O papa Francisco defendeu neste
domingo (4) uma Igreja universal na qual não haja "cristãos de direita ou
de esquerda", mas sim gente "unida na diferença", durante a
comemoração litúrgica da festividade de Pentecostes. As informaçõs são da
Agência EFE.
"A unidade verdadeira",
apontou o pontífice perante milhares de fiéis que assistiam à missa na Praça
São Pedro, "não é uniformidade, senão unidade na diferença".
Francisco presidiu uma solene
missa por causa deste dia, que encerra o Tempo Pascal e no qual os católicos
festejam a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos. O papa advertiu que, na
busca dessa unidade na diferença, é preciso evitar "duas tentações
frequentes", a primeira delas é "buscar a diversidade sem
unidade".
"Isto ocorre quando buscamos
nos destacar, quando formamos grupos e partidos, quando endurecemos nossos
planejamentos excludentes, quando nos trancamos em nossos particularismos,
talvez considerando-nos melhores. Então se escolhe a parte, não o todo",
apontou.
A segunda delas é tratar de
"buscar a unidade sem diversidade", um caminho que acaba caindo na
uniformidade", "onde já não há liberdade".
Frente a estas duas vias,
prosseguiu, é preciso apostar por uma unidade que se baseie no respeito, que vá
"além das preferências pessoais" e que expatrie "os murmúrios
que semeiam discórdia e as invejas que envenenam". "Ser homens e
mulheres da Igreja significa ser homens e mulheres de comunhão",
acrescentou.
Francisco também citou outro
valor fundamental tanto no seio da Igreja como no mundo em geral, o perdão,
"o dom por excelência" que "é o amor maior, o que mantém unidos apesar
de tudo, que evita o colapso, que reforça e fortalece".
"O perdão libera o coração e
permite recomeçar: o perdão dá esperança, sem perdão não se constrói a Igreja.
O Espírito de perdão, que conduz tudo à harmonia, nos empurra a rejeitar novas
vias", concluíu.
Fonte: Agência Brasil


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