O
diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom
Ghebreyesus, disse hoje (23) que a epidemia de HIV no mundo não terá fim sem
que haja políticas direcionadas para as chamadas populações-chave – sobretudo
gays, homens que fazem sexo com homens, trabalhadores do sexo, usuários de
drogas e população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais e
transgêneros).
“A melhor
forma de abordar todo o espectro de suas necessidades de saúde é por meio de
sistemas de saúde fortes baseados numa atenção primária centrada nas pessoas e
que seja direcionada para alcançar saúde para todos”, publicou Tedros em seu
perfil na rede social Twitter.
O
diretor-geral da OMS participa hoje da cerimônia de abertura da 22ª Conferência
Internacional sobre Aids, que ocorre até a próxima sexta-feira (27) em
Amsterdã, na Holanda. O encontro é considerado o maior do mundo sobre o tema e
deve reunir especialistas em ciência, direitos humanos e defesa dos interesses
de quem vive com HIV.
O tema deste
ano é Quebrando Barreiras, Construindo Pontes. A proposta é chamar a atenção
para desafios como estigma, preconceito e outros problemas enfrentados por quem
vive com o vírus em algumas partes do mundo, incluindo populações-chave do
leste europeu e da Ásia Central, assim como do Oriente Médio e do Norte da
África.
Números
Dados da OMS
revelam que homens que fazem sexo com homens, trabalhadores do sexo, pessoas
transexuais, usuários de drogas e pessoas encarceradas respondem por 40% das
novas infecções por HIV registradas em 2016.
Fonte: Agência Brasil/Paula
Laboissière


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