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PCPR mira líderes sindicais em investigação por desvio de contribuições em Londrina

 A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas desde as primeiras horas desta terça-feira (25) com a missão de cumprir sete mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária. A operação tem como objetivo desmantelar uma associação criminosa que desviou cerca de R$ 3,6 milhões de contribuições de funcionários da saúde de hospitais e clínicas privadas em Londrina e região. Entre os investigados estão os presidentes de dois sindicatos, um patronal e outro laboral.

A investigação revelou que, por meio de convenções coletivas de trabalho, foi estabelecida a obrigatoriedade de desconto de até 20% do valor do vale-alimentação dos funcionários para subsidiar um auxílio assistencial. Esses valores deveriam ser transferidos ao sindicato laboral para cobrir os custos dos serviços assistenciais.

No entanto, a empresa contratada pelo sindicato laboral para oferecer esses serviços é uma corretora de propriedade do presidente do sindicato patronal e de um terceiro, que também é alvo de mandado de prisão.

A PCPR descobriu que, entre janeiro de 2016 e março de 2023, a empresa recebeu 860% a mais do que deveria. Enquanto as despesas identificadas junto a uma grande seguradora somavam R$ 300 mil, a corretora do presidente do sindicato patronal recebeu aproximadamente R$ 3,6 milhões do sindicato laboral.

Além dos mandados de prisão e busca, a PCPR também conseguiu o bloqueio de valores nas contas dos investigados e, se necessário, o sequestro de veículos e imóveis.

A operação visa garantir que os recursos destinados ao auxílio assistencial sejam utilizados de forma correta e transparente, protegendo os direitos dos trabalhadores da saúde de Londrina e região.



Fonte: AEN-PR




Gaeco apresenta balanço das mortes ocorridas em confrontos com forças policiais no Paraná em 2022

Durante o ano de 2022, foram registradas no Paraná 488 mortes ocasionadas a partir de confrontos com policiais. O balanço é do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade do Ministério Público do Paraná, e aponta um aumento de 17,3% em relação aos registros de 2021, quando ocorreram 416 mortes em circunstâncias semelhantes. Entretanto, as mortes do segundo semestre de 2022 (234) apresentaram redução de 8% em relação ao primeiro semestre (254).

 


São contabilizadas para o levantamento as ocorrências com policiais civis e militares e guardas municipais. A maior parte dos registros vem de confrontos com policiais militares: 483 (75 mortes a mais do que o registrado em 2021). Também houve dois casos envolvendo policial civil (um em Guaíra e outro em Quitandinha) e três com guardas municipais (dois em Curitiba e um em Araucária). As cidades que mais registraram vítimas em situações envolvendo agentes de segurança foram Curitiba (121), Londrina (50) e Foz do Iguaçu (22). Os casos de mortes de civis em confrontos foram registrados em 366 situações.

 

Estratégia – O controle estatístico das mortes em confrontos policiais pelo Gaeco faz parte de estratégia institucional de atuação do MPPR com o objetivo de contribuir para a diminuição da violência das abordagens conduzidas pela polícia. As iniciativas do Ministério Público com esse intuito são constantemente discutidas com representantes da Secretaria de Estado da Segurança Pública, da Polícia Civil e da Polícia Militar.

 


Nesse contexto, o Ministério Público do Paraná, a exemplo dos demais MPs do Brasil, aderiu ao programa nacional “O MP no enfrentamento à morte decorrente de intervenção policial”, instituído pelo Conselho Nacional do Ministério Público, por meio da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança. A iniciativa do CNMP tem como objetivo assegurar a correta apuração das mortes de civis em confrontos com policiais e guardas municipais, garantindo que toda ação do Estado que resulte em morte seja investigada.

 

Recortes – Nos confrontos com policiais militares, 247 vítimas eram pardas (51%), 33 negras (7%) e 203 brancas (42%). Em relação à faixa etária, 287 vítimas em confrontos com policiais militares tinham entre 18 e 29 anos (59,42%) ; 166 tinham idade entre 30 e 59 anos (34,37%) e 30 tinham entre 13 e 17 anos (6,21%).

Veja aqui as tabelas com  os dados comparativos por semestre desde 2015  e as cidades com maior número de mortes .

Fonte: MPPR

Covid cresce e atinge 93% dos municípios paranaenses

A Covid-19 alcançou na terça-feira (7) 373 cidades do Paraná (93%), 117 dias após os primeiros registros da pandemia (12 de março). Apenas em 26 municípios não havia casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

A evolução é significativa em julho. Os sete primeiros dias do mês concentraram 11.322 casos, ou 33% de toda a pandemia, iniciada em março. Já são 202 óbitos apenas neste mês, 24% do total registrado no ano.

O aumento significativo nos últimos 40 dias tirou o Paraná da liderança do índice de casos por 100 mil habitantes, alcançada desde o começo da pandemia com o esforço da sociedade e do Governo do Estado.

Na terça-feira, segundo o Ministério da Saúde, o índice do Paraná era de 300,1, enquanto Minas Gerais (287,7) e Rio Grande do Sul (297,1) tinham taxas menores.

“É uma doença muito séria. Tanto que mesmos os países que já tiveram a sua pior fase da pandemia estão em constante alerta para frear novos surtos, com medidas de isolamento e distanciamento para as pessoas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Não há fórmula para vencê-la, precisamos estar juntos nessa batalha”.

Para ajudar a conter o avanço, o Governo do Estado restringiu a circulação e as atividades econômicas em oito regionais de Saúde (Cascavel, Cianorte, Cornélio Procópio, Região Metropolitana de Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Toledo e Litoral) por 14 dias. Essa medida leva em consideração um cálculo epidemiológico que considera a taxa de incidência por 100 mil habitantes, o número de mortes pela mesma faixa populacional e a ocupação de leitos de UTI nas quatro macrorregionais (Leste, Oeste, Norte e Noroeste).

“É uma abordagem de saúde pública. Os casos estão aumentando, a situação é preocupante, e é momento de agir”, acrescenta Beto Preto.

CRONOLOGIA – O Paraná convive com a doença há mais de três meses. Os primeiros seis casos, divulgados no dia 12 de março, foram registrados em dois municípios: Cianorte e Curitiba. Eram pessoas que viajaram para o exterior e retornaram infectadas. Com o passar dos dias, a circulação e deslocamentos constantes alteraram o padrão e começou a transmissão comunitária.

Um mês depois, em 12 de abril, o monitoramento da secretaria registrava 738 casos em 78 cidades e 30 óbitos em 14 municípios do Estado. Em 12 de maio os casos mais que dobraram em quantidade de pacientes e municípios: 1.906 confirmados em 158 cidades e 113 mortos em 44 cidades.

No dia 12 de junho a Secretaria da Saúde divulgou 8.705 casos registrados em 296 municípios e 294 mortos em 100 municípios. Até o dia sete de julho, 117 dias após os primeiros casos, o Paraná registra 33.939 casos em 373 municípios e 837 pacientes que morreram em 164 cidades.

Beto Preto explica que a Covid-19 representa um desafio para a administração pública e para a sociedade.  “O avanço da doença é assustador quando olhamos para o mapa e os números. Mas é muito cruel porque perdemos 837 cidadãos neste curto período”, afirma.

DECRETO – O Governo do Estado publicou no dia 30 de junho medidas restritivas para oito regiões do Paraná com objetivo de conter a transmissão do novo coronarívus. O Decreto 4.942/2020 impôs fechamento de estabelecimentos, restrição de horários e adequações para uma nova rotina em 141 municípios paranaenses, 35% do total de cidades.

Entre todos os municípios alcançados pelo Decreto, apenas seis não têm casos confirmados da Covid-19: Miraselva, Santo Antônio do Paraíso, Pitangueiras, Nova Santa Bárbara, Doutor Ulysses e Tunas do Paraná.

A população que reside nos 141 municípios é de 6.593.043 pessoas, o que representa 58% de todos os moradores do Estado, mas a quantidade de casos confirmados é bem acima disso: 75% são de moradores destes municípios. Do total de 837 mortes da terça-feira, 657, ou 78%, eram pessoas que residiam nestas regiões. Em 77 dos 141 municípios ao menos uma pessoa morreu em decorrência da infecção pelo novo coronavírus.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, também com dados de terça-feira, 61 destes municípios têm menos de 10 mil habitantes, registram 1.446 casos e 30 mortes. Em 63 cidades a população varia entre 10 e 60 mil pessoas, com 4.613 confirmações e 95 óbitos. Outros três municípios têm população variando entre 60 e 100 mil habitantes, com 1.127 diagnósticos positivos e 31 mortes. Em oito cidades há entre 100 e 200 mil habitantes, com 4.621 confirmações e 95 óbitos, e quatro municípios têm entre 200 e 500 mil habitantes, com 5.288 pessoas confirmadas com o novo coronavírus, e 130 mortes.

Londrina tem mais de 500 mil habitantes, registra 1.773 confirmações e 88 óbitos. Em Curitiba, com quase dois milhões de habitantes, há 6.692 casos de Covid-19 e 188 mortes pela doença.


Fonte: AEN-PR

Rio Branco vence o Tubarão em casa e pega o Coxa na capital na próxima quinta-feira

O Rio Branco estreou seu novo técnico, Leandro Niehues, no último sábado (20), no Estádio Gigante do Itiberê, em Paranaguá, em uma partida válida pela quinta rodada do Campeonato Paranaense. Ratinho e Rodrigo Jesus foram os protagonistas da vitória sobre o Londrina, com um placar de 2 a 1, em frente a um público de 831 torcedores. O clube fez promoções para atrair mais espectadores, mas após quatro derrotas consecutivas, muitos ainda estavam desconfiados, preferindo acompanhar o jogo pela televisão.

O único gol do Londrina foi marcado pelo meia Zé Rafael no início do segundo tempo. Apesar do resultado e de jogar em casa, o Rio Branco enfrentou dificuldades para garantir essa vitória contra o Londrina, que continua na sexta posição com 4 pontos. Vale lembrar que o time do norte do estado perdeu 6 pontos por escalar um jogador irregular, e a diretoria do clube prometeu entrar na justiça para tentar recuperar esses pontos.

O Rio Branco-PR conquistou seus primeiros três pontos na competição, saindo da última colocação e subindo para a 10ª posição. Para manter essa colocação, a equipe terá que torcer por tropeços do Operário-PR e do Cascavel, que jogarão neste domingo. O Londrina também corre o risco de ser ultrapassado pelo PSTC e pelo Maringá, que também jogarão neste domingo.

Os próximos jogos do Londrina serão contra o Paraná Clube na quarta-feira, no Estádio VGD, e na quinta-feira, o Leão da Estradinha enfrentará o Coritiba em Curitiba no Estádio Couto Pereira. Parabéns aos jogadores do Rio Branco pelo esforço e dedicação em campo.


Texto: Edye Venancio

PM apreende mais de 180 kg de maconha durante patrulhamento de rotina em Londrina (PR), no Norte do estado

Policiais militares da 4ª Companhia Independente de Polícia Militar (4ª CIPM), pertencente ao 2º Comando Regional da PM (2º CRPM), apreenderam 188 kg de maconha na manhã deste domingo (14/02), na zona norte de Londrina (PR). Na abordagem aos suspeitos (homem de 27 e adolescente de 15), um deles reagiu e atirou na equipe policial, que revidou os tiros e baleou o suspeito. O adolescente chegou a fugir por um matagal, mas foi alcançado e apreendido.

A ação aconteceu por volta de 10h, durante patrulhamento de rotina da Radiopatrulha (RPA) da 4ª CIPM no Jardim São Jorge. “Avistamos os suspeitos entrando num matagal e anunciamos a abordagem. Um correu armado e atirando para a equipe, foi alvejado e detido. O segundo envolvido continuou a fugir, mas logo depois foi abordado”, explicou o sargento Rodrigues, que participou da ocorrência.

Durante buscas pelo local, foram encontradas dezenas de tonéis de plástico enterrados no matagal contendo tabletes de maconha. Ao todo, foram apreendidos aproximadamente 188 kg de droga. Diante da situação, o homem baleado foi levado até uma unidade hospitalar e a droga entregue na delegacia da Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.


Por Marcia Santos
Jornalista PMPR