O Ministério Público Federal (MPF) anunciou hoje
(12) que vai recorrer à Justiça para aumentar a pena imposta pelo juiz federal
Sérgio Moro ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da sentença
favorável, os procuradores discordaram de alguns pontos da
decisão.
Em nota à imprensa, o MPF no Paraná, responsável pelas investigações da
Operação Lava Jato, destacou que a decisão de Moro tramitou de forma
transparente e permitiu ampla possibilidade de defesa. “A atuação da
instituição é apartidária, técnica e busca investigar e responsabilizar todas
as pessoas envolvidas em atos de corrupção, além de devolver aos cofres
públicos os valores desviados nesse gigantesco esquema criminoso. A ação penal
contra o presidente Lula é uma dentre várias que foram propostas na Lava Jato
contra centenas de pessoas acusadas por corrupção”, afirmou o MPF.
A condenação é relativa ao processo que investigou a compra e a reforma
de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. A sentença prevê
que Lula poderá recorrer da decisão em liberdade. No documento, Moro afirmou
que as reformas executadas no apartamento pela empresa OAS provam que o imóvel
era destinado ao ex-presidente.
Após a divulgação da sentença, a defesa do ex-presidente afirmou que
Lula é inocente e classificou a condenação como decisão política.
“O presidente Lula é inocente. Por mais de três anos, Lula tem sido
objeto de uma investigação politicamente motivada. Nenhuma evidência crível de
culpa foi produzida, enquanto provas esmagadoras de sua inocência são
descaradamente ignoradas. Este julgamento politicamente motivado ataca o Estado
de Direito do Brasil, a democracia e os direitos humanos básicos de Lula. É uma
grande preocupação para o povo brasileiro e para a comunidade internacional”,
diz trecho da nota.
Fonte: Agência Brasil
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