protocolos de segurança e será realizada de forma controlada, com todos os cuidados para o meio ambiente, para a população que vive nas proximidades e para o porto. Não será feita a explosão de todo o complexo, que tem mais de 200 mil metros cúbicos. Mas a remoção de apenas 22,3 mil metros cúbicos, cerca de 12% do total”, explica Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da empresa pública que administra a área.

“Todos os esforços são no sentido de que o crescimento da atividade portuária aconteça de maneira sustentável. Mais de 44% de todos os empregos da região estão ligados aos portos e a arrecadação dos municípios tem como base os impostos pagos pelas empresas que atuam no setor. O porto, para se manter competitivo e manter estes postos de trabalho, precisa realizar obras - seguindo rigorosamente as recomendações dos órgãos ambientais, com programas de mitigação dos impactos e total transparência com a comunidade”, completa.

O investimento previsto é de quase R$ 23 milhões e a licença para a execução foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão avaliou e autorizou os programas de monitoramento, ações mitigadoras e compensatórias para a obra.

A derrocagem está inserida na Licença de Instalação 1144/2016, da dragagem de aprofundamento de 2017/2018, e seguiu todos os passos exigidos pela legislação, incluindo a realização de audiência pública e programas de comunicação social.

“Uma equipe de profissionais especializados e multidisciplinares vai adotar todos os cuidados para evitar animais na área, durante as atividades do derrocamento, usando cortinas de bolhas, fechamento de tocas, emissão de vibrações sonoras subaquáticas, entre outras técnicas que são adotadas para o afugentamento temporário da fauna do local”, destaca João Paulo Ribeiro Santana, diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná.

 

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O QUE É? – Nesta obra, serão removidas seis partes de pontos rasos do maciço de rochas, que somam 22,3 mil metros cúbicos em volume. A menor delas tem 361 metros cúbicos e a maior 8 mil. As rochas são parte do complexo conhecido como “Pedra da Palangana” e estão localizadas no canal principal de acesso ao Porto de Paranaguá, o Canal da Galheta, um pouco à frente do Terminal de Contêineres.

O desmonte de cada maciço será realizado de forma separada. O procedimento vai funcionar da seguinte forma: uma embarcação vai perfurar vários pontos nas rochas para instalar os dispositivos de desagregação que irão fragmentar as rochas.

Antes da instalação, serão adotadas medidas de mitigação dos impactos sobre a fauna, que incluem o mergulho de especialistas para verificar se existem peixes ou outros animais marinhos. Nessa fase, também serão utilizados dispositivos acústicos (pingers) para repelir golfinhos e botos do local.

O passo seguinte é a instalação de uma cortina de bolhas, que reduz o impacto da explosão e impede a reaproximação dos animais. O equipamento é como uma mangueira, preenchida com ar, e é instalado ao redor do maciço a ser desmontado, isolando a área.

Antes da detonação, os mergulhadores permanecem espaçados para continuar a verificação da área. Somente após todas essas etapas, os dispositivos de desagregação são acionados, de forma sequencial, para reduzir os impactos da detonação.

Depois disso, uma draga mecânica equipada com guindaste e grab (concha) ou escavadeira recolhem os pedaços menores das rochas e os depositam em uma barcaça com cisterna. Já em terra, as rochas serão recicladas através de britagem e poderão ser usadas em obras nas cidades do Litoral.

 

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MEIO AMBIENTE – Todo o procedimento é acompanhado – desde a contratação, até um ano após a conclusão da obra – por um monitoramento ambiental específico. Os programas incluem o acompanhamento da comunidade planctônica, bentônica, ictiofauna, carcinofauna, cetáceos e quelônios, além de monitoramento da variação de pressão da coluna d’água e ruídos subaquáticos.

Antes de cada desmonte, durante a noite, redes de pesca serão colocadas próximas às rochas e os peixes capturados serão transferidos para longe do local das obras. Mergulhadores também vão verificar a presença de animais e tocas, seguindo todos os cuidados para o bem-estar e segurança dos mesmos.

Quatro observadores de bordo farão o avistamento de botos e golfinhos antes e durante as obras. Se um animal se aproximar a uma distância inferior a 1.000 metros da obra, ela será paralisada.

 

PESCADORES – Além das etapas de audiência pública, realizadas para obtenção da Licença de Instalação 1144/2016, os pescadores da região foram convidados para a apresentação das obras e recebem os materiais de comunicação sobre o tema. Novas visitas serão feitas às comunidades pesqueiras para esclarecer possíveis dúvidas restantes.

A área de desmonte das rochas está localizada no canal de navegação, sendo destinada para acesso dos navios ao porto e, por motivos de segurança, a pesca é proibida pela Marinha. Ainda assim, todas as prevenções para evitar acidentes serão adotadas e as atividades terão o apoio da Capitania de Portos para evitar o fluxo de pequenas embarcações nos momentos de desmonte.

 

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OPERAÇÃO – Nos momentos em que a obra ocorrer dentro do limite do canal de navegação, o mesmo estará obstruído pelos equipamentos e a passagem de embarcações estará impedida. Nesta situação, para permitir as manobras dos navios na região, haverá a suspensão das operações de derrocamento dentro do canal, considerando uma janela diária para as manobras: entre as 4 horas antecedentes à preamar, estendida até 2 horas após a preamar (total de 6 horas).

Adicionalmente, parte do fluxo de navios será feito pelo canal de acesso alternativo, o Surdinho, que já recebe nova sinalização náutica. Graças à dragagem realizada no ano passado, o trecho conta hoje com calado de 12 metros e garante a segurança na entrada e saída de navios de grande porte.

 

APÓS A OBRA – Finalizada a obra, a empresa fará uma batimetria de categoria A, que mede a profundidade da área e é usada para garantir a segurança e a eficiência do tráfego de embarcações. Os resultados desta medição serão encaminhados à Marinha para validação e determinação de um novo calado, que corresponde à altura de água necessária para o navio flutuar livremente.

Fonte: AEN - PR














9,8 mil portuários já receberam a 1ª dose da vacina contra Covid-19 no Paraná

Em menos de três dias, 9,8 mil trabalhadores portuários paranaenses receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus no Paraná. A vacinação priorizou os funcionários que atuam a bordo dos navios, costado e faixa portuária.

Somente neste domingo (30), 3.062 profissionais foram imunizados pela Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá. Das 11 horas da última sexta-feira (28) até as 18h de domingo (30) 9.110 trabalhadores receberam a vacina no município, o que representa aproximadamente 6% da população da cidade, a título de comparação.

Em Antonina, também no Litoral, foram 690 portuários imunizados com a primeira dose nessa primeira remessa, resultando nas 9.800 aplicações.

Os portuários foram organizados em cinco grupos, com o apoio do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da Portos do Paraná.

“Isso nos traz conforto, alegria. Só que a gente sabe que as medidas de segurança precisam continuar a serem seguidas. Por isso, continuaremos adotando todas as práticas iniciadas em março do ano passado. A vacina é mais um fator de segurança para os trabalhadores que seguem na faixa portuária, essenciais para a continuidade dos serviços”, disse o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque, disse na tarde de domingo que nova remessa de vacinas é esperada para os próximos dias para dar continuidade à imunização dos demais portuários. “Agora precisamos aguardar a chegada de mais doses para continuar a imunização dos trabalhadores portuários. Nosso intuito é vacinar 100%”, afirmou.


PRÓXIMOS – O Comitê de Enfrentamento à Covid-19, da empresa pública, seguirá reunido ao longo da semana para fazer um balanço junto aos municípios quanto aos imunizados, 
segundo a listagem dos cinco grupos pré-organizados.

“Trabalhamos incansavelmente ao longo da última semana e assim seguiremos para garantir que todos que estejam aptos a essa etapa de vacinação. Portuários são prioritários nos planos Nacional e Estadual de vacinação”, afirmou o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Ribeiro Santana.

Segundo ele, assim que nova remessa chegar, a organização dos trabalhadores já estará garantida, o que facilitará o trabalho do município. “Temos muito a agradecer à equipe da Prefeitura, da Secretaria Municipal de Saúde, que se esforçaram muito para que essa etapa da imunização acontecesse com organização e segurança”, completou.









Fonte: AEN-PR

                                                      © Claudio Neves/Portos do Paraná