Neste momento de luto, desejo que ela descanse em paz.
Informe-se!
O mundo está cheio de pessoas sendo manipuladas e dizendo amém. Liberte-se!.
Informe-se!
Até quando você vai dizer amém a um sistema que controla?
Informe-se!
O conhecimento liberta. Liberte-se!
Informe-se!
Leia, pesquise, se aprofunde e não acredite em tudo que é dito
Informe-se!
O mundo está cheio de manipuladores de mente. Não se deixe levar!
Descanse em paz Jane da Costa Martins Barboza
Edison Pitanga: violão e voz que encantavam as manhãs de sábado na Rádio Difusora AM 1460
Todos os sábados no período da manhã, a frequência da Rádio Difusora AM 1460 era inundada por uma atmosfera especial, onde os ouvintes eram transportados para um mundo de música e conversa descontraída. Nesse horário privilegiado, os protagonistas eram dois ícones locais: Edson Pitanga e Celso Chichorro de Oliveira, popularente conhecido como SHOW MAN do rádio, apelido dado por Mário Mikosz.
Edson Pitanga,
acompanhado de seu inseparável violão, trazia uma seleção diversificada de
canções para os ouvintes do programa de Celso Chichorro de Oliveira. A cada
sábado, Pitanga cativava o público com suas interpretações únicas,
transformando simples acordes em melodias que tocavam fundo na alma e emocionavam
a todos.
Além da música, o
programa oferecia um espaço para conversas agradáveis e participação ativa dos
ouvintes. Celso Chichorro de Oliveira, o comunicador carismático por trás do
microfone, conduzia as interações de forma cativante, criando um ambiente
acolhedor e familiar para todos os que sintonizavam naquele dia especial.
Para muitos, esses sábados na Rádio Difusora AM 1460 se tornaram memórias inesquecíveis, marcadas pela combinação de música de qualidade e boa companhia. Aqueles que tiveram o privilégio de participar ou ouvir o programa lembram com carinho desses momentos mágicos, onde dois grandes mestres se encontravam para compartilhar seu talento e paixão pela arte.
Ao relembrar esses
momentos, prestamos uma homenagem sincera a Celso Chichorro de Oliveira e Edson
Pitanga, cujo legado continua vivo na memória daqueles que tiveram o prazer de
compartilhar esses momentos únicos.
Relato de uma garota de programa em Paranaguá há 20 anos atrás
"Já fiz programa em boates aqui de Paranaguá e
naquela época era muito difícil, mais ainda do que é hoje, a idade vai chegando
e quem conseguiu alguém acabou saindo daquela vida, eu não tive essa sorte, mas
saí e hoje vivo como diarista, ganhando um dinheirinho aqui e ali, sem precisar
fazer o que fazia".
Essa é uma parte da conversa que eu tive com uma ex garota de programa que acabei conhecendo caminhando pela Rua da Praia, em Paranaguá, enquanto
me dirigia ao centro da cidade.
_Você sabe se um dia vão melhorar essa vista bonita que temos e que
um dia já foi o cartão postal da cidade moço?
Continuamos a conversar e ela começou a dizer que
costumava caminhar por ali quando era mais jovem, que a cidade há uns anos
atrás era bem movimentada principalmente no período da noite, os bares viviam
sempre lotados e ela costumava frequentar as boates citando "Maria
Bonita" no bairro Rocio e também o "Conquistador" na região da
Boca da Barra..png)
"Tinha gringo de vários países e aprendemos
algumas palavras em inglês que facilitava a nossa conversa com eles. Want some
fun?, perguntávamos se eles queriam se divertir e claro que a resposta era sim
e pagavam bem por um bom programa, além da bebida, táxi e motel, todos
ganhávamos. Era em 1996, naquela época fiz muitas amizades, gente da alta
classe, políticos, autoridades, vivíamos em festas particulares e eu era uma
das "gostozudas". Vinham meninas de Santa Catarina, São Paulo, Rio de
Janeiro, aqui da cidade e até da Ilha dos Valadares, os taxistas pegavam elas
ali na ponte e as levavam até a boate e lá cada uma sabia o que fazer. Não
tínhamos problema com cafetão, cada um ganhava o seu, todos ganhavam. Pode perguntar para o taxista Chileno que ele te conta mais, Chileno é das antigas, muito amigo das meninas".
Disse que morava na Ilha dos Valadares e gostaria
de saber quem eram as meninas que viviam aquela época de ouro da cidade e ela
me contou muita coisa, claro, citando alguns nomes, muitas hoje casadas e vivendo a sua vida. Confesso que fiquei de boca
aberta quando ouvi suas histórias e soube quem as são.
Ela pediu para
eu não citar o seu nome e como prometi não farei isso, embora desconfie de que
o nome que ela me deu não seja o seu, afinal, ela apareceu do nada e começou a me contar sobre a sua vida.
_ O tempo passou, passa para todos né, algumas
amigas eu soube que acabou morrendo por causa da aids, perdi o contato com
outras, algumas arrumaram uns gringos e refizeram a sua vida fora daqui, outras
acabaram ficando velhas e perdendo espaço para as novas. Outras arrumaram um bobo, casaram, engravidaram, tiveram filhos, mas aquele desejo de beber, de estar na noite ainda continua. Não é a toa que muitas passaram a beber de forma contínua, deve ser de remorso pela vida que viveram.
Eu envelheci, como
você pode ver, saí daquela vida há muito tempo, casei, tive duas filhas, hoje
elas estão casadas, felizes, estou trabalhando de diarista, tenho um
companheiro e vivo a vida nessa cidade que mudou muito, hoje não se pode sair a
noite, a bandidagem toma conta, há muito pouca segurança ou quase nada e para
não ser assaltado por um usuário de droga, prefiro ficar em casa".Igreja de Santa Terezinha na Vila do Almeida em Guaraqueçaba-Pr
Em uma viagem ao passado, as lembranças da infância na Vila do Almeida, localizada ao lado de Ilha Rasa, no município de Guaraqueçaba-PR, trazem saudades e nostalgia. Durante as férias anuais do meu pai, Vilson Rodrigues Venancio, acompanhado da minha mãe Lourdes, costumavamos visitar a vila. Meu pai trabalhava na empresa Sanbra - Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro. Essas visitas coincidiam com as festas da comunidade católica, eventos aguardados por todos.
As celebrações incluíam novenas, missas e, no dia principal, um famoso bailão que animava a noite. No dia seguinte, um animado e disputado torneio de futebol era realizado pelos organizadores. Os bailes frequentemente aconteciam na sexta, sábado e domingo, sendo o gaiteiro, Aroldo, um convidado constante para animar as festas em todas as comunidades. Aroldo residia em um lugar chamado Taquanduva.
Em 2012, a igreja da Vila do Almeida clamava por uma revitalização. A minha última visita do ao local, foi no dia 19 de janeiro de 2014, trouxe à tona memórias do lugar do meu nascimento, onde mantenho raízes, amigos e parentes. As recordações das caminhadas pelas ruazinhas, das conversas com os mais antigos e das histórias contadas por eles me trazem um sentimento profundo de saudade.
Toda vez que tenho a possibilidade de retornar, sou recebido com carinho, e é por isso que jamais irei esquecer esse lugar.

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