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Serval visita Corpo de Bombeiros da Costeira - 1° Sub Grupamento

Visita ao Corpo de Bombeiros debate brigada comunitária, plano de contingência e guarda-vidas para a Ilha dos Valadares

Reunião no 1º Subgrupamento do Corpo de Bombeiros, na Costeira, discutiu organização da comunidade, treinamento de brigadistas e possibilidade de posto de guarda-vidas; definição depende de liderança local, estrutura e análise técnica.

Na manhã de sexta-feira (27), o superintendente Maurílio Cruz, acompanhado pelos servidores Tony Ramos, Edye Venancio, Tiago Martins e Joilson Cardoso (Mano Joilson), visitou o 1º Subgrupamento do Corpo de Bombeiros, no bairro Costeira, em Paranaguá. A comitiva foi recepcionada pelo Comandante do 1º Grupamento do Corpo de Bombeiros que atende Paranaguá, Morretes, Guaraqueçaba e Antonina, Major Everton Soares de Oliveira e pelo 3º Sargento Padovani.

O encontro teve como pauta principal as demandas da Ilha dos Valadares, especialmente a criação de uma brigada comunitária, a organização do plano de contingência e a possibilidade de implantação de posto de guarda-vidas.

Brigada comunitária depende de liderança e voluntários

Durante a reunião, foi destacada a importância de engajamento da própria comunidade para que o projeto avance.

“Para formar uma brigada, precisamos de pelo menos 10 voluntários da própria comunidade, maiores de idade, que realmente queiram assumir essa responsabilidade”, explicou o Major Everton.

Segundo ele, o Corpo de Bombeiros entra com o treinamento básico para atuação em princípios de incêndio e noções de atendimento pré-hospitalar, mas a gestão de equipamentos e da estrutura deve ser da comunidade, preferencialmente por meio da associação de moradores.

“O projeto não pode depender de gestão política. Ele precisa ser da comunidade, para não se perder com a troca de governo”, destacou.

Como exemplo, foi citada a experiência da Ilha do Mel, onde uma brigada voluntária foi formada com apoio da comunidade e parceria com empresas, que doaram equipamentos de proteção individual, extintores e materiais operacionais. Recentemente, o grupo recebeu repasse de R$ 110 mil da Defesa Civil Estadual para reforço estrutural.

Estrutura é condição essencial

O comandante ressaltou que antes da formação é necessário garantir estrutura mínima.

“Não adianta formar e não ter equipamento. O Corpo de Bombeiros é como o Batman: sem equipamento, não consegue agir”, comparou.

Entre os itens necessários estão: extintores, capacetes, luvas de proteção, coletes refletivos e local adequado para armazenamento dos materiais, preferencialmente sob responsabilidade da associação de moradores.

A brigada não substitui o Corpo de Bombeiros e não atua em incêndios de grandes proporções. A função é agir no princípio do incêndio, isolar áreas, orientar moradores, desligar energia e gás quando possível e acionar corretamente os recursos necessários.

Plano de contingência já existe, mas precisa ser atualizado

Outro ponto debatido foi o plano municipal de contingência, criado em 2012 e atualizado anualmente, sob responsabilidade da Defesa Civil Municipal.

De acordo com o oficial, o plano já prevê abrigos, responsáveis pelas chaves, contatos de secretários e recursos disponíveis, como máquinas e caminhões.

“O que vocês estão relatando já deve estar previsto no plano de contingência. A gestão é da Defesa Civil Municipal, que coordena as ações junto ao prefeito”, explicou.

Foi sugerida uma nova reunião com a Defesa Civil para verificar a atualização dos dados referentes à Ilha dos Valadares, especialmente em relação a abrigos, responsáveis e protocolos de evacuação.

O comandante também reforçou a importância de treinamentos comunitários, principalmente para situações de alagamento, deslizamentos e emergências climáticas.

“Em uma emergência, quem não sabe o que fazer gera ainda mais problema. A comunidade precisa ser treinada”, afirmou.

Guarda-vidas depende de curso e análise da balneabilidade

A possibilidade de implantação de posto de guarda-vidas na Ilha também foi discutida. O oficial esclareceu que o curso de guarda-vidas civil é realizado anualmente, geralmente em outubro, com duração de três semanas.

O curso exige que o candidato já saiba nadar e tenha condicionamento físico adequado. As inscrições são divulgadas nos canais oficiais do Corpo de Bombeiros do Paraná.

No entanto, a instalação de posto fixo depende de análise técnica, incluindo a balneabilidade da água.

“Não podemos colocar guarda-vidas em local impróprio para banho. Se a água estiver contaminada, isso pode gerar responsabilização”, alertou.

A pauta sobre guarda-vidas deverá ser retomada após mudança no comando da unidade, prevista para os próximos meses.

Próximos passos

Ficou encaminhado que será agendada reunião com a Defesa Civil Municipal para tratar do plano de contingência da Ilha dos Valadares; a comunidade deverá mobilizar pelo menos 10 voluntários interessados na formação da brigada; será necessário organizar liderança local, preferencialmente por meio da associação de moradores; a discussão sobre guarda-vidas será retomada futuramente, após análise técnica e definição de comando. 

"Foi uma reunião bem proveitosa, ouvimos atentamente o Major Everton e o tenente Padovani, que nos recepcionou muito bem e expôs o trabalho  que é feito em relação a essas questões que fomos buscar uma resposta", concluiu o superintendente Maurilio Cruz.

Para Tony Ramos, há alguns entraves que estão sendo sanados e a cooperação da comunidade é importante.

"Temos o interesse de colocar em prática essas questões, mas para isso é necessário o envolvimento da comunidade para que possamos trabalhar em prol dela", finaliza Tony Ramos.

A reunião reforçou que a organização comunitária é fundamental para avançar nas demandas da Ilha dos Valadares, especialmente diante do crescimento populacional e dos desafios climáticos.

            






Texto, fotos e vídeo: Jornalista Edye Venancio
Colaboração: Tiago Martins


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