O número de motoristas flagrados dirigindo sob
influência de álcool aumentou 44,9% no Paraná no primeiro semestre deste ano,
na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Departamento
Estadual de Trânsito (Detran) – as infrações por este motivo subiram de 3.512
para 5.089 neste ano. Em média, por dia, são autuados 28 motoristas por
embriaguez ao volante no Estado.
Em Curitiba, o aumento das autuações foi ainda
mais expressivo: 122%. Houve 1.616 infrações registradas entre janeiro e junho
deste ano, contra 725 no mesmo período de 2016. Na Capital, em torno de nove
motoristas são abordados e autuados todos os dias por dirigir sob o efeito de
álcool ou de substâncias entorpecentes.
“O Governo do Paraná intensificou as
fiscalizações. Apesar das inúmeras campanhas educativas, dos alertas e das
milhares de notícias sobre acidentes causados pela mistura de álcool e direção,
muitos motoristas continuam desrespeitando a lei, colocando a vida deles e de
outras pessoas em risco” alerta o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.
Em março deste ano o governador Beto Richa
entregou 384 bafômetros para a Polícia Militar. Até o final de 2018 serão 768
unidades, com um investimento de R$ 8 milhões, recursos do Detran. O Governo
Estadual também investe na qualificação e no treinamento de agentes de trânsito
com cursos regulares para policiais e agentes municipais.
LEI SECA - Em novembro de 2016 a legislação
ficou mais rigorosa e as multas mais caras. “A intenção é aumentar as punições
para mudar o comportamento. A Lei Seca já tem mais de oito anos e é um
instrumento importante para a segurança no trânsito”, completa Traad.
Dirigir sob a influência de álcool ou de
qualquer outra substância psicoativa, é infração gravíssima. O valor da multa
foi alterado pela Lei Federal 13.281/16 e aumentou para R$ 2.934,70. O condutor
tem suspenso o direito de dirigir por 12 meses, o documento de habilitação
recolhido e o veículo retido. Em caso de reincidência a multa é aplicada em
dobro.
Além disso, o motorista que tiver nível igual
ou superior a 0,3 miligramas de concentração de álcool por litro de ar alveolar
pode ser preso. Neste caso, ele comete crime de trânsito e deve ser encaminhado
à delegacia. Com a constatação, o infrator pode ser detido por período que
varia de seis meses a três anos.
Segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito de
Curitiba (BPTran), de janeiro a junho deste ano foram realizadas 751 blitzes na
Capital, que resultaram na prisão de 249 motoristas. Nos mesmos meses de 2016
foram 673 blitzes e 191 prisões.
RECUSA - A legislação atual também pune o
condutor que se recusar passar pelo bafômetro ou qualquer exame que detecte a
influência de álcool ou drogas com multa de R$ 2.934,70, suspensão da carteira
de habilitação por 12 meses e retenção do veículo.
Fonte: AEN

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