No quinto dia da tradicional missa dos madrugueiros no Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Paraná, uma ocorrência alarmante abalou a comunidade de Paranaguá. Centenas de fiéis que se dirigiam ao santuário pela manhã para prestar sua devoção antes de iniciar suas atividades diárias se viram chocados com o assalto à Casa Paroquial ocorrido na última segunda-feira.
A tradição dos madrugueiros
é marcada pela fé e devoção, porém, nos últimos anos, a região do Bairro Rocio
tem sido deixada de lado, sofrendo com a falta de investimentos e
infraestrutura. O assalto à Casa Paroquial, onde os padres foram surpreendidos
pelos criminosos, foi um episódio que deixou a população perplexa.
A resposta das
autoridades municipais foi uma nota de pesar, o que gerou indignação entre os
moradores. A falta de medidas concretas para combater a violência e promover o
desenvolvimento da região tem sido uma constante, com Paranaguá ficando aquém
de cidades vizinhas como Antonina e Morretes, que têm atraído mais turistas.
A segurança pública também é uma preocupação crescente. Com apenas três veículos à disposição, a Polícia Militar enfrenta desafios diários para conter a criminalidade, contando com o apoio da Guarda Civil Municipal para realizar seu trabalho.
O episódio do
assalto à Casa Paroquial reflete um problema maior de insegurança e abandono
que assola Paranaguá. Os moradores clamam por ações efetivas por parte das
autoridades, não apenas durante eventos festivos, mas ao longo de todo o ano e
em todos os bairros da cidade.
As imagens registradas nesta manhã por Juliano Martinsk, voluntário do santuário, ilustram a preocupação e a revolta da comunidade diante da inércia e da falta de resposta das autoridades. O sentimento de medo se intensifica a cada dia, deixando os cidadãos reféns em suas próprias casas e até mesmo dentro das igrejas, onde o respeito parece ter sido perdido para aqueles que desafiam a lei.



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