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Richa recepciona profissionais que vão atuar no Paraná

O governador Beto Richa recepcionou nesta quinta-feira (05) os 141 profissionais do programa Mais Médicos que atuarão no Paraná a partir de segunda-feira (09). Nesta etapa, cerca de 100 municípios paranaenses, de todas as regiões, receberão médicos brasileiros que se formaram no exterior. Eles fazem parte de um contingente de 1.375 profissionais contratados pelo Ministério da Saúde.

Os profissionais vão atuar na atenção primária de saúde e com as equipes de saúde da família. “São pessoas que têm a nobre missão de garantir saúde para a nossa população e salvar vidas”, disse Richa. “O Paraná recebe estes profissionais de braços abertos e com toda a estrutura que contribui para um trabalho mais eficiente“, afirmou Richa.

Richa destacou que a gestão da saúde no Paraná é referência para o resto do País e que o Governo do Estado ampliou o investimento na área. Nos dez anos anteriores à atual gestão, foram investidos R$ 6,7 bilhões, enquanto nos últimos sete anos o governo estadual destinou R$ 15 bilhões para a saúde. “Levamos a gestão da saúde com muita seriedade, porque é uma área essencial para a nossa população, principalmente a mais humilde, que precisa de mais cuidado e de um atendimento mais humano”, ressaltou.

O governador apresentou alguns programas que se destacam na área, como o HospSUS, de apoio aos hospitais públicos e filantrópicos, e o atendimento aeromédico, que utiliza os helicópteros do Estado para os resgates de urgência e emergência e para o transporte de órgãos para transplante.

REGIÕES – Atualmente, o Estado conta com 945 médicos do programa em todas as regiões. Em agosto, 34 profissionais cubanos vieram ao Paraná para trabalhar em 18 municípios. “O Paraná sempre apoiou esta iniciativa, que tem um impacto importante nos municípios”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto.

De acordo com ele, o trabalho na atenção básica é o diferencial desses profissionais. “Esperamos conseguir resolver de vez o problema da alocação de médicos nas periferias dos grandes centros, nos pequenos municípios e nas regiões de difícil acesso”.

A vice-governadora Cida Borghetti, ressaltou que os profissionais vão reforçar o atendimento da saúde no Estado. “São médicos que vêm ao Paraná para cuidar e salvar vidas. O Paraná é o estado que mais investe na atenção às pessoas, priorizando a saúde”, afirmou.

PROGRAMA – Criado em 2013, o programa Mais Médicos ampliou a assistência na atenção básica, fixando médicos nas regiões com carência de profissionais. O programa conta com 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios e 34 DSEIs, levando assistência para cerca de 63 milhões de brasileiros.

Desde 2016, o Ministério da Saúde está abrindo oportunidades para a substituição de médicos da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Foi feito um levantamento para ver quais cidades atendidas por profissionais cubanos poderiam atrair brasileiros. A expectativa é realizar 4 mil substituições em três anos, tornando a iniciativa mais autossuficiente. Até o momento, mais de mil postos foram substituídos por brasileiros.

O médico Wakson Morenon, de 33 anos, é de Foz do Iguaçu e se formou no Paraguai. Ele agora vai atender no município de Mato Rico, no Centro do Estado. “O programa é bom para ambos os lados. Para o médico formado no exterior é uma oportunidade de trabalho, mas a principal beneficiada é a população, porque terá o atendimento na atenção básica”, disse. “Normalmente os médicos formados no Brasil querem atuar na alta complexidade. A atenção básica está sendo ressuscitada com o Mais Médicos”, afirmou.

Depois de seis anos estudando na Bolívia, a médica Andréia Matias, de 32 anos, tem agora a chance de trabalhar perto de casa. Ela é natural de Paranavaí e vai trabalhar em Marilena, ambos na região Noroeste. “Agora estou apenas a apenas 80 quilômetros de casa, perto da família. A expectativa é a melhor possível, porque as portas estão abrindo para a gente”, contou.

Segundo a gestora do Mais Médicos no Paraná, Dressiane Zanardi, o programa é hoje a principal força da atenção básica e da estratégia de saúde da família. Ela considera a iniciativa fundamental para elevar os níeis de atendimento em todo o País. “Os municípios muitas vezes não têm condições de bancar um médico com recursos próprios”, explicou.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade a secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa; o secretário do Cerimonial e Relações Exteriores, Ezequias Moreira; o diretor administrativo do BRDE, Orlando Pessuti; a secretária Municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak; e os deputados estaduais Alexandre Curi e Luiz Cláudio Romanelli, líder do governo na Assembleia Legislativa.

BOX - Municípios que recebem os profissionais do Mais Médicos
No Paraná, irão receber os novos médicos os municípios de Prudentópolis (5), Pitanga (3), Ivaiporã (3), Capitão Leônidas Marques (3), Mangueirinha (3), Siqueira Campos (2), Manoel Ribas (2), Castro (2), Toledo (2), Roncador (2), Umuarama (2), Pinhão (2), Realeza (2), Cambará (2), Santo Antônio da Platina (2), Guaíra (2), Curitiba, Honório Serpa, Guairacá, Sapopema, Querência do Norte, Santa Fé, Iporã, Colombo, Santo Antônio do Sudoeste, Coronel Domingos Soares, São Jerônimo da Serra, Santa Helena, Rio Azul, Marilena, Perobal, Espigão Alto do Iguaçu, Guamiranga, Porto Vitória, Clevelândia, Sulina, Sengés, Itaguajé, Conselheiro Mairinck, Jundiaí do Sul, Vitorino, Assis Chateaubriand, Moreira Sales, Fernandes Pinheiro, Mariluz, Saudade do Iguaçu, Ramilândia, Guaraci, Maringá, Cascavel, Engenheiro Beltrão, Diamante d’Oeste, Teixeira Soares, Figueira, Coronel Vivida, Itapejara d’Oeste, Arapoti, Santa Inês, Antonina, Inácio Martins, Porto Amazonas, Lapa, Rio Branco do Ivaí, Congonhinhas, Tuneiras do Oeste, Cidade Gaúcha, Campo Mourão, Marumbi, Ampére, Imbaú, Terra Rica, Altamira do Paraná, Cruzmaltina, Paranavaí, Rosário do Ivaí, Ponta Grossa, Marquinho, Lindoeste, Nova Londrina, Tomazina, Mandirituba, Luiziana, Rio Branco do Sul, União da Vitória, Flor da Serra do Sul, Francisco Alves, Iretama, Palmas, Ribeirão do Pinhal, São Jorge do Patrocínio, Foz do Jordão, Santa Cecília do Pavão, Carambeí, Goioxim, Três Barras do Paraná, Jardim Alegre, Douradina, Sertaneja, Foz do Iguaçu, Nova Santa Bárbara, Itambaracá, Faxinal, Santa Amélia, Nova Olímpia, Ivaí, Santana do Itararé, Nova Cantu, São Pedro do Ivaí, Cruzeiro do Oeste, Alto Piquiri, Mato Rico, Cianorte, Pinhalão, Nova América da Colina, Atalaia e Santa Cruz de Monte Castelo.

Fonte: AEN

No Paraná, campanha da gripe termina com 89% do grupo de risco vacinado

Até esta segunda-feira (23), o Paraná já vacinou 89% do público-alvo da campanha da gripe. A meta estipulada pelo Ministério da Saúde era chegar a 80%. Foram mais de 2,6 milhões de paranaenses vacinados em menos de um mês. Mesmo com o fim da campanha, algumas unidades de saúde continuam aplicando a vacina nas pessoas que fazem parte dos grupos de risco. 


Para aumentar esses números, o Paraná solicitou ao Ministério da Saúde o envio de novas vacinas. “Apesar da ótima adesão dos cidadãos, nossa vontade é aumentar ainda mais o número de vacinados no Estado e garantir a imunização da população que corre mais riscos no agravo da doença”, afirma o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto. 

DOSES EXTRAS - Na última sexta-feira (20), o Paraná recebeu mais mil 30 mil doses extras de vacina (1% do total que veio para o Estado). As doses serão distribuídas por algumas Regionais de Saúde. A estratégia para a distribuição será definida em reunião com a Comissão estadual de Infectologia nesta terça-feira (24) e o envio deve acontecer no dia seguinte (25). 

GESTANTES - “Quem faz parte do público-alvo e não foi imunizado, ainda pode procurar uma unidade de saúde com vacinas disponíveis e solicitar sua dose”, afirma o coordenador estadual de Imunização, João Luís Crivellaro. A maior preocupação agora é com as gestantes, único grupo em que o Estado não atingiu a meta. 

“Vacinamos apenas 68% deste público. A orientação é dar prioridade às mulheres grávidas para que possamos chegar a, pelo menos, 80% e atingir a meta da vacinação em gestantes”, complementa Crivellaro. Crianças que foram vacinadas pela primeira vez também devem retornar e receber a segunda dose 30 dias depois da primeira vacina. 

OCORRÊNCIAS - Até esta segunda-feira foram registrados 595 casos de Influenza no Estado, sendo 561 de H1N1. Os dados são referentes a quadros de gripe que demandaram a internação dos pacientes, as Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), somados a casos confirmados em 23 Unidades Sentinelas da gripe espalhadas pelo Paraná. 

“Mesmo com a imunização, os cuidados não podem parar. Lavar as mãos frequentemente e manter os ambientes arejados ainda são as medidas mais eficientes para evitar o contágio da gripe”, explica a chefe do Centro de Epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde, Julia Cordellini. 

ÓBITOS - Já foi confirmada a presença dos vírus em 19 das 22 Regionais de Saúde do Estado e óbitos em 15 regiões. Do início de 2016 até agora foram 37 mortes por H1N1 em Antonina (1), Curitiba (5), Quitandinha (1), São José dos Pinhais (1), Rio Azul (1), Chopinzinho (1), Francisco Beltrão (1), Marmeleiro (3), Foz do Iguaçu (7), Espigão Alto do Iguaçu (1), Nova Aurora (1), Campo Mourão (2), Umuarama (1), Maringá (2), Apucarana (3), Londrina (2), Andirá (1), Cornélio Procópio (1), Toledo (1) e Nova Tebas (1). 

Fonte: AEN

Paraná está preparado para o enfrentamento da gripe

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, disse nesta terça-feira (12) que o Estado do Paraná está preparado para enfrentar um possível aumento no número de casos de gripe neste ano. Caputo afirmou que a rede pública de saúde tem estrutura, equipamentos, medicamentos e profissionais de saúde capacitados para dar reposta a esse tipo de situação. A afirmação foi feita durante a abertura do 5º Seminário Estadual de Influenza e outras Doenças Respiratórias, que reuniu mais de 350 profissionais da saúde de todo o Estado. O objetivo foi discutir as estratégias que deverão ser adotadas pelas redes pública e privada, a fim de garantir assistência adequada, sobretudo nesta época do ano que registra maior circulação de vírus respiratórios. 

  
MONITORAMENTO - O secretário da Saúde disse que o Paraná mantém hoje um dos mais completos programas de monitoramento de doenças respiratórias do país, com destaque na área de vigilância e diagnóstico laboratorial, além de estar sempre à frente nas campanhas de vacinação contra a gripe e ter uma ampla rede de hospitais e unidades de referência para tratamento. 

“Isso se deve ao trabalho de excelência desenvolvido por nossos profissionais. São eles que fazem a diferença na assistência e cura dos pacientes”, ressaltou o secretário. Para ele, a gripe não pode ser negligenciada. “Trata-se de uma doença grave e que, se não tratada de forma adequada e oportuna, pode matar”, complementou. 

EQUIPAMENTOS Durante a solenidade de abertura, Caputo Neto entregou uma série de equipamentos para fortalecer a retaguarda de atendimento a pacientes com doenças respiratórias. Foram beneficiiados 39 hospitais públicos e filantrópicos. O kit cedido pelo Governo do Paraná para cada hospital é composto por ventilador pulmonar, desfibrilador com monitor, ECG digital, laringoscópio fibra óptica, reanimador manual neonatal, concentrador de oxigênio, estetoscópio adulto, monitor multiparamétrico, oxímetro de pulso. O investimento total foi de R$ 3,2 milhões. 

Segundo o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz, este kit de equipamentos permitirá que hospitais de pequeno porte tenham condições de atender também pacientes com quadros graves de gripe e outras doenças respiratórias. “São aparelhos essenciais para dar assistência a pacientes em situação crítica, que necessitam de suporte avançado”, explicou. 
ANTECIPAR - O presidente da Sociedade Paranaense de Infectologia, José Luiz Andrade Neto, ressaltou a iniciativa da Secretaria da Saúde em se antecipar ao inverno e reforçar o trabalho de vigilância às doenças respiratórias. “Percebemos que os vírus respiratórios estão circulando com mais intensidade já no verão e no outono. Por isso, este é o momento de reforçar o trabalho de vigilância e dar uma atenção especial à gripe e demais doenças”, destacou. 

VACINA – A mudança na sazonalidade da gripe, sobretudo com o aumento no número de casos registrados no Estado de São Paulo, fez com que o Governo do Paraná antecipasse o início da campanha de vacinação. A decisão foi acompanhada pelos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com isso, a campanha na região Sul começa em 25 de abril, cinco dias antes do que no restante do país. 

Neste ano, terão direito à vacina nas unidades de saúde: idosos (+60 anos), crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, mulheres com pós-parto de até 45 dias (puérperas), doentes crônicos, profissionais de saúde, indígenas, trabalhadores e detentos do sistema prisional. A meta é imunizar pelo menos 80% de todos os públicos-alvo da campanha, que totalizam 2,9 milhões de pessoas. A vacina que será aplicada na rede pública é eficaz contra os três tipos de vírus da gripe mais circulantes no país, o Influenza A (H1N1), o Influenza A (H3N2) e o Influenza B. 

LACEN – A identificação da circulação viral no Paraná é realizada através de um moderno monitoramento desenvolvido pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-PR) em parceria com 50 unidades sentinelas – hospitais ou unidades de saúde de referência para o atendimento a doenças respiratórias. O trabalho é modelo no país e foi, inclusive, classificado como referência na área pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2013. “Após a pandemia de gripe em 2009, desenvolvemos uma nova metodologia para melhorar a vigilância das doenças respiratórias no Estado. Com isso, hoje podemos identificar até 27 vírus circulantes através deste monitoramento”, informou a diretora do Lacen-PR, Célia Fagundes. 

Em reconhecimento ao bom desempenho no trabalho de monitoramento, o Lacen-PR e mais oito unidades sentinelas foram homenageadas no evento desta terça. Foram contemplados o Hospital Universitário do Oeste, o Hospital São Lucas e as Unidades de Pronto Atendimento Brasília, Pediátrica e Veneza, de Cascavel; a Policlínica de Pato Branco; a Unidade de Saúde 24 horas de Campo Mourão; e a Unidade de Pronto Atendimento João Samek, de Foz do Iguaçu. 


O coordenador do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Foz do Iguaçu (CIEVS-Foz), Roberto Doldan, disse que a homenagem é fruto de um intenso trabalho, que já foi incorporado na rotina do serviço de saúde. “Somos unidade sentinela há mais de 10 anos, pois precisamos manter uma vigilância mais sensível por conta da região de fronteira. Receber este reconhecimento é um prêmio a nossa equipe e mostra que estamos no caminho certo”, comemorou. 

OCORRÊNCIAS - Somente neste ano, o Paraná já registra 92 casos confirmados de gripe. Destes, 69 foram causados pelo vírus Influenza A H1N1, responsável pela pandemia de gripe em 2009.

Até o momento, o Estado contabiliza dois óbitos pela doença – um em Maringá e outro em São José dos Pinhais. Ambos de gestantes que não responderam bem ao tratamento. 


Fonte: AEN