Remuneração inicial de R$ 3,6 mil,
hora-atividade, quinquênios, licenças especiais e até licenças para tratamento
de familiar são vantagens às quais os professores da rede pública do Paraná têm
direito, ao contrário dos profissionais da rede particular, que não contam com
esse tipo de benefício.
De acordo com dados do Sindicato dos
Estabelecimentos Particulares de Ensino do Paraná (Sinepe), o piso para os
professores de escolas particulares gira em torno de R$ 2,6 mil para uma
jornada de 40 horas semanais, enquanto os professores da rede estadual de
ensino recebem remuneração de R$ 3,6 mil pela mesma carga horária, sendo R$ 2,8
mil de salário e R$ 800 de auxílio-transporte.
“O professor paranaense inicia a carreira com
uma remuneração de destaque no cenário nacional. E diferente do que ocorre nas
instituições particulares, o salário dos nossos professores não tem
diferenciação para a capital ou interior”, explica a Secretária de Estado de
Educação, Ana Seres.
Quando o assunto é hora-atividade, as escolas
particulares oferecem um acréscimo de 12% do salário do docente para a
preparação de atividades e correções de provas e trabalhos, desde que ela seja
cumprida dentro da instituição de ensino. Caso o professor opte por
desempenhá-las em outro local, não há benefício.
Por outro lado, o Governo do Paraná assegura
37,5% da jornada para a hora-atividade, mesmo com a adequação da atividade
prevista na nova resolução 113/2017. De uma carga de trabalho de vinte horas
semanais, 12h30 serão em sala de aula e 7h30 para hora-atividade,
considerando-se a hora-relógio (60 minutos) para o cálculo.
PROMOÇÕES E PROGRESSÕES - Além do diferencial
no piso salarial e na jornada de trabalho, os professores da rede pública de
ensino do Paraná contam também com promoções e progressões na carreira. As
implantações foram autorizadas neste mês de janeiro pelo governador Beto Richa.
São aproximadamente 75 mil benefícios concedidos, no valor total de R$ 40
milhões.
O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, adianta
que está em estudo o cronograma para o pagamento dos valores atrasados desses
benefícios, o que deve ser efetivado parceladamente durante 2017.
A progressão, no serviço público, é a mudança
de uma referência salarial para outra imediatamente superior, obedecidas as
condições previstas em legislação específica, própria da carreira a que
pertence o servidor. A promoção é a elevação do servidor à classe/nível
imediatamente superior àquela a que pertence, também obedecidas as condições
previstas na legislação específica de cada carreira. O quinquênio é um valor
incorporado ao salário do funcionalismo público a cada cinco anos de serviço.
BOX
Em seis anos, Governo do Paraná nomeou quase
40% dos profissionais da educação
Desde 2011, o Governo do Paraná vem ampliando o
quadro funcional da Secretaria de Estado da Educação (SEED). Em seis anos,
foram nomeados mais de 23,5 mil profissionais, entre professores e
funcionários, 37% acima do número registrado em 2010. As nomeações, segundo a
secretária de Educação, Ana Seres, garantem mais qualidade ao ensino público.
“Acreditamos que para atingir nossa meta de elevar os índices educacionais
precisamos investir nos nossos profissionais, contratando mais efetivos e
investindo em formação continuada”, afirma a secretária.
No início desta semana, o governador Beto Richa
autorizou a convocação de mais 339 professores aprovados no último concurso
público, realizado em 2013. Em 2016 já haviam sido nomeados outros 296 novos
professores, também remanescentes do concurso de 2013.
“Isso reflete a preocupação do Governo do
Estado com a educação. Nosso foco é no estudante, nosso empenho em cada ação é
buscar melhorias para mais de um milhão de alunos que estudam na rede
estadual”, ressalta a secretária.
FOLHA DE PAGAMENTO - Com o expressivo número de
contratações, a folha de pagamento também aumentou. De 2003 a 2010, R$ 25,2
bilhões foram destinados ao pagamento dos profissionais da educação. De 2011 a
2016, o valor ultrapassou os R$ 33,9 bilhões. São mais de cem mil servidores na
área da educação, entre professores e funcionários.
“Se por um lado isso é bom, porque é sinal que
nossos professores e servidores estão sendo valorizados, por outro, temos a
dificuldade de receita para investimentos, pois também precisamos investir em
infraestrutura e no pedagógico”, pondera Ana Seres.
Fonte: AEN




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