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Presos podem ter de arcar com custos de permanĂȘncia na cadeia

Os presidiĂĄrios poderĂŁo ser obrigados a ressarcir o estado por despesas de manutenção com o cumprimento da pena. É o que prevĂȘ o Projeto de Lei do Senado (PLS) 580/15, de autoria do senador Waldemir Moka (MDB-MS). O texto foi aprovado nesta quarta-feira (6) pela ComissĂŁo de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em decisĂŁo foi terminativa, por isso, se nenhum senador apresentar recurso para que a matĂ©ria seja votada no plenĂĄrio da Casa, ela segue direto para a CĂąmara dos Deputados.
De acordo com o projeto, os detentos poderĂŁo custear os gastos por meio de recursos prĂłprios ou pelo trabalho. No caso de nĂŁo possuir recursos prĂłprios, o condenado deverĂĄ trabalhar para esse ressarcimento. "O projeto Ă© de importĂąncia Ă­mpar, no momento em que o paĂ­s todo recebe o Atlas da ViolĂȘncia, em que a bandidagem toma conta do paĂ­s. Cada preso hoje gasta em mĂ©dia R$ 2.440 por mĂȘs, valor acima de muitos salĂĄrios de professores e de muitos profissionais de outras ĂĄreas do paĂ­s", alertou o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), relator da proposta.
Se proposta tambĂ©m for aprovada na CĂąmara, a expectativa Ă© de que o estado tenha mais recursos livres para polĂ­ticas pĂșblicas. "NĂŁo vamos ter de gastar com condenado para ficar com mordomia de penitenciĂĄrias e sendo recrutados por facçÔes criminosas", ressaltou Caiado.

Embora o texto proponha a modificação da Lei de ExecuçÔes Penais (Lep), ainda segundo o relator, o ressarcimento tratado no projeto tem natureza cível, ou seja: "não se estå falando em punir o condenado mais uma vez pelo crime praticado". Ele justifica a constitucionalidade da proposta afirmando que, pela Constituição Federal, todos os prejuízos causados ao erårio deverão ser ressarcidos.

Fonte: AgĂȘncia Brasil/Karine Melo