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Prefeito de Paranaguá participa de seminário sobre PL 733 e reforça defesa dos trabalhadores portuários

Evento reuniu lideranças sindicais e autoridades para debater mudanças na Lei dos Portos; proposta é alvo de críticas por possível precarização do trabalho


O prefeito Adriano Ramos, acompanhado da vice-prefeita Fabiana Parro, participou na manhã desta segunda-feira (06) de um seminário sobre o Projeto de Lei (PL) 733/2025, que propõe alterações na legislação portuária brasileira. O encontro reuniu dirigentes sindicais e representantes de diversas categorias ligadas ao setor, incluindo o presidente do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá, João Fernando da Luz (Nando).

Durante o evento, os participantes apresentaram posicionamentos sobre o projeto, considerado por representantes dos trabalhadores como uma ameaça à estabilidade e aos direitos da categoria portuária. Entre as principais preocupações estão a flexibilização das formas de contratação e a possível precarização das condições de trabalho.

O prefeito Adriano Ramos, que também é de família estivadora, destacou sua ligação com a categoria e criticou o projeto.

“A PL-733 visa desestruturar, minar a exclusividade dos trabalhadores e, consequentemente, prejudicar todas as famílias que há muitos anos trabalham nos postos organizados, além de afetar diretamente nossa cidade de Paranaguá. Temos consciência disso, já estivemos em Brasília com o sindicato e conversamos com diversos deputados sobre o assunto.” Ele também reafirmou o compromisso da gestão municipal com os trabalhadores portuários.

“Meu compromisso, e o nosso, é defender o lado dos trabalhadores, daqueles que ajudaram a construir este porto fantástico em nossa cidade, que, pelo sexto ano consecutivo, é o porto mais eficiente. E isso se deve a uma mão de obra qualificada, capacitada e bem treinada, que atua dentro do porto organizado. O que seria do nosso porto sem os estivadores, sem os arrumadores, sem os trabalhadores portuários que agora fazem parte da Estiva? Sem os nossos vigias, concertadores, conferentes?” Ao relembrar sua trajetória, Ramos reforçou o vínculo com a categoria.

“Trabalhei por onze anos no Órgão Gestor de Mão de Obra e fui o primeiro funcionário do órgão. Conheço a realidade dos estivadores. Também sou filho de um estivador, saudoso Juarez Ramos, que faleceu em 2003. O porto muito deve a essa categoria. Defenderemos a exclusividade do trabalho. Corre sangue de estivador aqui, sou estivador, respeito todos os sindicatos. A Estiva é minha família, é minha casa, é minha luta, e foi a luta do meu pai por muitos anos. Como prefeito de Paranaguá, durante meu mandato, trabalharei para defender este importante trabalho, a exclusividade de vocês, e impedir qualquer nova perda”, finalizou. 

A vice-prefeita Fabiana Parro também manifestou apoio aos trabalhadores e destacou a importância da categoria para a economia local.

“Conheço a dedicação de vocês e a luta de todos os presentes. Meu objetivo aqui é manifestar meu apoio incondicional. Ninguém entende as particularidades do trabalho de vocês melhor do que vocês mesmos. E, para nós, tanto na gestão municipal quanto em outros âmbitos, reconhecemos a importância do trabalho dos trabalhadores portuários para a nossa cidade. O que seria de Paranaguá sem vocês? Refiro-me à gestão, aos empregos gerados. Cada emprego representa uma família, e essas famílias contam com seu sustento, seu trabalho, suas garantias. Assegurar essas condições é também uma responsabilidade do município. Por isso, essa luta é nossa.”

Parro reforçou o posicionamento conjunto da administração municipal.

“Assim como Adriano, sinto que essa é uma causa que me toca profundamente. Ao ouvi-lo falar sobre sua história, sobre o vínculo afetivo que tem com os trabalhadores portuários, sobre a história de seu pai, percebo que se trata de um conjunto de histórias, e não apenas a dele. Embora não tenha a mesma ligação familiar com o porto, compreendo a vulnerabilidade de inúmeras famílias caso não nos unamos. Acredito que este movimento representa justamente essa união. Juntos, não aceitaremos imposições. Sei que todos possuem convicções fortes e sabem o que é justo e bom para vocês, que atuam diariamente neste ambiente. Minha fala aqui é para reiterar meu apoio e afirmar que podem contar comigo.”

Entre os principais pontos de crítica ao PL 733/2025 estão o fim da exclusividade na contratação de Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs), a criação das Empresas Prestadoras de Trabalho Portuário (EPTP), que podem ampliar a terceirização, a redução do conceito de trabalho portuário e os riscos de desemprego. Também há preocupação com a fragilização sindical e o enfraquecimento das negociações coletivas.

O projeto segue em debate no Congresso Nacional e já conta com mais de 400 emendas, muitas delas voltadas à proteção dos direitos dos trabalhadores do setor.




Paranaguá, Lei dos Portos, PL 733, trabalhadores portuários, estivadores, Adriano Ramos, Fabiana Parro, sindicato, OGMO, economia, emprego, direitos trabalhistas

Texto: Jornalista Edye Venancio

Fotos: Moyses Zanardo/Wilson Leandro

Prefeito Adriano Ramos recebe presidente do Sindicato dos Estivadores e debate impactos do PL 733

 

Encontro institucional, realizado na quinta-feira (19), reforçou o diálogo com a categoria e incluiu convite para seminário nacional sobre mudanças na Lei dos Portos

O prefeito Adriano Ramos recebeu, no final da tarde desta quinta-feira (19), o presidente do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá, João Fernando da Luz (Nando), em uma visita institucional realizada no gabinete municipal.

O encontro teve caráter de cortesia e contou com a entrega de um convite oficial ao chefe do Executivo para participação em um seminário nacional que discutirá o Projeto de Lei 733 (PL 733), que propõe alterações na Lei dos Portos. Durante a reunião, também foram abordadas pautas relacionadas à categoria e à relação institucional entre o sindicato e a administração pública.

A visita reforça o diálogo entre o poder público e as entidades representativas dos trabalhadores portuários, destacando a importância da parceria para o desenvolvimento das atividades no município.

Durante a reunião, o prefeito destacou a importância e relevância do encontro e a preocupação com os possíveis impactos da proposta legislativa.

“Foi uma honra receber o Nando com a sua diretoria da Estiva, poder conversar sobre os assuntos relacionados ao trabalho do estivador aqui na cidade. A nossa preocupação e a preocupação do sindicato e toda a classe dos estivadores do nosso Brasil em relação à PL 733, que ela realmente prejudica, ela dá a possibilidade de poder fazer requisição de trabalhadores que não são capacitados, que não têm a exclusividade do trabalho como tem os estivadores do nosso Brasil. Então, é bom a gente poder conversar, dialogar, entender e, claro, receber o convite de participar desse seminário nacional que vai acontecer em Paranaguá e que é de extrema importância”.

O presidente do sindicato destacou que a visita teve como objetivo fortalecer a relação com o Executivo municipal e ampliar o diálogo sobre o tema.

 “O principal objetivo é estreitar os laços entre trabalhadores e o executivo municipal e, por que não, estreitar os laços de uma grande amizade que eu sempre tive com a família do Adriano, principalmente seu pai. Tive o prazer de trabalhar e bater uma bola com ele e tal. Mas também temos aqui pela frente, agora em abril, um seminário nacional com relação ao PL 733, que tanto preocupa os trabalhadores, e vim trazer o convite ao prefeito para a participação dele, e eu sei que, como sempre, ele estará sempre em nossa defesa em mais esse grande problema que está se desenvolvendo em Brasília, que é esse famigerado PL 733”, afirmou.

 

SEMINÁRIO SOBRE O PL 733

Mudança na Lei dos Portos

DESAFIOS DO TRABALHO PORTUÁRIO NO PARANÁ E NO BRASIL

 

4. Informações do evento:

    - Data: SEGUNDA-FEIRA, 6 DE ABRIL

    - Horário: 09H

    - Local: AUDITÓRIO DO ISULPAR

Rua João Eugênio, 534 - Costeira

Paranaguá - PR

 

5. Organização:

Deputado Federal Tadeu Veneri e Frente Intersindical de Paranaguá.












 Paranaguá, estivadores, porto, trabalhadores portuários, PL 733, Lei dos Portos, Adriano Ramos, sindicato, economia, emprego, debate público, seminário, ISULPAR, política, desenvolvimento

Texto: Jornalista Edye Venancio

Sindicatos e Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) realizam mobilização pacífica em defesa da exclusividade na contratação de mão de obra

Trabalhadores portuários avulsos, sindicatos e apoiadores promoveram uma mobilização pacífica nesta quinta-feira, 18, em todo o país, em protesto contra possíveis mudanças na legislação que impactariam seus direitos, incluindo o direito de exclusividade na contratação. A mobilização foi em resposta ao Projeto de Lei nº3.771/2021, que propõe alterações na Lei nº 12.815, conhecida como Lei dos Portos. Os manifestantes temem que tais alterações resultem na perda de direitos e benefícios para a categoria.

Durante a manifestação, sindicatos e trabalhadores portuários avulsos (TPAs) em Paranaguá-Pr, defenderam a manutenção da exclusividade na contratação de mão de obra portuária. Essa exclusividade é vista como essencial para proteger os empregos dos trabalhadores avulsos e garantir a segurança nas operações portuárias, uma vez que esses trabalhadores possuem treinamento e experiência específicos.

Portando faixas que expressavam sua contrariedade em relação à possível alteração na lei, muitos trabalhadores participaram do movimento. O principal receio dos manifestantes é a perda de exclusividade e direitos trabalhistas em virtude de uma ação direta de inconstitucionalidade protocolada no Supremo Tribunal Federal pela Fenop (Federação dos Operadores Portuários), que poderia alterar a legislação atualmente em vigor.

Texto: Edye Venancio

 

 

 

 

 

 

Revisão da Poligonal dos Portos vai impulsionar investimentos no Litoral

Os Portos de Paranaguá e Antonina vão receber novos investimentos que poderão chegar a R$ 4 bilhões nos próximos anos. Isso porque, nesta sexta-feira (12), o Governo Federal publicou no Diário Oficial da União o decreto que altera o traçado da poligonal do Porto de Paranaguá, excluindo as áreas privadas da área do Porto Organizado (porto público) e, com isso, revogando o decreto de 2002. A revisão da poligonal é uma medida prevista na nova Lei dos Portos (12.815/2013). O artigo 68 diz que as poligonais de áreas de portos organizados que não atendem à Lei deverão ser adaptadas em um ano. Até então, Paranaguá era um dos últimos portos públicos do país que ainda não havia revisado sua área. 

De acordo com o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, a revisão da poligonal dos portos por decreto representa um avanço para a economia do Paraná e do país. “É uma medida que vai alavancar investimentos de novas empresas para melhorar a logística, gerar mais empregos e renda para as cidades e possibilitar que o Brasil continue crescendo sem filas de caminhões ou de navios”, disse. Ele lembrou que o Porto de Paranaguá é o segundo em movimentação de cargas no país. “Com a possibilidade de novos investimentos privados, teremos ainda mais competitividade, desenvolvimento e empregos para a região. A atitude do ministro Helder Barbalho merece o nosso reconhecimento”, enfatizou o diretor-presidente. 

A alteração da poligonal possibilitará a construção de novos terminais portuários, incluindo na área do pré-sal. Segundo a Lei dos Portos, serão exploradas, mediante autorização, instalações portuárias localizadas fora da área do porto organizado. São elas: terminal de uso privado, estação de transbordo de carga, instalação portuária pública de pequeno porte e instalação portuária de turismo. “Com a revisão da poligonal, poderemos ter novos terminais de contêineres no Litoral, terminais de transbordo de carga e de pequeno porte (cabotagem), e terminais de turismo”, afirma Dividino. 

O QUE MUDA - A poligonal de um porto é um desenho geométrico, feito em planta, carta ou mapa, que indica o limite geográfico da área do porto organizado. Esta área compreende os acessos terrestres e aquáticos, as instalações portuárias e infraestrutura de proteção à atividade portuária. 

Para que se tenha ideia, a poligonal do Porto de Paranaguá englobava na área continental de Pontal do Paraná áreas da Ilha do Mel e outras pertencentes ao município de Pontal do Paraná. Lá, há previsão de implantação de pelo menos dois terminais de uso privado. 


Os desenhos iniciais das poligonais foram elaborados após discussões com a Administração Portuária, em conformidade com a legislação. 

“As propostas mantêm nas áreas dos dois portos organizados os imóveis sob a gestão da autoridade portuária, e consideraram, nas suas definições, a adequação dos acessos marítimos e terrestres, os ganhos de eficiência e competitividade decorrentes da escala das operações e as instalações portuárias já existentes”, explicou Luiz Henrique Dividino. 

NOVO MODELO - De acordo com a Lei dos Portos (12.815/13), Porto Organizado é um bem público para atender as necessidades de navegação, de movimentação de passageiros ou de movimentação e armazenagem de mercadorias. As operações portuárias são de responsabilidade da autoridade portuária. A sua área é delimitada por ato do Poder Executivo e abrange as instalações portuárias e a infraestrutura de proteção e de acesso ao Porto Organizado. 

A elaboração dos decretos foi capitaneada pelo ministro dos Portos, Helder Barbalho, que reuniu no dia 7 de fevereiro, em Brasília, a bancada do Paraná e representantes dos trabalhadores, dos portos privados e da Appa, e construiu um acordo que pôs fins das demandas judiciais e viabilizou os decretos. 

Para o deputado federal Ricardo Barros, que participou das discussões de revisão das poligonais dos portos paranaenses, o decreto trará um novo cenário logístico para o desenvolvimento do Paraná. “A assinatura destes decretos permite ampliar as condições de competitividade do Paraná, com a abertura de novas empresas e a geração de emprego e renda para o Litoral do estado”, disse Barros. 

Fonte: APPA

Paraná conclui primeira licitação do País desde a nova Lei dos Portos

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) concluiu a primeira licitação do Brasil para arrendamento em conformidade com a nova Lei dos Portos (12.815/2013). A área de 32 mil metros quadrados localizada ao lado do prédio administrativo do Terminal Barão de Teffé, em Antonina, será ocupada pela empresa Vetor para a instalação de indústria metalmecânica.


A proposta vencedora prevê investimentos de cerca de R$ 20 milhões na área e o arrendamento vai valer para os próximos 25 anos. Segundo o estudo de viabilidade técnica e econômica do leilão, pelo menos 100 novos empregos serão criados com a instalação da nova empresa. De acordo com o edital, a empresa deve construir sua nova sede e iniciar as atividades em dois anos.

Além de ser a primeira área licitada no novo marco legal, esta foi a primeira vez que a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) delegou a competência para realizar o processo licitatório para uma autoridade portuária. Desta forma, todas as fases do leilão foram feitas pela Appa.

“A delegação à Appa e o sucesso da licitação demonstram a capacidade do Governo do Paraná de desenvolver este tipo de processo e de atrair empresas para o Porto de Antonina”, afirma Secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, explica que a solicitação para conduzir a licitação da área foi feita pela administração dos portos paranaenses, em 2013, para a Secretaria de Portos, que é responsável pela concessão de áreas portuárias no País.

“De acordo com a nova legislação, todas as novas áreas portuárias devem ser licitadas pela SEP. No entanto, neste caso, a nova lei permite que a autoridade portuária local conduza a licitação”, informa Dividino.

O arrendamento da área está contemplado no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Antonina e faz parte do planejamento do porto para o desenvolvimento econômico e social da cidade. “Conseguimos dar agilidade à licitação e atrair mais uma empresa para a cidade, impulsionando a atividade econômica da região o mais rápido possível”, afirma o diretor do Porto de Antonina, Luis Carlos de Souza.

O diretor do porto explica que a instalação de uma empresa de metalmecânica é muito importante para a região, pois se trata de uma área que habitualmente fornece material ou serviços para as empresas de exploração de gás e petróleo em alto-mar. “É uma área com vocação para este tipo de atividade”, completa.

A próxima etapa do processo prevê a homologação do contrato pelo diretor-presidente. Após este trâmite será assinado o contrato com a empresa que inicia os trabalhos, assim que receber a área objetivo da licitação.

Fonte: APPA

Portos do Paraná apresentam inovações em Congresso Nacional de Direito Portuário na OAB

A nova Lei dos Portos e a logística portuária no Brasil foram temas apresentados, nesta sexta-feira (23), pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), no IV Congresso Nacional de Direito de Marítimo, Portuário e Aduaneiro. O Congresso está sendo realizado, em Curitiba, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Seção Paraná.

O diretor presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, falou sobre a logística portuária no Brasil e sobre os avanços obtidos pelo Porto de Paranaguá no cenário do comércio nacional e internacional.

No último mês de setembro a exportação de soja pelo Porto de Paranaguá triplicou. Foram 460 mil toneladas escoadas pelo porto paranaense no mês passado, volume três vezes superior ao registrado em setembro do ano passado, quando foram exportadas 136 mil toneladas. 


Para Luiz Henrique Dividino, os resultados e recordes obtidos pelo Porto de Paranaguá nos últimos anos se devem aos investimentos – em torno de R$934 milhões - e a revisão de todo o sistema logístico do Estado para dar vazão à produção. 
“O cais do porto foi totalmente te reformado, ampliamos o pátio de triagem, fizemos três campanhas de dragagem e já trocamos três shiploaders para o escoamento dos grãos. São obras que dão mais agilidade e aumentam a produtividade do porto", explicou Dividino.
O diretor-presidente da Appa falou sobre programas e ações que estão tornando o Porto de Paranaguá cada vez mais competitivo e, ao mesmo tempo, ambientalmente correto e socialmente responsável.
Outra importante medida apresentada por Dividino se refere à legislação dos Portos Paranaenses, que está disponível e pode ser consultadas em seu portal na In. 
“A Appa, em 2014, publicou a primeira revisão do regulamento operacional dos portos paranaenses. O material inclui todas as portarias, resoluções e ordens de serviço assinadas entre os anos de 2010 e 2014”, finalizou o presidente.
Nova Lei dos Portos – A diretora jurídica da Appa, Jacqueline Wendpap, falou sobre a Lei nº 12.815, a Nova Lei dos Portos, e que trata da exploração direta e indireta, pela União, de portos e instalações portuárias, e das atividades desempenhadas pelos operadores portuários. 

A nova lei trouxe algumas mudanças, entre elas, a abertura de espaço ao investimento privado, maior agilidade à Administração Pública e aumento da competitividade do Brasil.

O texto possui 76 artigos e tem como origem a MP dos Portos (nº 595), que foi discutida pelo Congresso. 
Segundo ela, entre os principais motivos para a modificação do marco regulatório estão, devolver à União a capacidade de planejar o setor portuário, redefinir as competências da Secretaria Especial de Portos (SEP) e da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) no planejamento e regulação, estimular a expansão de investimentos privados e estabelecer regimes de exploração das infraestruturas portuárias. 
"Além de muitas outras disposições, a Lei estabelece que as renovações de contratos de arrendamento de instalações portuárias - firmados com as empresas antes e depois de 1993 e tenham previsão de prorrogação de prazo ainda não efetivada - podem ter seu termo estendido antecipadamente, a critério do poder concedente", mencionou Jacqueline. 

Em relação à exploração dos portos e instalações portuárias a Lei fornece algumas diretrizes como a expansão, modernização e otimização da infraestrutura que integra os portos organizados e instalações portuárias, a qualidade da atividade prestada, além do estímulo à modernização e ao aprimoramento da gestão dos portos organizados.
Programação - O IV Congresso Nacional de Direito de Marítimo, Portuário e Aduaneiro termina nesta sexta-feira (23). Entre os temas abordados estão a fiscalização aduaneira, cargas perigosas seguro de transporte marítimo, projeto do Novo Código Comercial, a importância da regulação setorial e da arbitragem para a logística de comércio exterior, tratados internacionais aduaneiros, direito marítimo e os reflexos na economia.

Fonte: APPA

Imbróglio no Porto de Paranaguá trava investimentos e concessões

O Porto de Paranaguá ficou de fora da lista da Secretaria dos Portos (SEP), divulgada no fim de agosto, que autoriza a elaboração de 28 Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEAs) para o arrendamento de terminais em quatro portos públicos brasileiros. É mais um golpe para o porto paranaense, que precisa aumentar a capacidade de movimentação para não perder ainda mais espaço para os vizinhos Rio Grande (RS) e São Francisco do Sul (SC), que vêm se consolidando como alternativas no escoamento de grãos na região Sul.
Segundo o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, a decisão da SEP em excluir Paranaguá da lista deixou a administração apreensiva. “Isso foi uma decisão interna. Não sei se por descuido, mas o Paraná foi esquecido. Não tenho dúvidas de que não tem como enxergar projetos nos dois estados vizinhos de Paranaguá [Santos e São Francisco do Sul] e deixar o Paraná de fora”, afirma.
A nova etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL) pretende arrendar seis terminais em Paranaguá, dos quais cinco são áreas livres e um tem arrendatário. O porto paranaense está no segundo bloco do programa de concessões do governo federal, mas a Appa tinha expectativa de acelerar o processo e conseguir que os leilões fossem realizados ainda neste ano.
Também no fim de agosto, uma ação ajuizada pela Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap) conseguiu o adiamento das audiências públicas para revisão das poligonais dos dois portos paranaenses (Antonina e Paranaguá), um dia antes do primeiro encontro no litoral.

Ainda não há nova data para as audiências. Segundo a SEP, a previsão é que haja manutenção de todo cronograma proposto para o andamento do processo.
Um dia depois, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com um agravo em segunda instância no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4). Embora a desembargadora federal Vivian Josete Pantaleão Caminha tenha reconhecido, em sua decisão, que os estudos poderiam ser feitos posteriormente às audiências públicas, os encontros não puderam ocorrer devido à falta de prazo.Na ação, a Aciap pediu o adiamento baseada na falta de estudos técnicos sobre os efeitos da alteração da área de abrangência. A decisão em favor da associação foi expedida pelo juiz federal Guilherme Roman Borges, da 1.ª Vara Federal de Paranaguá.

Problemas

Além de travar a vinda de novos investimentos, o imbróglio envolvendo Paranaguá coloca em lados opostos entidades que representam a indústria e o agronegócio (juntamente com as autoridades portuárias), favoráveis à alteração na área de abrangência do porto, e representantes dos trabalhadores da região, que são contra a mudança. Eles pedem mais estudos para avaliar os impactos econômicos da medida.
A poligonal é a área de abrangência de um porto público, normalmente maior do que o espaço efetivamente ocupado por ele. Geralmente engloba, além do cais do porto, os terrenos destinados à atividade portuária, onde ficam depósitos e escritórios. E também áreas para eventual expansão.
As companhias que operam dentro da poligonal têm de se submeter a diversas regras, como a contratação de mão de obra de estivadores avulsos apor meio dos TPAs (Trabalhadores Portuários Avulsos). A mudança abre caminho para investimentos privados sem as exigências legais próprias dos territórios portuários.
Fonte Gazeta do Povo
Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Porto de Antonina terá primeira licitação do Brasil para arrendamento de área desde a nova Lei dos Portos

Está marcada para 20 de outubro a primeira licitação para arrendamento de uma área em todo o Brasil em conformidade com a nova Lei dos Portos (12.815/2013). A área, localizada no Porto de Antonina, tem 32 mil metros quadrados e será destinada para a instalação de indústria metal-mecânica. O edital com maiores informações para concorrência estará disponível a partir desta sexta-feira (4).

Além de ser a primeira área a ser licitada no novo marco legal, esta foi a primeira vez que a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) delegou a competência para realizar o processo licitatório para uma autoridade portuária. Desta forma, todas as fases do leilão serão feitas pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

A solicitação para conduzir a licitação da área foi feita pela administração dos portos paranaenses, em 2013, para a Secretaria de Portos, que é responsável pela concessão de áreas portuárias no país. De acordo com a nova legislação, todas as novas áreas portuárias devem ser licitadas pela SEP. No entanto, neste caso, a nova lei permite que a autoridade portuária local conduza a licitação.

O arrendamento da área está contemplado no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Antonina e faz parte do planejamento do porto para o desenvolvimento econômico e social da cidade. “Com a delegação à Appa, poderemos conduzir o processo com a agilidade que o Porto de Antonina merece, impulsionando a atividade econômica da região o mais rápido possível”, afirma o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

A licitação vai acontecer na modalidade de concorrência e será definida pela proposta mais vantajosa para a Autoridade Portuária. A área poderá ser explorada pela empresa vencedora por 25 anos e os investimentos mínimos previstos, segundo um estudo de viabilidade técnica e econômica elaborado pelo porto, devem ser de R$ 20 milhões. “Serão pelo menos 100 novos empregos criados com a atração desta indústria”, diz o diretor do Porto de Antonina, Luis Carlos de Souza.                                      

CARACTERÍSTICAS – O novo terminal vai se localizar numa área ao lado do prédio administrativo do Terminal Barão de Teffé. Após o término do leilão, a expectativa é de que a indústria seja construída em dois anos. “A instalação de uma empresa de metal-mecânica na região é muito importante para a região, pois é uma área que habitualmente fornece material ou serviços para as empresas de exploração de gás e petróleo em alto-mar”, afirma o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino. 



Fonte: APPA

Definição de poligonais em áreas portuárias

A Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013) estabelece que as áreas dos portos organizados, que englobam instalações portuárias e infraestrutura de proteção e acesso, devem ser delimitadas por poligonais. Essas poligonais são definidas por ato do Poder Executivo, conforme o Art. 15 da lei.

Os limites das poligonais consideram diversos fatores, como acessos marítimos e terrestres, eficiência, competitividade e instalações já existentes. Além disso, as especificidades locais são levadas em conta para adequar as poligonais às necessidades operacionais de cada região.

O planejamento do setor portuário nacional, composto pelo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ), Planos Diretores Estratégicos (Master Plan) de cada porto e o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), serve como guia para a definição dessas áreas.

A definição das poligonais proporciona maior segurança jurídica à comunidade portuária, esclarecendo os limites de competência do porto e a interface entre investimentos públicos e privados. Isso ajuda a evitar conflitos de gestão.

Conforme o Art. 68 da Lei dos Portos, as poligonais de áreas de portos organizados que não atendam ao disposto no Art. 15 devem ser adaptadas. Recentemente, a Secretaria de Portos (SEP/PR) colocou em consulta pública 17 poligonais que ainda tinham suas áreas definidas em portarias do Ministério dos Transportes. A revisão das poligonais dos demais portos organizados será feita gradualmente.

 Fonte: Secretaria de Portos
Foto: Paraná Portal
Texto: Edye Venancio

Secretaria de Portos promove audiências públicas em Antonina e Paranaguá

A Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP) promove, nos dias 27 e 28 de agosto, audiências públicas sobre a revisão das poligonais das áreas dos portos organizados de Antonina e Paranaguá.

Em Antonina a audiência será, nesta quinta-feira (27), das 9h e às 13h, no Teatro Municipal. Já em Paranaguá, a audiência será realizada na sexta-feira (28), das 9h e às 13h, no Teatro Municipal Rachel Costa.

A revisão da poligonal é uma medida prevista na nova Lei dos Portos (12.815/2013), com o objetivo de alavancar investimentos de novas empresas para melhorar a logística, gerar mais empregos e renda para as cidades.
                                
A legislação define como poligonais as áreas que compreendem as instalações portuárias e a infraestrutura de proteção e acesso ao Porto. Somente um ato, assinado pela Presidência da República, poderá mudar a Poligonal, a partir de proposta da Secretaria de Portos da Presidência da República.
                                          
SERVIÇO: “Audiências Públicas para Revisão das Poligonais dos Portos de Paranaguá e Antonina”
27/08: audiência pública em Antonina
Horário: 9h às 13h
Local: Teatro Municipal de Antonina, situado na Rua Dr. Carlos Gomes da Costa - Centro;

28/08: audiência pública em Paranaguá
Horário: 9 horas às 13 horas
Local: Teatro Municipal Rachel Costa, situado na Rua Quinze de Novembro, n.º 87, Centro Histórico.

Fonte: APPA