O governador
Beto Richa sancionou, nesta segunda-feira (25), a lei que regulamenta a venda
de cerveja e chope nos estádios durante jogos de futebol. A assinatura foi
acompanhada pelos dirigentes de vários clubes profissionais do estado, que
deverão determinar pontos fixos para a comercialização das bebidas, que só
poderá ser servida em copos plásticos descartáveis.
O projeto de
lei, aprovado em 29 de agosto pela Assembleia Legislativa, foi proposto pelos
deputados estaduais Luiz Cláudio Romanelli, Alexandre Curi, Stephanes Junior,
Ademir Bier, Pedro Lupion, Márcio Pauliki, Tiago Amaral, Fernando Scanavaca,
Márcio Nunes, Nelson Justus e Anibelli Neto, que também assinam a sanção.
O governador
Beto Richa destacou que antes da sanção analisou o comportamento de outros
estados que já permitem a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios e
como ela reflete nos índices de violência. Ele afirmou que as bebidas já são
comercializadas no entrono dos estádios e a proibição seria uma desvantagem aos
clubes.
“Temos que
combater qualquer violência de forma rigorosa, por isso o governo está a
disposição para apoiar os clubes”, destacou o governador, ressaltando que nem
todas as pessoas que a praticam atos violentos no estádio estão sob o efeito de
álcool.
REGULARIZAÇÃO
- A lei deixa claro, em seu artigo 3º, que as únicas bebidas alcoólicas que
poderão ser vendidas nos recintos esportivos são a cerveja e o chope, sendo
proibida a venda e o consumo de outros produtos, sejam destilados ou
fermentados. A matéria determina, ainda, que 20% das bebidas comercializadas
sejam artesanais e de produção paranaense.
O presidente
do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de
Curitiba (Sindiabrabar), Fábio Aguayo, informou que com a regulamentação das
vendas serão criados cerca de 500 novos postos de empregos no estado.
“A lei vai
regularizar uma atividade que estava sendo feita na clandestinidade, que
colocava a saúde pública em risco, pois não havia controle da procedência.
Agora, além da fiscalização pela vigilância sanitária haverá a geração de
empregos, no momento em que enfrentamos uma grande recessão”, afirmou.
O diretor do
Londrina Esporte Clube, Eliseu Elias Silva, explicou que a intenção dos clubes
é organizar uma campanha de sensibilização dos torcedores para o consumo
consciente. “Tem que ser um trabalho coletivo para que a lei favoreça a todos”,
declarou.
O
vice-presidente do Paraná Clube, Christian Knaut, disse que os clubes vão ter
que tratar com rigidez e compromisso a responsabilidade de administrar o
consumo de álcool dentro dos estádios. “Temos que dar o exemplo e fazer com que
o consumo seja responsável”, afirmou.
Richa lembrou
ainda que a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná
(Celepar) está desenvolvendo um sistema de biometria para ser implantado nos
estádios. “Isso ajudará na identificação do torcedor e contribuir para inibir
os atos de violência”, declarou.
EXIGÊNCIAS - A
entrada de pessoas nos estádios portando qualquer tipo de bebida alcoólica é
também proibida, assim como é proibida expressamente a venda de bebida
alcoólica a menor de dezoito anos.
O projeto
também prevê que o torcedor que promover desordens, tumultos e violência ou
adentrar no recinto com substâncias não permitidas estará sujeito à
impossibilidade de ingresso ou afastamento do recinto esportivo, conforme está
previsto do Estatuto do Torcedor.
O vice-presidente
do Operário Ferroviário Esporte Clube, de Ponta Grossa, Paulo Balasin, falou
que a sanção da lei vai abrir oportunidades para o clube. “Para nós foi muito
importante. Vai abrir novas possibilidades de patrocínios pois temos fábricas
de cerveja na região que já haviam sinalizado interesse em apoiar o Operário”.
Fonte: AEN




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