Tem causado
preocupação o número de casos de pacientes com tuberculose na Ilha dos
Valadares, em Paranaguá. Por este motivo foi iniciado nesta quarta-feira um
trabalho de busca ativa de sintomáticos respiratórios pela localidade,
envolvendo as duas extremidades, da Vila Itiberê ao Sete de Setembro.
Equipes das unidades de saúde Rodrigo Gomes e Norberto Costa
estão envolvidas. A ação segue até a próxima sexta-feira (12) e inclui também
conscientização na Praça Ciro Abalém, com entrega de panfletos e realização de
exames de escarro em pessoas que estejam tossindo há mais de duas semanas.
Atualmente, segundo o Setor de Pneumologia e hanseníase, a
Ilha dos Valadares tem 19 pacientes com tuberculose, sendo que 4 estão
internados na Lapa. “Nossos agentes
comunitários de saúde das quatro áreas atendidas com o Estratégia Saúde da
Família (ESF) estarão fazendo essa busca ativa. Fazemos também o acompanhamento
a esses pacientes que positivem”, explica a enfermeira Cleonice dos Santos
Ferreira, responsável pelas duas unidades de saúde.
O acompanhamento ao qual se refere a enfermeira é o
Tratamento Domiciliar Observado (TDO), que torna Paranaguá referência nacional
em relação à tuberculose. Agentes comunitários de saúde vão às casas dos
pacientes supervisionar a tomada de medicamento, de segunda a sexta-feira. Aos
sábados, domingos e feriados equipes do próprio posto fazem o serviço. O
tratamento da tuberculose dura 6 meses e era comum a desistência após a melhora
dos sintomas. Por isso o acompanhamento.
O secretário municipal de Saúde e Prevenção, Paulo Henrique
de Oliveira, destaca a importância do trabalho das equipes que estão fazendo a
busca ativa de pacientes. “Sempre falo
que o prefeito Marcelo Roque determinou que déssemos bastante importância à
questão da prevenção em saúde. Essa busca ativa pode ser determinante para os
pacientes, pois a tuberculose é uma doença que pode levar à morte”, observa
o secretário.
Conforme Maristela Cerqueira, enfermeira do Setor de
Pneumologia e Hanseníase, Paranaguá tem atualmente 66 pacientes em tratamento
de tuberculose. Há entre eles 4 em tratamento diferenciado, 6 que também são
portadores de HIV, 3 usuários de drogas e 2 crianças.
“Além do TDO também
oferecemos uma consulta mensal aos pacientes e ainda a realização de teste
tuberculínico aos comunicantes, pessoas que têm contato com quem contraiu a
doença”, explicou a dirigente. Vale
lembrar que todo o tratamento é gratuito na rede municipal de saúde de
Paranaguá.
Entre o público mais afetado pela enfermidade estão pessoas
com idade entre 17 e 50 anos, de todas as classes sociais. “Não tem mais grupo de risco. Todas as pessoas estão expostas e por
isso é importante fazer exame de escarro quando houver tosse por duas semanas,
febre alta, sudorese noturna e perda de peso rápida”, completa Maristela.
Fonte: PMP



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