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Brasil arrasa o Panamá com show de Ary Borges e assume a liderança no Grupo F da Copa do Mundo Feminina

A seleção brasileira feminina teve uma atuação magnífica nesta segunda-feira (horário de Brasília), 24, em Adelaide, Austrália, na estreia da Copa do Mundo Feminina, ao vencer o Panamá por 4 a 0 com total domínio em campo. Destacando-se como a protagonista indiscutível da partida, a meio-campista Ary Borges marcou três gols e ainda deu uma belíssima assistência de calcanhar para Bia Zaneratto. Com esse resultado expressivo, a Canarinho assumiu a liderança do Grupo F, seguida por França e Jamaica, ambas com um ponto cada. Por outro lado, as panamenhas ocupam a lanterna do grupo.

No final da partida, a seleção brasileira ainda contou com a entrada da grande estrela do futebol feminino, Marta, seis vezes eleita a melhor do mundo e a maior artilheira em Copas. Embora tenha tentado marcar em uma falta perigosa, Marta não conseguiu balançar as redes dessa vez.

O próximo desafio das brasileiras será contra a seleção francesa, no sábado, 29, às 07h (horário de Brasília), pela segunda rodada do Grupo F. Caso vença esse confronto, a equipe brasileira garantirá sua vaga nas oitavas de final do Mundial.

Em resumo, a seleção brasileira feminina dominou completamente a partida contra o Panamá, com uma atuação brilhante de Ary Borges, que marcou três gols e deu uma assistência espetacular. Com esse desempenho impressionante, a Canarinho assumiu a liderança do grupo na Copa do Mundo Feminina e segue com grandes expectativas para a próxima partida contra a França.


Texto: Edye Venancio


Mulheres relatam histórias de preconceito ao jogarem futebol nas ruas


No país do futebol, encontrar mulheres jogando bola nas ruas não é algo tão comum como se espera. A prática ainda é pouco valorizada e amplamente associada ao universo masculino. O cenário vem mudando ao longo do tempo, embora ainda sejam muitos os relatos de brasileiras que contam que, para jogar futebol, sempre tiveram que estar entre homens.

 “Tenho 47 anos. Quando jogava bola, minha mãe voltava do serviço e me via jogando com os moleques. Ela ficava de cara feia, mas, mesmo assim, eu sempre joguei com o pessoal. Já joguei futebol, basquete, já fui federada em vôlei – já que não podia jogar futebol. Nem basquete direito eu podia jogar porque o pessoal já tinha preconceito”, contou a consultora de vendas Marcia Vieira.

A bancária Bruna Garcia, 29 anos, também começou a jogar futebol quando criança. “Comecei quando tinha 6 ou 7 anos. Ia pra casa da minha avó e meu primo fazia bolinha com meia. A gente ficava jogando na sala. Na minha infância, eu sempre joguei na rua. No colégio em que estudei, fazia treino junto com os meninos. Jogo no videogame também. E não parei. Sempre gostei”, contou. “Os meninos me chamavam de moleque porque eu jogava futebol e era a única menina no meio deles. Mas eu nunca dei ouvido a isso”.

Essa ausência de um time de mulheres jogando nas ruas também é uma lembrança comum entre os homens. “Pelo menos na minha infância, eu não lembro de ter um time só de meninas. Mas sempre tinha uma [menina jogando] no time [de meninos]. Não tinha com quem ela jogar e ela acabava jogando com os homens”, relembrou Marcos Vinicius Tonet Marcolin, 30 anos, advogado que dá aulas de futebol na escola Boleiras Futebol Feminino, em São Paulo.

Na capital paulista, um grupo de mulheres sai do trabalho e se reúne pra jogar futebol à noite. Algumas chegam a participar de campeonatos, como a designer Carolina Toledo, 29 anos. “É muito gostoso. O clima é bem amistoso. Todo mundo tem vontade de brincar um pouco aqui, descontrair. Tanto é que se formou um time, às quartas-feiras, para participar de campeonatos. Está sendo bem divertido. E é desafiador também. No campeonato, a gente tem que se desenvolver tecnicamente”, disse.

O cenário, apesar de ainda não ser considerado adequado, registra melhorias, na opinião delas. “Acho que, hoje, vai começar a abrir um pouco mais pra essas meninas mais novas poderem fazer carreira”, disse Marcia. “Teve muita luta aí, muita coisa antes disso. Outras jogadoras que abriram esse caminho pra essa seleção [feminina brasileira]. Hoje, está tendo maior visibilidade também”, falou.

Enquanto elas treinam e jogam em uma quadra em Pinheiros, Luiz Antonio de Souza, 38 anos, fica sentado na arquibancada observando. “Hoje eu vim prestigiar minha esposa que está jogando futebol. É o esporte predileto dela. Acho legal essa prática. É uma modalidade difícil, mas ela adora e eu venho prestigiar. Eu também jogo e ela me vê jogando. A gente faz essa troca. É gostoso ver ela dando os passes, fazendo os gols”, contou.

 Torcida

A seleção feminina brasileira entra em campo amanhã (9) contra a Jamaica pela Copa do Mundo da França e terá uma grande torcida aqui no Brasil. Em São Paulo, o mesmo grupo de mulheres que se reúne toda semana pra jogar futebol já declarou que vai acompanhar os jogos da seleção e torcer muito pelo título.

“Com certeza vou torcer. Vou tomar cerveja com a mulherada para assistirmos aos jogos juntas”, disse a consultora de vendas Marcia Vieira, que aposta no título. “Elas [jogadoras da seleção brasileira de futebol] estão batendo na trave. Tomara que, dessa vez, vá de primeira. Elas têm o meu respeito”, acrescentou.

A bancária Bruna Garcia também promete torcer bastante pela seleção.  “Vou torcer muito. As meninas agora vão nos representar e vamos vibrar com elas”, contou, ao citar ser fã da jogadora Marta. “Ela é uma referência no esporte”.

A designer Carolina Toledo espera pela competição há muito tempo. “Estou extremamente ansiosa para assistir os jogos. Estamos com as três melhores jogadoras que se pode ter: Cristiane, Marta e Andressa. E a Formiga também, que vai se aposentar. Acho que é um momento muito importante para a seleção brasileira”, disse ela, que aponta Alemanha, Estados Unidos, Japão e Inglaterra como favoritas ao título.

Fonte: Agência BrasilElaine Patricia Cruz
Foto: Rafael Ribeiro/Divulgação CBF
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-06/mulheres-relatam-historias-de-preconceito-ao-jogarem-futebol-nas-ruas

Mortes na região da Marta em Morretes: acidente envolveu carro e moto

No início da madrugada deste domingo (20) foi registrado um acidente na região da Marta em Morretes vitimando duas pessoas numa moto e uma de um carro (Bruna Mendes de Curitiba). Outras 3 pessoas ficaram ilesas. De acordo com informações, a motocicleta colidiu com um veículo.

                     (Ainda apurando as informações)








Fotos: WhatsApp
Texto: Edye Venancio