Toda a
população está susceptível a contrair a dengue, mas há pessoas que estão mais
vulneráveis a desenvolver a forma grave da doença. Este grupo de risco é
composto principalmente por idosos, gestantes, dependentes químicos e pessoas
com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial,
diabetes mellitus, anemia falciforme e doença renal crônica, entre outras.

Em 2016, das cinco mortes causadas pela dengue no
Estado, três estavam ligadas a este grupo de risco. Especialistas afirmam que o
vírus se manifesta de forma diferente, fazendo com que o quadro clínico do
indivíduo se agrave mais rapidamente.
“Geralmente, são pessoas com a saúde mais frágil,
que necessitam de uma atenção especial. A orientação é que elas busquem
atendimento de saúde logo que apresentarem os primeiros sintomas”, disse a
superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.
O diagnóstico precoce e o tratamento imediato
reduzem significativamente as chances de agravamento do caso. “É preciso que
todos fiquem atentos aos sintomas da dengue. Febre acompanhada de dor de
cabeça, dor articular, dor muscular, dor atrás dos olhos ou mal-estar geral são
alguns dos sinais mais comuns”, disse o médico especialista em Saúde Coletiva,
Enéas Cordeiro.
BOLETIM – Nesta terça-feira (26), a Secretaria da
Saúde divulgou um novo boletim com a atualização dos números da dengue no
Estado. Desde agosto do ano passado, já são 2.693 casos confirmados,
distribuídos em 153 municípios paranaenses.
Até o momento, 11 cidades atingiram situação de
epidemia. Além de Munhoz de Mello, Santa Isabel do Ivaí, Paranaguá, Cambará,
Mamborê, Itambaracá e Guaraci – que já faziam parte da lista – agora também
foram incluídos os municípios de Rancho Alegre, Santo Antônio do Paraíso, Assai
e Nova Aliança do Ivaí.
INVESTIGAÇÃO – O novo informe traz ainda a
confirmação de três novas mortes por dengue no Estado. Os óbitos aconteceram
entre 11 e 24 de janeiro nas cidades de Paranaguá (2) e Foz do Iguaçu (1). Com
isso, sobe para cinco o número de mortes pela doença neste ano.
“Após uma criteriosa investigação, com a avaliação
dos prontuários e de uma série de exames laboratoriais, hoje podemos atestar
que a dengue foi a principal causa da morte desses pacientes”, ressaltou a
chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.
Os óbitos de Paranaguá dizem respeito a uma idosa
de 89 anos e um homem de 34 anos. Os dois tinham histórico de doença crônica.
Já a morte de Foz do Iguaçu foi de uma jovem de 27 anos, sem nenhuma doença
pré-existente.
Fonte: AEN

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