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DER/PR divulga portaria que reforça restrições para veículos de carga na Ponte de Guaratuba


O DER/PR está instalando a sinalização viária necessária para estes trechos, destacando as restrições de tráfego, com a fiscalização sendo realizada pelo Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) da Polícia Militar do Paraná, bem como pelos agentes de trânsito do próprio DER/PR.

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), publicou uma portaria que reforça as restrições de tráfego para veículos de carga na Ponte de Guaratuba, na região do Litoral.

Somente poderão circular veículos que atendam todos os seguintes critérios: Peso Bruto Total (PBT) ou Peso Bruto Total Combinado (PBTC) máximo de 26 toneladas; comprimento máximo do veículo de 18,6 metros; e limite de até 4 eixos.

As mesmas restrições se aplicam também a trechos da PR-412 no perímetro urbano de Guaratuba e no perímetro urbano de Matinhos, até o entroncamento com a PR-508; na própria PR-508, no trecho entre os entroncamentos com a PR-412 e a Avenida Curitiba; e na PR-807 (Rua Marechal Hermes).

O DER/PR está instalando a sinalização viária necessária para estes trechos, destacando as restrições de tráfego, com a fiscalização sendo realizada pelo Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) da Polícia Militar do Paraná, bem como pelos agentes de trânsito do próprio DER/PR, que conta também com balanças rodoviárias para fiscalizar excesso de peso em ambos os lados da baía.

As restrições de veículos de carga são semelhantes às aplicadas à antiga travessia aquaviária pelo ferry boat de Guaratuba, mas com limite fixo de até 4 eixos.

A Ponte de Guaratuba possui capacidade para lidar com cargas mais pesadas que as previstas na portaria, mas a regra leva em consideração o traçado das vias de acesso à ponte, as limitações físicas para passagem de veículos e um acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR) para evitar aumento de fluxo de veículos de carga de grande porte nos municípios.

Veículos mais pesados deverão continuar usando a BR-376 e BR-277 para acessar o Porto de Paranaguá ou outros destinos que passem pelo Litoral do Paraná.

O DER/PR vai permanecer analisando o comportamento do tráfego na ponte e rodovias contempladas pela portaria, podendo futuramente realizar ajustes conforme a necessidade, visando melhorar ainda mais a segurança e fluidez do deslocamento dos usuários na região.


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Fonte: AEN-PR

Foto: Felipe Henschel/AEN

Com Ponte de Guaratuba, Maratona Internacional do Paraná se torna marco do esporte

Corrida que terminou com as provas de 10 km e a maratona (42 km) atraiu cerca de 20 mil atletas ao longo dos dois dias de competição. A recém-inaugurada Ponte de Guaratuba voltou a ser o grande atrativo no trajeto dos corredores neste domingo (3).

Guaratuba e Matinhos voltaram a ser o cenário do atletismo paranaense na manhã deste domingo (3) no encerramento da Maratona Internacional do Paraná (MIP). As provas de 10 km e a maratona (42 km) tiveram largadas a partir das 6h, reunindo corredores de elite, atletas com deficiência (ACD), amadores de diversas regiões e o pelotão da inclusão.

Assim como nas provas de sábado (2), a recém-inaugurada Ponte de Guaratuba voltou a ser o grande atrativo no trajeto dos corredores neste domingo. O percurso consolidou o evento como um marco para o esporte e para a infraestrutura do Estado, atraindo cerca de 20 mil atletas ao longo dos dois dias de competição.

Mesmo sob céu fechado, garoa e ventos fortes, a passagem pelo vão da ponte foi o ponto alto do trajeto, transformando o rigor físico da maratona em um momento de contemplação de um dos cenários mais emblemáticos do Paraná. Para Daniele Rodrigues, de 40 anos, moradora de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, a vista da estrutura é de tirar o fôlego: “O percurso foi lindíssimo, com a orla e a nova ponte. Foi sensacional”, comemorou.

DESAFIO TÉCNICO  Nos 10 km, o trajeto contou com duas subidas e duas descidas entre a ida e a volta, exigindo um preparo físico intermediário. Além do relevo, o vento costeiro e a alta umidade foram os principais obstáculos para os corredores.

Gustavo Bruisma, de 20 anos, natural de Pato Branco, no Sudoeste, destacou que a primeira metade da prova foi a mais exigente. “O maior desafio, no meu ponto de vista, foi o vento contra em alguns trechos”, relatou. “Quanto às subidas, foram difíceis, mas quem corre na região Sudoeste do Paraná já está acostumado”, brincou o atleta.

Já na prova principal (42 km), os maratonistas enfrentaram duas subidas acentuadas localizadas antes e depois da travessia da ponte. No total, o ganho de elevação foi de 232 metros, o que exigiu estratégia e controle rigoroso de ritmo para evitar o desgaste precoce.

Apesar do esforço nas inclinações, os corredores foram recompensados com extensos trechos planos pelas orlas de Matinhos e Guaratuba, setores que favoreceram a recuperação do fôlego e a manutenção da velocidade. A altimetria foi dividida em três fases: um início oscilante, um trecho intermediário com nova inclinação acentuada e uma reta final plana, permitindo que os atletas administrassem o fôlego ou acelerassem nos quilômetros decisivos.


INSPIRAÇÃO E APOIO – O suporte de quem está fora das pistas é essencial para quem corre. Jessica Rodrigues da Silva, 27 anos, moradora de Curitiba, acordou cedo, às 4h40, para apoiar o companheiro, Davi Rodrigues de Azevedo, em sua estreia nos 10 km. “Ele começou a correr há pouco tempo e já está completando uma prova com esse trajeto. É gratificante ver ele competir”, afirmou.

O exemplo também arrasta famílias inteiras. Gustavo Bruisma começou a correr em 2023 e já influenciou pais e irmãos. Para ele, a constância é o segredo: “Coloque um tênis, intercale corrida e caminhada. Daqui a alguns dias, pode ser você aqui fazendo história”, incentivou.

“A corrida é uma cura, uma terapia. Às vezes você acha que não vai dar conta pelo cansaço, mas a sensação ao terminar é sempre boa. Não desista no começo”, finalizou Daniele Rodrigues.


CAMPEÕES BRASILEIROS – A premiação total ultrapassa os R$ 300 mil. O destaque fica para os campeões da maratona (42 km), que receberam R$ 50 mil cada nas categorias masculina e feminina, além de bônus de R$ 10 mil para o primeiro brasileiro e a primeira brasileira a cruzar a linha de chegada. 

O primeiro lugar masculino na prova da maratona foi para o pernambucano José Márcio Leão da Silva, que completou a maratona em 2h19m33s. Em seguida ficaram Ederson Vilela Pereira, com o tempo de 2h21m17s. Na terceira colocação ficou Givaldo Araújo de Sena, com 2h23min46s

Já na categoria feminina, a colocação principal foi para a amazonense Franciane Moura, com tempo de 2h44m18s. Ela foi seguida pela queniana Viola Jelagat Kosgei com o tempo de 2h48min10s. Na terceira colocação ficou Marlei Eunice Willers, do Rio Grande do Sul, com 2h48min46s.

MARATONA INTERNACIONAL DO PARANÁ – A Maratona Internacional do Paraná (MIP) foi realizada entre os dias 2 e 3 de maio de 2026, com percursos  de 5 km, 21 km, 10 km e 42 km, entre as cidades de Guaratuba e Matinhos. A Ponte da Vitória, recém inaugurada, foi o ponto alto da prova.


































Fonte: AEN-PR

Foto: Felipe Henschel/AEN

Integração e desenvolvimento: autoridades destacam impacto histórico da Ponte de Guaratuba

Considerada uma das maiores intervenções de infraestrutura da história do Estado, a ponte passa a simbolizar um novo momento de desenvolvimento para o Litoral. O investimento do Governo do Paraná foi de R$ 400 milhões.

 A inauguração da Ponte de Guaratuba, realizada nesta sexta-feira (1º), foi marcada não apenas pela celebração popular, mas também pelo reconhecimento, por parte de autoridades de diferentes áreas, da importância estratégica e do impacto da obra para o Paraná. Considerada uma das maiores intervenções de infraestrutura da história do Estado, a ponte passa a simbolizar um novo momento de desenvolvimento para o Litoral.

O prefeito de Matinhos, Eduardo Dalmora, afirmou que a data marca o fim de um ciclo histórico e o início de uma nova fase para o Litoral. “Esta obra de mais de R$ 400 milhões é a comprovação de um sonho acalentado há décadas, que hoje se materializa para abrir um novo tempo de prosperidade. Estamos testemunhando o fim do isolamento e o nascimento de uma nova era", disse.

O prefeito de Guaratuba, Mauricio Lense, enfatizou o significado histórico da obra para a cidade e para a integração do Litoral. “Ouvimos falar desta ponte por gerações. Muitas vezes ela foi motivo de descrença, uma ‘ponte invisível’. Hoje, ela representa o fim do isolamento. É o comércio que vai girar o ano todo, o turista que chega com conforto e a ambulância que chega mais rápido. Consolidamos um corredor estratégico e turístico, integrando de vez o nosso litoral ao Porto de Paranaguá e à capital", avaliou.

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado estadual Alexandre Curi, ressaltou a união institucional como fator decisivo para a concretização da obra. “Tenho que agradecer a todo o time da infraestrutura do Paraná e, também, a toda a sociedade que acreditou neste sonho, que hoje é uma realidade. A Assembleia teve um papel importante, mas o grande mérito foi a pacificação dos poderes. Foi a união do Tribunal de Justiça, da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado", salientou.

Segundo ele, a aprovação dos deputados estaduais do nome Ponte da Vitória representa um forte simbolismo. “É a vitória do trabalho contra aqueles que não queriam o desenvolvimento do Litoral do Paraná. É a vitória da eficiência contra a burocracia e, principalmente, da união", arrematou.

A desembargadora Lídia Maejima, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, lembrou que há décadas a obra era prometida. “Nossa ponte não nasceu fácil. Ela estava prevista na Constituição do Estado do Paraná, de 1989, mas não saía do papel. Foi prometida, foi adiada, foi questionada, suspensa, mas finalmente saiu”, ressaltou.

O diretor de contrato da obra, Luciano Pizzatto, destacou o esforço coletivo envolvido na execução da ponte e o sentimento de legado deixado pelo projeto. “A dedicação e o engajamento das nossas equipes foram extraordinários. Enfrentamos desafios enormes, mas mostramos que é possível fazer uma obra dentro de um prazo desafiador, com muita força e vontade. Chegamos a ter mais de mil colaboradores no pico, gente de todas as regiões do país", revelou.

O presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski, ressaltou o impacto estrutural da obra para o desenvolvimento da região. “Esta é a terceira maior ponte sobre o oceano do Brasil, mas é, sem dúvida, um marco extraordinário na nossa história. A partir dela, teremos um novo litoral, mais pujante, gerando emprego, renda e qualificando a população".

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou os reflexos diretos da nova ligação para o atendimento à população, especialmente em situações de emergência. “Principalmente no que nós chamamos tempo-resposta nas questões de emergência, nós vamos ter um acesso muito mais rápido, muito mais fluido, especialmente em situações de urgência e emergência, com ambulâncias que estejam transportando pacientes”, avaliou.

Para o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, a entrega representa uma mudança estrutural para toda a região. “Um dia histórico, que vai transformar todo o Litoral, a vida das pessoas, a mobilidade, e vai trazer mais valorização para o Litoral. É uma obra emblemática, que estava prevista desde a Constituição do Estado e hoje é uma realidade", lembrou.

Para o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, a nova estrutura representa a integração total do Litoral do Paraná. “É uma obra estratégica, que atende aos anseios do setor produtivo paranaense, porque integra Matinhos a Guaratuba, facilita o comércio de mercadorias, os serviços e faz a ligação até Santa Catarina. Foram mais de 40 anos de espera para que finalmente pudéssemos celebrar este momento”, disse.

PONTE – Com investimento superior a R$ 400 milhões, a ponte é considerada uma das maiores obras de infraestrutura já realizadas no Paraná. São quatro faixas de tráfego, ciclovia e áreas para pedestres, além de acessos que totalizam mais de três quilômetros de extensão.

Projetada para substituir o ferry boat, a travessia entre os municípios passa a ser feita em cerca de dois minutos. A travessia pelo mar, no entanto, será descontinuada de maneira gradual.

Mas os planos para o local já têm projeto certo: a construção de um complexo náutico com espaços de convivência, lazer, serviços além de vagas para embarcações atracadas na baía e também alocadas internamente. 

O projeto começou a sair do papel em 2019, com a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). As obras tiveram início em outubro de 2023 e chamaram atenção pela rapidez, com frentes de trabalho operando 24 horas por dia.

Decisões estratégicas também marcaram o projeto, como a definição de que não haverá cobrança de pedágio e a restrição ao tráfego de veículos pesados.




















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Fonte: AEN-PR

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN