O terminal
destinado à movimentação de carga geral, em especial celulose, do Porto de
Paranaguá, foi leiloado nesta terça-feira (13), em pregão na Bolsa de Valores
de São Paulo (Bovespa). A Klabin S/A, maior produtora e exportadora de papéis
do País, arrematou o espaço por R$ 1 milhão, com a obrigação de fazer um
investimento no local na ordem de R$ 87 milhões, além de pagamentos ordinários
mensais pela ocupação. O leilão foi promovido pelo Ministério da Infraestrutura
por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal. O
prazo de arrendamento é de 25 anos. “A Klabin fará um investimento de R$ 87
milhões com a promessa de transformar o terminal no melhor modelo de logística
de celulose do mundo. Melhorar a logística equivale à geração de emprego na
veia”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “É o reconhecimento de
uma gestão eficiente do Porto de Paranaguá”, completou.
O terminal tem
27.530 metros quadrados com conexões viárias e ferroviárias e, após os
investimentos, poderá atingir a capacidade de movimentar 1,2 milhão de
toneladas por ano. A estimativa é que a nova área do armazém totalize 15 mil
metros quadrados dedicados à armazenagem e 6,6 mil metros quadrados para
alocação dos ramais ferroviários, totalizando aproximadamente 21,6 mil metros
quadrados – sem mencionar a área destinada às manobras das empilhadeiras. “Isso
mostra a confiança no Brasil, um resultado muito bem-sucedido, para ser
comemorado. Reforça uma cadeia logística extremamente eficiente”, afirmou o
ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.
OPERAÇÕES - O
armazém deverá ser projetado para acomodar novos ramais ferroviários para
descarga e permitir a transferência de fardos para caminhões, que carregarão a
carga até o berço para o carregamento dos navios. Essas operações contarão com
equipamentos como guindastes e empilhadeiras. A ideia é que essa armazenagem
seja feita através da construção de uma ponte rolante para facilitar o
transbordo da carga.
O objetivo do
projeto é atender a produção de papel dos estados do Paraná e Santa Catarina,
exportados principalmente para a China, e a cadeia logística da produção de
celulose da fábrica da Klabin, em Ortigueira, nos Campos Gerais, uma das
maiores do mundo.
“Esse
investimento proporciona a verticalização total da nossa operação, nos permite
posicionar a nossa carga desde a fábrica, diretamente ao terminal marítimo com
acesso ferroviário. Isso vai nos garantir atingir níveis de produtividade em
patamar internacional”, ressaltou Sandro Ávila, diretor de Planejamento
Operacional, Logística e Suprimentos da Klabin.
Concluída esta
etapa da licitação e aquisição da área, a sequência é a obtenção das licenças e
a construção do novo armazém, pela empresa ganhadora. A previsão é que o início
das operações ocorra até 2022.
EXPANSÃO – Ratinho
Junior reforçou que o Porto de Paranaguá passa por um grande processo de
expansão. Ele lembrou que foram investidos R$ 200 milhões no terminal de
embarque de grãos, ampliando a capacidade do local em 40%.
Já o Terminal
de Contêineres de Paranaguá (TCP) investiu cerca de R$ 550 milhões nas obras de
ampliação da capacidade de movimentação, que deve passar dos atuais 1,5 milhão
de contêineres/ano para 2,5 milhões de unidades anuais. “Será o maior terminal
em movimentação do Brasil”, ressaltou o governador.
Este foi o
último leilão de arrendamento de áreas portuárias realizado pelo Governo
Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, nos Portos do Paraná. Com a
gestão descentralizada, a administração dos contratos de exploração dos portos
organizados e os novos arrendamentos das instalações passam a ser controlados
pela própria empresa pública do Governo do Estado, Portos do Paraná.
INVESTIMENTOS
– A Klabin confirmou em abril um novo investimento no Estado. No total, a
indústria vai aplicar R$ 9,1 bilhões na ampliação da fábrica de Ortigueira
(Unidade Puma), que está em operação desde 2017. A direção da empresa explica
que a unidade Puma II abrange a instalação de duas máquinas com capacidade de
produção de 920 mil toneladas anuais de papéis Kraftliner. A construção da nova
planta vai abrir 11 mil postos de trabalho na região e a companhia estima
iniciar as atividades da nova planta em 2021.
Na Unidade
Puma, a Klabin já opera a produção de celulose branqueada (fibra curta, fibra
longa e fluff), que continuará abastecendo os mercados interno e externo com
capacidade anual de 1,6 milhão de toneladas.
Fonte: Portos do Paraná





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